O profissional de educação física Aurélio Alfieri testou o dispositivo e obteve um bom resultado em termos de proteção

Todos os anos, 40% dos idosos com 80 anos ou mais sofrem quedas, de acordo com estimativa do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. Isso representa um risco significativo para eles, já que são mais suscetíveis a fraturas com necessidade de cirurgia e uso de órteses, perdas de funcionalidade, inclusive severas, e, em casos mais raros, até a morte.

Aos que passam ilesos, o risco é outro. “É muito comum, após uma queda, a pessoa começar a cair com mais frequência e ficar com medo de se locomover. Com isso ela passa a caminhar e a se movimentar cada vez menos”, afirma o profissional de educação física e influenciador Aurélio Alfieri. Segundo o profissional, que atua diretamente com o público acima de 50 anos, na tentativa de proteger os idosos, aqueles que estão ao seu redor tentam poupá-los de atividades físicas, mas acabam contribuindo para torná-los ainda mais frágeis.

“Hoje, já sabemos que quem caminha menos tem maior risco de morte”, diz Alfieri. Ele cita o estudo publicado na revista científica Lancet em março de 2022 que mostrou que as pessoas que caminhavam 5 mil passos por dia reduziram em 40% seu risco de morte por qualquer motivo não acidental. 

“Se o idoso caiu, ele precisa caminhar com segurança, usando um calçado adequado, uma bengala, se necessário”, sugere o profissional. Outra recomendação, oriunda de um teste feito em seu canal no YouTube, é utilizar um airbag pessoal. “A primeira vez que ouvi falar disso era para motociclista, com um dispositivo de abertura que dependia da tração de um fio. Essa versão conta com um sensor que percebe a queda e aciona o airbag”.

O teste

Em geral, dispositivos desse tipo são postos à prova com o uso de bonecos. Porém, com ampla experiência em quedas devido à prática do judô, Alfieri fez o teste do airbag em si mesmo. 

Usando o dispositivo, que tem o modelo de um colete, o influenciador simulou uma queda sem tentar se proteger com braços e pernas e em um ambiente controlado. O sensor acionou o airbag, fazendo com que uma proteção inflável abrisse na região das costas e da cabeça, como um capuz. 

Com isso, o impacto sentido por ele ao atingir o chão foi reduzido. Alfieri saiu ileso do experimento e passou a considerá-lo um importante instrumento para proteger pessoas e fazê-las se sentirem mais seguras.

“Imagino que o airbag de uso pessoal vá se popularizar nos próximos anos, principalmente entre os idosos que já caíram pelo menos uma vez e têm medo de cair novamente. Essas pessoas vão poder continuar tendo uma vida normal, com menos medo e mais feliz”, diz.

Prevenção

Embora o airbag funcione e possa ter uma importante função, Alfieri lembra que, quando o assunto é queda, a melhor opção é sempre a prevenção. Para isso, é importante praticar exercícios físicos regularmente para manter o corpo forte e o equilíbrio em dia.

“É importante lembrar que todo passo conta e que esses passos não precisam ser sequenciais. Uma pessoa que dá 500 passos hoje pode aumentar isso aos poucos e chegar a fazer mil de manhã, mil de tarde e mil de noite”, orienta.

Sobre o Aurélio Alfieri

Aurélio Alfieri é profissional de educação física e autor do livro Manual Prático para ser Jovem por Mais Tempo – A Roda da Juventude (Ed. Appris), que configurou entre os mais vendidos da Amazon em 2022. Possui especialização em Psicologia Corporal e já ministrou mais de 50 cursos e palestras no Brasil e no exterior. Desde 2016, produz vídeos semanais em seu canal no YouTube, que conquistou mais de um milhão de seguidores, com treinos para o público com mais de 50 anos e para pessoas que precisam se exercitar sem impacto. No Instagram já possui quase 300 mil inscritos.  

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