Conheça os bastidores da produção industrial pelos olhos de Alessandro Turci. Descubra como redes, firewalls e backups garantem que a fábrica nunca apague.
Meu nome é Alessandro Turci e este é o Conexão Alê, um novo marcador do SHD: Seja Hoje Diferente. Atuo como administrador de rede em uma fabricante de tomadas e interruptores. No meu dia a dia, as fotos bonitas dão lugar aos racks barulhentos, pois meu compromisso é garantir que a fábrica nunca apague. Enquanto os visitantes se encantam com as prensas e esteiras da linha de produção, eles dificilmente percebem a infraestrutura invisível: o switch que se comunica com a máquina, o firewall que bloqueia ataques na madrugada ou o link redundante que sustenta o fechamento do mês quando a conexão principal falha.
Minha rotina começa antes mesmo da sirene tocar. Às 06h20, já estou verificando o monitoramento no Zabbix e confirmando se o backup rodou ou se algum CLP (Controlador Lógico Programável) perdeu conexão. Se houver um erro, a manutenção me aciona antes mesmo do café, pois entendemos que máquina que não se comunica com o servidor não contabiliza peças, e produção sem contagem impossibilita o cumprimento das metas.
Muitos confundem os bastidores com bagunça, mas ali reina a ordem. Quando questionado sobre a quantidade de cabos, explico a importância da segmentação: cabos azuis para a VLAN de automação, vermelhos para a rede administrativa e amarelos para segurança. Essa separação é vital; se um vírus infecta o escritório por um clique errado, ele não pode atingir as injetoras. A rede é o alicerce da automação moderna, onde injetoras e robôs trocam dados com o ERP e o MES a cada 30 segundos. Meu papel não é apertar botões na máquina, mas garantir que o bit chegue ao destino sem latência ou perda de pacotes.
A segurança no chão de fábrica vai muito além do antivírus comum. Já precisei barrar malwares em pendrives de fornecedores e isolar impressoras que serviam de porta de entrada para invasores. Na indústria, um ataque não apenas rouba dados, ele paralisa a esteira, gerando atrasos em caminhões e multas contratuais. O ERP é o coração da operação, mas a TI funciona como a artéria: sem um banco de dados estável, não há emissão de notas fiscais ou baixa de matéria-prima. Por isso, mantemos ambientes espelhados e testes de restore mensais para que o "sistema caiu" nunca seja uma desculpa.
Curiosamente, o meu principal indicador de desempenho (KPI) é o silêncio. Quando o trabalho é bem feito, ninguém nota a minha existência; o maior elogio é saber que uma manutenção no servidor passou despercebida. Planejar o crescimento também é parte crucial do trabalho, pois novas linhas de produção exigem portas de switch, IPs reservados e Wi-Fi de qualidade. Expansão sem o suporte da TI invariavelmente resulta em "gambiarras" que custam caro no futuro.
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O que todos deveriam entender é que, embora tomadas e interruptores sejam objetos físicos, eles nascem no ambiente digital — do CAD da engenharia à nota fiscal que libera o caminhão. Eu posso não aparecer na foto do produto final, mas sou eu quem garante que a foto aconteça. Quando você aciona um interruptor da nossa marca, saiba que houve muita fibra óptica, firewall e monitoramento nos bastidores. Sem palco ou aplausos, meu foco é o uptime. É por isso que venho trabalhar todos os dias.
