Saber inglês é essencial
Idioma é o mais utilizado em trabalhos acadêmicos e na divulgação de descobertas científicas

Para ingressar em programas de pós-graduação, não é necessário ser fluente em inglês, e sim ter algum conhecimento no idioma. Alguns cursos solicitam que o candidato indique uma língua com a qual tenha afinidade (ou até mesmo duas, no caso de doutorado). Assim, uma das etapas importantes nesses processos de seleção consiste em fazer um teste de inglês

Conforme ressaltado em artigo publicado no portal do Conselho Internacional de Altos Estudos em Direito (Caed-Jus), cada instituição de ensino tem regras específicas sobre a exigência do inglês para os processos seletivos de pós-graduação. Assim, as provas de proficiência em língua estrangeira podem ter diferentes pesos e ocorrem em distintas fases do processo.

Em alguns casos, o exame é eliminatório; em outros, classificatório. Assim, alguns programas permitem que o teste seja realizado depois do ingresso do aluno no curso, mas em algumas instituições ele é pré-requisito para a entrada. Nesse sentido, apostar em um curso de inglês preparatório pode ser um passo essencial na aprovação. 

Segundo relatório realizado pela Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) em colaboração com o Real Instituto Elcano, 95% dos artigos publicados em revistas científicas foram escritos em inglês e apenas 1% em espanhol ou português. O estudo evidencia e reforça a importância da língua inglesa em trabalhos e na divulgação de descobertas científicas.

Como o inglês é cobrado numa pós

De modo geral, o teste de proficiência para processos de seleção em mestrados e doutorados conta com um texto sobre o qual o candidato precisa responder, em português, questões de compreensão. 

As perguntas costumam ser relacionadas a ideias, formas verbais e pronominais e sentido contextual de palavras e expressões. Além disso, pode ser solicitado que o candidato faça um resumo do texto, também em português. Durante a realização da prova, é permitido consultar dicionários ou gramáticas. 

Para ser considerado proficiente, no geral o aluno precisa acertar 70% ou mais do exame. Vale lembrar que não é preciso comprovar fluência, já que o intuito é identificar se o candidato compreende a língua indicada no momento da inscrição. 

O que significa pós-graduação

É uma modalidade de ensino superior destinada às pessoas que já concluíram a graduação. No Brasil, esse modelo pode ser dividido de duas formas: lato sensu e stricto sensu. Para escolher entre eles, é importante estar atento à conexão do objeto de estudo na graduação e na pós-graduação.

O tipo lato sensu pode ser traduzido como “sentido amplo”. Essa categoria inclui pós-graduações mais abrangentes, que duram um período menor e são destinadas às necessidades imediatas do mercado de trabalho, como as especializações.

Já a categoria stricto sensu, traduzida como “sentido estrito”, é a modalidade de pós-graduação de maior duração e dedicada à pesquisa e análise profunda de um objeto de estudo. Está ligada especialmente à atividade acadêmica de produção de conhecimento. Os mestrados e doutorados são exemplos. 

Inglês instrumental como meio de preparação para as provas

De acordo com explicação do Caed-Jus, é comum que os programas de pós-graduação de mestrado e doutorado permitam que os candidatos escolham o idioma. Para o mestrado, em regra se solicita a proficiência numa língua estrangeira, sendo o inglês a mais frequente ou até obrigatória. 

Já no doutorado, o requisito é de dois idiomas estrangeiros. Novamente, é comum que alguns cursos exijam o inglês e ofereçam outras opções para o segundo, como francês, alemão, italiano e espanhol.

Ciente da prevalência do inglês nesses exames, é preciso saber como se preparar. No caso do mestrado e doutorado, o foco para a prova é o estudo da gramática instrumental. Esse conhecimento foca na interpretação, compreensão e composição textual, ou seja, objetiva aferir se o candidato entende o contexto da leitura de maneira mais ampla.

Idioma é importante para leitura e debate 

A ideia por trás da cobrança de línguas diferentes do português nas provas seletivas para pós-graduações é que o estudante possa ter acesso a bibliografias estrangeiras. Por isso, não é necessário falar ou escrever em inglês para fazer a prova de idiomas e ingressar na pós. 

A exigência, portanto, é que o aluno consiga interpretar o texto, já que, ao longo do curso, ele vai entrar em contato com materiais estrangeiros. Assim, deve-se compreender os materiais para que se possa acompanhar as aulas, ler e produzir artigos, comentar e discutir com os colegas e professores.

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