Entenda as razões por trás da não adoção do horário de verão este ano.
Ilustração Reprodução Divulgação

Entenda as razões por trás da não adoção do horário de verão este ano.

Olá, queridos leitores do Blog Seja Hoje Diferente! Sou Alessandro Turci, e hoje quero explorar com vocês um tema que sempre gera curiosidade e discussões acaloradas: o horário de verão. Muitos o adoravam, outros o detestavam, mas em 2019, essa medida foi extinta pelo então presidente Jair Bolsonaro, e até agora, não vimos indícios de seu retorno. Vamos descobrir por quê?

O dilema do horário de verão

O horário de verão sempre foi motivo de debate entre os brasileiros. Enquanto alguns aproveitavam as tardes ensolaradas para atividades ao ar livre, outros reclamavam das manhãs mais escuras devido ao adiantamento dos relógios em uma hora. No entanto, além das preferências pessoais, havia razões técnicas que justificavam sua implementação.

A medida esteve em vigor de 1985 a 2018, mas em 2019, o então presidente Bolsonaro decidiu eliminá-la. E agora, mesmo com uma troca de governo, o horário de verão continua ausente. O motivo por trás disso é interessante e revela uma mudança significativa nas condições do setor energético do Brasil.

Energia em abundância

O Ministério de Minas e Energia e seu ministro, Alexandre Silveira, afirmam que não há necessidade de reintroduzir o horário de verão neste ano. Isso se deve às excelentes condições de suprimento energético que o país está vivenciando. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os níveis de Energia Armazenada (EAR) nos reservatórios estão acima de 70% na maioria das regiões, garantindo estabilidade no sistema. Em comparação, no último ano de horário de verão, em setembro de 2018, o percentual estava em apenas 24,5%, enquanto este ano, encontra-se em robustos 73,1%.

Além disso, o Brasil tem aumentado sua oferta de energia elétrica, com a expansão de usinas eólicas e solares, o que torna o horário de verão menos necessário do ponto de vista técnico. O professor Marcos Freitas, especialista em Planejamento Energético, ressalta que o setor de energia não vê grandes vantagens na medida.

Mudanças de hábitos e consumo

Quando o horário de verão foi criado, em 1931, o objetivo era aproveitar melhor a luz natural e reduzir o consumo no horário de pico entre 18h e 20h. No entanto, ao longo dos anos, os hábitos de consumo de energia dos brasileiros mudaram. A maior demanda por eletricidade agora ocorre à tarde, devido ao uso crescente de aparelhos de ar-condicionado.

Além disso, a iluminação, que costumava ser um grande consumidor de energia, perdeu sua importância devido às políticas de eficiência energética que promoveram lâmpadas mais econômicas e eletrodomésticos eficientes. Hoje em dia, o maior vilão no consumo residencial de energia é a climatização.

Conclusão

Embora muitos de nós ainda sintamos saudades do horário de verão e apreciemos seus benefícios, a decisão de não reintroduzi-lo neste ano parece estar embasada em sólidos argumentos técnicos e nas mudanças no padrão de consumo de energia. O setor elétrico brasileiro está mais preparado do que nunca, e a oferta de energia é suficiente para atender à demanda atual.

Assim, enquanto o horário de verão pode ter seu charme, a necessidade de adotá-lo parece ter diminuído com o tempo. Resta-nos aceitar que nossos hábitos e o setor de energia evoluíram, e, por enquanto, não precisaremos ajustar nossos relógios duas vezes por ano.

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