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18.11.21

Inflação será principal problema econômico em 2022, diz ministro


A resiliência da inflação será o grande problema da economia brasileira em 2022, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, as previsões de baixo crescimento para o próximo ano podem não se confirmar, com os mais pessimistas do mercado se surpreendendo com as previsões de crescimento entre 0% e 1% do Produto Interno Bruto (PIB).

“O problema não será crescimento baixo, o problema será inflação resiliente. A inflação provavelmente será um pouco acima do que vocês estão prevendo, mas o crescimento também será maior do que vocês estão prevendo, então vamos ver. Eu não faço previsões, eu faço piada de previsões, de previsões erradas”, declarou o ministro em inglês ao participar de evento virtual promovido por um banco brasileiro.

Na última edição do boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras feita pelo Banco Central (BC), os analistas de mercado projetam crescimento de 0,9% para o PIB em 2022 e inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,8% no próximo ano.

Sem interferências

O ministro disse que a equipe econômica não pretende interferir nos preços por meio de regulações. Segundo Guedes, a única política em curso para segurar a inflação é o aperto monetário (alta dos juros) conduzido pelo Banco Central.

“É verdade que juros vão subir com a luta do Banco Central para controlar inflação, mas estamos realmente fazendo a transição para crescimento sustentável em todos os setores”, disse.

Nos casos em que a inflação acelerar por choques externos, o ministro defendeu a transferência de renda por meio do Auxílio Brasil para aliviar o impacto sobre as famílias mais pobres. Paralelamente, a alta dos preços do petróleo e da energia, na avaliação de Guedes, deverá atrair investidores estrangeiros para o Brasil.

“Se preços de petróleo e de energia sobem, é parte da solução porque atrai investimento. A melhor solução é deixar o mercado agir e, qualquer disfunção, resolve com transferência de renda”, disse Guedes. Segundo ele, a viagem recente do presidente Jair Bolsonaro e de vários ministros aos Emirados Árabes Unidos renderam compromissos de investimentos de US$ 10 bilhões em dez anos reforçando a previsão de ingresso de US$ 700 bilhões em investimentos estrangeiros no país nas próximas décadas.

PEC dos Precatórios

Guedes defendeu a manutenção da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que parcela o pagamento de precatórios e muda o cálculo do teto de gastos, no formato em que foi aprovada na Câmara dos Deputados. Ele criticou a sugestão apresentada por alguns senadores de excluir o pagamento de precatórios do teto e manter a atual fórmula de cálculo, que atualiza o limite anual pela inflação acumulada entre julho de dois anos antes e junho do ano anterior.

Para o ministro, existirão motivos para se preocupar com a economia em 2022, caso o Senado altere o texto aprovado pela Câmara. “Talvez seja essa a assimetria [entre as estimativas do mercado e do governo para o PIB], porque eu ainda estou esperançoso que nós vamos aprovar as propostas originais. Mas se não aprovarem, então estarei muito preocupado com o crescimento”, declarou.

O ministro defendeu o desenho da PEC aprovada pela Câmara como um instrumento que dará previsibilidade e exequibilidade ao Orçamento público. De um lado, a PEC estabelece um limite ao pagamento anual de precatórios e, de outro, modifica a regra do teto de gastos. Com isso, a proposta abre um espaço de R$ 91,6 bilhões para gastos no ano que vem.

Guedes voltou a defender um fundo de combate à pobreza com recursos da privatização da Eletrobras, da Petrobras e dos Correios. Na avaliação de Guedes, esse mecanismo representa a melhor maneira de enfrentar o encarecimento dos combustíveis e dos alimentos. “Se o petróleo está subindo ou a taxa de juros está subindo e aí alimentos estão subindo, a primeira melhor opção, é claro, são políticas sustentáveis para a erradicação da pobreza”, concluiu.

26.10.21

Ministro diz que privatização da Petrobras ampliaria investimentos


O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou  durante evento com o presidente Jair Bolsonaro, recursos da venda da Petrobras podem ser usados para ampliar os investimentos públicos e em tecnologia e bancar gastos sociais.

“E se daqui a 20 anos o mundo todo migrar para a energia elétrica, hidrogênio, nêutron, energia nuclear e o fóssil for abandonado? A Petrobras vai valer zero daqui a 30 anos. E o que nós fizemos?”, questionou o ministro, durante o lançamento do Plano de Crescimento Verde, no Palácio do Planalto.

“Deixamos o petróleo lá em baixo com um monopólio, uma placa de monopólio estatal em cima. O objetivo é tirar esse petróleo o mais rápido possível e transformar em educação, investimento, treinamento, tecnologia”, acrescentou Guedes.

Para o ministro, a alta de mais de 6% nas ações da Petrobras nesta segunda-feira é resultado da entrevista em que o presidente Jair Bolsonaro disse estudar um projeto de lei que permitiria a venda de ações da estatal nas mãos da União, até ela deixar de ser a controladora majoritária da empresa.

“Bastou o presidente falar ‘vamos estudar’, e o negócio [a ação da Petrobras] sai subindo e aparece R$ 100 bilhões. Não dá pra dar R$ 30 bilhões para os mais frágeis num momento terrível como esse, se basta uma frase do presidente para aparecer R$ 100 bilhões, brotar no chão de repente. Por que nós não podemos pensar ousadamente a respeito disso?”, comentou Guedes.

Caged
O ministro da Economia adiantou dados econômicos que serão divulgados amanhã (26). Segundo ele, a arrecadação de setembro, apurada pela Receita Federal, deverá trazer novos recordes. Além disso, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mede o saldo de empregos formais, deve vir com mais de 300 mil postos de trabalho criados no país no mês passado.

“A economia está voltando com muita força. Conversava há pouco com o grupo da arrecadação da Receita Federal, novos recordes. Amanhã, possivelmente vão soltar também o Caged; mais de 300 mil empregos todo mês estamos criando”, declarou.

O ministro agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro a confiança em mantê-lo no cargo. “Eu queria agradecer pela confiança do presidente. É sempre assim, eu estou morrendo afogado, ele aparece, renova a confiança e nós continuamos nessa aliança de liberais e conservadores por um futuro melhor do nosso país”, disse.

26.8.21

Governo retira Casa da Moeda do programa de desestatização


O governo federal decidiu retirar a Casa da Moeda de seu portfólio de privatizações, por meio do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), vinculado ao Ministério da Economia. A decisão foi anunciada em entrevista à imprensa, nesta quarta-feira (25), após a 17ª reunião do conselho do programa.

Criada em 1694, a Casa da Moeda do Brasil, responsável pela fabricação das cédulas e moedas, além de passaportes e selos, havia sido incluída no programa de concessões, por meio de decreto presidencial, em outubro de 2019.

De lá para cá, cerca de R$ 2,8 milhões foram desembolsados para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fizesse um estudo de viabilidade do negócio. Com a decisão, a empresa pública segue sob controle da União.

Novas inclusões
O conselho do PPI decidiu incluir novos projetos no programa de desestatização do governo federal, entre os quais o que prevê a concessão da primeira hidrovia, que liga a Lagoa Mirim ao Canal de São Gonçalo, no Rio Grande do Sul, estabelecendo uma conexão com o Uruguai. "É uma hidrovia que faz fronteira com o Uruguai, e era um pedido do governo do nosso país vizinho, justamente que a gente avançasse em investimentos nessa hidrovia, então, agora a gente vai avançar com o estudos, junto com o Ministério da Infraestrutura", afirmou a secretária especial do PPI, Martha Seillier.

Foram aprovadas as condições e a modelagem do projeto de desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) e a extinção da Empresa Gestora de Ativos (Emgea), estatal criada com o objetivo de adquirir bens e direitos da União e das demais entidades integrantes da administração pública federal. De acordo com Martha, os ativos da companhia serão vendidos e, no ano que vem, começa o processo de liquidação da empresa federal. 

Também será relicitada a concessão das BRs 060 e 153, nos trechos que ligam Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. Outro bloco de rodovias, que inclui estradas federais e estaduais de Santa Catarina, também irá a leilão, com trechos que somam cerca de 3 mil quilômetros de extensão.

O PPI decidiu ainda incluir o Porto de São Sebastião, em São Paulo, no rol de privatizações, além de oito novos arrendamentos portuários nos terminais de Santos, do Rio de Janeiro, de Salvador e de Ilhéus, na Bahia, de Porto Alegre, do Mucuripe, em Fortaleza, e do Itaqui, em São Luís.   

O conselho do Programa de Parcerias e Investimentos aprovou a venda dos hortomercados do Leblon e de Humaitá, no Rio de Janeiro, além de armazéns e outros prédios da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), totalizando mais de 150 imóveis. O Serpro também teve imóveis incluídos no programa, mas não foram detalhados quais.  

Outra novidade do PPI é a inclusão de cinco unidades de conservação federal no programa de parcerias e investimentos, para promoção de visitação, nos estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, de São Paulo e do Espírito Santo. O nome dos parques não foi informado pelo governo.  

Balanço
Em balanço, a secretária especial do PPI destacou que, neste ano, até agora, foram realizados 46 leilões no âmbito do programa de desestatizações, com expectativa de R$ 55,4 bilhões em investimentos e arrecadação de R$ 26,8 bilhões em outorgas e bônus. Entre os projetos de privatização efetivados, estão terminais portuários, ferrovia, parques e florestas. Na área de saneamento, o destaque foi a venda da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) do Rio de Janeiro.  

28.6.20

4 reflexões levantadas pela pandemia


A  soberania tecnológica, o desafio de encarar a morte, a fragilidade das fronteiras nacionais e a necessidade de opinar sobre tudo são alguns questionamentos trazidos pelo novo coronavírus

Até o dia 18 de junho, a atual pandemia provocada pelo novo coronavírus já havia contaminado mais de 8 milhões de pessoas e provocado mais de 440 mil óbitos em todo o mundo.

Os impactos da pior pandemia registrada no último século ainda são inestimáveis. Contudo, já se notam os primeiros efeitos, tais como o aumento repentino de mortes em escala global, a alta do desemprego e o fechamento temporário de diferentes estabelecimentos comerciais.

Nesse contexto, pode ser difícil conseguir manter a saúde mental mediante o aumento do estresse, do medo e das angústias referentes ao presente temeroso e ao futuro cada vez mais incerto.

Se você é daqueles que vêm enfrentando dificuldades para pegar no sono, mesmo com uma cama confortável, pois, antes de dormir, relembra os números da COVID-19 e fica imaginando as possíveis mudanças que permanecerão mesmo após a criação da vacina, confira outras reflexões que o novo coronavírus trouxe para a humanidade.

Soberania tecnológica

Se o mundo anterior à pandemia já era dominado pela virtualidade das telas de celulares e computadores, no confinamento social, esse cenário foi ainda mais intensificado. Sem que a população possa sair às ruas livremente, nem reencontrar amigos pessoalmente, as redes sociais e as videochamadas assumiram um protagonismo indiscutível durante a quarentena vista em diferentes regiões do planeta.

Por um lado, esse mecanismo permitiu às pessoas conversarem e nutrirem vínculos mesmo com a distância física. Contudo, por outro, esses espaços digitais são produzidos pela iniciativa privada, com normas de participação definidas por grandes corporações. 

Esse processo implica uma privatização da cidadania digital e levanta questões fundamentais, como a garantia do respeito à privacidade dos dados dos internautas — o que já era discutido em diferentes países antes da pandemia.

Outra problemática se refere à necessidade de assegurar acesso aos recursos tecnológicos a todos. Aulas transmitidas virtualmente por escolas e universidades se tornaram uma realidade generalizada em poucas semanas. Isto trouxe à tona a desigualdade dessa conexão como obstáculo fundamental para o contato dos cidadãos à educação.

Cosmopolitismo

Diferentemente de outras doenças, como a gripe suína e a MERS, que ficaram mais restritas à China e a alguns países da Península Arábica,  a COVID-19 afetou todo o planeta. Mesmo os países com um número baixo de casos registrados precisaram adotar medidas de precaução, desde confinamento social até fechamento de fronteiras.

Se a “globalização” era uma das grandes promessas do início do século XXI, o novo coronavírus mostrou as fragilidades das fronteiras e dos Estado-nação, além de evidenciar que problemas globais exigem, de fato, soluções globais. 

A pandemia também destacou como a humanidade é interdependente, mesmo com todas as diferenças culturais. A COVID-19 é uma boa oportunidade para relembrar os ensinamentos do filósofo estoico Herácles, que disse que precisamos tratar qualquer ser humano como nosso compatriota.
Emissão constante de opiniões

A popularização da internet propiciou uma maior democratização do acesso à informação e da possibilidade de compartilhar nossas opiniões. Contudo, esse processo também provocou a sensação de que todos podem ser especialistas em diferentes temas, de modo a emitir opiniões em redes sociais assim que um acontecimento ocupa as manchetes dos noticiários.

Em um contexto de pandemia, quais os impactos de tuítes e posts de leigos, com críticas acerca de medidas como o confinamento social e o uso de máscaras, sobre o comportamento de outras pessoas? Até que ponto essa conduta não consiste em uma simples liberdade de expressão, mas contribui para a desinformação mediante uma doença altamente contagiosa e ainda sem vacina?

Pensamentos sobre a morte

Mais do que o sexo, a morte consiste em um dos grandes tabus da sociedade ocidental hoje. Se é verdade que todos vão morrer, poucos são aqueles que ousam pensar sobre a morte ou a vida com seriedade e respeito.

A pandemia nos convida a perceber como vida e morte não são antagônicas, mas processos complementares. O medo da morte, muitas vezes, é intensificado quando se vive uma vida de modo automático, sem realizar os sonhos e viver segundo os próprios valores.

Se a morte nos traz medo do desconhecido e do fim da relação com as pessoas que amamos no molde como a vivemos, ela também nos convida a avaliar como está a nossa vida e a preenchermos, com sentido genuíno, o que realmente nos dê a sensação de que vale a pena estar aqui.

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