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Composta por altas doses de hormônio, essas pílulas devem ser usadas com cautela, sendo recomendadas apenas para situações emergenciais

O compartilhamento de conhecimentos sobre a sexualidade em escolas e meios de comunicação mostra-se cada vez mais fundamental, a fim de munir as pessoas com informações corretas para que elas possam ter uma boa vida sexual, física e mental.

Educação sexual envolve conhecimentos que concernem o funcionamento de cada aparelho reprodutor, a interação destes com todo o corpo, os métodos contraceptivos, os meios de transmissão e prevenção de doenças, assim como as práticas para manter a boa saúde genital e sexual.

Outro debate fundamental e ainda escasso, muitas vezes, é como funcionam os ciclos menstruais, a importância deles e os impactos que eles têm sobre a saúde das mulheres. Como esse tema continua sendo um tabu, a falta desse conhecimento impacta diretamente a saúde feminina e as questões sociais importantes, como saúde ginecológica, taxa de natalidade, mortalidade materna, entre outros.

Camisinha, dispositivo intrauterino (DIU), anel vaginal, implante contraceptivo, diafragma e espermicidas são alguns exemplos de métodos anticoncepcionais. Além desses, existe a pílula do dia seguinte, comprimido composto de hormônios que impedem a gravidez. Ela pode ser comprada em farmácias, sem a necessidade de receita médica.


Recomendações de uso

O Ministério da Saúde recomenda o uso dessas pílulas até 72 horas após a relação sexual desprotegida. Quanto mais rapidamente essas pílulas forem ingeridas após a transa, maior é a sua eficácia, que chega próximo de 90% quando consumida nas primeiras 24 horas e vai caindo com o passar do tempo.

Entre as razões para essa desproteção, estão: rompimento do preservativo, coito interrompido, em que há derrame de sêmen no interior da vagina, deslocamento do diafragma, esquecimento prolongado ou uso atrasado de anticonceptivo oral, cálculo incorreto do período fértil, casos de violência sexual ou relações feitas sem nenhum método anticoncepcional.

Funcionamento

A pílula do dia seguinte pode ter duas funções: impedir a ovulação da mulher e/ou impedir a fecundação do óvulo pelo espermatozoide. Se a ovulação já tiver ocorrido, essa pílula não impede que o endométrio gravídico se forme e, posteriormente, descame, processo denominado menstruação. 

A menstruação deve vir até quatro semanas após a ingestão da pílula. Após esse período, recomenda-se a realização de um teste de gravidez. Outra recomendação é usar demais métodos protetivos durante as relações sexuais até a menstruação ocorrer, já que essas pílulas não possuem efeito cumulativo no organismo.

Se o óvulo foi fecundado e implantado no útero, a pílula do dia seguinte não possui efeito e a gravidez acontece. Por isso, é importante ressaltar que essa pílula não possui um efeito abortivo.

Efeitos colaterais possíveis

Em função de suas altas doses hormonais, essas pílulas não devem ser adotadas como método contraceptivo recorrente. Seu uso é recomendado de forma muito esporádica, em casos de real emergência.

Entre os possíveis efeitos colaterais provocados por elas, pode-se citar cansaço, retenção de líquidos, náuseas, vômitos, dores de cabeça e sangramentos fora do período menstrual. Tais sintomas podem durar até três dias. Se vômitos ocorrerem até duas horas após a ingestão da pílula, é recomendável procurar atendimento médico imediatamente, já que isso pode comprometer a absorção da pílula.

Cuidados e contraindicações

Por serem composta por doses elevadas de hormônios, as pílulas do dia seguinte não devem ser tomadas repetidamente. Por isso, evite ingeri-las por vezes consecutivas, especialmente se as relações ocorreram em um curto período. Ao comprar a pílula, verifique se ela veio com um ou dois comprimidos, já que este último deve ser ingerida após 12 horas.

Outro fator que demanda atenção são as contraindicações, tais como se a mulher estiver grávida, amamentando ou apresentar alergia a algum componente da fórmula. É recomendado ter atenção e um acompanhamento mais detalhado se a mulher tiver pressão alta, obesidade mórbida, alterações na coagulação sanguínea e problemas cardiovasculares.
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