19.10.21

Como atrair mais clientes para o seu negócio com as melhores estratégias de vendas

Vender é uma arte. Afinal, esse ramo profissional exige conhecimento e jogo de cintura em estratégias de vendas.

Felizmente, hoje em dia existe uma grande amplitude de recursos, ferramentas e plataformas para cuidar disso de forma mais assertiva.

Por outro lado, o ambiente mais democrático da internet faz com que a concorrência entre empresas aumente muito e os clientes se tornem mais exigentes.

Com isso, os gestores precisam ficar atentos ao surgimento de novos empreendimentos e às tendências que nascem e crescem na internet e, para isso, conhecer técnicas de vendas de maneira aprofundada é imprescindível.

Não deixe de conferir este texto para entrar em contato com estratégias sofisticadas e começar a vender mais e melhor.

Dicas para chamar a atenção do público

É impossível falar em vendas feitas pela internet sem falar em estratégias de Marketing Digital.

Esse conjunto de técnicas proporciona ferramentas e plataformas extremamente valiosas para que empresas dos mais variados ramos cresçam junto ao público da web.

As dicas a seguir incluem conceitos relacionados a esse tipo de marketing:

  • Persona;
  • Funil de vendas;
  • Fidelização;
  • Gatilhos mentais.

Continue acompanhando o texto e tenha acesso às principais informações dessas importantes técnicas de vendas.

  1. Estabeleça sua persona

Antes de gastar recursos com campanhas ambiciosas de Instagram Ads, é necessário definir com clareza a parcela do público que você procura alcançar. Para isso, use o conceito de persona para fazer isso da maneira mais aprofundada possível.

Em linhas gerais, a persona é uma evolução da ideia de público-alvo. Em vez de se ater apenas a informações gerais, o conceito também comporta dados mais abstratos.

Tradicionalmente, a identificação da persona de um negócio envolve o estudo dos sonhos, hobbies e interesses das pessoas.

O foco é ter acesso a informações mais aprofundadas do público para poder atendê-los com maior especificidade.

  1. Aposte em gatilhos mentais

Os gatilhos mentais são estratégias certeiras para fazer com que negociações se transformem em vendas efetivas.

Não basta investir em uma ação como anunciar no Google Ads sem trabalhar em maneiras complementares para engajar visitantes.

Saber gerar valor para o cliente é um gatilho mental clássico. O vendedor tem que demonstrar que o produto ou serviço realmente pode sanar o problema que a pessoa busca solucionar.

Criar senso de urgência é um outro exemplo. Afinal, é necessário passar a mensagem de que determinada oferta vai durar por tempo limitado ou que o estoque está no fim.

Demonstrar autoridade e apostar no valor social da marca também são gatilhos pertinentes.

  1. Faça o acompanhamento do funil de vendas

Uma vez que um novo visitante entra no seu site, é necessário acompanhar o progresso dele pelo funil de vendas.

O funil de vendas é formado por etapas que caracterizam o nível de propensão à compra em que cada consumidor se encontra.

Há os estágios de percepção do problema, a consideração das opções para solucioná-lo e, finalmente, a decisão de compra.

Utilize ferramentas personalizadas como Google Analytics para monitorar métricas fundamentais do funil de vendas, como:

  • Origem de tráfego;
  • Tempo de permanência na página;
  • Quantidade de cliques;
  • Tipos de interações no site.

A realização do monitoramento constante do funil garante mais conversões e um atendimento mais personalizado, entre muitos outros benefícios.

  1. Pense na fidelização

A equipe de vendas da empresa definiu a persona, usou gatilhos mentais para aprimorar como funciona o Facebook Ads e acompanhou o funil de vendas de perto.

Finalmente, veio o resultado tão aguardado: uma conversão efetiva. Mas não pense que o trabalho terminou.

A partir de agora, a marca tem que continuar marcando presença, mas de forma equilibrada, sem parecer invasiva.

As estratégias pós-venda são essenciais para garantir o que no marketing digital se chama fidelização.

Um cliente de primeira viagem tem que continuar sendo lembrado da empresa, para que ele volte a fazer compras com ela.

As técnicas mais eficazes de fidelização são fazer a segmentação de ofertas especiais por e-mail, estabelecer programas de fidelidade, oferecer tratamento personalizado e saber ouvir críticas e sugestões.

Considerações finais

O texto que você acabou de ler traz um breve guia das principais estratégias de vendas que são utilizadas no meio digital.

Os e-commerces e demais sites de marcas têm muito a ganhar ao estudar essas novas possibilidades de vender produtos e serviços.

Desse modo, recorrer ao uso de palavras-chave e demais ações de marketing é a forma de marcar presença nos canais de comunicação frequentados por possíveis clientes sem apostar em ações invasivas.

Compreendendo a GameFi: uma introdução ao universo P2E e aos jogos de OVNIs


O termo GameFi é uma combinação de duas palavras: jogos e finanças descentralizadas (DeFi). Mais popularmente conhecido como jogo play-to-gain (P2E), o termo foi usado pela primeira vez pelo fundador do DeFi Andre Cronje em 2020 e se popularizou rapidamente. UFO Gaming  é apenas um exemplo do potencial infinito da GameFi.

Os princípios básicos da GameFi permitem que seus usuários ganhem criptomoedas e tokens não fungíveis (NFTs), enquanto jogam jogos online. Seu caso de uso provou ser profundo: um mercado crescente de jogadores em todo o mundo agora depende desses jogos para ganhar seu salário vitalício em tempo integral.

Estudo de caso de sucesso da GameFi: UFO Gaming  

Auditado por  Hacken , o UFO Gaming é uma plataforma de jogo social totalmente descentralizada construída sobre a blockchain Ethereum, mas utilizando um ecossistema multichain para seus jogos internos. Sua jogabilidade coloca os jogadores dentro do 'Dark Metaverse', um ecossistema de loop fechado que consiste em diferentes jogos P2E.

Super Galactic é seu primeiro lançamento - os jogadores podem formar clãs, criar personagens e completar missões em um jogo espacial no estilo RPG. UFO Gaming tem recebido muito interesse como um projeto de blockchain porque, ao contrário de outros modelos, o Dark Metaverse não está confinado a apenas uma cadeia.

Apelidado de 'agnosticismo em cadeia', UFO cobrirá um amplo gênero de jogos e diferentes nichos de L1 e L2s. O token UFO ($ UFO) tem vários usos no ecossistema Dark Metaverse. É o token principal usado para recompensar os jogadores por seu sucesso e envolvimento no jogo.

$ UFO dá aos jogadores o direito de ganhar pontos de plasma, resgatar Genesis UFOeps, que são necessários para jogar Super Galactic, e ganhar UAP, que pode ser usado para comprar, trocar e fundir (criar) NFTs dentro do jogo. O OVNI também é usado para participar da governança do jogo por meio da organização autônoma descentralizada UFO (DAO).

Como funciona o UFO Gaming?

Embora o UFO Gaming possa conter alguns elementos de blockchain, sua missão principal é fornecer um universo de jogos que explora o verdadeiro potencial da indústria P2E. É suportado por meio de uma variedade de aplicativos DeFi, que incluem oportunidades de piquetagem e agricultura.

Os jogadores podem percorrer o Dark Metaverse, gerar recursos no jogo, como skins, armaduras e armas, que podem então ser usados ​​no jogo para completar missões diferentes. Os jogadores podem comprar Virtual Land, tratados como NFTs no jogo, apostados para ganhar recompensas da receita do jogo.

Os maiores proprietários de terras de cada planeta dentro do Metaverso Negro são conhecidos como 'Eternais', e têm direito a voto na direção do metaverso e ganham a maior parte das recompensas por lote de terra.

O que torna o UFO Gaming único?

Ao contrário da maioria das plataformas da GameFi, a UFO Gaming está procurando construir um mundo virtual 3D com uma economia de jogar para ganhar que incluirá vários jogos P2E diferentes dentro de seu universo. O UFO Gaming oferece aos jogadores uma alternativa complexa e visualmente envolvente da oferta P2E típica como um ecossistema colaborativo.

Ao contrário dos jogos tradicionais, nenhuma autoridade centralizada governa o ecossistema da GameFi. Opera por meio de transações de baixo custo, redefinindo o conceito de propriedade e capacitando os usuários que mantêm a plataforma funcionando.

A GameFi está redefinindo a maneira como pensamos sobre o blockchain hoje, e o UFO Gaming está ajudando a avançar com a revolução. Traga o Metaverso Escuro.

Agora, pontos do cartão do Banco do Brasil podem ser trocados por Bitcoin


Agora os clientes do Banco do Brasil que usam os cartões de crédito e débito do banco, podem trocar os pontos de seus cartões por Bitcoins (BTC), por meio de uma parceria entre a Dotz e a exchange de criptomoedas Foxbit.

A novidade já tinha sido adiantada pelo CEO, Alexandre Chade, em agosto deste ano quando o executivo destacou que a empresa estava trabalhando em uma atualização em sua plataforma.

Com a parceria esta é a primeira vez no Brasil que usuários podem trocar pontos de fidelidade por criptomoedas.

“Além de uma inovação, estamos ampliando as possibilidades de uso da Moeda Dotz e dando mais liberdade para que o nosso consumidor escolha o que realmente tem impacto em seu dia a dia. Já tínhamos saído à frente trazendo a conversão de Dotz em dinheiro na conta digital, agora, o cliente pode transformar o saldo em criptomoedas também”, explica Ricardo Gazetta, Diretor de Novos Negócios da Dotz.

Troque seus Dotz por Bitcoin

Ricardo Dantas, Co-CEO da Foxbit, destacou que a parceria quer popularizar o bitcoin e as outras criptomoedas.

"A nossa parceria com a Dotz é mais um passo para isso se tornar realidade e cada vez mais pessoas terem contato com um mercado inovador e terem a liberdade de escolher o que fazem com seu dinheiro”, explica Ricardo Dantas, Co-CEO da Foxbit.

Como a transação será realizada por meio dessa parceria, os clientes precisarão ter ou fazer o cadastro nas duas plataformas, Dotz e Foxbit. Para a troca funcionar o mesmo e-mail de cadastro na dotz tem que ser o mesmo de cadastro na Foxbit.

A Dotz. empresa comandada por Chade nasceu em 2000 e, desde então, vem acumulando clientes e empresas como parceiras. Atualmente entre as empresas que remuneram seus usuáriso com pontos Dotz estão os cartões do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Livelo, Banco Pan, entre outros.

Recentemente a empresa passou pelo IPO em maio deste ano e, entre outros negócios, fechou colaboração com o Ant Group, braço financeiro do gigante Alibaba.

PayPal diz que brasileiros estão prontos para abrir mão do dinheiro físico


Uma pesquisa liberada pelo PayPal indica que os brasileiros estão prontos para abrir mão do dinheiro físico, também chamado de “em espécie”.

O estudo nomeado “Terceira Onda de Inovação FinTech” ouviu cerca de 4 mil pessoas nos Estados Unidos, Alemanha, Brasil e China, onde puderam conhecer mais detalhes sobre a visão das pessoas sobre os ecossistemas digitais.

Neste estudo, um dos temas abordados foi sobre as moedas digitais de bancos centrais, as CBDCs.

Vale lembrar que o PayPal é uma empresa que trabalha com o dinheiro fiduciário em formato virtual há alguns anos e recentemente entrou no mercado de criptomoedas, após liberar nos Estados Unidos e Reino Unido a negociação de Bitcoin para seus clientes.

“A pandemia acelerou a digitalização de todas as coisas, incluindo serviços financeiros. Alguns pensam que (re) agrupamento e consolidação são inevitáveis ​​na esteira da pandemia COVID-19, enquanto outros argumentam que tecnologias descentralizadas como o Bitcoin tornam a desagregação o ponto crucial da próxima geração de inovação FinTech.”

Em estudo global, PayPal não vê consenso na preferência do consumidor mundial na preferência dos meios de pagamentos
Para o PayPal, uma terceira onda de inovações deve acontecer no ambiente de fintechs, que tem como tendência o surgimento de soluções emergentes.

Comparando a realidade de quatro países de diferentes regiões, o PayPal encomendou essa pesquisa global para buscar entender o comportamento e preferência dos consumidores. Uma das realidades apontadas no estudo é que a pandemia ajudou na digitalização do dinheiro, mas a moeda em espécie ainda é uma realidade presente.

As preferências pelo dinheiro físico são por motivos de controlar melhor os gastos, sem taxas e anonimato. Para o PayPal, esses aspectos deverão moldar o interesse por novas moedas.

“Essas características do dinheiro são importantes para os usuários e devem fornecer um contexto importante ao considerar as formas futuras de moeda.”

Mas a amostra ouvida pelo estudo indicou que há um futuro promissor para o dinheiro digital, principalmente no Brasil, com as pessoas justificando esse meio de pagamento como de mais “conveniência, flexibilidade e segurança”.

Segundo a pesquisa, 79% dos brasileiros ouvidos pelo PayPal estão prontos para abrir mão do dinheiro físico, sendo o principal país neste aspecto. O país que menos quer o dinheiro em formato digital é a Alemanha.

“Setenta e nove por cento dos entrevistados no Brasil e 72% na China gostam da ideia de não ter que carregar dinheiro ou moedas, seguido por 58% nos EUA e 40% na Alemanha”.

Brasileiros têm interesse em moeda digital do Banco Central, diz pesquisa do PayPal

Com o crescimento do assunto de Moedas Digitais de Bancos Centrais (CBDC), os participantes do estudo foram questionados se aceitarão utilizar esses sistemas. Surpreendentemente, os brasileiros estão entre os que mais confirmaram que irão utilizar essas versões de moedas, com 93% dos ouvintes provavelmente aceitarão.

Para o PayPal, como 1 a cada 5 dólares investidos em 2021 foram em fintechs, os governos devem observar este setor de perto, principalmente para formular políticas sobre uso de dados dos usuários e automações de soluções.

18.10.21

Banco de imagens gratuito pretende explorar cotidiano brasileiro


Um grupo de artistas, profissionais e pesquisadores resolveu criar um banco de imagens para retratar momentos reais do cotidiano e da vida do brasileiro. Em comum, eles se incomodam com a frequência com que empresas de comunicação e agências de marketing do país usem fotografias obtidas em bancos de imagens internacionais. Assim, a plataforma Brasil com S pretende oferecer soluções para a falta de representatividade da cultura nacional, reunindo mais de 200 imagens.

A iniciativa está no ar desde a última segunda-feira (11). As fotografias estão divididas em três temas: um típico churrasco de domingo, uma tarde comum de trabalho e um happy hour para relaxar.

Para fazer o download, é preciso concordar com os termos disponibilizados na plataforma. Todo o material pode ser utilizado gratuitamente para fins editoriais em publicações de interesse público, sem fim comercial, promocional ou político. Em caso de interesse na utilização das imagens em trabalhos com objetivos lucrativos, é necessário solicitar formalmente a autorização.

Os envolvidos no projeto fazem parte do Lab 678, que se apresenta como um laboratório de experiências e projetos criativos dedicado à criação de uma comunicação que proporcione identificação com seu público. Eles possuem formação e atuação em frentes bastante variadas: na publicidade, no design, no grafite, na ilustração, na moda, na fotografia, na música, em pesquisas sobre comunicação e arte, entre outras.

"Nosso Brasil é com S, não com Z. Somos um país rico em diversidade de corpos, tons de pele, identidades, expressões de gênero e sexualidades. Somos mais do que os olhos estrangeiros podem ver. No #brasilcoms você encontra mais de 200 imagens de pessoas reais fazendo coisas reais, cada um com sua essência criando em conjunto um acervo que as representasse como brasileiros", publicou em suas redes sociais o Lab 678.

Segundo avaliam os idealizadores do projeto, o povo brasileiro ainda é bastante retratado na comunicação por meio de estereótipos. O Brasil seria muitas vezes reduzido ao país do futebol e do carnaval. Contra essa lógica, a ideia do banco de imagens é oferecer fotografias que naturalizem as pessoas trabalhando, almoçando, conversando etc.

Aspectos técnicos da fotografia também são trabalhados em detalhes. A proposta do Brasil com S é trazer mais cor às imagens. A iluminação também é uma preocupação. “Temos muitos problemas com banco de imagens de fora, porque os objetos, os móveis são sempre urbanos, a luz das fotos é mais fria, sempre remete a outros países, nunca ao Brasil", diz Pedro Burger, diretor de arte do Lab 678.

Por que está tão caro comer o básico no Brasil?


Uma pesquisa do Datafolha entrevistou 3.667 brasileiros, em 190 municípios, entre 13 a 15 de setembro para saber sobre o consumo de alimentos neste ano.

Entre os entrevistados, 67% relatam terem reduzido a carne bovina; refrigerantes e sucos foram 51%, e lacticínios, como leite, queijo e iogurte foram diminuídos entre 46% da população. Frango, porco e outros tipos de carnes caíram 39%. Nem mesmo o Exército brasileiro deixou de ser afetado pela oscilação no preço dos alimentos, para se ter ideia do impacto disso no cotidiano.

Os alimentos que apresentaram maior estabilidade são os clássicos do prato brasileiro. O arroz, com 41%, e, logo em seguida, o feijão, com 40% dos entrevistados que relataram não terem mudado o consumo.

Segundo estimativas da FGV, em abril de 2021, 27,7 milhões de brasileiros (12,98%) estavam abaixo da linha da pobreza, com renda de R$ 261 mensais (US$ 49). Em 2019, o número era de 23,1 milhões de pobres (10,97%).

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de agosto deste ano, apontam que o custo médio da cesta básica subiu em 13 das 17 capitais analisadas. As mais caras estão em Porto Alegre (RS), com o valor de R$ 664,67, e em Florianópolis, ao custo de R$ 659.

A inflação dos alimentos foi mais severa especialmente com os mais pobres. A avaliação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – responsável por medir a inflação referente ao consumo das famílias, aponta que o custo de vida da classe de renda alta subiu 3% em 2020, enquanto a classe pobre sofreu com o dobro, 6%. A classe média registrou 4%.

Em 2021, o cenário se repete, castigando as pessoas com menos renda. A inflação para este grupo ficou acima de 9%; a classe média com 8%, e atrás as famílias com renda alta, entre 6 a 7%, diz o Ipea.

O IPCA geral fechou em 2020 com avanço de 4,52%, maior taxa desde 2016. A inflação dos alimentos, em especial, foi três vezes maior, com 14,1%.

O que explica a alta da inflação?

O cenário de alta da inflação está ligado às mudanças nos padrões de consumo associadas à pandemia, o timing e o montante alto da transferência pública de renda (auxílio emergencial), os desarranjos das cadeias produtivas, problemas climáticos, a elevação dos preços internacionais das commodities e, principalmente, a disparada do dólar, explica o coordenador científico do Cepea, Geraldo Barros.

Vitor Benites tem 21 anos e trabalha como web designer. Durante a pandemia, ele sentiu o seu poder de compra diminuir. Carnes, óleos e alimentos supérfluos foram os principais alimentos que cortou da lista na ida ao supermercado e algumas medidas foram tomadas para que os alimentos durem mais.

“Agora eu faço a feira a cada duas semanas, evito o desperdício de alimentos, fazendo receitas que aproveitam partes como cascas de vegetais. Compro em quantidades menores e troquei os refrigerantes por sucos, e acabo comendo fora bem menos”, ele conta.

Ligia Soares, 25, é estudante e mora em Curitiba com o namorado. Ela comprava muitas frutas, verduras, grãos variados e carne, mas devido a alta de preço isso se tornou mais escasso. Durante a pandemia os pais de Ligia, que enviavam dinheiro para custear sua estadia em outra cidade, ficaram desempregados, o dinheiro foi diminuindo e ela teve que recorrer ao auxílio emergencial.

Agora ela busca os sacolões de Curitiba, onde compra frutas e verduras por preços bem baixos e assim pode ter uma alimentação mais nutritiva e balanceada. O namorado de Ligia, que trabalha, acaba comprando itens como carne de aves e alimentos mais caros uma vez ao mês, o que fez com que diminuíssem o consumo de proteína animal.

O que explica a instabilidade do mercado?

A insegurança sobre o comportamento imprevisível das instituições – envolvendo os três poderes da República, e seus embates, tem aumentado o risco-país (medidor de instabilidade econômica) e afastado investidores internacionais, explica o coordenador científico do Cepea. Esse cenário explica, em parte, a forte valorização do dólar sobre o Real e a permanência no patamar elevado.

Em janeiro de 2020, a moeda norte-americana estava avaliada a R$ 4, e terminou o ano em R$ 5,18, acumulando alta de 29,33% no ano. Há quem diga que pode chegar a R$ 6 ainda neste ano.

“O Cepea calculou que o efeito do dólar na explicação do choque não esperado de preços dos alimentos no Brasil, foi, em 2020, cinco vezes maior do que o dos preços das commodities”, afirma o pesquisador Barros.

A valorização do dólar afeta toda a cadeia de produtos importados e exportados, além de funcionar como um balizador dos reajustes de preços na economia em momentos de incerteza, afirma Barros. Também entram nessa conta os preços dos combustíveis que afetam, por conseguinte, o frete de todos os bens.

Outro setor que onera fortemente o consumidor de baixa renda é o de transporte urbano, devido ao custo da energia que tem como fonte petróleo e derivados, muito influenciado pelo dólar.

No setor de produção de alimentos, a alta do dólar em geral favorece o segmento exportador, refletido nos dados da balança comercial das exportações do agronegócio em 2020. O faturamento somou US$ 101 bilhões, crescimento de 4% na comparação com o ano anterior, enquanto o volume embarcado subiu 10%, ambos recordes na série histórica do Cepea.

O Brasil teve uma safra de grãos no ciclo 20/21 estimada em 252,3 milhões de toneladas, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do volume impressionante, o país sofre com uma forte alta no preço dos alimentos.

O economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Kfoury, afirma que a valorização no preço das commodities foi sentida mundialmente e que os preços no mercado interno não dependem somente da produção brasileira.

“Houve um grande aumento da demanda mundial por alimentos, o que fez com que os preços subissem muito. Além disso, a desvalorização da moeda fez com que os preços dos alimentos aumentassem ainda mais. Desde o início da pandemia, em fevereiro de 2020, os preços das commodities agropecuárias subiram 60%”, explica o professor.

A previsão para os próximos meses sobre os valores dos alimentos não é muito otimista, segundo Kfoury. Os preços no mercado atacadista de produtos agrícolas continuam crescendo e para os próximos meses a expectativa é que permaneçam a subir.

Governo sanciona lei que cria autoridade de segurança nuclear


O governo federal sancionou a lei que cria a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). O texto, assinado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, foi publicado na edição de hoje (18) do Diário Oficial da União.

A nova estrutura, que tem sede no Rio de Janeiro, será responsável por monitorar, regular e fiscalizar as atividades e instalações nucleares no país. Segundo a Presidência da República, a ANSN surgiu a partir de um desmembramento da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), a qual agora ficará responsável pelos trabalhos de pesquisa e desenvolvimento do setor.

De acordo com a presidência, a ANSN usará estrutura e pessoal atualmente previstos para a CNEN e, por isso, não causará impacto no Orçamento da União.

Entre as atribuições da nova autarquia estão definir regras sobre segurança nuclear, proteção radiológica, segurança física das atividades e das instalações nucleares; regular e controlar estoques e reservas de minérios nucleares; e conceder licenças e autorizações para usinas nucleares, operadores de reator, pesquisas, e para o comércio interno e externo de minerais e minérios.

“A criação da ANSN tem o objetivo de separar a pesquisa da regulação e, com isso, atender exigências de gestão e também obter mais celeridade nas atividades. Exigência da Convenção de Viena aderida pelo Brasil, a ANSN veio para cumprir o requisito de independência da autoridade nuclear, separando atividades que estavam sendo acumuladas pela CNEN. Além disso, permitirá que os setores de pesquisa e desenvolvimento e regulação atuem de forma separada com interlocutores distintos, trazendo benefícios para ambas as autarquias”, informa nota da presidência.


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