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19.9.22

Alíquota: O que é, tipos e como impacta nos investimentos


Quando consideramos a macroeconomia do nosso país, existem alguns mecanismos utilizados pelo governo para incentivar ou desincentivar alguns setores. Dentre esses mecanismos, a alíquota merece destaque e atenção.

O setor das finanças e economia se mostra cada vez mais relevante ao pensar no mercado, tendo uma proporção considerável, principalmente quando se pensa no âmbito das empresas e dos seus impostos.

Com isso, o governo utiliza da alíquota como um instrumento importante, estimulando alguns meios de produção e até mesmo desestimulando algumas importações, fazendo com que esse mecanismo realize a sua aplicação.

Por isso, para você que deseja ter um conhecimento sobre a consultoria tributária da sua empresa e estar sempre de acordo com a lei, conhecer a alíquota é um passo necessário.

O que é alíquota?

A alíquota é um percentual ou valor fixo geralmente utilizado como base para o cálculo do valor de um tributo, tendo uma importância e relevância principalmente entre as empresas.

A alíquota a ser paga em cada tributo geralmente tem a sua determinação por meio de uma tabela, porcentagem ou valor do fixo, que sempre dependem e variam de acordo com o tributo estabelecido.

Por isso, diante dessas diferentes determinações e modo de aplicação, buscar uma consultoria tributaria contábil se mostra essencial, tendo um direcionamento em relação às obrigações fiscais e como sua empresa deve se comportar.

Quando o assunto é alíquota, muitas pessoas se mostram até de certa forma perdidas, entretanto para que seu negócio se estabeleça e tenha de uma forma clara suas obrigações, considerar a alíquota é um passo necessário.

Para que serve a alíquota?

A alíquota serve principalmente para determinar a porcentagem ou valor fixo que será aplicado sobre uma quantia de dinheiro recolhido de tributos, que podem ser recolhidos através de impostos, taxas e afins. 

E por mais que muitas vezes esse conceito seja associado ao cálculo do imposto de renda, ele também faz parte e está presente nos produtos, valor dos serviços e até mesmo alguns investimentos.

Assim, ao ter uma empresa de despachante aduaneiro comércio exterior a uma empresa de acessórios de viagem, considerar a alíquota é algo necessário e que faz parte do dia a dia da sua empresa.

Isso ocorre, pois justamente a grande maioria de bens e serviços da economia que fazem parte das empresas são tributados, gerando a necessidade de considerar e aplicar a alíquota.

No Brasil há mais de 90 tributos diferentes, sendo cobrados a nível municipal, estadual e federal, e alguns deles são bem conhecidos:

  • Imposta de renda pessoa física;

  • ICMS (Aplicado em mercadorias e serviços);

  • IPVA (Veículos);

  • IPTU (Propriedades).

Para cada tributo, ao considerar o contexto econômico e o meio em que sua empresa está, será utilizado um valor de alíquota para ser calculado o valor a ser pago pela empresa.

Por isso, desde uma contabilidade especializada em TI a uma empresa de materiais esportivos, estar atento à alíquota é essencial ao considerar os impostos e valores a serem pagos.

Importância e finalidade da alíquota

A importância está associada justamente a questões relacionadas ao valor a ser pago por cada pessoa referente aos impostos, variando de acordo com a renda e condições declaradas.

Quem tem uma maior renda declarada costuma pagar um percentual maior em forma de imposto, justificando os seus ganhos e aquilo que está entrando.

Um dos principais papéis da alíquota é servir como base para o cálculo total de impostos a ser pago por uma empresa ou pessoa física, evidenciando as obrigações legais de cada um.

Por isso, ao considerar e aplicar a alíquota, deve-se levar em conta desde uma declaração de importação aos produtos que sua empresa comercializa, mantendo cada processo dentre a sua empresa de uma forma legal e totalmente legítima.

Como a alíquota tem impacto no imposto de renda?

O tão famoso imposto de renda é um tributo cobrado para praticamente todos, tendo a sua aplicação tanto com pessoas físicas como também pessoas jurídicas em nosso país.

Quando se pensa nas pessoas físicas, a alíquota se mostra de acordo com a renda das pessoas, podendo variar conforme os recursos e a renda que essa pessoa possui.

Por isso, diante desse processo tem o que se chama no mercado como alíquota progressiva, sendo justamente a porcentagem a ser paga de acordo com o aumento proporcional à base de cálculos de cada um.

Portanto, a porcentagem da alíquota do imposto de renda sempre vai aumentar de acordo com a capacidade de contribuição, variando conforme cada pessoa e renda.

Além disso, há alguns grupos e pessoas que são isentas do imposto de renda, se caracterizando justamente como alíquota zero pois sua renda mais ultrapassa os limites que são previstos em lei.

Com isso, ao consultar, por exemplo, uma assessoria contábil para abertura de empresa, considerar todas as questões é fundamental justamente para que sua empresa dê passos assertivos desde a sua criação.

Principais tipos de alíquota

Como foi visto, as alíquotas estão presentes desde as pessoas físicas e as suas obrigações em relação ao imposto de renda, até pessoas jurídicas em suas empresas diante dos produtos e valores a serem pagos.

Por isso, assim como um sistema erp contas a receber faz parte do dia a dia dos seus colaboradores, conhecer os tipos de alíquota e suas diferentes aplicações é algo que deve estar estabelecido e na mente de cada um em sua empresa.

Existem dois tipos de alíquota, e eles se mostram até mesmo de uma forma fácil de ser entendido. Esses dois tipos ajudam principalmente a promover um sistema de recolhimento de imposto mais justo e o equilíbrio econômico do país, sendo eles:

Fixa

A alíquota fixa é aplicada para todos os contribuintes, não tendo critérios ou benefícios para alguns, mas sendo o mesmo para todos. Um exemplo bem comum é a porcentagem de ICMS, que incide em relação à circulação de bens e serviços de cada pessoa.

Geralmente a alíquota pode variar de acordo com os bens ou serviços prestados, entretanto ela não varia conforme o consumidor final do produto, se mantendo o mesmo independentemente do cenário.

Vale ressaltar que a alíquota pode sim ser alterada pelo governo federal, tendo algumas mudanças em relação à sua aplicação, mas não se tem uma diferenciação em relação aos contribuintes.

Variável

A alíquota variável se caracteriza como aquela que muda de acordo com a base de cálculo, tendo pontos de diferenciação entre os contribuintes.

Um dos exemplos mais comuns é em relação ao imposto de renda progressivo e sua mudança de acordo com os bens e os ganhos de cada um.

Para resumir e exemplificar bem essa questão, a alíquota variável, que também pode ser progressiva, aumenta de acordo com a base de cálculo. No caso, por exemplo, do imposto de renda, essa base é a renda que o contribuinte possui.

Qual porcentagem a alíquota possui?

Ao considerar os dois tipos de alíquota que existem se tem uma variação em relação à porcentagem ao pensar justamente no tributo que é cobrado.

Por exemplo, se a alíquota for variável, ela também tem esse elemento de diferenciação de acordo com a base de cálculo que cada contribuinte possui.

Portanto, diante de tantas variações, considerando desde um desconto de títulos factoring e a renda que cada um possui, não dá para definir uma porcentagem correta para a alíquota pelo fato de não sabermos de qual tributo estamos falando.

Como existem diferentes tributações, é preciso que se tenha mais informações para que se tenha a porcentagem correta em relação à alíquota em questão.

Entretanto, uma boa notícia é que é possível fazer o cálculo da alíquota para alguns tributos justamente pelo fato de termos algumas tabelas disponíveis para a alíquota progressiva.

Como a alíquota é calculada?

Para o contribuinte que deseja calcular a alíquota progressiva do seu imposto de renda e defini-la de acordo com os seus ganhos, algumas informações podem ser importantes.

Se você possui uma renda anual de até R$ 21.453,24, você está isento da alíquota, possuindo uma dedução de R$ 0,00.

Se você ou sua empresa possui uma renda de R$ 21.453,24 a R$ 32.151,49, sua alíquota é de 7,00%, possuindo uma dedução de R$ 1.608,99.

Se você ou sua empresa possui uma renda de R$ 32.151,50 a R$ 42.869,16, sua alíquota é de 15,00%, tendo uma dedução de R$ 4.020,35.

Já se você possui uma renda de R$ 42.869,17 a R$ 53.565,72, sua alíquota é de 22,5%, tendo como dedução R$ 7.235,54. Quando se caracteriza acima de R$ 53.565,72, a alíquota é de 27,5%, tendo como dedução R$ 9.313,83.

Por isso, ao ter esses pontos em mente, o cálculo da alíquota se mostra à sua disposição e à disposição da sua empresa para ser aplicada e desenvolvida.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

12.8.22

Poupança: Guardar o dinheiro nesse investimento vale a pena?


A poupança é, de longe, um dos investimentos mais tradicionais do Brasil. Entretanto, essa alternativa oferece a pior rentabilidade do mercado, por isso muitas pessoas não a consideram como uma forma de fazer investimentos.

Na prática, ela geralmente é o primeiro contato que o brasileiro tem no mundo dos investimentos. Contudo, a pergunta que fica é: ainda vale a pena guardar dinheiro em uma conta poupança?


Antes de responder essa pergunta, devemos entender como essa modalidade funciona. Confira:

Como a poupança funciona?

Resumidamente, a poupança é uma aplicação de renda fixa que pode ser administrada praticamente por qualquer pessoa, sem o auxílio de um profissional que trabalha com investimentos.


Vale pontuar também que a poupança é bastante acessível, e isso pode explicar o fato das pessoas iniciarem por ela.


Considerando que trata-se de um investimento mais fácil de ser gerenciado, muitas organizações de auditoria e consultoria empresarial, por exemplo, investem nesse tipo de aplicação, afinal, no mundo do negócios, quando se há mais praticidade, melhor.


Para se ter uma ideia de sua acessibilidade, até menores de idade podem ter uma conta poupança, desde que sejam representados ou assistidos pelo pai, mãe ou responsável legal.


Para conseguir acesso à poupança, o procedimento é bem simples: basta escolher um banco de sua preferência, apresentar alguns documentos necessários para a abertura da conta e aguardar a aprovação.


Inicialmente, muitas pessoas pensam que a rentabilidade pode variar de banco para banco, mas na verdade é a mesma para todos. Esse fato, inclusive, faz com que a poupança seja a primeira opção para uma empresa que também pratica investimentos.


Contudo, o ideal é que a organização tenha a orientação de profissionais que possuem conhecimentos na área, que é o caso de uma consultoria tributária.


Logo, a consultoria é capaz de dar os melhores conselhos para a empresa, mostrando qual seria a melhor opção de acordo com os objetivos da companhia. Em outras palavras, isso significa que o banco não irá influenciar no retorno do seu investimento.


Para que você possa entender melhor o modo de funcionamento da poupança, iremos agora explicar quais são os detalhes desse investimento.

Taxas e custos

Até aqui você provavelmente criou uma imagem negativa da poupança. Entretanto, as suas vantagens precisam ser pontuadas.


Não é à toa que quando uma pessoa começa em uma profissão, atuando como despachante aduaneiro comércio exterior e busca se organizar financeiramente, logo pensa em abrir uma conta poupança.


Isso acontece muitas vezes devido ao fato de ser uma opção mais simples e fácil de ser gerenciada, como já foi dito ao decorrer do artigo. As pessoas que optarem por fazer esse tipo de investimento, terão o benefício de ser isenta de custos.


Para ser mais exato, as cobranças tradicionais são proibidas. Portanto, você não terá custos com:


  • Tarifas de abertura;

  • Manutenção;

  • Taxas de administração;

  • Taxas de performance.


Inclusive os rendimentos da caderneta não pagam Imposto de Renda. Entretanto, o fato da poupança ser isenta de várias taxas não significa que ela possa ser descartada na hora da declaração anual de Imposto de Renda.

Liquidez

Outro grande atrativo que a poupança tem é a facilidade para resgatar uma aplicação. No momento que você solicita um resgate, os recursos caem na conta corrente na hora, de maneira simples e sem sofrer com burocracias.


Na prática, as pessoas costumam dizer que a poupança tem uma liquidez diária devido ao fato dos resgates serem feitos em qualquer momento, sem qualquer tipo de complicação.


Dentro de um cenário onde as pessoas preferem cada vez mais processos mais rápidos e sem complicação, fica fácil entender como a poupança ainda se torna uma opção viável para algumas pessoas.


O mesmo acontece dentro de uma empresa que aposta em outsourcing de TI, que busca melhorar cada vez mais os processos operacionais dentro da companhia.


Trata-se de uma situação bastante diferente do que ocorre, por exemplo, com alguns fundos multimercados, que têm a capacidade de prever já no regulamento um prazo de semanas entre a solicitação e efetivação de um saque.

Aniversário da poupança

Por mais que a poupança tenha uma liquidez diária, a rentabilização do investimento na poupança funciona de um jeito diferente.


A remuneração da caderneta é creditada mensalmente apenas na sua data de aniversário, que nada mais do que o dia do mês em que o depósito foi feito. Por exemplo, uma aplicação que foi feita no dia 10 de setembro só fará jus à remuneração no dia 10 de outubro.


Se caso você precisar resgatar o dinheiro no dia 9, saiba que estará perdendo todo o retorno do período.


Portanto, lembre-se de consultar uma empresa que possui conhecimentos nessa área. Hoje, uma assessoria contábil para abertura de empresa, por exemplo, é capaz de te dar a melhor orientação antes de fazer qualquer tipo de retirada.

Garantia

Outra vantagem que a poupança possui é contar com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), mantido pelas instituições financeiras.


Para quem não sabe, o FGC assegura que, em casos de calote ou quebra do banco, quem possui valores aplicados na caderneta receberá de volta até R$ 250 mil.


Dentro de um cenário onde há vários golpes financeiros, que faz com que até empresas invistam em software para gestão de franquias para ter melhor controle sobre os lucros, a poupança de fato chama a atenção pela sua segurança.


Vale pontuar também que a garantia por FGC é válida apenas por CPF e por instituição financeira. Isso significa que, se o investidor possuir uma poupança e aplicações em CDBs de um banco que apresenta problemas, a garantia de R$ 250 mil valerá para todas elas somadas.

Por que a poupança está ficando de lado?

Por muito tempo a poupança foi a opção mais viável de investimento para os brasileiros. Dentro de um panorama geral, os produtos financeiros não estavam ao alcance de uma boa parcela da população brasileira.


Após duas décadas, felizmente o mercado passou por diversas mudanças positivas, e consequentemente o cenário econômico mudou.


Hoje é possível notar até mesmo pessoas investindo em empresas especializadas em sistema de emissão de nota fiscal e outros segmentos.


Por sua vez, a poupança permanece como uma das aplicações mais fáceis, onde o investidor não irá se deparar com nenhum tipo de burocracia.


Devido ao fato de não prever aplicação mínima, a poupança torna-se uma ótima alternativa para pessoas que não têm muitos recursos para investir. No geral, trata-se de uma boa opção para pessoas que estão começando a se organizar financeiramente.


Entretanto, a rentabilidade em si é muito baixa. Esse fato precisa ser considerado na hora de avaliar onde investir.


Na maioria dos casos, a poupança pode não ser a melhor opção para um gestor de negócio de calibração de equipamentos de medição, que possui uma boa organização e lucratividade.


Outras aplicações de renda fixa com os riscos equivalentes ao da caderneta oferecem uma remuneração mais alta. E é por esse motivo que muitos especialistas estão deixando de recomendar a poupança.


Dito isso, podemos compreender que há maneiras mais rentáveis para fazer um investimento, portanto vamos conhecer agora quais são as melhores opções. Confira!

Melhores opções de investimento

Para montar essa lista, priorizamos as opções que mais fazem o seu dinheiro render. No decorrer dela você verá que cada aplicação tem suas peculiaridades, e diante delas você precisa saber qual é a que mais se encaixa no seu perfil de investidor.

1. CDBs

Os Certificados de Depósito Bancário são títulos emitidos pelos bancos para levantar uma certa quantia e financiar suas atividades de crédito. Ao optar pelo CDB, o investidor estará fazendo um empréstimo à instituição financeira em troca de uma remuneração.

2. LCI e LCA

Resumidamente, as siglas são conhecidas como letras de crédito – seja imobiliário (LCI) ou de agronegócio (LCA) – que funcionam de uma maneira bastante parecida com o CDB.


No geral, a principal diferença é que as instituições financeiras que as emitem devem ter alguma atividade de crédito relacionada a um desses setores.

3. Tesouro Direto

O Tesouro Direto, por sua vez, é onde o investidor irá emprestar dinheiro para o Governo Federal para que ele possa fazer investimentos no Brasil, como obras de infraestrutura. No fim, o dinheiro é devolvido na data combinada seguindo um percentual de juros.


Embora essas opções de investimento sejam melhores do que a poupança, vale a pena você conhecer o seu perfil de investidor, isso te dará uma confiança maior na hora de investir e fará com que você, em meio a esse processo, faça aplicações em outras opções.


Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

12.7.22

Taxa SELIC: Como o aumento dos juros básicos influenciam no dia a dia do cidadão


Se tem uma coisa que as pessoas constantemente estão comentando e sobre a taxa SELIC e como ela pode impactar o público geral e até mesmo investidores iniciantes, abrangendo também pessoas que conhecem bastante sobre o mercado de investimentos.

Mas existem muitas pessoas que nem ouviram falar sobre essa tal taxa e, mesmo as que já ouviram, existe a possibilidade de nunca terem se interessado ou simplesmente não saber sobre o assunto, motivo pelo qual esse texto está sendo escrito.

Com isso em mente, o texto de hoje irá abordar a Taxa SELIC e como ela pode entrar em alta e ajudar o cidadão comum, explorando o seu conceito e o básico sobre como os juros funcionam e algumas dicas de aplicação.

Desde o cidadão que trabalha com contabilidade especializada em TI até o que trabalha em uma padaria, a taxa SELIC é um assunto que parece complicado e muitos não sabem como funciona na prática, mas é bastante tranquilo de entender.

Também existe o grupo de pessoas que tem interesse em investimentos e sobre os conceitos que envolvem esse mercado mas não conseguiram entender exatamente como funciona ou simplesmente não encontraram um material que sane as suas dúvidas.

Independentemente disso, mesmo uma pessoa que trabalha com outorga e licenciamento ambiental sabe que a taxa SELIC já movimentou bastante o mercado e, mesmo que agora menos pessoas se interessem por ela, isso não significa que se tornou menos importante.

Outro detalhe que precisa ser mencionado é que são diversos os fatores que podem ou não moldar e direcionar a tomada de decisões de um investidor e a SELIC é mais uma dessas variáveis que é preciso acompanhar para garantir a segurança e saúde do seu dinheiro.

Portanto, para melhor compreender sobre ela, os tópicos a seguir irão abordar os seus conceitos, definições e como pode impactar o mercado em si, mostrando como mesmo prestadores de serviços para desconto de títulos factoring podem se beneficiar. Confira.

O conceito da SELIC

De forma simples e bastante direta, conhecemos como SELIC a taxa utilizada pelo Banco Central como instrumento monetário para controlar a inflação. Ela influencia de maneira direta e indireta todos os investimentos e outras taxas de juros do país.

Isso significa que desde investimentos e aplicações, até mesmo sua compra no exterior é de alguma maneira influenciada, mesmo que pouco, pela SELIC e o seu nome se refere diretamente a Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

Assim como existem termos em consultoria tributaria contábil, quando falamos da área de juros, é bastante comum ouvir que a taxa está em alta, podendo então ajudar na tomada de decisões de um investidor se é o momento de investir, retirar ou simplesmente não alterar.

O Comitê de Política Monetária, também conhecido como COPOM, a cada 45 dias avalia o atual cenário econômico do país, decidindo se a taxa continua a mesma, se sobe de valor ou se diminui. Quanto mais alta a inflação da nação, maior será a taxa SELIC.

Portanto, mesmo que utilize seu dinheiro para quitar dívidas e investir em sua empresa de declaração de importação, a SELIC sempre estará variando e, independentemente se está alta ou baixa, sempre existe vantagem em conhecer sobre o assunto, como:

  • Entender o melhor momento para investimentos;
  • Acompanhar a variação para fazer empréstimos;
  • Saber o quanto a variação impactará seu investimento;
  • Saber o momento de tirar ou não mexer no dinheiro.

Em outras palavras, quanto mais entender sobre a SELIC e a sua alta, mais seguro e melhor investido o seu dinheiro estará, e mais seguro você ficará para saber o quanto ela pode ou não impactar o seu dia a dia.

Lembre-se que tudo isso está diretamente ligado à inflação e, consequentemente, afeta até mesmo o preço dos serviços de despachante aduaneiro comércio exterior que você contrata, por exemplo.

Pensando nisso, hoje iremos falar justamente sobre essas questões, fazendo com que você entenda sobre a SELIC, e fazendo com que você tenha o conhecimento sobre como ela impacta o cotidiano do cidadão.

Como a SELIC impacta o cotidiano do cidadão?

Agora que já entendemos melhor o que é a Taxa SELIC e como ela funciona, além de alguns benefícios em conhecer o máximo possível sobre o assunto, chegou o momento de melhor entender como ela pode impactar o dia a dia do cidadão comum.

Sendo assim, os tópicos a seguir irão reunir algumas informações sobre o tema de hoje. Sem mais delongas, confira:

01 - Empréstimos para projetos

Independentemente se o empréstimo é para fazer a viagem dos seus sonhos ou para abrir uma empresa como uma consultoria tributária, quando a SELIC está em baixa é uma excelente maneira de não só conseguir o empréstimo, mas para evitar juros altos.

Em tempos onde a SELIC está alta, os créditos e juros são mais altos e isso faz com que as pessoas evitem gastar dinheiro com investimentos e se atenham a pagar suas contas e viverem suas vidas normalmente, o que é indicado até certo ponto.

Portanto, caso opte por financiamentos, você estará pagando mais caro pelo serviço e isso pode prejudicar você. Pense nesses períodos em momentos ideais para juntar dinheiro e investir quando a SELIC baixar, momento esse que normalmente diminui a inflação.

A inflação afeta praticamente tudo que compramos, desde objetos mais comuns até mesmo comida no mercado e provisões, fazendo com que o valor seja mais caro, o que afeta diretamente o salário ao longo do mês e como gastamos ele.

Em outras palavras, assim como uma gestão de patrimonio familiar, o crédito e o financiamento mais caro afetam o quê, como e onde irá comprar, e como será a logística da sua casa ao longo do tempo que ficará pagando o que comprou.

02 - Existe a possibilidade do Dólar cair

Muitas pessoas têm essa pergunta e mesmo que de forma indireta o dólar pode diminuir dependendo de como estiver a taxa SELIC. E, consequentemente, isso significa que o cidadão comum pode pagar mais barato em diversos produtos.

Pensemos que quando a taxa SELIC está com um valor alto, isso tende a atrair um número maior de investimentos para o nosso país, fazendo com que tais investimentos façam com que o real seja mais valorizado e o dólar caia.

Quando o dólar está mais baixo, é necessário lembrar que não apenas os produtos que importamos dos países diminuem o seu preço, mas também diversos produtos nacionais que, consequentemente, são importados pelos vendedores e suas lojas.

03 - Você pode investir na SELIC

Como dito algumas vezes ao longo do texto, a SELIC é uma taxa que acaba influenciando praticamente tudo em nosso país e, mesmo que você não possa investir diretamente nela, é possível através de alguns títulos indexados a mesma começar o seu investimento.

A alguns anos atrás, se tornou bastante comum que as pessoas investissem no tesouro nacional e, através da SELIC, deixavam seu dinheiro lá ao invés de poupanças, rendendo conforme o tempo passava através de taxas baixas. Melhor do que deixar o capital parado.

Mas caso essa ainda não seja a sua vontade, é possível investir em outros tipos de títulos privados como LCIs, LCAs, CDBs, sem mencionar os prováveis CDI que são bastante semelhantes à taxa SELIC.

Claro que nesse caso em especial, é preciso estudar e entender a probabilidade de variação, se pode retirar o dinheiro antes, o quanto você perde com isso.

Mas isso pode afetar diretamente o cidadão comum, afinal, quando o mesmo aprende a investir, uma horizontes de novas possibilidades se abrem para ele.

Considerações Finais

O texto de hoje contextualizou o que é a taxa SELIC e como o aumento dela pode influenciar diretamente o cidadão brasileiro de todas as maneiras possíveis, explorando o seu conceito, as possibilidades e também as vantagens de aprender sobre o investimento.

Claro que tudo isso que foi mencionado ao longo do texto dependerá bastante de como cada pessoa investirá e procurará entender sobre os juros, mas tenha em mente que a inflação é sua principal inimiga e deve estar atento às suas variações.

Procure então não apenas entender como ela funciona mas também a, caso se sinta confortável, começar a investir de maneira tímida até entender como funciona exatamente e ter total segurança sobre a taxa e todas as suas funcionalidades.

Esperamos que o texto de hoje tenha sido bastante informativo. Utilize-o como orientação para aprender ainda mais sobre a taxa e como você pode se beneficiar dela nos períodos corretos.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

3.7.22

Inflação faz 65% dos brasileiros comprarem marcas mais baratas


Pesquisa mostra que qualidade de vida foi afetada; maioria cortou custos e tem dificuldade de pagar contas essenciais

Inflação, juros altos e o aumento dos preços de bens e serviços, que trazem consigo maior endividamento, custo de vida elevado e o empobrecimento das famílias, estão fazendo o brasileiro mudar seu comportamento, principalmente na compra de alimentos, no consumo de energia elétrica e na economia de combustível. Isso é o que mostra uma pesquisa realizada pela Proteste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.

Ela faz parte de um estudo mais amplo, de que participaram os países-membros do Grupo Euroconsumers, referência global em defesa dos direitos dos consumidores: Bélgica, Portugal, Itália e Espanha. No Brasil, a pesquisa contou com 1.038 participantes, de todas as regiões.

Os resultados mostram que, desde o início do ano, mais de 90% dos entrevistados já mudaram seus hábitos nas principais áreas de consumo, especialmente em relação a energia elétrica, alimentação e mobilidade, em alguns casos incluindo também saúde e atividades sociais. Desses, 70% contaram ter desligado aparelhos ou evitado usá-los com a frequência a que estavam acostumados, para economizar energia elétrica.

Quanto à alimentação, 65% dos consumidores passaram a comprar no supermercado marcas de preço mais baixo, como as marcas próprias das redes, e uma em cada três pessoas diz ter cortado os alimentos não essenciais. A cada dois entrevistados, um afirmou que está comprando uma quantidade menor de peixe ou carne.

No que diz respeiro à mobilidade, três quartos dos respondentes revelaram ter mudado seu comportamento de consumo — são 45% os que estão deixando de usar o carro por conta do combustível mais caro e 28% os que disseram estar dirigindo de maneira mais econômica.

Deixar para depois

As famílias com renda mais baixa foram atingidas com maior intensidade, mas até consumidores que têm uma situação financeira "mais confortável" tiveram de mudar alguns hábitos. Mais da metade, 53%, afirma ter renunciado ou adiado a compra de roupas para si, 47% cortaram atividades sociais, como a ida a restaurantes e bares, e 30% tiveram de mudar os planos para as férias. Também teve uma parcela que cancelou o atendimento odontológico (29%), outra que adiou consultas médicas (26%) e um grupo que deixou para depois a compra de óculos ou aparelhos auditivos (20%).

O corte de custos essenciais revela que a qualidade de vida dos consumidores foi afetada. Quase um quarto de todos os entrevistados descreveu a situação financeira da família como difícil, sendo que 39% declaram que, neste momento, a condição é pior do que a de um ano atrás. E mais da metade dos entrevistados (58%) afirmou não ter margens ou economias para lidar com futuros aumentos de preços.

Apesar da piora em geral, entre os países que participaram do estudo o Brasil foi o que apresentou o maior percentual de consumidores que tiveram melhora no padrão financeiro. Quando solicitados a comparar a situação financeira atual com a de um ano atrás, 16% dos brasileiros afirmaram ter havido progresso. Em Portugal e na Espanha esse dado foi 9%, na Bélgica foi 8%, e na Itália, 7%.

“Sendo um país de renda média, o Brasil é fortemente impactado pela crise inflacionária. Mas, ao mesmo tempo, em função de sua concentração de renda e oportunidades, possui o maior percentual de pessoas, entre os países pesquisados, cujo nível de vida permaneceu igual ou está melhor do que um ano atrás”, comenta Henrique Lian, diretor de relações institucionais da Proteste.

30.6.22

Principais dificuldades das indústrias no Brasil em 2022


Abrir um negócio no Brasil não é nada fácil, e todo mundo que já tentou em algum momento sabe muito bem de toda a dor de cabeça que pode estar envolvida nisso. Tudo fica ainda mais complexo se o negócio que você quer abrir é do setor das indústrias, e essa complicação a mais tem vários motivos.


Primeiro, pelo fato de as indústrias serem negócios complexos, que precisam de mão de obra especializada, maquinário pesado, demandam muito investimento, tempo, espaço e não têm uma clientela comum como as empresas tradicionais. Não é como se alguém fosse passar na frente da sua indústria e fazer uma compra, da mesma forma que ocorre com muitas lojas.

 

O resultado dessa complicação toda é que muitas pessoas abandonaram o barco e desistiram de seus negócios, com mais de 30 mil indústrias fechando no país de 2013 para cá.

 

Isso só mostra o quanto esse negócio pode ser complexo, e não é para qualquer um. Apesar de ser uma parte fundamental da economia do nosso país e de fornecer emprego a milhões de brasileiros, ter uma indústria não é trabalho fácil. Por esse motivo hoje vamos ajudar você que está pensando em começar nessa área.

 

Apresentaremos aqui as maiores dificuldades que as indústrias vão ter que passar no Brasil no ano de 2022, já adiantando toda a dor de cabeça que você vai ter na hora de seguir nesse setor. 

 

O investimento inicial


Vamos falar especialmente com você, que vai abrir a sua indústria neste ano. Se você quiser dar o seu primeiro passo, o timing certamente não é o melhor. Não estamos dizendo para você abortar a sua missão, mas já adiantamos que você vai sofrer mais do que as pessoas sofreram antes da pandemia, por exemplo.

 

Estamos passando por um dos piores momentos econômicos do nosso país, com inflação extremamente alta, e com algumas coisas especificamente muito caras, coisas essas que podem influenciar diretamente no valor que você vai ter que investir.

 

Se você abrir uma indústria que trabalha com transportes, por exemplo, o preço de um veículo e da gasolina já vai automaticamente inflacionar muito o seu investimento. Isso faz com que as pessoas pensem duas vezes antes de dar esse primeiro passo, e deixa muito claro que o desafio de quem vai começar agora em comparação com quem começou há 5 anos, vai ser bem maior.

 

Vale lembrar ainda que existem os gastos com segurança que toda indústria é obrigada a ter, desde cuidados com os equipamentos que requer manutenção, emissão de certificado de calibração e tudo mais, até a segurança do trabalho típico que cuida do bem-estar do funcionário.


Esse também é um investimento inicial que deve ser levado em consideração e que vai gerar gastos logo de cara.

 

A falta de insumos

 

Agora vamos falar de um mal que todas as indústrias estão sofrendo. Você já deve ter ouvido falar disso em algum momento, já que esse tipo de notícia está praticamente tomando os noticiários sempre que uma empresa ameaça fechar as portas.


A falta de insumos tem sido a maior dor de cabeça dos últimos anos para quem trabalha no ramo da indústria. E para quem não sabe, insumos são todos os itens fundamentais para a produção de alguma coisa, praticamente a sua matéria-prima.

 

Muitas vezes, esses insumos são importados, e isso por si só já cria uma dor de cabeça bem grande, principalmente porque estamos vivendo momentos de conflitos internacionais e até de sentimento de parceiros, e tudo acaba pesando no preço e também na burocracia de se importar insumos. 

 

Infelizmente esse é um problema que não está dando muitos sinais de que está prestes a melhorar, com altos conflitos internacionais seguindo. Tudo indica que pelo resto do ano a falta de insumos vai continuar assombrando boa parte da indústria brasileira, e vamos ter que continuar nos virando da forma que for possível.

 

A produtividade


Um problema que nasce diretamente da falta de insumos, é o da produtividade. É claro que tudo o que vivemos durante a pandemia da Covid 19 também teve sua responsabilidade, mas agora, com isso e o problema anterior somados, o que temos é uma bola de neve.


Não existem insumos suficientes para uma alta produtividade. Ao mesmo tempo, não se sabe se existe uma demanda grande por essa produtividade por conta da retomada financeira em meio a uma crise.


Isso compromete diretamente a produtividade das indústrias, e se as indústrias produzem menos, a economia gira menos. Algumas podem acabar fechando pela falta de produtividade, o que vai gerar desemprego e uma bola de neve de coisas ruins para nossa economia.


Isso mostra que 2022 vai ser um ano complexo para as indústrias, e que elas vão ter que lutar para poder passar por esse momento sem que alguma acabe se comprometendo seriamente.


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