A mudança foi anunciada pouco mais de um ano após a compra da Easynvest, que foi a primeira grande aquisição do banco. Agora, o banco tem como objetivo iniciar a integração completa entre as duas empresas e ampliar seu leque de produtos.

Integração entre marcas

Desde que anunciou a compra da Easynvest, o Nubank fez pequenas mudanças na corretora. Por exemplo, a reformulação da marca com a adição do “by Nubank”. A primeira mudança ocorreu após a compra ser autorizada pelo Banco Central (BC).

No entanto, a mudança foi bastante sutil e preservou a identidade das duas empresas. De fato, tanto o Nubank quanto a Easynvest operam por aplicativos separados. Com a mudança, o Nubank dá indícios de que as marcas serão aglutinadas em um só aplicativos.

Essa mudança deve ocorrer no médio prazo, o que significa que por enquanto os serviços continuarão funcionando em aplicativos separados.

Com a integração, o Nubank poderá ampliar a sua base de produtos financeiros. Hoje, o banco possui a famosa Nuconta, cujo rendimento é equivalente à taxa de juros brasileira (Selic). Em julho, o banco criou seus primeiros fundos de investimento, disponíveis na plataforma da Easynvest.


Monetização da base de clientes
A presença no mercado de investimentos faz parte da mudança de estratégia do Nubank. Outrora focado em expandir sua base, o banco agora busca reunir maneiras de monetizar seus serviços e, com isso, finalmente gerar lucro.

Hoje, o Nubank possui cerca de 40 milhões de clientes, sendo de longe o maior banco digital do mundo nesse quesito. Contudo, a imensa maioria dos serviços do banco é gratuita e não gera receita. Além do mais, os clientes do Nubank tendem a ser mais resistentes ao oferecimento de serviços pagos.

Por exemplo, o Nubank lançou o cartão Ultravioleta em julho, o qual oferece conexão com o Apple Pay e 1% de cashback nas compras. Todavia, o cartão só é gratuito para quem possui mais de R$ 150 mil investidos ou movimenta mais de R$ 5.000 mensais no cartão. Quem não possui esse valor pode ter o cartão, mas ao custo de R$ 49 mensais, o que dá praticamente uma anuidade de R$ 588 ao ano.

A cobrança, bem como os critérios para isenção, geraram revolta dos usuários nas redes sociais, que reclamaram da nova política. Em outras palavras, o Nubank terá dificuldades para monetizar sua base, e a compra da Easynvest representa a busca por alternativas nesse sentido.

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