Confira dicas para empreender na área do Direito em 2023

Isabela Brisola*

Os últimos números do IBGE apontam que o Brasil é o país com maior proporção de advogados por habitante do mundo. São cerca de 1,3 milhão de pessoas exercendo regularmente a profissão, ou seja, temos um advogado para cada 164 brasileiros residentes no país.

Por isso, empreender tem sido a realidade de boa parte desses profissionais. E quando me perguntam se existe um momento certo para começar, minha resposta é: sim e não. Não, porque algumas oportunidades surgem sem aviso prévio e precisamos ser dinâmicos para aproveitar o momento quando as chances se apresentam. Porém, também existe um momento em que se estará preparado financeiramente e estruturalmente para abrir o próprio negócio. Nesse tempo, haverá mais bases para a obtenção de sucesso.

O final do ano é um período de encerramento e de fazer a análise das atividades de quem empreende. É o momento de refletir sobre o que foi realizado durante o ano, fazendo um balanço dos erros e acertos. Percebemos em quais fases a empresa mais lucra e em quais gasta mais dinheiro. Assim, é possível mensurar erros e acertos e estabelecer estratégias para o que precisa ser feito no próximo ano.

O uso das redes sociais e das mídias digitais como alavanca a novos negócios na área do Direito foi marcante em 2022 e deve continuar forte em 2023. O empreendedorismo digital vem contribuindo para o crescimento das carreiras de advogados. Isso tem trazido muitas novidades para a profissão, traduzidas por meio de cursos on-line, mentorias e consultorias a distância.

Esse tipo de atuação proporciona uma maior flexibilidade. Um empreendedor digital pode trabalhar da sua casa, em uma padaria, em outra cidade, a qualquer lugar e hora. Outro ponto positivo é o baixo investimento, pois não é necessário utilizar grandes valores financeiros em uma estrutura física.

A comunicação é outro fator, permitindo conexão com vários lugares do mundo direto da sua casa. Mas é preciso ter bons profissionais auxiliando também. Como, por exemplo, contar com alguém que ajude a desenvolver vídeos, se a pessoa está apostando na produção de conteúdo audiovisual.

É importante dizer que nem tudo são dificuldades e há dicas essenciais para jovens advogados que queiram empreender e que podem ser aproveitadas já no início de 2023.

- Economize para ter um investimento inicial por um período até conseguir um bom fluxo de entradas. O primeiro ano do negócio, normalmente, é um dos mais difíceis, e a maioria das pessoas não se prepara para essa realidade.

- Invista em marketing e, se no início não há dinheiro para isso, vá aos poucos construindo a visibilidade do seu negócio junto aos que estão perto. Por exemplo, os mais próximos precisam saber que você é advogado. Assim, quando tiverem um problema vão procurá-lo para solucioná-lo.

- Tenha certeza que você tem perfil para empreender, porque muitas pessoas não têm essa habilidade ou, no fundo, não estão realmente dispostas a correr um certo risco. Construir o próprio negócio exige resiliência, uma vez que será fundamental lidar com momentos difíceis.

Por fim, cabe lembrar que, se o profissional não tiver perfil empreendedor, tudo bem. O importante é saber disso para direcionar a carreira a um concurso ou se desenvolver em uma grande empresa de advocacia já estabelecida. Concentre-se em seu objetivo e seja apenas você!

*Isabela Brisola é advogada previdenciária e sócia-fundadora do escritório Brisola Advocacia.

Sobre Brisola Advocacia Associados – Focada em direito previdenciário, a Brisola Advocacia Associados foi fundada em 2009 com o objetivo de garantir os direitos dos beneficiários do INSS. Seus principais clientes decorrem da necessidade da aposentadoria por tempo de contribuição, com ênfase na aposentadoria especial. Atendem também outras solicitações relacionadas ao tema, como, por exemplo, benefícios por incapacidade, auxílio-maternidade, pensão por morte, entre outros. O escritório conta com sete advogados e também atende direito civil, direito da família e direito sucessório, além de causas trabalhistas.

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