11.10.18

E o assunto é: Cinema



E o assunto é cinema.


A história do cinema no Brasil começa no final do século XIX, mais precisamente em julho de 1896, quando ocorre a primeira exibição de cinema no país, na cidade do Rio de Janeiro. A película escolhida era dos irmãos Lumiére chamada: “Saída dos Trabalhadores da Fábrica Lumière”.

No mundo, o cinema tem início com os irmãos Lumière (Auguste Marie Louis Nicholas Lumière e Louis Jean Lumière), em dezembro de 1985, na cidade de Paris. 

Inicialmente o cinema era mudo, e somente na década de 1930 que surge o cinema falado.



No ano seguinte, em 1887, desde a estreia cinematográfica no país, abre a primeira sala de cinema ao público na capital carioca por incentivo dos irmãos italianos Paschoal Affonso e Segreto.

Eles foram os pioneiros do cinema no Brasil, os quais foram considerados os primeiros cineastas no país, uma vez que realizaram gravações da Baía de Guanabara em 1898.

No ano seguinte, Pachoal Segreto realizou uma filmagem na cidade de São Paulo durante a celebração da unificação da Itália. No entanto, foi somente no início do século XX, que São Paulo tem sua primeira sala de cinema, com o italiano Vítor di Maio.



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Um dos problemas iniciais da produção do cinema no país era a falta de eletricidade que somente foi resolvida em 1907 com a implantação da Usina Ribeirão de Lages, no Rio de Janeiro. Após esse evento, os números de salas crescem consideravelmente na cidade do Rio de Janeiro (cerca de 20 salas de exibição).

No início, os filmes eram de caráter documental. Em 1908, o cineasta luso-brasileiro António Leal apresenta sua película “Os Estranguladores”, considerado o primeiro filme de ficção brasileiro, com duração de 40 minutos.

Anos depois, em 1914, foi exibido o primeiro longa-metragem produzido no país pelo português Francisco Santos intitulado “O Crime dos Banhados”, com mais de duas horas de duração.

Entretanto, após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) ocorre uma crise do cinema brasileiro, o qual fora dominado por produções estadunidenses (cinema de hollywood), enfraquecendo assim, o cinema nacional.

Por conseguinte, na década de 20 e 30 o cinema brasileiro atinge grande expansão com as publicações das revistas de cinema “Para Todos", "Selecta" e a "Cinearte” e ainda com produções que se espalham por vários cantos do país denominado os ciclos regionais.

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Foi na década de 30 que foi criado o primeiro grande estúdio cinematográfico no Brasil: a “Cinédia”. As produções mais importantes dessa época foram: “Limite” (1931), de Mario Peixoto; “A Voz do Carnaval” (1933), de Ademar Gonzaga e Humberto Mauro e “Ganga Bruta” (1933) de Humberto Mauro.

Na década de 40 surge os gêneros das "chanchadas" (filmes cômicos-musicais de baixo orçamento) juntamente com a Atlântida Cinematográfica fundada em 18 de setembro de 1941 no Rio de Janeiro por Moacir Fenelon e José Carlos Burle.

Os principais atores da Atlântica foram Oscarito, Grande Otelo e Anselmo Duarte. As películas que merecem destaque são: “Moleque Tião” (1941), “Tristezas Não Pagam Dívidas” (1944) e “Carnaval no fogo” (1949).




Criação da Vera Cruz


Em 1949 foi criada o estúdio Vera Cruz, baseado nos moldes do cinema americano, donde os produtores buscavam realizar produções mais sofisticadas. Mazzaropi foi o maior sucesso do estúdio.

A Vera Cruz representou um marco na industrialização da cinematografia nacional do qual se destaca o filme “O Cangaceiro” (1953), o primeiro filme brasileiro a ganhar o festival de Cannes. Além disso, em 1954, quando a Vera Cruz faliu, surge o primeiro filme brasileiro a cores: “Destino em Apuros”, de Ernesto Remani.

Note que em 1950 foi criado a primeira emissora de televisão do Brasil, a Tevê Tupi, e muitos atores da Vera Cruz passaram a atuar na Tupi.


Cinema Novo e Cinema Marginal


Na década de 1950, já surgem os precursores do Cinema Novo com a estreia de “Rio 40 Graus”, de Nelson Pereira dos Santos. De caráter revolucionário, o Cinema Novo se consolidará na década seguinte, focado nas temáticas se cunho social e político.

Do cinema novo destacam-se as produções do cineasta baiano Glauber Rocha: “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964) e “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” (1968).

Mais tarde, em fins da década de 60 e início do 70, surge o cinema marginal denominado de “Údigrudi” (1968-1970). Baseado no cinema experimental de caráter radical, destaca-se “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), dirigido por Rogério Sganzerla.


Criação da Embrafilme


Em 1969 é criada a Embrafilme (Empresa Brasileira de Filmes) que permanece até 1982. Fundada em pleno contexto da ditadura militar, o governo apoia a ideia, com a finalidade usar o cinema como uma importante ferramenta de controle estatal. Nesse contexto, o Estado financia as produções cinematográficas dando espaço para as produções nacionais.

A Boca do Lixo e as Pornochanchadas

No começo dos anos 70, em São Paulo, as produções de baixo custo do movimento “Boca do Lixo” realizam as pornochanchadas, baseada nas comédias italianas e com forte teor erótico. Esse gênero teve enorme destaque na década fazendo grande sucesso comercial no Brasil como por exemplo, na película “A Viúva Virgem” do cineasta Pedro Carlos Rovai.

A pornochanchada sofreu um enorme declínio da década de 80 perdendo sua audiência para os filmes pornográficos hardcores que ganhava cada vez mais espaço no Brasil e no mundo.

Ainda que a produção cinematográfica tenha sofrido um declínio no final da década de 70, filmes como “Dona flor e seus dois maridos” (1976), do cineasta Bruno Barreto, ainda demostravam seu poder nas salas de cinema, com mais de 10 milhões de espectadores. Além dele, filmes de comédias com a turma dos “Trapalhões” atraem milhões de espectadores.


Crise do Cinema Brasileiro


Com a chegada do videocassete nos anos 80 no país, a proliferação de locadoras marca essa década no país. Nesse momento, o fim da ditadura e o despontar de uma crise econômica no pais, leva o cinema nacional a sofrer um grande declínio.

Assim, os produtores não tinham dinheiro para produzir seus filmes e os expectadores, da mesma forma, já não apresentava as mesmas condições para assistir esses filmes. Na década de 80 merecem destaque: "Jango"(1984), de Sílvio Tendler e "Cabra marcado para morrer" (1984), de Eduardo Coutinho.

Com a chegada de Fernando Collor no poder, a crise se agrava. Além das privatizações, o novo presidente extingue o Ministério da Cultura, e acaba com a Embrafilme, o Concine e a Fundação do Cinema Brasileiro.


Cinema de Retomada


Assim, foi somente na segunda metade da década de 90 que o cinema ganha força com a produção de novos filmes. Esse período ficou conhecido como “Cinema de Retomada” depois de anos imersos na crise.

A partir disso, a produção de filmes cresce e são criados diversos festivais no país e ainda a Secretaria para o Desenvolvimento do Audiovisual, sendo implementada uma nova legislação, a “Lei do Audiovisual”. A partir de 1995 o cinema brasileiro começa a sair da crise com a produção do filme “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil” (1994) de Carla Camurati, o primeiro realizado pela Lei do Audiovisual.

Nessa década, merecem destaque as produções “O Quatrilho” (1995), de Fábio Barreto; “O Que é Isso Companheiro?”, de Bruno Barreto, “Central do Brasil” (1998).

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Século XXI e a Pós-Retomada do Cinema
No começo do século XXI, o cinema brasileiro adquire novamente sucesso no cenário mundial, com diversos filmes indicados para festivais e Oscar. Por exemplo, “Cidade de Deus” (2002) de Fernando Meirelles; “Carandiru” (2003) de Hector Babenco; “Tropa de Elite” (2007) de José Padilha; e “Enquanto a Noite Não Chega” (2009), de Beto Souza e Renato Falcão.

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Com a introdução de novas tecnologia (3D, por exemplo), as produções e a quantidades de salas de cinema no país, crescem cada vez mais. Alguns pesquisadores da área denominam o período como a pós retomada do cinema brasileiro, em que a indústria cinematográfica do Brasil se consolida.

Por: Daniela Diana / Professora licenciada em Letras

Sucesso, Saúde, Proteção e Paz!



Um comentário:

  1. Bela matéria amigo lembro da minha infância assistindo o filme dos trapalhões no antigo Cinema que existia na Penha onde hoje é o cartório próximo a antiga igreja.

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