Segundo Vagner Mayer, analista macroeconômico, Desde que Lula venceu as eleições no último dia de Outubro, o mercado financeiro tem reagido negativamente onde a Bolsa de Valores acumula queda de quase 9% e o dólar voltando à trabalhar acima dos R$5,30, com forte fluxo de saída dos estrangeiros. Isso tudo ocorreu não pela retorno de Lula ao governo e sim por uma questão exclusivamente fiscal. O tom de frente das falas dos membros da transição do novo governo, tem levado os investidores ao passado, onde tivemos um término dolorido economicamente para o governo petisma culminando inclusivamente com o Impeachment da ex presidente Dilma Rousseff.

A memória passada emerge como um velho fantasma, uma vez que os primeiros passos de Lula e seus aliados tem sido em direção primária aos projetos sociais, sem qualquer cuidado com as contas públicas em um governo ainda endividado após a pandemia. A leitura que os investidores fazem é de que, se já iniciamos um projeto exigindo um valor extra de aproximadamente 200 bilhões fora do teto de gastos para elaborar uma PEC apenas para cobrir custos sociais, o que poderá vir quando as contas públicas do velho e novo governo se chocarem na curva de 2 anos para necessidades primárias do resto da população?

Visto isso, enquanto a PEC não for reajustada dentro de uma realidade econômica olhando com mais carinho para os mercados e olhando para curva futura, corremos sérios riscos de um estouro fiscal à nível de elevarmos o dólar novamente para próximo de R$6 reais e o retorno de uma inflação em 15% uma vez que a dívida/PIB do país pode explodir os 100% e a disparada do risco fiscal esgotar os recursos dos investidores não residentes mesmo com prêmios à níveis recordes sendo pagos pelo tesouro nacional.

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