*Alexandre Slivnik

Google, Meta, Microsoft e Amazon são apenas algumas das gigantes de tecnologia que anunciaram demissões em massa recentemente. O mundo vive a ressaca do avanço tecnológico acelerado e esses cortes também são consequência disso. Somado ao cenário, existe uma crise geral relacionada não apenas à pandemia, mas a guerras que impactam o globo como um todo. Nesse contexto, como manter o otimismo e a motivação de uma equipe? 

Existe uma necessidade de ajuste e as pessoas remanescentes precisam saber que são fundamentais para a empresa. Então, é preciso realizar conversas pessoais que exponham o fato de, dentro dessa adequação, esses funcionários que ficaram serem essenciais para o andamento do trabalho e crescimento nos próximos anos. Ao invés de trabalhar e cultivar a cultura do medo e da insegurança, é melhor se basear na cultura da confiança.

A liderança precisa transmitir essa segurança para quem fica, demostrando a importância do time para o negócio. Sempre é possível que haja novas mudanças na equipe, mas é preciso pontuar que as pessoas que permanecem são também responsáveis para sustentar o crescimento da empresa nos anos seguintes, criando um ambiente mais saudável.

Eu costumo dizer que o otimismo é um músculo que precisa ser exercitado todos os dias para que funcione. A nossa vida é feita de pontos de exclamação e quanto mais os utilizamos, maior a chance de conquistar os resultados que queremos. Quando você tem uma energia positiva e otimista, acaba contagiando as outras pessoas. É claro que, durante um dia de trabalho, todos vivemos coisas boas e ruins, mas podemos escolher onde focar a nossa energia. Focando na parte boa, você vai melhorar seu otimismo, o que vai levar a melhores resultados. 

Frases como “isso não vai dar certo”, “já tentei essa abordagem e não funciona” ou “aqui as coisas sempre foram assim” devem ser eliminadas da nossa rotina. As pessoas estão cansadas de ambientes com energia negativa e precisam sentir vontade de fazer parte daquele time. 

Ao mesmo tempo, um ambiente positivo não significa festa a todo momento. Claro que esse tipo de coisa é divertida uma vez por semana, numa sexta-feira ou em algum happy hour, mas é possível deixar um ambiente de trabalho sério sem ser formal. Como? Transformando em um lugar onde todo mundo se ajuda. Onde, mesmo na adversidade, as pessoas vão buscar elementos positivos que possam auxiliar a conquista de resultados. Um espaço para que as pessoas encontrem força umas nas outras e que seja saudável emocionalmente. 

Nesse aspecto, a liderança tem um papel fundamental. Gestores negativos costumam ser pessoas inseguras para tomar decisões ou tentar coisas novas. Mas o mundo corporativo tem substituído líderes com essas características, já que não importa apenas a gestão de processos, mas sobretudo de seres humanos. 

As empresas precisam identificar rapidamente uma liderança com características negativas que impulsionam o negócio para baixo e tomar as medidas necessárias rapidamente. Nesse caso, essa pessoa deve ser retirada da empresa ou estimulada junto à equipe a trazer coisas positivas ao ambiente, com uma relação de confiança que consiga alterar a característica de liderança. O “boom” que os empreendimentos ‘pontocom’ tiveram precisa passar agora por uma reengenharia. É um período de ajuste, o que é natural depois de tudo isso. Por isso, oferecer um espaço de trabalho agradável é essencial para chegar a bons resultados. 

Sobre Alexandre Slivnik

Alexandre Slivnik é reconhecido oficialmente pelo governo norte americano como um profissional com habilidades extraordinárias na área de palestras e treinamentos (EB1). É autor de diversos livros, entre eles do best-seller O Poder da Atitude. É diretor executivo do IBEX – Institute for Business Excellence, sediado em Orlando / FL (EUA). É Vice-Presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD). É professor convidado do MBA de Gestão Empresarial da FIA / USP. Palestrante e profissional com mais de 20 anos de experiência na área de RH e Treinamento. É atualmente um dos maiores especialistas em excelência em serviços no Brasil. Palestrante Internacional com experiência nos EUA, EUROPA, ÁFRICA e ÁSIA, tendo feito especialização na Universidade de HARVARD (Graduate School of Education - Boston / EUA).

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