Plano estadual organiza protocolos para reabertura de centros comerciais nos municípios de São Paulo, apesar da capital paulista continuar sendo o epicentro do coronavírus no Brasil

O estado de São Paulo segue sendo o principal foco de transmissão da COVID-19, infecção respiratória causada pelo novo coronavírus. A capital homônima é o município com mais números de casos de infecções e mortes causadas pela doença, ultrapassando a marca de 10 mil óbitos constatados. 

Em contrapartida, o município da capital começou a flexibilizar as restrições. Desde quarta-feira, 10 de junho, já é possível ir fisicamente a lojas, imobiliárias e shoppings. Para isso, os empresários tiveram que assinar um protocolo se comprometendo a garantir o distanciamento entre clientes e funcionários, bem como a disponibilizar produtos de limpeza para higienização regular.

A polêmica medida traz o que foi chamado de “autotutela”: uma situação em que a própria empresa fiscaliza se as medidas com as quais se comprometeu por meio da assinatura do protocolo estão sendo cumpridas. 

Além das já citadas, é esperado que os estabelecimentos comerciais estejam preparados para medir a temperatura corporal dos clientes, antes de permitir a entrada.

Na contracorrente, o governador do estado de São Paulo, João Doria, prorrogou a quarentena. O objetivo é que se efetive, de fato, o “Plano São Paulo” antes que a abertura seja feita.

Plano São Paulo

O chamado “Plano São Paulo” é um projeto contendo um conjunto de estratégias nas quais o governo do estado de São Paulo irá se orientar para vencer a COVID-19. De acordo com o próprio site do Plano SP, essas medidas têm base na Ciência e na saúde.

A ideia principal do planejamento é oferecer um sistema básico às prefeituras do estado para que a reabertura ocorra de forma consciente, considerando a situação epidemiológica a partir de 1º junho. Esses panoramas foram divididos em fases com uma cor que representa cada situação.

A fase 1, inicial, representada pela cor vermelha, é indicada como a de alerta máximo. Nela, somente serviços essenciais, como supermercados e farmácias, continuam abertos. A etapa seguinte, fase 2, representada pela cor amarela, é tida como de maior atenção, em que algumas situações de exceção começam a surgir.

Cada setor do comércio tem suas particularidades no quesito segurança. Assim, os dados são analisados semanalmente para que se entenda em que fase está cada município. 

Para a reabertura das academias, por exemplo, somente 50% dos aparelhos devem ser usados, o distanciamento entre uma pessoa e outra deve ser de 1,5 metros e o uso de máscaras é recomendável tanto para funcionários, quanto para clientes.

Já nos salões de beleza, a recomendação é que seja mantida a distância de 2 metros entre uma pessoa e outra. É também exigido que se desestimule a permanência de clientes após o serviço prestado. O mesmo acontece para acompanhantes, com exceção dos casos obrigatórios, mas há o limite de apenas um por visitante.

Fase 5

O objetivo final é que se chegue à fase 5, de cor azul, na qual as atividades estejam todas abertas, mas, ainda assim, com controle e vigilância. 

Em São Paulo, nenhuma região atingiu esse estágio ainda. Todas as cidades estão entre as três primeiras fases, sendo a terceira a menos grave dessas, em que acontece o início de uma flexibilidade gradativa. As regiões de Bauru e Barreto são as que se encontram, no momento, nesse estado.

A Região Metropolitana de São Paulo e a Baixada Santista ainda estão na primeira fase. Isso reforça, mais uma vez, as opiniões contrárias à flexibilização que vem acontecendo no comércio dessas áreas. A região de Registro, no litoral Sul, também se encontra em estado de alerta máximo.
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