Uma Reflexão sobre o Futuro da Habitação Popular no Brasil
Reprodução Divulgação Ilustração

Uma Reflexão sobre o Futuro da Habitação Popular no Brasil

Caros leitores,

Gostaria de compartilhar com vocês algumas reflexões e preocupações que surgiram após ler a reportagem sobre a possível mudança no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), apresentada pelos presidentes-executivos da Construtora Tenda e da Direcional Engenharia. Como fundador do projeto "Seja Hoje Diferente", cujo objetivo é promover a solidariedade e melhorar a qualidade de vida das pessoas, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, é fundamental discutir como essas mudanças podem afetar as famílias de baixa renda em nosso país.

Primeiramente, é importante destacar a relevância do FGTS como instrumento de auxílio à aquisição da casa própria. Ao longo dos anos, esse fundo se tornou uma fonte crucial de recursos para milhões de brasileiros que sonham em ter um lar digno. As palavras dos CEOs da Tenda e da Direcional ecoam como um alerta para todos nós: uma mudança no FGTS pode impactar seriamente a capacidade de compra da população de baixa renda, que é o público-alvo das construtoras que trabalham com habitação popular.

A questão que está atualmente em votação no Supremo Tribunal Federal (STF) questiona a constitucionalidade da forma de correção do saldo das contas do FGTS, que atualmente rende apenas 3% mais a Taxa Referencial (TR), uma taxa que está longe de preservar o poder aquisitivo do trabalhador. O partido Solidariedade, que moveu a ação, argumenta que essa correção é insuficiente e prejudicial para os trabalhadores.

O que me preocupa profundamente é o impacto social que uma possível mudança no FGTS pode ter. Como mencionou Rodrigo Osmo, CEO da Construtora Tenda, "noventa por cento do recurso hoje investido em habitação popular vai sofrer." Isso significa que as famílias que já lutam para realizar o sonho da casa própria podem encontrar obstáculos ainda maiores no caminho.

Além disso, Rodrigo Valadares Gontijo, presidente-executivo da Direcional, afirmou que um ajuste no FGTS poderia resultar na perda da capacidade de compra da casa própria para muitas famílias de baixa renda. Isso, sem dúvida, seria catastrófico para o futuro do país, pois a moradia é um direito fundamental que impacta diretamente a qualidade de vida das pessoas.

Entendo que é importante buscar um equilíbrio entre a correção justa do FGTS e a sustentabilidade financeira do fundo. No entanto, qualquer mudança deve ser cuidadosamente ponderada, levando em consideração os impactos que terá nas famílias que mais precisam desse recurso.

No setor imobiliário, a preocupação é que a mudança inviabilize o uso do FGTS no financiamento de moradias populares, aumentando os custos para os compradores finais. Isso poderia afastar ainda mais as famílias de baixa renda do sonho da casa própria.

Como fundador do "Seja Hoje Diferente", acredito que é nosso dever olhar para o futuro com empatia e responsabilidade. Devemos garantir que as políticas públicas e as decisões judiciais não prejudiquem os mais vulneráveis em nossa sociedade. Portanto, é fundamental que as discussões em torno do FGTS levem em consideração o impacto social de qualquer mudança proposta.

Por fim, convido a todos a se informarem sobre essa questão, debaterem com responsabilidade e, se possível, se engajarem em iniciativas que promovam a justiça social e o acesso à moradia digna para todos os brasileiros.

Juntos, podemos fazer a diferença e garantir um futuro melhor para as famílias de baixa renda em nosso país.

Com solidariedade,

Alessandro Turci

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