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Nova nota entrou em circulação em outubro no país

No fim de julho, o Banco Central anunciou o lançamento da cédula de 200 reais. Ao longo deste e do próximo ano, cerca de 450 milhões de unidades da nova nota entrarão em circulação no mercado brasileiro.

A novidade foi apoiada pelo Ministro da Economia Paulo Guedes, mas tem despertado muitas dúvidas e receio entre os economistas. Com a situação atual do país, com o real desvalorizado e a inflação instável, quais devem ser os impactos da nota de R$ 200?

A oferta de possibilidades de crédito, necessidade de dinheiro em espécie, aumento do valor de produtos da cesta básica, estes e outros motivos podem justificar a chegada da nova nota ao mercado.  Apesar do Banco Central também lançar em novembro, o PIX, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

Banco Central afirma que a nova nota na atual realidade econômica

A justificativa do Banco Central para a produção de uma nova cédula em 2020 é a redução da atividade econômica. Com os problemas que temos enfrentado neste ano, houve uma redução acentuada no volume de compras do comércio em geral. Em momentos de crise pode haver saques como forma de reserva dos cidadãos.

Para ilustrar a opinião, o Banco Central aponta que em março, a quantidade de dinheiro vivo na mão dos brasileiros era de R$ 216 bilhões e em agosto passou para R$ 277 bilhões, subindo rapidamente em poucos meses.

Principais impactos da nota de R$ 200 na economia

Existem alguns pontos que devem ser considerados como fatores de impacto da nova cédula na economia brasileira. Confira a seguir os principais impactos da nota de 200 reais.

Aumento da demanda por dinheiro em espécie

Devido à instabilidade econômica, nos últimos meses, como mostram os dados divulgados pelo Banco Central, houve um aumento expressivo na demanda por notas em espécie.

Em momentos de crise com previsão de forte recessão econômica, é normal que as famílias e empresas busquem reter os seus capitais com o intuito de preservar o patrimônio e facilitar transações rotineiras, isso é o que chamamos na economia de “entesouramento”.

Especialistas ressaltam que isso acontece pelo medo do banco quebrar ou por uma possível impossibilidade de sacar os valores.

Aumento do preço dos produtos

O aumento dos preços de produtos básicos na mesa do brasileiro como o arroz, por exemplo, também é impactado com a chegada da nota de 200 reais. Em tese, isso torna mais fácil a questão do troco e da diminuição do bolo de notas em transações com dinheiro em espécie.

Antigamente, com uma nota de R$ 100, se comprava bastante coisa para levar para a casa, hoje já não é possível fazer isto. Então, a nota de R$ 200 vem também como uma resposta ao aumento dos valores de produtos essenciais.

Logística

Outro fator de impacto, neste caso, para o governo brasileiro é com a logística de produção e envio das cédulas. A elaboração das notas de 200 reais gera um custo menor e facilita a distribuição pelo país. Isso também é uma boa justificativa para a produção da nova nota.

E a inflação?

O Banco Central afirmou que o lançamento da nota de 200 reais não deve impactar na inflação e nem na valorização ainda maior do dólar perante o real neste ano. Segundo a instituição, o país está seguindo as metas de inflação predeterminadas e mantendo a estabilidade dos preços.

Guedes aponta que nota de 200 reais deve ter vida curta

No início de novembro, o ministro da economia Paulo Guedes jogou um “balde de água fria” nos entusiastas da nova nota. Para ele, a nova cédula terá “vida curta” por conta da chegada do PIX.

Segundo o ministro, a nota de R$ 200 foi lançada por conta de uma necessidade, visando atender o público que não tinha acesso às ferramentas digitais. Ainda afirma que, com o início da operação do PIX será normal a diminuição da circulação de notas grandes como a de R$ 200 e a de R$ 100 no mercado brasileiro.

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