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Rede comercial em São Paulo abriu as portas novamente na quarta-feira, 10 de junho

O Brasil segue sendo um dos principais focos da COVID-19, doença causa pelo novo coronavírus. Com mais de 800 mil casos confirmados e mais de 40 mil mortes motivadas pela doença, o país está longe de se recuperar da crise econômica e de saúde pública.

Mesmo assim, na cidade de São Paulo, epicentro da doença no Brasil, o comércio foi reaberto nesta quarta-feira, dia 10 de junho. Nesse primeiro dia, mesmo antes da abertura das lojas, a população que se preparava para fazer as compras formou enormes filas nas portas.

Os principais pontos de aglomeração de pessoas ocorreram nas áreas onde se concentra o comércio denominado popular. Em especial, no bairro da Lapa, no Brás e na rua 25 de Março. Shoppings abriram na quinta-feira, dia 11, e a grande concentração também chamou atenção.

Autotutela 

A polêmica decisão da Prefeitura de São Paulo de reabrir o comércio na pior fase de contaminação pelo novo coronavírus dividiu opiniões. De um lado, autoridades da saúde dizem que a ordem não é correta e só vai colaborar com o avanço da doença. De outro, empresários comemoraram a liberação.

Em meio a esse impasse, a Prefeitura do município firmou um protocolo que deveria ser assinado por aqueles que queriam retomar suas atividades. No entanto, o documento gerou uma nova polêmica. 

No que foi chamado de “autotutela”, os próprios estabelecimentos deveriam fiscalizar se as medidas estavam sendo respeitadas. Uma crítica às ações é que muitas delas se tornam difíceis de serem cumpridas pela própria configuração do modelo comercial.

Medidas

Entre as medidas presentes no protocolo assinado pelos comerciantes interessados em retornar suas atividades, estão as recomendações que já têm sido feitas para qualquer ambiente que, potencialmente, possa gerar aglomeração. A exemplo delas, estão a higienização dos ambientes com maior regularidade e o distanciamento social.

No que diz respeito ao distanciamento, é indicado que a própria empresa informe os funcionários e os clientes sobre a melhor forma de fazer com que ele seja efetivo nas relações do comércio. Ou seja, também depende do tamanho do espaço de cada estabelecimento. Por exemplo, recintos maiores poderão receber mais pessoas porque permitem que elas fiquem mais distantes uma das outras.

Outra medida importante é a redução do expediente. Nos shoppings centers, por exemplo, onde é comum um expediente de 12 horas diárias, normalmente das 10 às 22 horas, esse período foi reduzido para 4 horas diárias, das 11 às 15 horas.

Para as imobiliárias, a recomendação protocolada também é de 4 horas diárias. Contudo, o fechamento e a abertura devem fugir do horário de pico. Nesse sentido, muitas deverão optar pelo que está sendo aplicado em outros setores, com funcionamento das 11 às 15 horas. Outras medidas ainda incluem a testagem dos colaboradores e a medição de temperatura dos clientes. 

Manifestações

Alguns setores comerciais ainda não têm suas atividades liberadas, com destaque para a indústria da beleza. A área tem ganhado atenção nas redes sociais e se manifestou na quarta-feira, mesmo dia em que parte do comércio reabriu em São Paulo.

Um considerável número de profissionais do setor de estética foi para a frente da Câmara Municipal de São Paulo, pedindo a volta das atividades. A manifestação foi organizada pela ACILESP, a Associação dos Comerciantes Imigrantes Latinos do Estado de São Paulo.

Faixas com dizeres como “Beleza pede respeito” e “Salvem os negócios de beleza” tomaram parte da rua onde o ato aconteceu. Os manifestantes estavam de máscara e mantiveram o distanciamento recomendado na ocasião. Na contrapartida, o governador de São Paulo, João Doria, prolongou a quarentena no estado por mais 15 dias.
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