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29.5.20

A relação que o frio tem com o aumento de casos de COVID-19

Em todo o mundo, pesquisadores estão buscando entender melhor o novo coronavírus. A chegada do inverno pede mais atenção aos cuidados com a saúde e a imunidade.


No dia 11 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia causada pelo novo coronavírus. Desde então, médicos e cientistas buscam entender como funciona o vírus e quais as complicações da COVID-19 a longo prazo.

Muitos estudos estão tentando encontrar uma possível relação entre o clima e a proliferação do vírus. Até o momento, não há indícios de que o vírus SARS-CoV-2 fique mais forte no inverno. Mesmo assim, é importante manter as medidas para se proteger, como a utilização de máscaras e álcool em gel.

Frio preocupa médicos e especialistas

O vírus não fica mais forte no inverno, mas a chegada da estação preocupa os médicos. Isso porque as condições deixam o ar mais gelado e seco, o que potencializa gripes e quadros respiratórios todos os anos. Assim, especula-se a possibilidade do aumento dos casos da COVID-19.

A baixa temperatura tem um efeito no corpo humano e acaba causando um desarranjo do sistema imunológico. Quando a temperatura interna cai por causa da externa, o metabolismo diminui em determinadas áreas, uma delas são as vias aéreas.

Com essa diminuição, fica mais difícil para as células atuarem no local, gerando uma pré-disposição às infecções. Isso explica o aumento dos casos de viroses, todos os anos, no período do inverno. Ou seja, a queda de imunidade dificulta a luta do metabolismo contra os vírus.

A combinação do ar seco, que provoca sensibilidade nas mucosas, com a mudança de hábito durante as temperaturas baixas podem aumentar os casos da doença. Como as pessoas fecham portas e janelas, o ar ventila menos e os ambientes fechados se tornam mais propícios para a transmissão. 

Alguns cuidados evitam a queda de imunidade:

Aumentar a hidratação por meio da ingestão de líquidos;
Manter uma alimentação balanceada;
Usar creme hidratante para ajudar a preservar a umidade da pele;
Arejar os ambientes, proporcionando maior circulação do ar;
Praticar exercícios;
Usar agasalhos adequados
Proteger as áreas expostas do corpo.

Muitos médicos e pesquisadores estão estudando o vírus. Até o momento, a comunidade científica não entrou em consenso ao relacionar a diminuição ou o aumento de temperatura com os índices de transmissão. 

Enquanto não é possível definir se a temperatura mais baixa aumenta ou não os casos de COVID-19, o melhor é manter os cuidados recomendados pela OMS: cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirrar, usar máscaras, lavar as mãos com frequência e manter uma distância segura em relação às outras pessoas.

População deve evitar ir aos hospitais

Os casos de pessoas que buscam hospitais por causa de síndromes respiratórias e viroses aumentam no inverno. Esse cenário não é uma novidade para os médicos, que se preparam para receber um maior número de pacientes, principalmente, crianças. 

No entanto, como há uma pandemia, esses locais possuem alto nível de transmissibilidade do novo coronavírus. Para evitar a busca pelos hospitais, os governos adiantaram a aplicação da vacina da H1N1. O objetivo da medida é evitar um aumento de casos da gripe e facilitar a identificação da COVID-19. 

A população deve permanecer em casa, fazendo o isolamento social sempre que possível. Em caso de sintomas leves, deve-se esperar e analisar se há alguma evolução. Optar por uma teleconsulta é a melhor alternativa para não se expor nas unidades básicas de saúde (UBS) e de pronto atendimento.

É importante conhecer os diferentes sintomas da COVID-19, da gripe e da rinite, evitando sair de casa sem necessidade. Veja as especificidades de cada uma a seguir. 

COVID-19

A maior parte dos infectados pelo novo coronavírus apresenta sintomas leves, como febre, tosse e fadiga, podendo evoluir para uma pneumonia. Congestão nasal, dificuldade para respirar, diarreia, perda do paladar e do olfato também são sintomas da COVID-19.

Gripe

Alguns sintomas da gripe se assemelham aos do coronavírus, como tosse, febre, congestão nasal, fadiga e dor de cabeça. Entretanto, é muito comum que a gripe gere dores musculares, o que não acontece nos casos de COVID-19.

Rinite

A rinite é uma síndrome respiratória alérgica que aparece mais intensamente no outono e no inverno. Os sintomas estão muito relacionados aos espirros, congestão nasal, coriza, irritação nos olhos e coceira no nariz, nos olhos ou na garganta. Ela não costuma apresentar sintomas como febre ou tosse.

30.8.21

Anticorpos contra covid-19 podem passar para bebês pelo leite materno


O aleitamento materno gera inúmeros benefícios à mulher e ao seu bebê, tanto em relação aos aspectos nutricionais e emocionais para a dupla como também em relação à imunização e proteção contra doenças para o recém-nascido e para a mãe.

Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) constatou que as mães vacinadas contra a covid-19 produzem anticorpos que podem ser transmitidos ao recém-nascido pelo leite materno.

Conduzida pelo Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP e realizado pelo Instituto da Criança e do Adolescente, a pesquisa indicou presença de anticorpos no leite de colaboradoras lactantes do HC, imunizadas com a vacina Coronavac, do Instituto Butantan.

De acordo com o estudo, foi observado que a segunda dose forneceu um incremento no nível de anticorpos das gestantes e, em algumas das colaboradoras, níveis altos de anticorpos contra a covid-19 mantiveram-se no leite materno mesmo depois de alguns meses de amamentação.

“O leite materno é importante justamente porque carrega um grande repertório de anticorpos, acumulados ao longo da vida da gestante”, explica a professora Magda Carneiro Sampaio, do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP, vice-presidente do Conselho Diretor do Instituto da Criança do HC.

“O que o estudo mostra é que essa vacina também se incorpora ao repertório materno e a mãe vai passando esse anticorpo várias vezes ao dia ao bebê. Esse anticorpo [advindo do leite] é muito interessante, porque tem uma ação fundamentalmente local, quase nada dele é absorvido. Sua ação é em todo o trato gastrointestinal do bebê”, disse a professora que há mais de 30 anos desenvolve uma linha de trabalho sobre o estudo do leite humano.

A pesquisadora destaca que estudos equivalentes foram feitos em outros países, como Israel, Estados Unidos e Espanha, mostrando que as vacinas Pfizer, Moderna e Oxford/Astrazeneca também induzem anticorpos no leite. “No fundo, isso mostra que a Coronavac, nosso imunizante mais amplamente disponível no Brasil, é um bom imunizante”, afirma Magda. 

“Dentre as que nós temos aqui disponíveis em maior quantidade, ela é a mais adequada para as gestantes pela questão da trombofilia”, diz a professora, a partir dos indícios coletados no trabalho. Mulheres gestantes compõem o grupo de risco da covid-19 e a tendência de se formarem coágulos sanguíneos [trombofilia] é maior nesse período.

Entidades médicas
As sociedades médicas do Brasil têm seguido a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que recomenda a vacinação em mulheres lactantes e não preconiza a interrupção da amamentação após a vacinação.

Apesar de os estudos comprovarem a presença de anticorpos no leite materno, casos confirmados no organismo de bebês ainda são isolados. No Brasil, há um episódio registrado em Tubarão (SC) onde um bebê de 2 anos, amamentado pela mãe que havia se vacinado, recebeu a confirmação de anticorpos de SARS-COV 2 por meio de um exame pedido pelo médico.

Segundo a pediatra Flávia Bravo, presidente da Comissão de Informação e Orientação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), ainda não há evidências suficientes demonstrando que anticorpos passados pelo leite materno possam realmente proteger os bebês.

“A proteção do bebê reside principalmente na proteção da própria lactante que não vai transmitir a covid-19 para seus bebês. Não existem evidências demonstrando que anticorpos passados pelo leite materno possam realmente proteger os lactentes [bebês ou crianças que mamam no peito], então isso é uma evidência que nos falta”, aponta Flávia.

Para quem amamenta, a médica afirma que as vacinas são seguras. “As vacinas já vêm sendo aplicadas em lactantes desde que elas foram aprovadas ao redor do mundo e o que a gente observa é que elas são tão seguras quanto para qualquer outra mulher, não há nenhum risco específico envolvendo lactantes que passaram do período do puerpério”.

A única restrição existente diz respeito às lactantes que estão nos primeiros 45 dias após parto, o puerpério. “Nessa fase há precaução de evitar as vacinas de vetor viral, como a Oxford/ Astrazeneca e a Janssen, por conta de um evento adverso que aconteceu com uma gestante aqui no Brasil e essa é uma medida de precaução”.

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Mastologia também recomendam que as lactantes tomem a vacina contra covid-19.

“A Febrasgo recomenda a vacinação anticovid para lactantes, não só para proteção da mãe, como para a proteção também do recém-nascido. Existem alguns trabalhos que já comprovam que existe essa transferência pelo leite materno e só não sabemos ainda se a quantidade de anticorpos transferidas garante a proteção do recém-nascido. A puérpera lactante ou a lactante que tomou a vacina não precisa interromper a amamentação”, ressaltou a ginecologista Cecília Roteli Martins, presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da federação.

“Gestantes e lactantes têm risco aumentado para infecção por covid-19. Em relação à marca, temos contraindicado, no Brasil, o uso das vacinas com vírus inativado (Oxford/Astrazeneca e Janssen) no período da gestação e puerpério, fora desta fase, na amamentação, pode ser qualquer uma”, afirmou a médica Beatriz Gerônymo, da Comissão de Aleitamento da entidade da Sociedade Brasileira de Mastologia.

O E-lactancia, site destinado principalmente a estudos de compatibilidade de medicamentos e substâncias utilizadas pela mulher durante a amamentação, se posiciona a favor da vacinação contra covid por lactantes, descrevendo como “situação bastante segura”. 

Em março deste ano, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também se posicionou favorável à vacinação desse grupo. “A SBP é enfática em recomendar a vacinação de mulheres que, na sua oportunidade de vacinação, estiverem amamentando, independentemente da idade de seu filho, sem necessidade de interrupção do aleitamento materno, ressaltando todos os benefícios de ambas as ações (imunização e amamentação)”.

Mesmo vacinadas, essas mães precisam manter o uso de máscaras, o distanciamento social, evitar aglomerações e sempre lavar a mão com sabão e usar o álcool em gel,  cuidados necessários para evitar contaminação pela covid-19 e outras doenças infecciosas .

Grupo prioritário
A Lei 14.190/21 acrescentou aos grupos prioritários de imunização as lactantes, gestantes, puérperas e também crianças e adolescentes com deficiência permanente ou comorbidade e adolescentes privados de liberdade. A lei foi publicada no Diário Oficial em 30 de julho.

Calendário vacinal em dia 
Apesar da importância dos imunizantes contra covid-19 para combater a pandemia, mulheres que amamentam não podem esquecer de tomar outras vacinas existentes no calendário vacinal do adulto brasileiro. O leite materno protege não só contra a covid-19, mas contra diversas outras doenças infecciosas.

Em outubro de 2020, a Sociedade Brasileira de Pediatria, SBim e a Febrasgo emitiram documento técnico que trata da imunização na gestação, pré-concepção e puerpério. O documento informa, conforme citado pelos especialistas ouvidos pela Agência Brasil, que algumas vacinas que são contraindicadas durante a gestação devem ser recomendadas no puerpério, como a tríplice viral, varicela e HPV, mesmo para aquelas que estão amamentando.

Por outro lado, diz o documento, a vacina da febre amarela deve ser evitada em nutrizes até que o bebê complete 6 meses. Se a vacinação for necessária, entretanto, deve-se suspender o aleitamento materno por 10 dias após a administração da vacina.  Após os 6 meses de idade da criança, a nutriz pode receber a vacina sem necessitar suspender o aleitamento.

O ideal é que a mulher que pretende engravidar procure atualizar a caderneta de vacinação para se preparar para a gestação, explica a médica pediatra Tania Cristina Petraglia, secretária do Departamento Científico de Imunizações da SBP.

“A vacina tríplice viral, que protege para sarampo, caxumba e rubéola é uma vacina viva, é [vírus] atenuado, mas é viva, então não pode ser aplicada durante a gestação. É preferível que a mulher tome a vacina antes de engravidar, então a mulher pode já ter um esquema de Hepatite B feito, para difteria, tétano e a tríplice viral antes de engravidar”, recomenda Tania.

Durante a gestação, a mulher vai ter que tomar vacina da gripe e também a tríplice acelular do adulto, que protege contra a difteria, o tétano e a coqueluche, chamada dTpa.

“Essa proteção para coqueluche é muito importante para o bebê, porque os anticorpos que passam através da placenta vão protegê-lo para coqueluche nos primeiros meses de vida, enquanto ainda ele não completou o esquema de vacinação, com seis meses de vida”, detalha a médica.

Durante a pandemia, a médica lembra que houve uma baixa cobertura vacinal, não só de crianças, mas de todas as faixas etárias. “Agora, com a flexibilização, é superimportante que todos mantenham o calendário de vacinação atualizado e isso não é só para criança, o adulto vacinado adequadamente está protegendo a criança também, porque forma uma rede de proteção e isso é bom para todos, do ponto de vista individual e do ponto de vista da coletividade, pois o vacinado vai estar contribuindo para diminuir a circulação de doenças”.

A pediatra Flávia Bravo, presidente da Comissão de Informação e Orientação da SBIm, também alerta para a importância de se manter os calendários de vacinação em dia.

“A gente se preocupa muito com o calendário infantil, é claro, mas existem vacinas para adolescentes cuja cobertura nunca atingiu os níveis desejáveis e, agora, estão mais baixos ainda, assim como vacinas para gestantes, que estão inclusive com dificuldade de fazer seus pré-natais por conta da pandemia. O panorama que nos ameaça não é nada otimista, é preciso saber que precisamos manter os calendários de vacinação em dia.”

8.5.20

Os líderes políticos que foram infectados pelo coronavírus até agora


Senadores e governadores brasileiros, além de primeiros-ministros e presidentes regionais internacionais, foram algumas autoridades contaminadas pela atual pandemia

Em 5 meses, o novo coronavírus paralisou indústrias, comércios e pessoas. Ao superlotar os sistemas de saúde, especialmente, os públicos, deixa o mundo em suspensão sobre o futuro que se desenha após o controle sobre a pandemia. Até 5 de maio, mais de 3,6 milhões de pessoas foram contaminadas e cerca de 257 mil chegaram a óbito em todo o planeta.

A população socialmente mais vulnerável segue sendo a mais suscetível a sofrer os efeitos da COVID-19, a partir de condições precárias de habitação e trabalho, além de escasso acesso aos serviços de saúde. Contudo, o novo coronavírus já vitimou autoridades públicas de diferentes países, tornando necessária a ascensão de substitutos para lhes dar cobertura. 

No início de março, o Brasil era o segundo país do planeta com o maior número de políticos infectados pelo novo coronavírus (18), ficando atrás apenas do Irã (24). Confira algumas autoridades que foram contaminadas pela nova pandemia.

David Alcolumbre

O senador do Amapá foi uma das autoridades brasileiras que receberam o teste positivo de COVID-19, em meados de março. Ao constatar os resultados do exame, o atual presidente do Senado brasileiro permaneceu em isolamento domiciliar por 15 dias, passando um deles em um hospital.

Após ter contraído a infecção, o senador já não conseguia permanecer on-line pelo celular, devido às fortes dores de cabeça. Crises de tosse e até vômitos foram outros sintomas recorrentes em Alcolumbre. 

Para evitar disseminar o vírus entre seus familiares e assessores mais próximos, o senador usou pratos, copos e talheres descartáveis. Ele também permaneceu sem qualquer contato com seus dois filhos durante duas semanas, nas quais esteve sob tratamento.

Wilson Witzel

Em 14 de abril, o atual governador do Rio de Janeiro divulgou que teve a confirmação de ter contraído a COVID-19. A divulgação veio logo depois que o governador havia decidido prorrogar o isolamento social no estado até 30 daquele mês.

Witzel permaneceu em isolamento no Palácio das Laranjeiras, sua residência oficial. No dia 6 de maio, divulgou em suas redes sociais que ele e sua esposa, Helena, estavam curados da COVID-19.

Boris Johnson

Em 27 de março, o primeiro-ministro britânico descobriu que havia contraído o novo coronavírus. No dia 6 de abril, ele foi internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital Saint Thomas, em Londres, com um quadro clínico marcado por febre e tosses persistentes. Johnson foi liberado após 3 dias de internação.

Durante o período em que o primeiro-ministro esteve internado e se recuperando, o secretário de Relações Exteriores Dominic Raab assumiu o controle do governo. No Reino Unido, não existe uma alternativa formalmente descrita na lei para casos de ausência do primeiro-ministro.

Michel Barnier

Deputado da Assembleia Nacional Francesa, Barnier é chefe do Grupo de Trabalho Pós-Brexit. Ele é o principal representante da União Europeia (UE) nas negociações sobre a saída do Reino Unido deste bloco econômico, formalizada em 31 de janeiro de 2020, e na manutenção das relações comerciais entre o país e os territórios da UE.

Com o resultado positivo do exame para COVID-19, em meados de março, o político de 69 anos declarou em suas redes sociais que se sentia bem e permaneceria em isolamento. Mesmo antes do anúncio de Barnier, a segunda etapa de negociações comerciais pós-Brexit havia sido cancelada por causa da pandemia e permanece em suspensão.

Pere Aragonès

O presidente regional do governo catalão Pere Aragonès também foi outra autoridade contaminada pela COVID-19. Ele realizou o exame em meados de março após passar horas com febre alta e tosse. 

Aragonès permaneceu confinado nas dependências presidenciais do Palácio da Generalitat, sede do governo regional. Até se recuperar, ele manteve distanciamento da família e dos funcionários mais próximos do governo.

23.7.21

Viajar pelo Brasil: como tem funcionado?

Veja como anda o setor de turismo brasileiro e o que considerar caso você deseje fazer uma viagem pelo país!


Em todo o mundo, a indústria do turismo muito atingida durante a pandemia do novo coronavírus. 


E, ao contrário do varejo e serviços, os efeitos da retração devem persistir por algum tempo, já que as operações regulares não devem ser retomadas até que uma vacinação em massa de COVID-19 tenha sido implementada. 


No Brasil, as empresas de turismo estão lutando desesperadamente para encontrar maneiras de minimizar suas perdas e sobreviver ao inverno rigoroso da pandemia. Conforme os números mais recentes, está funcionando.



Avanços nas campanhas de vacinação colaboram com o setor

Uma das principais responsáveis pelas flexibilizações no regime de isolamento nacional é a campanha de vacinação que segue acontecendo nos estados. Cidadãos residentes com CPF são elegíveis para receber suas devidas doses.


As informações sobre as categorias de grupos prioritários e as vacinas disponíveis no Brasil estão incluídas nas orientações. 


Datas e informações variam de estado para estado, como é o caso da Prefeitura de São Paulo, que iniciou a vacinação de pessoas entre 30 e 34 anos contra o coronavírus ao longo desta semana.


Caso você seja da região de São Paulo, as informações do cronograma para o mês de julho de 2021 são as seguintes:


Cada grupo foi dividido em um dia da semana. Nesta segunda-feira (19), serão vacinadas pessoas com 34 anos. Depois, o calendário segue em ordem decrescente por idade.


  • 34 anos: 19/07 (segunda)

  • 33 anos: 20/07 (terça)

  • 32 anos: 21/07 (quarta)

  • 31 anos: 22/07 (quinta)

  • 30 anos: 23/07 (sexta)

  • Repescagem 30 a 34 anos: 24/07 (sábado)


E assim conforme mais pessoas são vacinadas, melhor é a expectativa para o reaquecimento do setor de turismo.

Turismo pós-COVID

Embora restrições significativas ainda existam, os anúncios de agências de viagens tornaram-se mais frequentes recentemente. 


De acordo com relatos, as reservas de feriados mais uma vez começaram a subir à medida que as pessoas olham para além dos bloqueios.


Um dos desafios é que as condições de viagem relacionadas a COVID-19 complicarão as férias no futuro próximo, incluindo medidas potenciais como exigir que as pessoas sejam vacinadas. 


O temor é que isso limite as opções de viagens ao exterior para aqueles que não receberam a vacina. 


Pode até afetar a capacidade das pessoas de viajarem em território nacional. As questões econômicas também afetarão as viagens em todo o mundo, visto que muitas pessoas perderam renda durante a pandemia.

O novo padrão de turismo

Diante do desejo de viajar e dos obstáculos práticos contra ele, espera-se que as pessoas façam escolhas mais ponderadas. Os turistas na era pós-COVID estarão menos dispostos a se comprometer em sua próxima viagem. 


Eles terão expectativas muito maiores dos provedores de serviços de hospitalidade e serão muito mais exigentes. 


Para se manter atualizado, a indústria deve priorizar a oferta de serviços, instalações e experiências que atendam ao bem-estar geral, saúde e vigilância sanitária. Eles precisarão se concentrar em altos padrões de higiene, que os turistas devem cobiçar.


Não será surpreendente ver tendências como turismo de saúde, turismo de bem-estar, turismo espiritual e potencialmente religioso crescendo em popularidade também.

Dicas para quem vai viajar

Nenhuma viagem é isenta de riscos durante a pandemia. Os países podem restringir ainda mais as viagens ou introduzir novas regras em curto prazo, por exemplo, devido a uma nova variante da COVID-19. 


Consulte sua agência de viagens ou companhia aérea sobre quaisquer alterações no transporte que possam atrasar sua viagem de volta para casa.


Caso você queira evitar aglomerações e esteja planejando viajar de carro, a fase de preparação é ainda mais importante.


Veja alguns fatores a se considerar durante sua etapa de planejamento:

Restrições nos estados

As restrições variam de cidade para cidade. O uso de máscaras faciais nas ruas, espaços públicos como parques e nos transportes públicos, incluindo táxis, é obrigatório em todo o país. 


Existem requisitos locais adicionais para o uso obrigatório de máscaras em outros locais, como lojas e academias, em várias cidades, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. 


As medidas de isolamento social foram suspensas até certo ponto em algumas partes do país, mas os bloqueios localizados continuam em graus variáveis. 


Você deve consultar a orientação oficial em sua localidade para obter detalhes sobre quais medidas preventivas estão em vigor e como você pode cumpri-las, pois o não cumprimento dessas regras pode resultar em multa.

Alojamento

Algumas opções de acomodação estão abertas, como hotéis, albergues e aluguéis privados, mas isso varia de área para área. 


Algumas áreas de praia populares permanecem fechadas para não residentes. Verifique com seu provedor de acomodação quais instalações, incluindo restaurantes, estão disponíveis.

Espaços públicos e serviços

Como a situação varia no Brasil, cada estado vai determinar medidas locais para limitar a disseminação da COVID-19, e isso inclui regulamentação sobre a abertura de serviços não essenciais como lojas, restaurantes, bares, praias e outras atividades de lazer. 


Você deve consultar a orientação oficial em sua localidade para obter detalhes sobre quais medidas preventivas estão em vigor e como você pode cumpri-las. É altamente possível que locais públicos com probabilidade de atrair grandes multidões sejam fechados em curto prazo.


Você ainda pode viajar pelo Brasil para turismo durante a pandemia, se divertir e visitar atrações famosas de todo o país. 


Apenas se certifique de seguir as medidas locais e as leis sanitárias. Utilize máscara facial para onde quer que vá. Além disso, preste atenção às notícias locais para obter mais informações sobre a pandemia antes de ir.


Se você estiver pensando em viajar de carro, lembre-se de fazer a manutenção adequada do seu veículo e olhar atentamente a condição dos seus pneus, a regularização dos documentos e, hoje em dia, se está levando álcool em gel para manter os devidos cuidados.

18.6.20

Brasileiros estão com mais medo de contaminação pelo coronavírus em relação ao início da pandemia, segundo Datafolha

Pesquisa mostrou diferenças na percepção de brasileiros de diferentes regiões, classes sociais, gênero e raça. Mulheres pobres nordestinas são as que mais temem a COVID-19

Ao acompanhar as últimas notícias sobre a COVID-10 pelo celular, brasileiros se sentem mais apreensivos sobre a atual crise sanitária, política e econômica que abate o país. No dia 4 de junho, o Brasil alcançou a triste marca de terceiro país do mundo com o maior número de mortos pela COVID-19, atrás apenas do Reino Unido e dos Estados Unidos. 


No 100º dia da pandemia no país, foram oficialmente registrados 1.473 óbitos, o que faz a atual doença matar mais de um brasileiro por minuto — recorde, até então, registrado em território nacional. Até essa data, o país registrava 34.021 mortes e 614.941 mil casos confirmados, dos quais 325.957 mil ainda estão sob acompanhamento médico.

Se a pior pandemia do último século já foi chamada de “gripezinha” pelo presidente Jair Bolsonaro, até o dia 5 de junho a doença provocada pelo novo coronavírus já havia contaminado mais de 6,4 milhões de pessoas e matado mais de 382 mil em todo o planeta.

Desde o primeiro registro oficial de contaminação por COVID-19 no país, diferentes pesquisas verificam como está a percepção de brasileiros sobre a atual pandemia e quais são os impactos sobre a saúde pública, a economia e a política institucional.

Pesquisa Datafolha

Um levantamento realizado pelo Instituto Datafolha, no dia 2 de junho, mostra que o medo de ser infectado cresceu entre os brasileiros, agora, em comparação ao início da pandemia no país. Na pesquisa, 45% dos entrevistados disseram sentir “muito medo” — proporção que era de 38% em abril e 36% em março.

Em contrapartida, nas demais perguntas feitas pelo Instituto, os índices diminuíram. Os que declararam ter “um pouco de medo” são 34% — menos do que os 39% registrados em abril e 38% em março. A parcela dos que declararam não ter medo da doença foi de 21% — índice que era de 23% em abril e 26% em março.

Foram registradas diferenças na percepção de homens e mulheres, além de ricos e pobres, sobre a doença. Enquanto 38% dos homens afirmaram ter muito medo de serem contaminados, essa proporção sobe para 51% das mulheres. Entre os mais pobres, 50%  tem medo de contrair a doença, índice que cai para 31% entre os mais ricos.

As diferenças regionais também foram notadas nessa pesquisa. Enquanto 51% dos moradores do Nordeste apresentaram maior medo de ter COVID-19, a proporção de habitantes da região Sul com o mesmo temor foi de 31%.

Foram realizadas 2.069 entrevistas nos dias 25 e 26 de junho, por telefone, com brasileiros com idade mínima de 16 anos e portadores de aparelhos celulares, de todas as regiões do país.

Disseminação da doença

A pesquisa também investigou a percepção dos entrevistados sobre a disseminação da pandemia: 77% dos mais ricos, 69% dos mais escolarizados e 64% dos moradores de regiões metropolitanas se infectaram ou conhecem alguém que contraiu a doença. 

Os menos contaminados se concentram entre os menos escolarizados (59%) e moradores da região Sul (66%). O Instituto Datafolha não realizou testes nas pessoas entrevistadas, somente perguntou se eles haviam sido infectados ou não pela doença.

O cruzamento entre as respostas dos diferentes segmentos socioeconômicos conclui que as mulheres pobres nordestinas constituem a parcela da população que mais teme a COVID-19.

Sobre o uso da hidroxicloroquina como tratamento da doença, a opinião de 89% dos entrevistados é de que esta questão deve ser científica e não política. Esse índice é majoritário entre todas as regiões e os segmentos sociais.

13.4.20

Pirâmides do Egito passam por higienização


Além de fonte de renda, turismo se tornou foco de contaminação por isso, exige medidas para reduzir a transmissão da COVID-19

Lavar as mãos constantemente, nunca tocar o rosto com os dedos sujos e evitar grandes multidões — essas medidas, recomendadas por órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS), são cuidados necessários para reduzir a disseminação do coronavírus, que já se encontra em 186 países ou territórios no mundo.

A constante higienização é uma dos ritos essenciais recomendados não somente para mãos e ambientes domésticos, mas também para complexos turísticos, como as Pirâmides de Gizé, no Egito.

Consideradas uma das maravilhas da humanidade, as pirâmides são estruturas feitas em alvenaria para abrigar os corpos dos faraós, reis no Antigo Egito. Até o fim de 2008, existiam entre 118 e 138 pirâmides egípcias identificadas e catalogadas.

No Brasil, complexos turísticos, como o do Pão de Açúcar, na capital carioca, também estão sendo submetidos à higienização. Além dos bondes, as estações, com seus corrimãos e janelas, as bilheterias, banheiros e totens de autoatendimento também vêm sendo asseados constantemente.

Como a higienização foi feita

A pulverização das pirâmides do Egito foi feita a partir de uma mistura de diferentes produtos de limpeza, a fim de evitar a disseminação do coronavírus. No dia 25 de março, equipes munidas de máscaras e equipamentos de proteção realizaram a higienização dos arredores das pirâmides de Kefren, Quéops e Miquerinos.

Primeiro, a limpeza será feita nas partes exteriores das pirâmides, além das estradas e os prédios administrativos. No interior desses monumentos, a higienização será realizada por uma equipe de restauradores especializados, usando material específico que respeite a integridade dessas construções.

Desde meados de março, os funcionários do setor turístico que trabalham em Luxor e no Templo de Karnak, pirâmides mundialmente famosas, foram submetidos à quarentena e assim devem permanecer até o fim do mês. A medida é recomendada pela OMS a fim de reduzir a exposição ao coronavírus, bem como as chances de transmiti-lo.

Ações contra a COVID-19

Iniciada na China, hoje, a epidemia paralisa um terço da população mundial e, até o fim de março, já tinha causado mais de 41 mil mortes. Contudo, o registro da primeira manifestação da família de coronavírus no mundo data de 1937. 

Em dezembro de 2019, reconheceu-se um novo tipo de coronavírus, originário do comércio de frutos do mar e de animais vivos na cidade de Wuhan, situada a 840 km da província de Xangai. O vírus ficou conhecido pela sigla inglesa SARS — ou Síndrome Respiratória Aguda Grave, traduzida para o português.

Os sintomas da COVID-19 são os clássicos de qualquer gripe: coriza, febre, espirros, tosse e falta de ar. Contudo, o impacto do coronavírus não se limita a um simples resfriado e pode chegar a infecções respiratórias e pneumonias severas.  Fatores como a idade, taxa de imunidade, condições de moradia e higiene impactam sobre a resposta de cada organismo ao vírus.

Além dos cuidados permanentes com a higiene pessoal, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda medidas como o uso de lenços de papel ao tossir e espirrar, ou o cobrimento da boca e do nariz com o braço. Evitar abraços, apertos de mãos e beijos também é outra sugestão do órgão internacional.

Mitos sobre a pandemia

A COVID-19 não pode ser transmitida entre humanos e animais domésticos, já que os tipos de coronavírus que atacam cada um desses grupos são distintos. Os meios de transmissão entre humanos ocorrem por meio do contato de mãos contaminadas e partes do corpo, como olhos, boca e nariz, além de espirro, tosse e o contato com secreções respiratórias.

Ainda não existem vacinas nem remédios cientificamente comprovados e testados para combater os efeitos do coronavírus entre humanos. Por enquanto, os cuidados destinados aos infectados é o tratamento dos sintomas de infecção, como tosse, febre e, principalmente, a falta de ar.

Cientistas de todo o mundo estudam a eficácia de alguns medicamentos no combate à COVID-19. A hidroxicloroquina vem sendo um dos mais estudados pela comunidade científica até agora. Contudo, ainda não foram confirmados os efeitos de cura, ou uma evidente redução de sintomas, deste medicamento sobre a doença.

7.1.22

Prefeitura de São Paulo cancela Carnaval de rua


Com o aumento do número de casos e de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), o que inclui casos de covid-19 e de gripe influenza, a prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (6) o cancelamento do Carnaval de rua. A festa seria entre o fim do mês de fevereiro e o início de março. O cancelamento foi determinado pelo prefeito Ricardo Nunes, após reunião na manhã com representantes da Vigilância Sanitária e da Secretaria Municipal de Saúde.

Com a vacinação, mortes e internações por covid-19 vinham caindo em São Paulo, mas a chegada da variante ômicron do coronavírus e da darwin, nova variante do vírus influenza H3N2, levou ao aumento do número de ocorrências das duas doenças na capital.

Em material encaminhado nesta quinta-feira à imprensa, a prefeitura diz que o cenário epidemiológico atual “aponta aumento exponencial dos casos de síndrome gripal na cidade, com números de notificações já superiores aos do pior momento da pandemia em 2021”. O pior momento da pandemia em São Paulo foi entre os meses de março e maio, durante a segunda onda da covid-19.

Na quarta-feira (5), em entrevista coletiva, o Centro de Contingenciamento do Coronavírus de São Paulo, que auxilia o governo do estado nas decisões relacionadas à covid-19, desaconselhou a realização do carnaval neste ano por causa do avanço da variante ômicron, mas ressaltou que a decisão cabia a cada prefeito.

“O carnaval pode ser analisado em dois aspectos. O primeiro são os desfiles de escolas de samba, em que a situação é parecida com a dos estádios de futebol, em que há possibilidade de controle, exigindo que todos estejam vacinados e que continuem usando máscaras. No carnaval de rua, não temos como fazer o controle, pois fica liberada a participação de todos, não tem como verificar a vacinação, e a aglomeração é imensa. É impensável manter o carnaval nessas condições”, disse o secretário executivo do Centro de Contingenciamento, João Gabbardo.

Sobre os desfiles de carnaval, Gabbardo destacou que é preciso pensar que as pessoas que chegam para assistir, para participar, vão se aglomerar no trem, no ônibus. “E isso é um risco muito alto.”

Também nesta quarta-feira, três entidades que representam 250 blocos inscritos para participar do carnaval de rua de São Paulo comunicaram que não participariam do evento.

Segundo a prefeitura, os desfiles de escolas de samba ainda serão discutidos em uma reunião com a Liga das Escolas de Samba. Na reunião, devem ser definidos protocolos sanitários para garantir a realização dos desfiles.

“Vamos construir um protocolo como construímos com outras atividades. Acabamos de fazer um para a [corrida de] São Silvestre, e ela foi coberta de sucesso, com o cumprimento de tudo aquilo que a Vigilância Sanitária exigiu para a realização do evento. Inclusive com os corredores iniciando a corrida com máscara”, disse o secretário municipal da Saúde Edson Aparecido. 

17.10.21

Cães e gatos podem ter vírus da covid-19, mas não transmitem a doença


Apenas 11% dos cães e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram covid-19 apresentam o vírus nas vias aéreas. Esses animais, entretanto, não desenvolvem a doença, segundo pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Isso significa que eles apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas não têm sinais clínicos da doença.

Segundo o médico veterinário Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ciências da Vida da PUC-PR e um dos responsáveis pelo estudo, até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 cães e dez gatos. Os animais foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de covid-19 e os que não tiveram.

A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam com pessoas com covid-19 têm sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secreção nasal ou ocular.

Foram feitos testes PCR, isto é, testes moleculares, baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos animais e também coletas de sangue, com o objetivo de ver se os cães e gatos domésticos tinham o vírus. “Eles pegam o vírus, mas este não replica nos cães e gatos. Eles não conseguem transmitir”, explicou Farias.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença é muito pequena. O estudo conclui ainda que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, não têm o vírus nas vias aéreas.

Mutação

Segundo Farias, até o momento, pode-se afirmar que animais domésticos têm baixo potencial no ciclo epidemiológico da doença.

No entanto, é importante ter em mente que o vírus pode sofrer mutação. Por enquanto, o cão e o gato doméstico não desenvolvem a doença. A continuidade do trabalho dos pesquisadores da PUC-PR vai revelar se esse vírus, em contato com os animais, pode sofrer mutação e, a partir daí, no futuro, passar a infectar também cães e gatos domésticos.

“Isso pode acontecer. Aí, o cão e o gato passariam a replicar o vírus. Pode acontecer no futuro. A gente não sabe”.

Por isso, segundo o especialista, é importante controlar a doença e vacinar em massa a população, para evitar que o cão e o gato tenham acesso a uma alta carga viral, porque isso pode favorecer a mutação.

A nova etapa da pesquisa vai avaliar se o cão e o gato têm anticorpos contra o vírus. Os dados deverão ser concluídos entre novembro e dezembro deste ano.

O trabalho conta com recursos da própria PUC-PR e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

16.7.20

4 novas tendências do mercado de trabalho


Maior capacitação profissional aliada à criatividade, à resiliência e à adaptabilidade tanto a novos regimes de trabalho, quanto plataformas, surgem como exigências recentes para diferentes áreas

Por um lado, a pandemia provocada pelo novo coronavírus suspendeu inúmeras atividades comerciais, fechou espaços culturais, aumentou o desemprego e diminuiu as rendas médias das famílias.

Contudo, esse momento histórico também é marcado por novidades e adaptações em diferentes áreas da vida, que vão desde o convívio familiar, as dinâmicas de trabalho até os cuidados com a saúde, os padrões de consumo e as atividades econômicas mais procuradas em um contexto incerto.

Se você quer saber como fortalecer o seu negócio ou começar um novo empreendimento nesse mundo “pós-pandemia” que, embora não seja vivido no presente, já começa a ser delineado, confira algumas das novas tendências do mercado de trabalho no novo cenário.

Qualificação profissional

Em um contexto que coloca, de modo inegável, a importância dos recursos virtuais e tecnológicos para divulgar a marca e conseguir novos clientes, a criatividade será fundamental para a reelaboração de processos produtivos. 

Nesse sentido, o papel das universidades se faz ainda mais importante, oferecendo uma boa qualificação capaz de criar profissionais adaptáveis às novas demandas, fazendo a qualificação profissional ganhar novas e maiores exigências.

A pandemia da COVID-19 mostrou, em escala global, que os postos de trabalho mais qualificados foram menos atingidos por políticas como o confinamento social, já que conseguem ser feitos à distância, o que não é possível para profissionais que têm trabalhos mais precarizados, que exigem a saída diária de casa e o contato direto com pessoas.

Entre as habilidades potencialmente mais requeridas nesse mundo “pós-pandemia”, destacam-se o pensamento analítico, a originalidade, a capacidade de inovar, a inteligência emocional, a análise e a avaliação de sistemas, além da programação de tecnologias e estratégias de aprendizagem. Após meses de confinamento social, a resiliência ganha ainda mais importância no trabalho em equipe.

Busca por diferentes perspectivas

Durante a pandemia, acompanhar o noticiário científico exigiu paciência e cautela, já que, semanalmente, diferentes cientistas em todo o mundo publicaram artigos analisando e divulgando as novidades descobertas sobre o SARS-COV 2.

Essa experiência mostrou a importância de buscar diferentes estudos e perspectivas sobre uma mesma doença, exigindo a capacidade de questionar e buscar estudos divergentes sobre uma mesma temática referente ao vírus.

Desde a disseminação da COVID-19 em 188 territórios no mundo, outra necessidade aprendida foi a de estabelecer novos e melhores critérios de consumo. A reflexão sobre o que é essencial na vida afeta diretamente os padrões de compra vigentes até então. Inclusive, este movimento pode se prolongar para além da pandemia.

Formatos de trabalho diferenciados

A realização do trabalho remoto, chamado de home office, também pode atingir uma nova parcela de trabalhadores no mundo após a disseminação da COVID-19 e a necessidade de medidas de confinamento social. 

Esse movimento pode ser acompanhado por certa flexibilização dos horários de trabalho, que podem começar a se estruturar mais na capacidade de entrega dos funcionários, por exemplo.

Valorização da Ciência e da tecnologia

Apesar de movimentos negacionistas sobre as conquistas da Ciência e de sua capacidade em lidar com a COVID-19, esta área de estudo assumiu um protagonismo essencial, passando a ser um fator ainda mais importante para a tomada de decisões em diferentes escalas — desde familiar até administrativo.

Mediante esses processos, hoje, aposta-se que carreiras ligadas às áreas de saúde e tecnologia poderão assumir uma importância ainda maior nos próximos anos, precisando de um maior número de profissionais. Entre elas, podemos citar Enfermagem, Psicologia, Medicina, Data Science, Big Data, Design de Experiências e de Serviços, Design de Recursos e Recursos Humanos.

14.5.20

Quais países têm a melhor política sanitária contra o COVID-19?


Entenda como está a situação dos países líderes mundiais em saúde quanto a prevenção e cuidados com coronavírus

O coronavírus tem deixado todo mundo preocupado com a velocidade que vem aumentando o número de casos e mortos. O maior problema em relação à doença foi o despreparo de grande parte dos países. Afinal, ninguém esperava por uma enfermidade que chegasse aos pés de outras crises que ocorreram na história da humanidade.

O surto do COVID-19 nos lembra muito as pandemias anteriores, como a peste negra, a gripe espanhola e a gripe suína. Em todas tivemos muitas semelhanças, mas nenhuma é igual a outra. 

Sendo assim, devemos nos lembrar que infecções globais como essa ocorreram normalmente durante a história humana e vão continuar acontecendo. Por isso, é importante que cada país esteja pronto para enfrentar desafios como esse atual. 

Os líderes em saúde no mundo e a situação do COVID-19

Você sabe quais são os países líderes em saúde no mundo?  Os cinco melhores sistemas mundiais estão enfrentando uma difícil batalha contra o coronavírus, o que nos mostra que a situação é alarmante, diferente do que muitos acreditam. 

Afinal, se nem os países com as melhores políticas sanitárias estão conseguindo controlar o vírus, como estará o restante do mundo? Confira, agora, quem são eles e como está a situação da pandemia em cada lugar.

Reino Unido

No Reino Unido, o gasto anual com a saúde chega a cerca de 8,2% do PIB. Seu sistema de saúde foi criado logo após a Segunda Guerra Mundial e oferece uma forte ligação entre o médico e o paciente por, normalmente, morarem no mesmo bairro ou região.

O número atual de casos no país ultrapassa a marca de 171 mil confirmados e 26 mil mortes, ainda sem registros de quadros recuperados. Dentre os líderes em saúde mundial, é o que mais vem sofrendo com a pandemia. 

Espanha

A Espanha é um dos países com maiores destaques em qualidade quanto a saúde de sua população. O atendimento é sempre garantido e a comunicação com os pacientes acontece pessoalmente, por cartas, e-mails e mais! Seu sistema é muito elogiado globalmente.

Infelizmente, é uma das nações que mais vêm sofrendo com o coronavírus. Sendo assim, o país tem mais de 213 mil casos confirmados, 112 mil recuperados e 24 mil mortes.  

França

O sistema de saúde francês é um pouco mais complexo em comparação com o nosso SUS. A maior parte de seu atendimento é particular. Entretanto, o governo chega a reembolsar totalmente ou parte da despesa com a saúde na maioria dos casos. Seu gasto anual é de 9,3% do PIB em melhorias na área.

A França também é um dos países que sofrem com a doença, chegando até a registrar o recorde de mortes em 24h. São cerca de 128 mil casos confirmados, mais de 48 mil recuperados e 24 mil mortes. 

Brasil

Você sabia que os países exteriores admiram e elogiam muito a organização do nosso SUS? Mesmo sendo criticado por nós, em relação a sua gestão, o sistema é muito bem-visto lá fora. O Brasil tem gastado por volta de 4% do seu PIB na saúde do país, representando um capital de 909 dólares por ano. Atualmente, o Brasil possui mais de 80 mil casos confirmados, 34 mil curados e 5 mil mortes. 

Canadá

Não é novidade que o sistema de saúde do Canadá seja um dos mais destacados. Seu gasto anual é de 8% do PIB ao ano e a despesa per capita é de mais de 4 mil dólares.

Para não ocorrer uma competição entre o sistema público e o privado, a maior parte dos atendimentos financiados pelo governo é oferecida para o particular. E mesmo sendo pagos pela administração pública, os médicos não são considerados funcionários públicos.

Dos líderes em políticas sanitárias, o Canadá é o que menos sofre com a doença, mesmo estando ao lado dos Estados Unidos — que apresentou um grande aumento no número de casos e mortes. Atualmente, o país registra cerca de 53 mil quadros confirmados, 21 mil recuperados e 3 mil óbitos.

O país que menos sofre com o COVID-19 

Mesmo não estando entre os líderes mundiais de saúde, a Finlândia se destacou contra o coronavírus. Durante décadas, o país elaborou diversos planos de contingência contra desastres naturais, pandemias e, até mesmo, bombas nucleares.

Com a criação de superabrigos, com capacidade para cerca de seis mil pessoas por semana, o governo finlandês também oferece estoques subterrâneos, incluindo suprimentos médicos, alimentares, combustível e até ferramentas para preparo de munições.

Sendo vizinha da Rússia e tendo sofrido invasão soviética durante a Segunda Guerra Mundial, a Finlândia vem se preparando para qualquer ocasião devido a essa questão histórica e geográfica. Após a Guerra Fria, foi o único país que deixou de investir em armazéns, revisando as necessidades de estoque a cada seis anos. Devido à pandemia, o governo finlandês ativou seus suprimentos pela primeira vez em décadas!

Além disso, antes da pandemia, o país possuía uma lei que ofereceria financiamentos para quem perdesse o salário em isolamento obrigatório, parecida com a estipulada no Brasil. Sendo assim, vemos que é sempre melhor prevenir um problema do que remediá-lo.

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