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Imagem Divulgação Reprodução Internet

Saudações Amados do Seja Hoje Diferente.

A maternidade é uma fase especial para as mulheres, em que elas vivenciam a experiência de ser mães e de ter um bebê que depende de seu amor, carinho, proteção e cuidados, além da amamentação, que também é essencial para os dois.

Porém, no que tange ao mundo empresarial, nem sempre se lida com essa questão da melhor maneira possível, o que pode colocar a mãe em situações complicadas e, consequentemente, prejudicar o crescimento e o desenvolvimento do bebê.

É por isso que o apoio das empresas é fundamental para mulheres que também são mães, o que as permite aliar a vida profissional à pessoal sem que nenhuma delas seja prejudicada.

Vamos entender a participação imprescindível que as mulheres têm no mercado de trabalho, a relação entre maternidade e profissão e o que pode ser feito pelas companhias que desejam ajudar no processo.

Qual é a importância da mulher no mercado de trabalho?

Essencial. Afinal de contas, não há qualquer tipo de distinção que separe as mulheres dos homens apenas por seu gênero, sem levar em consideração nível acadêmico, experiência profissional e outras características que realmente podem fazer a diferença.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2018, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres são 51,7% da população do país, contra 48,3% de homens, o que indica que elas são maioria no Brasil.

Porém, no que tange ao meio profissional, a realidade é diferente. Ainda de acordo com a PNAD Contínua 2018, com dados relativos ao 2º trimestre de 2018, 53,7% da população com 14 anos de idade ou mais está ocupada, sendo 63,6% dos homens e 44,8% das mulheres, ou seja, há uma grande discrepância.

O número pode ser comemorado ao comparar com outros indicadores históricos, como em 1960, quando apenas 16,5% das mulheres possuíam uma ocupação formal, número que chegou a 43,4% em 1992, mas o número ainda tem muito a melhorar.

O rendimento médio real entre as pessoas ocupadas com 14 anos de idade ou mais é de R$ 2.084. A média salarial dos homens é de R$ 2.342, enquanto a das mulheres é de R$ 1.718, ou seja, as mulheres recebem 73,35% do que os homens recebem, uma diferença média de 26,64% (R$ 624).

Essa é uma estatística incompatível com o nível de escolaridade média entre homens e mulheres, conforme foi demonstrado pelo estudo “Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil”, divulgado em março de 2018 pelo IBGE.

Ao considerar a população com 25 anos ou mais de idade que tinha ensino superior completo, a proporção era de 23,5% para as mulheres e 20,7% para os homens, ou seja, mesmo as mulheres sendo maioria neste quesito, a remuneração ainda ficou abaixo da dos homens.

Outra estatística, de frequência escolar líquida ajustada no ensino médio, essa de 2016, mostra que a média entre os dois gêneros é de 68,2%, sendo de 73,5% entre as mulheres e de 63,2% entre os homens.

Portanto, mesmo com um maior nível de frequência no ensino médio e de proporção de ensino superior completo, a remuneração ainda fica abaixo da média recebida pelos homens.

Por que os indicadores são diferentes para as mulheres em relação aos homens no mercado de trabalho?

Talvez pelo fato de que as mulheres são geralmente relacionadas aos cuidados com a família, enquanto os homens são associados à carreira, o que pode ocorrer de maneira inconsciente, embora seja altamente prejudicial para sua vida profissional, o que já foi estatisticamente comprovado.

Isso foi constatado em uma pesquisa online de Harvard, que teve mais de 200.000 participantes. Ela mostrou que 76% das pessoas, entre homens e mulheres, possuem viés de gênero e tendem a pensar que os homens são mais adequados para carreiras, enquanto as mulheres o são para cuidar da casa.

Viés inconsciente é o nome dado a um mecanismo do cérebro humano resultante da formação e organização do cérebro dos indivíduos, cujo embasamento se dá tanto pelas experiências e ambientes vivenciados quanto por questões primitivas, ou seja, algo como uma herança neurocientífica.

Isso deve ser desconstruído imediatamente na sociedade, já que não deve haver distinção entre um homem e uma mulher apenas por seu gênero. Há fatores apropriados para tal, como nível acadêmico, experiência profissional e outros pontos levantados pelos recrutadores no momento das entrevistas e processos seletivos.

De acordo com o estudo “The female millennial: a new era of talent”, feito em 2015 pela PricewaterhouseCoopers (PwC), as mulheres ocupam menos de 5% dos cargos de CEO de todo o mundo, porcentagem ínfima quando comparado aos homens.

A influência da maternidade no mercado de trabalho

O fator maternidade tem um grande peso no meio profissional, e embora a situação tenha melhorado em relação ao que era apresentado no passado, ainda há muito que evoluir, o que pode ser feito através da participação das companhias, de modo a mudar essa imagem que foi construída ao passar dos séculos.

É isso o que indica uma pesquisa feita pela Petit Papillon com 10 mil mulheres no Brasil, que chegou aos seguintes resultados:

- 56% das mulheres veem dificuldade no sucesso profissional com filhos.

- 3 em cada 7 têm medo de perder o emprego caso fiquem grávidas.

- 57% acham que o (a) chefe ficaria feliz com o fato de estarem grávidas.

- 63% precisam faltar ao trabalho se o filho fica doente. A cada 14 crianças, apenas uma fica sob os cuidados dos pais neste caso.

Logo, além dos desafios no mercado profissional para as mulheres, as mães passam por situações ainda mais complicadas em relação ao seu trabalho.

Como as empresas podem ajudar as mulheres na maternidade?

Seja no caso das que já são mães quanto das que ainda não são, todo medo ou injustiça devem ser combatidos neste caso, o que pode ser feito mediante a participação das empresas. Algumas das atitudes que podem ser tomadas são as seguintes:

- Interrompa imediatamente qualquer tipo de assédio. Os gestores de uma empresa devem ficar inteiramente atentos para atitudes de assédio, seja ele moral, físico ou psicológico, para com as mães ou futuras mães. Caso haja qualquer sinal de que tais atitudes estão acontecendo, aja imediatamente para interrompê-la e aplique uma punição para os colaboradores envolvidos.

- Não pergunte sobre a intenção de ter filhos na entrevista. Essa é uma situação com a qual, infelizmente, muitas mulheres se deparam. Assim como ocorre com qualquer pergunta ou assunto que não seja inerente ao trabalho, ela deve ser descartada de imediato dos processos seletivos.

- Amplie a licença maternidade e paternidade. O Programa Empresa Cidadã, lançado em 2008, prorrogou 60 dias na licença maternidade e 15 na paternidade, de modo que as mães possam interromper suas atividades por 180 dias e os pais por 20 dias. Ainda que a adoção seja opcional, vale a pena investir na iniciativa, que também oferece benefícios fiscais às empresas.

- Flexibilize a jornada de trabalho. Analise os pontos que podem ser melhorados neste quesito, tanto em relação ao horário quanto ao fato de atuar remotamente. O home office é uma tendência que vem crescendo muito e a possibilidade pode ser oferecida às mães, em especial nos primeiros meses de vida de seus bebês.

- Avalie a possibilidade de ajudar com a creche. Se a empresa não tem condições de criar um espaço do tipo para os filhos de seus colaboradores (tanto homens quanto mulheres), uma boa iniciativa é o oferecimento do auxílio-creche, que abate pelo menos parcialmente as despesas dos pais neste sentido.

Essas são algumas das iniciativas que as empresas podem aplicar em prol das mães. Cada ato conta para que a desigualdade de gênero seja eliminada de uma vez por todas do meio corporativo e, por consequência, da sociedade.

Com isso, a perspectiva é de que, no futuro, o RH digital e físico não encontrem mais diferenças em remuneração, função e atribuições entre mulheres e homens, o que seria a sociedade ideal. Se cada empresa fizer a sua parte, esse patamar poderá ser alcançado o quanto antes.

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