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Divulgação Reprodução

Moab Carvalho, 47, mora desde 2017 embaixo de uma ponte da rodovia presidente Dutra em Guarulhos, na Grande São Paulo, e naquele espaço montou um local em que diz ter feito para "compartilhar paz" com quem passa por ali.

As informações são do Notícias Boas do R7

Aos poucos, com objetos que recolheu das ruas, montou uma sala com sofá e mesa de centro cheia de livros, uma TV e um rádio em uma estante decorada com garrafas de cerveja artesanais. Ao lado, duas barracas de acampamento foram transformadas em quarto para ele e seu companheiro, um cão que encontrou pelas ruas.

É nesta sala que desconhecidos e atualmente, muitos conhecidos, se sentam para bater um papo, ou simplesmente apreciar o cantinho montado por ele. Ali, é onde ele considera sua missão nesta terra: levar paz para quem precisa.

Sempre disposto a ouvir, ele relata que naquela sala improvisada sob a ponte, muitos contam seus dramas de vida, e que ele faz questão de retribuir contando um pouco da sua vida, desde quando deixou o nordeste, até os dias difíceis, mas também dias bons que já teve, com a intenção de mostrar, com exemplo, que tudo tem um lado bom, mesmo nos momentos mais díficeis da vida.

"As pessoas olham pra mim e parecem sentir necessidade de desabafar, de contar seus problemas, de compartilhar sua vida. Eu ouço e compartilho a minha, para que elas percebam que tudo pode ser melhor e poder dar o que tenho de mais precisoso, que é meu abraço", diz Moab.

Deste ato de se dispor a ouvir quem precisa, ele conta que já sentaram naquele local gente disposta a tirar a própria vida, e também gente ameaçando tira-lo dali, que depois de um pouco de conversa, desistiu, foi embora e, segundo ele, hoje virou um amigo.

Sobreviver, mas ajudar o próximo

Quando não está por ali disposto a uma palavra amiga para quem precisa, Moab, que é marceneiro de profissão, sobrevive de bicos ou recolhendo materiais recicláveis.  Não recusa nenhum trabalho quando aparece.

Também recebe muitas doações de quem já sentou naquele sofá, ou simplesmente se encanta com o cantinho que montou ao passar de carro por ali, mas também faz questão de compartilhar o pouco que tem com quem mais precisa. 

"Pessoal que já me conhece, traz alimentos, cestas básicas, bolachas, água. Mas faço questão de muitas vezes, recolher e ir até a favela, ou doar para um irmão de rua que também está necessitado. Todos nós somos necessitados, nós precisamos um do outro", diz ele.

Em cerca de 2 horas que o R7 sentou no sofá de Moab para esta reportagem, ele recebeu três doações de marmitas, uma cesta básica, e alguns trocados.

"Esse cara é gente boa demais, sempre que posso, paro aqui e converso com ele", diz Beto Saraiva, garçom de uma churrascaria próxima da ponte, ao sacar R$ 20, parte das gorjetas que ganhou naquele dia, e compartilhar com Moab.

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