Europa proíbe a produção de carros a gasolina e diesel até 2035

A frota atual de carros no mundo já supera a marca de 1 bilhão de veículos, o que representa em torno de um carro a cada 8 pessoas ao redor do globo. Essa estimativa é alarmante, principalmente quando é colocado na balança os malefícios ambientais.


Diversas atividades humanas causam impactos que podem chegar a ser irreversíveis se não forem tratados na raíz do problema. A agricultura, por exemplo, quando realizada sem a conscientização ambiental pode ser um forte agressor de florestas e do solo.


Por muito tempo as tecnologias em carros estavam no uso da melhor caixa de direção hidráulica, por exemplo, mas atualmente a evolução já está em torno do tipo de combustível usado para o abastecimento dos carros.

A grande maioria das frotas de carros ainda são movidas a combustíveis fósseis, que já se configuram como elementos ultrapassados, que apresentam forte impacto no meio ambiente. 


Contudo existem diversos estudos e medidas sendo tomadas para frear essa utilização do combustível ao redor do mundo. Esses novos estudos buscam melhorias desde os carros de passeio até os tratores usados para produção agrícola.


Com relação às medidas, podemos citar a decisão do parlamento europeu de proibir a fabricação de carros movidos a gasolina em todo o seu território. 

A decisão do Parlamento Europeu 

O grupo de países pertencentes ao grupo de países da Europa possui hoje 28% de toda a frota de veículos existentes no mundo, representando 420 milhões de automóveis. Sendo portanto um forte emissor de CO2 gerado por esses veículos na atmosfera.


Pensando em soluções para realizar uma gestão de frotas limpa e consciente, o Parlamento europeu colocou em votação uma medida que previa o banimento da venda de carros movidos a gasolina já a partir de 2035. 


Esta medida foi aprovada com uma representação de 340 votos a favor, contra 279 contra, tendo ainda outros 21 parlamentares que resolveram se abster da decisão. 

Impacto da decisão na comunidade europeia

A medida, que será totalmente aprovada ainda em 2023, é revolucionária no mundo. Afinal, os processos fabris da construção de automóveis e até mesmo outros serviços de fabricante de chinelos terão de atualizar-se para acompanhar essa decisão.


No caso das montadoras europeias a determinação é que a medida comece a ser cumprida gradualmente já a partir do ano de 2035, o prazo de pouco mais de uma década foi dado justamente para que haja tempo da adoção de inovações para atender às novas demandas.


Muitos equipamentos são comuns em indústrias, pois são versáteis e resistentes, como a rosca transportadora helicoidal flexível, por exemplo, contudo para a medida votada que prevê a substituição por carros elétricos a inovação precisará ir além.


Com todas as soluções que serão implantadas, todos os níveis da indústria serão beneficiados, desde as pequenas montadoras com maiores flexibilidades para a adaptação até as grandes empresas que encontram um novo mercado para investimento. 


Além de ganhar com a eletrificação dos veículos, a população também será altamente beneficiada pela diminuição na emissão de CO2 pela queima de combustíveis fósseis, gerando um impacto no planeta inteiro.

Prejuízos da emissão de CO2

O composto químico conhecido popularmente como Gás Carbônico ou CO2, é um gás que em condições normais é um elemento básico para manutenção da vida na terra, auxiliando na fotossíntese das plantas e até mesmo para manter a temperatura global.


Contudo, se em excesso ele se torna prejudicial, e sendo produzido em grandes quantidades por alguns fenômenos cada vez mais comuns, esse excesso está mais real que nunca.


Muitos materiais são essenciais para o funcionamento de certos processos, como a empilhadeira a gás é indispensável na organização de estoques, por exemplo. Do mesmo modo, medidas de contenção da emissão de CO2 também se fazem essenciais.


Essas medidas buscam evitar diversos malefícios, como:


  • Alterações climáticas;

  • Chuva ácida;

  • Aumento da poluição;

  • Extinção de espécies;

  • Propagação de doenças respiratórias;

  • Intensificação de desastres ambientais;

  • Derretimento das calotas polares.


Todos estes principais prejuízos afetam diretamente o meio ambiente, o que justifica a escolha da proibição dos países europeus, considerando principalmente as opiniões ambientais que esse grupo defende há tempos.

Países europeus e a neutralidade ambiental

A decisão a respeito da interrupção de fabricação dos veículos a gasolina, não foi a única decisão tomada pela União Europeia com o foco em melhorar as condições climáticas do planeta terra. 


Um dos principais objetivos do grupo é caminhar para uma realidade em que sejam emissores zero de gases que provoquem prejuízos à atmosfera, tornando-se neutros na questão ambiental. 


Quando os tanques de polietileno, por exemplo, são usados para o armazenamento de produtos químicos dos mais diversos tipos, o objetivo é também evitar que esses produtos entrem em contato com o ambiente e assim o prejudique. 


As medidas tomadas para conter a emissão de gases de CO2 seguem justamente esse caminho, evitar que esses gases vazem e cheguem até o espaço em que eles podem se tornar prejudiciais.


O Pacto Ecológico Europeu, portanto, traz soluções socioambientais que abrangem a sociedade em diversos níveis, investindo nessa transformação climática com os esforços de trabalho e destinações econômicas.

Opiniões negativas sobre a decisão do Parlamento

Mesmo diante do impacto ambiental positivo que resultará das medidas provenientes da decisão do parlamento europeu, ainda houveram diversas manifestações contrárias aos termos em que foram tomadas as decisões, levantando novos questionamentos.


O principal questionamento levantado tem o teor econômico, em que levanta a discussão sobre o impacto dessa decisão nos cargos atuais de trabalhos na indústria de montadoras e quais serão as medidas para evitar o desemprego nessa área.


Estes opositores levantam também discussões sobre até que momento os carros elétricos conseguirão se sustentar, pensando nas crises energéticas e nas constantes buscas pela geração de energias renováveis.


A vantagem na concorrência de empresas de fora da União Europeia, por produzirem materiais essenciais para o funcionamento dos carros elétricos, como as baterias, também se tornou um argumento para estes parlamentares irem contra a medida.


A mobilização de outros países para saídas que buscam a redução de emissões nocivas, como a proibição de vender carros movidos a gasolina após 2035 no estado da Califórnia, por exemplo, também foi mais um motivo para acender discussões.

O mercado dos carros elétricos

Uma das principais inovações que resultaram das transformações tecnológicas atuais, sem dúvida é a revolução do mercado de carros. As frotas de carros elétricos vêm crescendo e as funções desses modelos evoluem na mesma velocidade.


As estimativas para esse mercado indicam que ele pode chegar a 33% da frota de carros total no mundo, ainda em 2028, 7 anos antes da previsão de mudanças mais drásticas estimadas pela decisão do Parlamento Europeu e da proibição de vendas da Califórnia.


Estas previsões exemplificam claramente o espaço disponível para crescimento e o quanto esse mercado conseguirá sustentar-se a partir da redução da presença de carros movidos a combustíveis fósseis.


A produção de automóveis já vem enfrentando grandes desafios para adaptar-se às mudanças dos carros, considerando seus tipos de combustíveis, a transição com período marcado para apresentar resultados palpáveis precisa ser ainda mais completa.


Os especialistas afirmam também que podem ocorrer flutuações nos números de vendas dentro destes períodos de desenvolvimento acelerado, afinal os suprimentos de produção poderão ser altamente impactados.


Mesmo diante de todas estas previsões a esperança da melhora no mercado, com a geração de bons resultados ainda é uma realidade.

O futuro do mercado de transportes

As decisões tomadas no Parlamento europeu referentes à produção de veículos abre precedentes para discussões mais abrangentes, como o que esperar do mercado de transportes em alguns anos. 


É um fato que os carros populares já se sustentam de outras formas além da geração da combustão de materiais, até mesmo uma auto escola, com as aulas padrões, conseguem preparar um motorista para os novos parâmetros destes veículos.


Já o futuro dos transportes, principalmente voltados para distribuição e entrega, passa por diversos outros tipos de transformação, focando não só no meio ambiente, como também em novas tecnologias para melhorar a logística em si.


Naturalmente as evoluções na forma de transportar irão interferir na forma de cuidar do meio ambiente, afinal nenhuma atividade atualmente pode ser desenvolvida sem considerar o pilar da sustentabilidade. 


Do mesmo modo que a transição para os carros elétricos precisam de um tempo para se tornarem realmente viáveis, atingindo toda a população, todas as mudanças no mercado de transporte de materiais também precisarão de tempo para desenvolvimento.


O importante é que os países realmente estão caminhando para modificar a forma de enxergar suas relações com o seu entorno, melhorando desde a forma de produzir até o consumo de materiais.

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