14.12.21

Mais da metade dos investidores institucionais acreditam que o Bitcoin vai despencar em 2022


Mais de 50% dos investidores institucionais esperam que as criptomoedas corrijam no ano que vem, de acordo com um novo estudo global.

A Natixis Investment Managers, uma gestora de ativos com US$ 1,39 trilhão em ativos sob gestão, publicou uma pesquisa global envolvendo 500 investidores institucionais de 29 países da América do Norte, América Latina, Reino Unido, Europa Continental, Ásia e Oriente Médio.

Segundo a pesquisa, a maioria das instituições vê o Bitcoin e outros criptoativos perdendo ganhos em 2022. Esse sentimento pode ajudar a desencadear um bear market (mercado baixista). Afinal, desestabiliza a confiança dos investidores nos criptoativos.

“Considerando todos os fatores, as instituições veem o potencial para correções em uma série de classes de ativos e setores. As criptomoedas extremamente populares estão no topo da lista, com mais da metade das instituições acreditando na correção. Isso é seguido por títulos sensíveis a taxas de juros (45%), ações (41%) e tecnologia (39%)”, disse o relatório.

Além disso, a pesquisa descobriu que, apesar da previsão de uma retração do mercado cripto, os investidores institucionais estão, no entanto, se aquecendo com a ideia de manter ativos digitais.

“Quatro em cada dez consideram as criptomoedas uma opção legítima de investimento. E, dos 28% que investem em criptoativos, 90% dizem que manterão ou aumentarão sua alocação.”

Criptomoedas

Ainda, o levantamento constatou que a grande maioria dos pesquisados ​​acredita que as criptomoedas precisam de mais regulamentação antes de ganharem uma aceitação mais ampla:

“Nove entre dez preveem que os bancos centrais terão que regular as criptomoedas. Poucos veem o potencial das criptomoedas para substituir as moedas de reserva (25%) ou moedas fiduciárias (28%).”

O estudo revela também que um terço dos entrevistados acredita que os criptoativos podem nivelar o jogo para nações em desenvolvimento.

Contudo, apenas 29% acham que os países emergentes devem considerar criptomoedas como moeda de curso legal, como El Salvador.


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