Ilustracao anime anos 90 mostrando personagens tristes e simbolos do zodiaco com o titulo Signos e Amor: Por que doi tanto?
Signos e Amor por Alessandro Turci

Você se entrega demais nos relacionamentos? Entenda a psicologia por trás dos signos que mais sofrem por amor e aprenda a curar suas feridas.

Ajeito os fones de ouvido grandes no topo da cabeça e me escoro no vidro embaçado do ônibus. São seis e meia da tarde, a Assis Ribeiro está travada e, na tela do celular, as redes sociais transbordam vidas perfeitas, amores descartáveis e conselhos rasos de quem jura ter a fórmula da felicidade. Olho para aquilo e sinto uma pontada no peito. Sei bem o que é a solidão no meio da multidão. No vagão ou no ônibus, a gente disfarça a carência olhando para telas brilhantes, mas a verdade é que o peito dói de um jeito que remédio nenhum cura.

Chegando em casa, no mesmo quintal de Ermelino Matarazzo onde cresci e enterrei meus velhos, o silêncio da noite me convida à escrita. Solange já adormeceu no quarto, exausta da rotina, e minhas filhas estão recolhidas em seus mundos. Ligo o toca-discos, coloco um vinil antigo para rodar e me pergunto: por que algumas pessoas parecem carregar o peso do mundo nas costas quando o assunto é o coração? Existe um grupo específico de pessoas, moldado pelo afeto profundo, que parecem ser os signos que mais sofrem por amor.

Essa dor da alma não é frescura de internet; é uma ferida ancestral. Muitas vezes, passamos a vida inteira repetindo padrões que herdamos dos nossos pais, buscando nos parceiros a validação que nos faltou na infância. A psicologia chama isso de projeção. Buscamos a individuação, como diria Carl Jung, mas esbarramos na nossa própria sombra: o medo pavoroso da rejeição. Quando olhamos para a nossa herança astrológica e psicológica, percebendo como funcionam os signos que mais sofrem por amor, compreendemos que o sofrimento não vem do outro, mas da nossa incapacidade de aceitar a imperfeição humana.

Um estudo publicado no portal PePSIC, analisando a dependência emocional e as dinâmicas de apego na contemporaneidade, aponta que indivíduos com maior sensibilidade empática tendem a fundir a sua identidade com a do parceiro, transformando o término em um processo de luto existencial. Essa pesquisa nos mostra que o sofrimento crônico no amor é, no fundo, a dor de perder a si mesmo no outro. Investigar essa causa-raiz é o primeiro passo para a cura.

O subtexto disso tudo é puramente cultural. O brasileiro aprendeu a amar pelo excesso, pela dramaticidade das novelas das oito e pelo cancioneiro popular que exalta a dor de cotovelo. Fomos ensinados que amar de verdade significa sangrar, abrir mão de quem somos para caber na expectativa alheia. Criamos uma mística em torno do sacrifício afetivo, onde sofrer pelo outro virou sinônimo de nobreza, quando, na verdade, muitas vezes é apenas falta de contorno psicológico.

Lembro-me bem dos anos 1990. Naquela época, o amor rimava com fita cassete gravada com as músicas do rádio e com a espera ansiosa pelo telefonema no orelhão da esquina, usando fichas que machucavam os dedos. Se o namoro terminava, a dor era vivida no quarto, olhando para o teto, ouvindo um pagode romântico ou um rock nacional. Havia tempo para o luto. Hoje, a tecnologia dos anos 2000 em diante acelerou tudo. O amor virou um catálogo de aplicativos onde as pessoas são descartadas com um deslize de dedo. A dor atual é pior: é o fantasma do silêncio, o famoso vácuo nas mensagens, a indiferença digital que tortura quem ama intensamente.

Essa angústia moderna me lembra muito a série Black Mirror - Espelho Preto, onde a tecnologia expõe as nossas maiores misérias emocionais. Ficamos vigiando a vida do ex, contando os segundos online, presos em uma repetição neurótica de comportamento. É a nossa sensibilidade sendo esmagada pela velocidade do agora.

Ao analisarmos a fundo os mistérios do coração, podemos extrair três lições valiosas para pacificar a alma:

Primeiro, entenda que a dor do outro não é sua responsabilidade. Quem faz parte dos signos que mais sofrem por amor costuma carregar o parceiro nas costas, tentando consertar uma vida que não lhe pertence. Praticar a empatia sem se anular é o verdadeiro segredo para manter a saúde mental nos relacionamentos modernos.

Segundo, abrace a imperfeição da realidade. Romantizar o parceiro e esperar que ele supra todas as suas carências é o caminho mais rápido para a frustração. O amor real é feito de carne, osso, dias ruins e meias sujas no chão da sala. Amar o que o outro realmente é, e não a imagem idealizada que você criou dele, liberta.

Terceiro, resgate a sua individualidade diária. Não transforme o casamento ou o namoro na sua única fonte de sentido na vida. Tenha seus próprios projetos, seus discos para ouvir sozinho, seus momentos de silêncio. Quando você se torna o centro da sua própria história, a partida de alguém pode até machucar, mas jamais vai te destruir.

Olho para o lado e vejo o álbum de fotografias na estante. Ali estão guardadas as marcas do tempo, as escolhas que me trouxeram até este quintal na Zona Leste. Sofrer por amor, no fim das contas, é o preço que se paga por ter um coração que ainda pulsa de verdade em um mundo cada vez mais frio e automatizado. Nossos erros e paixões antigas são os tijolos que constroem nossa maturidade.

Se você também sente que se entrega demais e acaba se machucando nessa engrenagem dos signos que mais sofrem por amor, saiba que você não está sozinho nessa caminhada de fone de ouvido pelo vagão da vida.

E você, em qual dessas dinâmicas emocionais se enxergou hoje? O seu passado também costuma doer mais do que o presente? Deixe sua história aqui nos comentários abaixo. Vamos conversar.

Deixe seu comentário

Para serem publicados, os comentários devem ser revisados pelo administrador *

Postagem Anterior Próxima Postagem
Vai embora? Dá uma olhadinha na Shopee ou no Mercado Livre. Só de clicar você já dá uma força pro blog