Manifestantes que estavam acampados no QG do exército e protestavam contra os resultados das eleições de 2022, furaram o bloqueio de segurança e invadiram a Esplanada dos Ministérios neste domingo, 8. Cerca de cem ônibus com protestantes usando bandeiras do Brasil e roupas nas cores verde e amarelo, chegaram a capital federal no início deste domingo. Os participantes pedem a saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e até mesmo uma intervenção militar. Imagens e vídeos divulgados nas redes sociais mostram os manifestantes escalando o prédio do Congresso Nacional e tomando conta o do Supremo Tribunal Federal (STF). Atos de vandalismo foram registrados no interior do Planalto. Gavetas foram reviradas, vidros quebrados e o STF todo depredado.

Um dos vídeos mostra guardas usando gás de efeito moral para evitar que os manifestantes furassem o bloqueio. Inicialmente, a manifestação acontecia de forma pacífica desde as primeiras horas deste domingo, mas perdeu o controle quando todos desceram para a Esplanada. O ministro Flávio Dino, que está na Esplanada, declarou que “essa absurda tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer. O Governo do Distrito Federal afirma que haverá reforços. E as forças de que dispomos estão agindo. Estou na sede do Ministério da Justiça”. A Força Nacional, que no sábado, 7, recebeu autorização no ministro para atuar, esta reunindo forças em frente ao prédio do ministério da Justiça. No documento assinado por ele, foi informado que a utilização dos agente de segurança seria realizado para “auxiliar na proteção da ordem pública e do patrimônio público e privado entre a Rodoviária de Brasília e a Praça dos Três Poderes, assim como na proteção de outros bens da União situadas em Brasília, em caráter episódico e planejado”.

Cerca de 400 homens estão disponíveis neste fim de semana em Brasília. Nas redes sociais, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, repudiou os atos. “Na ação, estão empenhadas as forças de segurança do Distrito Federal, além da Polícia Legislativa do Congresso.  Repudio veementemente esses atos antidemocráticos, que devem sofrer o rigor da lei com urgência”, escreveu, acrescentando que “Conversei há pouco, por telefone, com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, com quem venho mantendo contato permanente. O governador me informou que está concentrando os esforços de todo o aparato policial no sentido de controlar a situação.”


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