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22.6.20

Quando chegaremos ao pico dos casos de coronavírus no Brasil?

De acordo com critérios de estudos recentes, é possível elaborar previsões de quando isto aconteceria.

Desde o início da quarentena, os profissionais da saúde têm enfrentado rotinas desgastantes, repletas de periculosidade, e casos cada vez mais numerosos.

A pandemia do novo coronavírus, que fez vítimas em todos os continentes, também tem causado um rastro de destruição em solo brasileiro: embora seja difícil acompanhar os números, por conta da subnotificação, já passamos de 100 mil infectados e centenas de mortos.

Quando foi anunciada a quarentena em diversos estados do país, em meados de março, acreditava-se que a curva do contágio estaria bastante controlada por volta de julho. Como não houve adesão de boa parte da população ao isolamento social, os números cresceram de forma significativa.

Muitos têm se perguntado se há previsão para a normalização da situação brasileira. O pico dos casos é incerto, mas alguns estudos têm oferecido um pouco mais de clareza sobre a situação. Abaixo, falaremos um pouco sobre eles.


Quando será o pico de contágio do novo coronavírus no Brasil?

Em entrevista fornecida à BBC, Márcio Sommer Bittencourt, médico do centro de pesquisa clínica e epidemiológica do Hospital Universitário da USP, disse que é impossível pensar em um único pico no Brasil, país de proporções continentais. 

De acordo com o especialista, a nossa pandemia é composta por diferentes epidemias locais, com parâmetros e padrões distintos. Tal circunstância nos obriga a observar o desenvolvimento do coronavírus dentro dos estados ou das regiões do país. 

Para o corpo científico, é possível que só consigamos identificar o pico de contágio quando pudermos reconhecer a redução consistente de três índices. Falaremos mais sobre eles abaixo.

Número de mortes e novos casos diários

As estatísticas oficiais são importantes para que possamos avaliar como a doença tem se comportado em cada região. Se os números continuam a crescer, como tem acontecido, não é possível dizer que ultrapassamos o ápice do contágio.

Para que a queda seja relevante, é preciso que ela se mantenha por, pelo menos, duas semanas, período de incubação do novo coronavírus — ou seja, tempo que o vírus permanece no organismo antes de começar a agir. 

Taxa de reprodução do vírus

A taxa de reprodução do vírus, conhecida como RT, é utilizada para indicar quantas pessoas são infectadas, em média, por quem está contaminado pelo novo coronavírus.

Quando o índice cai e fica abaixo de um por um período significativo, podemos dizer que ultrapassamos o pico do contágio. Para reabrir o comércio e normalizar a rotina do brasileiro, o ideal seria ter uma taxa abaixo de 0,8. Acredita-se que boa parte do país está com índice acima de um.

Casos graves

O índice em questão fala sobre o número de casos de síndrome respiratória aguda, problema grave e potencialmente fatal, que tem afetado alguns dos pacientes do SARS-CoV-2.

Em 2020, o Brasil apresentou 159 mil casos de síndrome respiratória aguda, 4 vezes o número de quadros registrados em 2019. Cerca de 60 mil indivíduos testaram positivo para o novo coronavírus.

O dado auxilia na avaliação da taxa de contágio e da circulação do vírus, uma vez que se trata de um aumento anormal no número de pacientes da síndrome respiratória aguda.

Outras estimativas

Uma pesquisa feita pela Funcional Health Tech, portal de análise de informações sobre o setor de saúde do Brasil, sugere que o ápice da pandemia do novo coronavírus ocorrerá no dia 6 de julho. Na ocasião, estima-se que 1,7 milhões de brasileiros estejam infectados ao mesmo tempo.

Especificamente em São Paulo, um dos estados mais afetados pela pandemia, o estudo indica que o pico deve acontecer no final de julho, por volta do dia 30. Acredita-se que, na data em questão, o estado terá mais de 360.000 casos ativos.

A projeção foi feita por meio de um modelo matemático que considerou as taxas de transmissão da COVID-19 e os índices populacionais das regiões brasileiras até o dia 6 de maio.

Convém dizer que os números citados referem-se apenas aos indivíduos que estarão infectados, ou seja, os óbitos e os pacientes recuperados não foram contabilizados.

13.4.20

Pirâmides do Egito passam por higienização


Além de fonte de renda, turismo se tornou foco de contaminação por isso, exige medidas para reduzir a transmissão da COVID-19

Lavar as mãos constantemente, nunca tocar o rosto com os dedos sujos e evitar grandes multidões — essas medidas, recomendadas por órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS), são cuidados necessários para reduzir a disseminação do coronavírus, que já se encontra em 186 países ou territórios no mundo.

A constante higienização é uma dos ritos essenciais recomendados não somente para mãos e ambientes domésticos, mas também para complexos turísticos, como as Pirâmides de Gizé, no Egito.

Consideradas uma das maravilhas da humanidade, as pirâmides são estruturas feitas em alvenaria para abrigar os corpos dos faraós, reis no Antigo Egito. Até o fim de 2008, existiam entre 118 e 138 pirâmides egípcias identificadas e catalogadas.

No Brasil, complexos turísticos, como o do Pão de Açúcar, na capital carioca, também estão sendo submetidos à higienização. Além dos bondes, as estações, com seus corrimãos e janelas, as bilheterias, banheiros e totens de autoatendimento também vêm sendo asseados constantemente.

Como a higienização foi feita

A pulverização das pirâmides do Egito foi feita a partir de uma mistura de diferentes produtos de limpeza, a fim de evitar a disseminação do coronavírus. No dia 25 de março, equipes munidas de máscaras e equipamentos de proteção realizaram a higienização dos arredores das pirâmides de Kefren, Quéops e Miquerinos.

Primeiro, a limpeza será feita nas partes exteriores das pirâmides, além das estradas e os prédios administrativos. No interior desses monumentos, a higienização será realizada por uma equipe de restauradores especializados, usando material específico que respeite a integridade dessas construções.

Desde meados de março, os funcionários do setor turístico que trabalham em Luxor e no Templo de Karnak, pirâmides mundialmente famosas, foram submetidos à quarentena e assim devem permanecer até o fim do mês. A medida é recomendada pela OMS a fim de reduzir a exposição ao coronavírus, bem como as chances de transmiti-lo.

Ações contra a COVID-19

Iniciada na China, hoje, a epidemia paralisa um terço da população mundial e, até o fim de março, já tinha causado mais de 41 mil mortes. Contudo, o registro da primeira manifestação da família de coronavírus no mundo data de 1937. 

Em dezembro de 2019, reconheceu-se um novo tipo de coronavírus, originário do comércio de frutos do mar e de animais vivos na cidade de Wuhan, situada a 840 km da província de Xangai. O vírus ficou conhecido pela sigla inglesa SARS — ou Síndrome Respiratória Aguda Grave, traduzida para o português.

Os sintomas da COVID-19 são os clássicos de qualquer gripe: coriza, febre, espirros, tosse e falta de ar. Contudo, o impacto do coronavírus não se limita a um simples resfriado e pode chegar a infecções respiratórias e pneumonias severas.  Fatores como a idade, taxa de imunidade, condições de moradia e higiene impactam sobre a resposta de cada organismo ao vírus.

Além dos cuidados permanentes com a higiene pessoal, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda medidas como o uso de lenços de papel ao tossir e espirrar, ou o cobrimento da boca e do nariz com o braço. Evitar abraços, apertos de mãos e beijos também é outra sugestão do órgão internacional.

Mitos sobre a pandemia

A COVID-19 não pode ser transmitida entre humanos e animais domésticos, já que os tipos de coronavírus que atacam cada um desses grupos são distintos. Os meios de transmissão entre humanos ocorrem por meio do contato de mãos contaminadas e partes do corpo, como olhos, boca e nariz, além de espirro, tosse e o contato com secreções respiratórias.

Ainda não existem vacinas nem remédios cientificamente comprovados e testados para combater os efeitos do coronavírus entre humanos. Por enquanto, os cuidados destinados aos infectados é o tratamento dos sintomas de infecção, como tosse, febre e, principalmente, a falta de ar.

Cientistas de todo o mundo estudam a eficácia de alguns medicamentos no combate à COVID-19. A hidroxicloroquina vem sendo um dos mais estudados pela comunidade científica até agora. Contudo, ainda não foram confirmados os efeitos de cura, ou uma evidente redução de sintomas, deste medicamento sobre a doença.

31.8.20

A maneira certa de usar álcool em gel

A maneira certa de usar álcool em gel
Uso adequado impede a contaminação por agentes infecciosos, como o novo coronavírus

Após a pandemia do novo coronavírus, muitos dos nossos hábitos tiveram que ser alterados, principalmente, para garantir uma proteção diária. A higiene, que sempre foi necessária para evitar infecções e doenças, mais que nunca, deve ser priorizada, e é aí que entra o papel do álcool em gel.

Em algumas situações do cotidiano, como quando estamos fora de casa, as pessoas não têm condições de lavar as mãos com água e sabão, uma maneira supereficaz de eliminar o vírus da nossa pele. Assim, o álcool em gel acaba sendo mais prático e tão eficiente quanto.

O que muita gente não sabe é que existe uma maneira certa de usar o álcool em gel. Mais que isso, há um tipo certo dessa substância para eliminar o novo coronavírus e outros agentes infecciosos.


Álcool 70º
Tanto autoridades nacionais, como o Ministério da Saúde, quanto internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), consideram o álcool um antisséptico eficaz no combate ao novo coronavírus. Existem estudos que comprovam que o tipo mais eficiente é a solução acima de 70º. 

De acordo com a dermatologista Lais Leonor, o álcool 70º tem atuação direta na parede celular do agente infeccioso, no caso, o coronavírus, de modo a desestruturar as proteínas que o revestem, fazendo com que ele desintegre.

“O 70% do rótulo refere-se à existência de 70 partes de álcool para 100 do produto final. Ou seja, em cada 100 ml de formulação em gel, 70 ml é puro álcool”, explica. Esse álcool é o mais indicado para desinfecção do novo coronavírus. 

Entretanto, para cada lugar, é recomendado um tipo específico. O líquido é indicado para a limpeza de superfícies, como mesas, bancadas e objetos, mas não deve ser usado nas mãos, já que tem um grande potencial de ressecamento da pele.

O gel é indicado especificamente para higienização das mãos. Segundo a infectologista responsável pelo controle de infecção hospitalar da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Anna Sara Levin, “o álcool em gel foi feito para as mãos, para proteger e não ressecar a pele”.

Leonor ainda ressalta outro aspecto do gel. “A combinação [entre os 70 ml de álcool, 30% de água e espessante] confere a consistência de gel, o que reduz o potencial incendiário do álcool e prolonga seu tempo de ação nas superfícies. Outro veículo ou produtos mais concentrados são agressivos para pele”, conclui.

Isso significa que o álcool em gel acaba sendo mais eficaz no combate aos agentes infecciosos, bem como gera mais proteção, o que não pode ser negligenciado, de forma alguma, principalmente, quando for mexer com fogo.

Modo de uso
Assim como para lavar as mãos, também existe uma maneira certa de usar o álcool em gel. A quantidade deve servir para cobrir toda a superfície das mãos, desde o dorso até a ponta dos dedos, passando pelas unhas, entre os dedos e as palmas. Passar o produto em toda a superfície garante maior proteção.

Nunca seque as mãos com papel-toalha após passar o gel. Deixe que elas sequem naturalmente, sem friccionar a pele para acelerar o processo. Caso use anéis, pulseiras e relógios, é indicado removê-los ao usar o álcool e, antes de colocá-los novamente, desinfecte-os também.

Outro ponto é não passar várias vezes o produto sem que a pele esteja completamente seca. Caso perceba alguma sujeita, é preferível lavar as mãos, se isso for possível.

Certificado de garantia
Por conta da maior procura, o álcool em gel acabou virando um item mais caro, fazendo com que muita gente tenha optado por fazer as chamadas “receitas caseiras”. O problema é que elas não lhe dão nenhuma garantia de eficácia, gerando riscos, até mesmo, à sua saúde.

O mais recomendável é comprar produtos que tenham registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O selo da Anvisa garante a qualidade e a eficiência do produto. Não se esqueça de conferir a data de validade, para não comprar um item vencido.

27.6.20

O que a jovem ativista Greta Thunberg enxerga no futuro pós-pandemia?


Ela ficou conhecida após fazer protestos sobre a crise climática em frente ao Parlamento sueco. Veja os posicionamentos de Thunberg em relação aos últimos acontecimentos.

Com a pandemia causada pelo novo coronavírus, personalidades e pesquisadores em todo o mundo estão especulando o cenário pós-crise. Por meio do celular, é possível ter acesso instantâneo às notícias, além de acompanhar os casos mundiais em mapas interativos.

A ativista ambiental Greta Thunberg é uma das vozes que têm se pronunciado durante a pandemia. A jovem de 17 anos afirmou que este é um cenário de oportunidade: os países poderão escolher novos caminhos quando as medidas de isolamento terminarem.

“Gostemos ou não, o mundo mudou. Parece completamente diferente de como era há alguns meses e, provavelmente, não será o mesmo novamente. Teremos a chance de escolher um novo caminho a seguir”, declarou a ativista em uma videoconferência.

Ela ainda ressalta a importância de pensar no futuro. “Se um único vírus pode destruir economias em questão de semanas, então, não estamos pensando a longo prazo e não estamos levando em consideração esses riscos”, ressaltou Thunberg.

Para que isso se concretize, ela ainda pede que os líderes governamentais escutem a Ciência, tanto em relação ao coronavírus, quanto às questões ambientais. Além disso, a jovem disse que os chefes de Estado devem atuar de maneira conjunta, deixando as diferenças de lado e tomando as decisões necessárias.

COVID-19 e crise climática

Em um evento organizado pelo Museu do Prêmio Nobel, Greta enfatizou que a crise climática não é tão imediata quanto a do coronavírus. No entanto, ressaltou que ela deve ser enfrentada. Caso contrário, os danos podem ser irreversíveis.

Na contramão dos discursos sobre a diminuição da poluição durante a pandemia do novo coronavírus, a ativista declara que isso não é motivo para otimismo. A crise climática não está desacelerando.

Em uma entrevista para a Thomson Reuters Foundation, a ativista ressaltou que não há fator positivo em relação à pandemia. Entretanto, ao analisar o assunto por outra perspectiva, observou que, quando o mundo está em crise, é possível agir e fazer algo rapidamente. 

“Embora deva ser diferente de como agimos nesse caso, podemos agir rápido, mudar nossos hábitos e tratar uma crise como uma crise”, disse Thunberg. Nesse sentido, se todos estivessem comprometidos, também seria possível se organizar e agir em relação às mudanças climáticas.

Greta Thunberg e Brasil na pandemia

Greta Thunberg está se mantendo informada sobre as políticas brasileiras durante a pandemia. “O governo Bolsonaro, definitivamente, falhou em combater a pandemia de coronavírus, como muitos outros também fizeram”, declarou a ativista em uma videoconferência.

A frase foi dita em um discurso, ao fazer o lançamento de uma campanha de financiamento coletivo. A ação tinha como objetivo comprar materiais hospitalares e fornecer atendimentos no modelo de telemedicina para aqueles que residem na floresta amazônica.

O estado de Manaus já havia declarado o colapso do sistema de saúde, e a pandemia se mostra mais devastadora a cada dia na região. “A consequência da morte dos povos da Amazônia e da destruição da floresta amazônica serão globais”, disse a jovem. 

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, agradeceu o pedido de ajuda de Thunberg. Ele disse que o apelo para que grandes nações ajudem a cidade a enfrentar a pandemia ganha ainda mais força com a declaração da ativista ambiental.

Um episódio político em Brasília não passou despercebido pela jovem. Ela criticou o ministro do Meio Ambiente brasileiro, Ricardo Salles, que defendeu que a crise do coronavírus era o momento de “passar a boiada”. O termo se refere à desregulamentação de normas ambientais.

Segundo o ministro, esta era uma boa oportunidade, porque a mídia está focada na cobertura da pandemia. “Precisa haver um esforço nosso aqui, enquanto estamos neste momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de COVID-19, e ir passando a boiada, mudando todo o regramento e simplificando normas”, disse.

Greta se posicionou por meio do Twitter, dizendo: “Imagine as coisas que foram ditas por trás das câmeras. Nosso futuro é somente um jogo para eles”.

23.3.20

11 dicas para prevenir coronavírus dentro da sua casa

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Divulgação Reprodução - Internet

A pandemia do novo coronavírus é uma realidade que não pode ser evitada. Causadora da doença conhecida como Covid-19, o coronavírus já provocou mais de 3 mil mortes na China, onde surgiu, e tem se espalhado rapidamente pelo Brasil, com novos casos confirmados se multiplicando a cada dia. Uma variação de um vírus que causa infecções respiratórias, o novo agente tem uma facilidade gigantesca de transmissão, e o número de infecções é a grande preocupação. 

Embora a doença em si não seja muito letal, na maioria das vezes se manifestando como um resfriado mais forte e matando apenas cerca de 3% dos infectados, o grande número de pessoas doentes ao mesmo tempo pode colapsar o sistema de saúde, que fica sem leitos para atender tantos casos simultâneos, já que ainda precisa lidar com outros tipos de pacientes, como vítimas de acidentes e outras doenças.

Assim, a prevenção é a maior arma no combate a doenças, e todos devemos fazer nossa parte. O isolamento em casa é a principal recomendação para evitar novos contágios, e é importante deixar o ambiente domiciliar o mais protegido possível. Mas calma, não há motivos para pânico. Algumas dicas simples sobre como agir em casa podem ajudar muito a evitar novas infecções. Confira!

Lavar as mãos

Uma medida que parece simples, mas que é o método mais eficaz para prevenir o contágio. Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos, diversas vezes ao dia, ajuda a eliminar os possíveis resquícios do vírus no corpo, evitando o contágio. Essa lavagem é ainda mais importante quando se chega em casa.

A higienização com álcool 70 também é boa, mas é importante ressaltar que só se torna efetiva se as mãos já estiverem lavadas com sabão. Você pode inclusive privilegiar o uso do álcool para o ambiente externos, quando é mais difícil ter acesso a uma pia.

Evite também usar as mãos para tocar no rosto, em especial nariz, olhos e boca. Uma dica interessante pode ser usar perfumes e hidratantes perfumados nas mãos, assim ao levar as mãos por reflexo ao rosto, você sente o cheiro e lembra de evitar o toque.

Sem visitas

Como o vírus é bastante contagioso, é importante buscar o isolamento o máximo possível neste momento de pandemia. Procure sair de casa apenas em necessidade extrema, como para ir a farmácia ou mercados, e deixe de participar de eventos sociais, incluindo receber amigos e familiares para visitas.

O coronavírus se espalha muito rapidamente, e em alguns casos, principalmente crianças, ele pode se manifestar com poucos ou nenhum sintoma, então por vezes a pessoa nem sabe que o está transmitindo. Isso é especialmente preocupante para quem precisa lidar ou visitar idosos ou outras pessoas no grupo de risco, como diabéticos e cardíacos.

Mantenha a distância em casa

Se você já está ciente que não deverá lidar com pessoas de fora da sua casa, também precisa mudar o convívio com as pessoas que moram com você. Busque manter uma distância de pelo menos um metro das pessoas com quem você divide o ambiente, evitando principalmente o toque, incluindo apertos de mãos, abraços e beijos. Sempre lave a mão antes de encostar nos outros moradores, principalmente para quem vive em locais pequenos, em que manter distância é inviável.

Evite também compartilhar moveis, como sofás e camas, e se possível, até mesmo cômodos inteiros, buscando dormir em quartos separados.

Animais domésticos

Não há estudo que indique que animais domésticos, como cães e gatos, possam contrair o novo coronavírus, e nenhum caso desse tipo de contágio é conhecido. Mesmo assim, é recomendável evitar o contato e lavar bem as mãos antes e depois de tocar nos pets, inclusive porque secreções de humanos podem ficar presas na pele do animal, facilitando o contágio entre os moradores da casa.

Roupas e sapatos

Ao chegar em casa, procure tirar os sapatos ainda na porta e, se possível, passar álcool ou desinfetante nas solas, para só então deixar eles dentro de casa. Você pode também separar um espaço na entrada como uma “área de descontaminação”, evitando que itens que chegam da rua entrem em casa sem passar por assepsia. 

As roupas também exigem atenção, devendo ser lavadas constantemente, principalmente após passar por locais com aglomeração, incluindo transporte público.

Limpe a casa

O uso de desinfetante e álcool no piso, paredes e superfícies de móveis é importante para proteger o ambiente. A limpeza deve ser constante, ocorrendo pelo menos uma vez ao dia. Deixar janelas abertas também são importantes para promover a circulação de ar e a entrada do sol.

Também é recomendado que cada morador fique responsável pela higienização dos itens que usa, como louça, talheres e roupa de cama, para evitar um possível contágio. Os objetos de uso comum, como controles remotos, computadores e eletrodomésticos, também devem ser limpos com álcool 70 ou desinfetante constantemente.

Banheiro

O banheiro requer especial atenção dos moradores. Itens não devem ser compartilhados, em especial toalhas de banho e toalhas de rosto. Privilegie e uso de sabonete líquido e, no caso do sabonete em barra, cada um dos moradores deve utilizar um diferente. Também é importante não deixar que escovas de dentes fiquem guardadas no mesmo local.

O vaso sanitário exige os principais cuidados, devendo ser limpo com maior frequência, com desinfetante ou álcool 70. O ideal é que o acento seja higienizado a cada uso.

Serviços online

Se a regra é tentar ficar em casa o máximo possível, busque resolver de modo online ou por telefone o maior número de questões. Se viável, trabalhe em modelo home office, use aplicativos de bancos para pagar contas e tente buscar resolver outros serviços pela internet. Atualmente, boa parte das instituições públicos e privadas possuem aplicativos de celular próprios ou sites organizados para você resolver questões sem sair de casa.

Caso você opte por pedir algum serviço delivery, como entrega de comida, privilegie o pagamento por cartão e entre em contato com o entregador para esquematizar que ele deixe o pacote na porta, para evitar o contato entre as pessoas.

Objetos pessoais

O cuidado com objetos de uso pessoal e individual são importantes para evitar a transmissão não apenas do coronavírus, mas também de outras doenças. Separe talheres, pratos e copos que serão usados exclusivamente por cada um dos moradores. Evite compartilhar itens simples, que por vezes passam despercebidos, como canetas, tesouras e agulhas. Se você possui problemas de visão, privilegie o uso de óculos ao invés de lentes de contato, para evitar tocar nos olhos ao por as lentes ou aplicar o colírio.

Evite também emprestar o celular para outras pessoas e busque higienizar o aparelho com lenços umedecidos com desinfetante ou álcool 70. Também é importante limpar dessa forma mochilas, bolsas e outros itens usados no ambiente externo.

Alimentação

Não é possível afirmar que um único alimento ou vitamina possa evitar o contágio pelo coronavírus. Entretanto, uma alimentação saudável irá ajudar a manter o seu sistema imunológico forte, dificultando o contágio e os danos causados pela doença. Uma dieta balanceada faz toda a diferença. 

Proteínas podem ser adquiridas com alimentos de origem animal, como carne, ovos e leite, ou leguminosas, como feijão, soja e grão de bico. Zinco está presente em carnes vermelhas e frutos do mar. Magnésio é adquirido em leguminosas. Vitamina A em vegetais alaranjados, como mamão e cenoura, e vitamina C em cítricos, como laranja, limão e abacaxi.

Para evitar sair de casa, é recomendável também alimentos com maior prazo de validade, como grãos, cereais e massas, permitindo que se faça um estoque. Laticínios duram menos e devem ser conservados na geladeira. Carnes e legumes podem ser congelados para resistirem por maior período.

Também é recomendável que seja utilizada máscara ao cozinhar, para evitar que saliva contaminada caia na comida.

Busque informação

Tente se manter informado, através de sites de notícias, jornais e veículos oficiais de órgãos como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesses locais, novos dados sobre a doença são constantemente divulgados, auxiliando na prevenção e tratamento, incluindo novas práticas para evitar o contágio, medicamentos indicados e que devem ser evitados, informações sobre vacina e etc.

Fonte: Artelassê 

26.11.20

Como a pandemia mudou o dia a dia das pessoas

Veja um pouco dos vários impactos do novo coronavírus nas nossas vidas

Um vírus altamente contagioso, pessoas em quarentena, cidades completamente fechadas. Parece coisa de filme, mas esse tem sido o cenário inicial causado com a expansão do novo coronavírus pelo planeta.

O uso de máscaras, por exemplo, já virou algo que faz parte do cotidiano de quem trabalha fora ou precisa sair de casa. Só que essa está longe de ser a única mudança no dia a dia das pessoas.

Muitos hábitos tiveram que ser alterados com a pandemia e, enquanto não houver uma cura eficaz para essa doença, será preciso manter vários cuidados e evitar as famosas aglomerações.

Uma breve história do novo coronavírus

A COVID-19, nome da doença causada pelo novo coronavírus, surgiu de forma ainda não completamente decifrada na província chinesa de Wuhan, no final de 2019. Em pouco tempo, esse vírus foi se espalhando e infectando dezenas, depois milhares e, atualmente, milhões de pessoas em todo o mundo.

O vírus é transmitido através do ar por meio de partículas expelidas pela tosse, fala ou espirro de pessoas contaminadas. E essas não são as únicas formas de transmissão, já que o vírus pode permanecer em diferentes superfícies por muito tempo, aumentando, assim, os riscos de contaminação.

O público mais atingido por essa doença respiratória, sem sombra de dúvidas, é o dos idosos, mas também pessoas com doenças pré-existentes, como diabetes, cardiopatias, obesidade e moléstias respiratórias.

É exatamente por conta dessa alta transmissibilidade que medidas de proteção e prevenção precisam ser tomadas em todos os ambientes por onde passamos, inclusive restringindo a quantidade e até a entrada de pessoas. Por conta disso, várias mudanças precisaram ser feitas no nosso dia a dia.

Isolamento social

O maior impacto da pandemia, e talvez o pior de todos os demais, com certeza, é a necessidade de implantação do chamado isolamento social. Trata-se de uma medida preventiva para evitar que o vírus da COVID-19 se espalhe com mais facilidade.

Para que isso não aconteça, a recomendação é ficar o máximo possível em casa, isto é, se isolar. Evitar ter contato com outras pessoas e promover aglomerações, sair o mínimo possível, manter uma certa distância quando estiver em filas e lugares públicos são alguns dos efeitos do chamado isolamento social.

Fechamento de escolas

As crianças foram extremamente impactadas com a pandemia por conta da necessidade de se fechar escolas e creches como medida preventiva. No Brasil, desde o final de março o público infantojuvenil tem, em sua maioria, permanecido em casa e parte dele só tem acesso ao ensino através de apostilas e aulas online.

Isso precisou ser feito por que, apesar de terem um baixo risco de adoecimento ou agravamento do quadro infeccioso com a COVID-19, as crianças são consideradas por vários pesquisadores como vetores do vírus, podendo levá-lo para dentro de casa.

Restrições de circulação

Em vários lugares, a opção pelo chamado lockdown é o bloqueio total de uma região, para evitar a expansão do vírus. Com a queda do número de contaminados, porém, houve uma gradativa reabertura do comércio, por exemplo. Isso, no entanto, precisa ocorrer com certos cuidados.

A restrição de circulação de pessoas, no sentido de reduzir a quantidade de transeuntes nos ambientes fechados, como lojas, escritórios e mercados, precisou ser adotada como critério preventivo.

Higiene extra e máscaras

Com a pandemia, a higiene teve que ser redobrada. Sacolas e alimentos que vêm da rua precisam passar por uma limpeza com água e sabão ou álcool. Esse último virou o queridinho para limpar também as mãos dentro e fora de casa.

Lojistas têm colocado na entrada de seus estabelecimentos dispensers com álcool em gel ou líquido, bem como avisos que restringem a entrada àqueles que estão de máscara — outro item indispensável. Seja de pano ou hospitalar, a máscara veio para ficar (pelo menos enquanto não houver cura para este mal chamado coronavírus).

29.5.20

A relação que o frio tem com o aumento de casos de COVID-19

Em todo o mundo, pesquisadores estão buscando entender melhor o novo coronavírus. A chegada do inverno pede mais atenção aos cuidados com a saúde e a imunidade.


No dia 11 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia causada pelo novo coronavírus. Desde então, médicos e cientistas buscam entender como funciona o vírus e quais as complicações da COVID-19 a longo prazo.

Muitos estudos estão tentando encontrar uma possível relação entre o clima e a proliferação do vírus. Até o momento, não há indícios de que o vírus SARS-CoV-2 fique mais forte no inverno. Mesmo assim, é importante manter as medidas para se proteger, como a utilização de máscaras e álcool em gel.

Frio preocupa médicos e especialistas

O vírus não fica mais forte no inverno, mas a chegada da estação preocupa os médicos. Isso porque as condições deixam o ar mais gelado e seco, o que potencializa gripes e quadros respiratórios todos os anos. Assim, especula-se a possibilidade do aumento dos casos da COVID-19.

A baixa temperatura tem um efeito no corpo humano e acaba causando um desarranjo do sistema imunológico. Quando a temperatura interna cai por causa da externa, o metabolismo diminui em determinadas áreas, uma delas são as vias aéreas.

Com essa diminuição, fica mais difícil para as células atuarem no local, gerando uma pré-disposição às infecções. Isso explica o aumento dos casos de viroses, todos os anos, no período do inverno. Ou seja, a queda de imunidade dificulta a luta do metabolismo contra os vírus.

A combinação do ar seco, que provoca sensibilidade nas mucosas, com a mudança de hábito durante as temperaturas baixas podem aumentar os casos da doença. Como as pessoas fecham portas e janelas, o ar ventila menos e os ambientes fechados se tornam mais propícios para a transmissão. 

Alguns cuidados evitam a queda de imunidade:

Aumentar a hidratação por meio da ingestão de líquidos;
Manter uma alimentação balanceada;
Usar creme hidratante para ajudar a preservar a umidade da pele;
Arejar os ambientes, proporcionando maior circulação do ar;
Praticar exercícios;
Usar agasalhos adequados
Proteger as áreas expostas do corpo.

Muitos médicos e pesquisadores estão estudando o vírus. Até o momento, a comunidade científica não entrou em consenso ao relacionar a diminuição ou o aumento de temperatura com os índices de transmissão. 

Enquanto não é possível definir se a temperatura mais baixa aumenta ou não os casos de COVID-19, o melhor é manter os cuidados recomendados pela OMS: cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirrar, usar máscaras, lavar as mãos com frequência e manter uma distância segura em relação às outras pessoas.

População deve evitar ir aos hospitais

Os casos de pessoas que buscam hospitais por causa de síndromes respiratórias e viroses aumentam no inverno. Esse cenário não é uma novidade para os médicos, que se preparam para receber um maior número de pacientes, principalmente, crianças. 

No entanto, como há uma pandemia, esses locais possuem alto nível de transmissibilidade do novo coronavírus. Para evitar a busca pelos hospitais, os governos adiantaram a aplicação da vacina da H1N1. O objetivo da medida é evitar um aumento de casos da gripe e facilitar a identificação da COVID-19. 

A população deve permanecer em casa, fazendo o isolamento social sempre que possível. Em caso de sintomas leves, deve-se esperar e analisar se há alguma evolução. Optar por uma teleconsulta é a melhor alternativa para não se expor nas unidades básicas de saúde (UBS) e de pronto atendimento.

É importante conhecer os diferentes sintomas da COVID-19, da gripe e da rinite, evitando sair de casa sem necessidade. Veja as especificidades de cada uma a seguir. 

COVID-19

A maior parte dos infectados pelo novo coronavírus apresenta sintomas leves, como febre, tosse e fadiga, podendo evoluir para uma pneumonia. Congestão nasal, dificuldade para respirar, diarreia, perda do paladar e do olfato também são sintomas da COVID-19.

Gripe

Alguns sintomas da gripe se assemelham aos do coronavírus, como tosse, febre, congestão nasal, fadiga e dor de cabeça. Entretanto, é muito comum que a gripe gere dores musculares, o que não acontece nos casos de COVID-19.

Rinite

A rinite é uma síndrome respiratória alérgica que aparece mais intensamente no outono e no inverno. Os sintomas estão muito relacionados aos espirros, congestão nasal, coriza, irritação nos olhos e coceira no nariz, nos olhos ou na garganta. Ela não costuma apresentar sintomas como febre ou tosse.

25.5.20

Programa de prevenção ao coronavírus em condomínios é exigido pelo Ministério Público da Bahia


Com a proliferação do coronavírus cada vez maior, alguns condomínios de diversos estados estão adotados medidas de prevenção, a fim de evitar maiores números de casos. Não só por esse motivo, mas, também, para garantir a segurança nos lares e a saúde de funcionários, inclusive, os terceirizados. 

Para impedir, também, as ações trabalhistas, o Ministério Público do Trabalho do estado da Bahia (MPT-BA) orientou algumas medidas internas que os síndicos devem tomar com o objetivo de evitar futuros processos.

Orientações que os condomínios precisam seguir

Como o Supremo Tribunal Federal decidiu considerar a contaminação por coronavírus uma doença ocupacional, os condomínios podem ser responsáveis se não seguirem medidas preventivas. Por esse motivo, o Ministério Público do Trabalho decidiu orientar sobre essas responsabilidades. 

Aliás, os documentos com todas as orientações foram enviados aos sindicatos e às empresas que administram prédios. Apesar disso, muitos síndicos estão desinformados sobre o assunto e não seguem nenhuma medida orientada pelo MPT.

Medidas que precisam ser adotadas por condomínios 

O plano de prevenção contra a COVID-19 deve ser desenvolvido pelo empregador e pelos condomínios. Entre tais recomendações, é imprescindível que os prédios deixem um ambiente para higienização das mãos, com água e sabão ou álcool em gel, à disposição. 

A fiscalização do uso de máscaras também deve ser feita, além de ser obrigatório o oferecimento deste material para os funcionários. Em caso de dúvidas, o site do Ministério Público do Trabalho disponibilizou o material contendo todas as informações necessárias para a prevenção do coronavírus.

Afastamento dos prestadores de serviço com COVID-19

Ainda segundo o material fornecido pelo Ministério Público do Trabalho, qualquer funcionário do condomínio contagiado pelo coronavírus, sendo ele terceirizado ou não, ou com familiares com o vírus, tem direito ao afastamento sem nenhum prejuízo no salário e na remuneração.

Além disso, é proposto uma negociação coletiva para definir os procedimentos a serem adotados para a prevenção da doença. Inclusive, o acordo pode ser mediado pelo próprio Ministério Público do Trabalho ou pela Superintendência Regional do Trabalho (SRT-BA)

Encaminhamento das orientações

As orientações sobre os procedimentos adotados já foram encaminhadas ao Sindicato dos Trabalhadores, seja para edifícios residenciais, comerciais ou mistos, aos Trabalhadores em Administração de Condomínios, aos Centros Empresariais de Salvador (SINTECONCS) e Shoppings Centers.

Os sindicatos também receberam as orientações, entre eles, o Sindicato da Habitação-BA (SECOVI-BA) e a Federação dos Trabalhadores de Turismo Hospitalidade dos Estados da Bahia, Sergipe e Alagoas (FETTHEBASA).

Para melhor consulta, verifique a recomendação 55650.2020 de 24 de abril de 2020. Assim, é possível orientar aos empregadores sobre as medidas legais a fim de evitar maiores transtornos. 

E se as medidas não forem seguidas?

Como a COVID-19 foi considerada uma doença ocupacional, caso um condomínio não cumpra os procedimentos exigidos e algum funcionário ou morador seja infectado nas dependências do prédio, a administradora e os condomínios podem ser responsabilizados e, inclusive, responder judicialmente. 

Por esse motivo, é extremamente importante que essas empresas sigam à risca todas as recomendações com as regras claras para condomínios residenciais e comerciais. 

14.5.20

Quais países têm a melhor política sanitária contra o COVID-19?


Entenda como está a situação dos países líderes mundiais em saúde quanto a prevenção e cuidados com coronavírus

O coronavírus tem deixado todo mundo preocupado com a velocidade que vem aumentando o número de casos e mortos. O maior problema em relação à doença foi o despreparo de grande parte dos países. Afinal, ninguém esperava por uma enfermidade que chegasse aos pés de outras crises que ocorreram na história da humanidade.

O surto do COVID-19 nos lembra muito as pandemias anteriores, como a peste negra, a gripe espanhola e a gripe suína. Em todas tivemos muitas semelhanças, mas nenhuma é igual a outra. 

Sendo assim, devemos nos lembrar que infecções globais como essa ocorreram normalmente durante a história humana e vão continuar acontecendo. Por isso, é importante que cada país esteja pronto para enfrentar desafios como esse atual. 

Os líderes em saúde no mundo e a situação do COVID-19

Você sabe quais são os países líderes em saúde no mundo?  Os cinco melhores sistemas mundiais estão enfrentando uma difícil batalha contra o coronavírus, o que nos mostra que a situação é alarmante, diferente do que muitos acreditam. 

Afinal, se nem os países com as melhores políticas sanitárias estão conseguindo controlar o vírus, como estará o restante do mundo? Confira, agora, quem são eles e como está a situação da pandemia em cada lugar.

Reino Unido

No Reino Unido, o gasto anual com a saúde chega a cerca de 8,2% do PIB. Seu sistema de saúde foi criado logo após a Segunda Guerra Mundial e oferece uma forte ligação entre o médico e o paciente por, normalmente, morarem no mesmo bairro ou região.

O número atual de casos no país ultrapassa a marca de 171 mil confirmados e 26 mil mortes, ainda sem registros de quadros recuperados. Dentre os líderes em saúde mundial, é o que mais vem sofrendo com a pandemia. 

Espanha

A Espanha é um dos países com maiores destaques em qualidade quanto a saúde de sua população. O atendimento é sempre garantido e a comunicação com os pacientes acontece pessoalmente, por cartas, e-mails e mais! Seu sistema é muito elogiado globalmente.

Infelizmente, é uma das nações que mais vêm sofrendo com o coronavírus. Sendo assim, o país tem mais de 213 mil casos confirmados, 112 mil recuperados e 24 mil mortes.  

França

O sistema de saúde francês é um pouco mais complexo em comparação com o nosso SUS. A maior parte de seu atendimento é particular. Entretanto, o governo chega a reembolsar totalmente ou parte da despesa com a saúde na maioria dos casos. Seu gasto anual é de 9,3% do PIB em melhorias na área.

A França também é um dos países que sofrem com a doença, chegando até a registrar o recorde de mortes em 24h. São cerca de 128 mil casos confirmados, mais de 48 mil recuperados e 24 mil mortes. 

Brasil

Você sabia que os países exteriores admiram e elogiam muito a organização do nosso SUS? Mesmo sendo criticado por nós, em relação a sua gestão, o sistema é muito bem-visto lá fora. O Brasil tem gastado por volta de 4% do seu PIB na saúde do país, representando um capital de 909 dólares por ano. Atualmente, o Brasil possui mais de 80 mil casos confirmados, 34 mil curados e 5 mil mortes. 

Canadá

Não é novidade que o sistema de saúde do Canadá seja um dos mais destacados. Seu gasto anual é de 8% do PIB ao ano e a despesa per capita é de mais de 4 mil dólares.

Para não ocorrer uma competição entre o sistema público e o privado, a maior parte dos atendimentos financiados pelo governo é oferecida para o particular. E mesmo sendo pagos pela administração pública, os médicos não são considerados funcionários públicos.

Dos líderes em políticas sanitárias, o Canadá é o que menos sofre com a doença, mesmo estando ao lado dos Estados Unidos — que apresentou um grande aumento no número de casos e mortes. Atualmente, o país registra cerca de 53 mil quadros confirmados, 21 mil recuperados e 3 mil óbitos.

O país que menos sofre com o COVID-19 

Mesmo não estando entre os líderes mundiais de saúde, a Finlândia se destacou contra o coronavírus. Durante décadas, o país elaborou diversos planos de contingência contra desastres naturais, pandemias e, até mesmo, bombas nucleares.

Com a criação de superabrigos, com capacidade para cerca de seis mil pessoas por semana, o governo finlandês também oferece estoques subterrâneos, incluindo suprimentos médicos, alimentares, combustível e até ferramentas para preparo de munições.

Sendo vizinha da Rússia e tendo sofrido invasão soviética durante a Segunda Guerra Mundial, a Finlândia vem se preparando para qualquer ocasião devido a essa questão histórica e geográfica. Após a Guerra Fria, foi o único país que deixou de investir em armazéns, revisando as necessidades de estoque a cada seis anos. Devido à pandemia, o governo finlandês ativou seus suprimentos pela primeira vez em décadas!

Além disso, antes da pandemia, o país possuía uma lei que ofereceria financiamentos para quem perdesse o salário em isolamento obrigatório, parecida com a estipulada no Brasil. Sendo assim, vemos que é sempre melhor prevenir um problema do que remediá-lo.

8.5.20

Os líderes políticos que foram infectados pelo coronavírus até agora


Senadores e governadores brasileiros, além de primeiros-ministros e presidentes regionais internacionais, foram algumas autoridades contaminadas pela atual pandemia

Em 5 meses, o novo coronavírus paralisou indústrias, comércios e pessoas. Ao superlotar os sistemas de saúde, especialmente, os públicos, deixa o mundo em suspensão sobre o futuro que se desenha após o controle sobre a pandemia. Até 5 de maio, mais de 3,6 milhões de pessoas foram contaminadas e cerca de 257 mil chegaram a óbito em todo o planeta.

A população socialmente mais vulnerável segue sendo a mais suscetível a sofrer os efeitos da COVID-19, a partir de condições precárias de habitação e trabalho, além de escasso acesso aos serviços de saúde. Contudo, o novo coronavírus já vitimou autoridades públicas de diferentes países, tornando necessária a ascensão de substitutos para lhes dar cobertura. 

No início de março, o Brasil era o segundo país do planeta com o maior número de políticos infectados pelo novo coronavírus (18), ficando atrás apenas do Irã (24). Confira algumas autoridades que foram contaminadas pela nova pandemia.

David Alcolumbre

O senador do Amapá foi uma das autoridades brasileiras que receberam o teste positivo de COVID-19, em meados de março. Ao constatar os resultados do exame, o atual presidente do Senado brasileiro permaneceu em isolamento domiciliar por 15 dias, passando um deles em um hospital.

Após ter contraído a infecção, o senador já não conseguia permanecer on-line pelo celular, devido às fortes dores de cabeça. Crises de tosse e até vômitos foram outros sintomas recorrentes em Alcolumbre. 

Para evitar disseminar o vírus entre seus familiares e assessores mais próximos, o senador usou pratos, copos e talheres descartáveis. Ele também permaneceu sem qualquer contato com seus dois filhos durante duas semanas, nas quais esteve sob tratamento.

Wilson Witzel

Em 14 de abril, o atual governador do Rio de Janeiro divulgou que teve a confirmação de ter contraído a COVID-19. A divulgação veio logo depois que o governador havia decidido prorrogar o isolamento social no estado até 30 daquele mês.

Witzel permaneceu em isolamento no Palácio das Laranjeiras, sua residência oficial. No dia 6 de maio, divulgou em suas redes sociais que ele e sua esposa, Helena, estavam curados da COVID-19.

Boris Johnson

Em 27 de março, o primeiro-ministro britânico descobriu que havia contraído o novo coronavírus. No dia 6 de abril, ele foi internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital Saint Thomas, em Londres, com um quadro clínico marcado por febre e tosses persistentes. Johnson foi liberado após 3 dias de internação.

Durante o período em que o primeiro-ministro esteve internado e se recuperando, o secretário de Relações Exteriores Dominic Raab assumiu o controle do governo. No Reino Unido, não existe uma alternativa formalmente descrita na lei para casos de ausência do primeiro-ministro.

Michel Barnier

Deputado da Assembleia Nacional Francesa, Barnier é chefe do Grupo de Trabalho Pós-Brexit. Ele é o principal representante da União Europeia (UE) nas negociações sobre a saída do Reino Unido deste bloco econômico, formalizada em 31 de janeiro de 2020, e na manutenção das relações comerciais entre o país e os territórios da UE.

Com o resultado positivo do exame para COVID-19, em meados de março, o político de 69 anos declarou em suas redes sociais que se sentia bem e permaneceria em isolamento. Mesmo antes do anúncio de Barnier, a segunda etapa de negociações comerciais pós-Brexit havia sido cancelada por causa da pandemia e permanece em suspensão.

Pere Aragonès

O presidente regional do governo catalão Pere Aragonès também foi outra autoridade contaminada pela COVID-19. Ele realizou o exame em meados de março após passar horas com febre alta e tosse. 

Aragonès permaneceu confinado nas dependências presidenciais do Palácio da Generalitat, sede do governo regional. Até se recuperar, ele manteve distanciamento da família e dos funcionários mais próximos do governo.

17.4.20

EUA investigam se coronavírus saiu de laboratório em Wuhan

Divulgação Reprodução - Crédito Fonte

O governo dos Estados Unidos não parece excluir a hipótese de que o novo coronavírus, que originou uma pandemia com mais de 137.000 mortos no mundo, possa ter vindo de um laboratório na cidade chinesa de Wuhan, e pediu uma "investigação" para saber sobre sua origem.

"Estamos conduzindo uma investigação exaustiva sobre tudo o que podemos saber sobre como vírus se propagou, contaminou o mundo e causou essa tragédia", declarou o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, no canal Fox News.

Pompeo foi questionado, na quarta-feira, sobre um artigo do Washington Post que alegava que a embaixada dos EUA em Pequim alertou ao Departamento de Estado há dois anos sobre medidas de segurança insuficientes em um laboratório de Wuhan, que estudava o coronavírus nos morcegos.

Também foi questionado sobre informações da Fox News, segundo as quais "várias fontes" pensam que o atual coronavírus, detectado pela primeira vez justamente em Wuhan em dezembro, saiu desse laboratório - embora fosse um vírus natural e não um patógeno criado pelos chineses. Segundo elas, a "fuga" do vírus teria sido possível devido a protocolos de segurança ruins.

Pompeo não negou nenhuma dessas informações.

Também questionado na quarta-feira durante sua coletiva de imprensa diária sobre a crise de saúde, o presidente Donald Trump se mostrou evasivo.

"Posso dizer que cada vez mais estamos conhecendo um pouco mais desta história. Vamos ver", respondeu Trump, afirmando que essa "situação horrível" deve ser objeto de um "teste muito profundo".

Mas se negou a dizer se abordou o assunto do laboratório com seu colega chinês, Xi Jinping.

De acordo com especialistas até agora, o novo coronavírus apareceu no final de 2019 em um mercado de Wuhan onde animais exóticos, como morcegos, são vendidos vivos. O vírus de origem animal poderia ter mutado e transmitido ao ser humano.

A tese divulgada pela Fox News, no entanto, é um pouco diferente.

Sem confirmá-la, o secretário de Estado disse: "O que sabemos é que este vírus nasceu em Wuhan, China". "O que sabemos é que o Instituto de virologia de Wuhan está a alguns poucos quilômetros do mercado", insistiu.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, rechaçou a notícia da Fox News, alegando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que não há evidências de que o vírus tenha sido produzido em laboratório.

"Muitos especialistas médicos conhecidos no mundo também acreditam que a suposta hipótese sobre um vazamento de laboratório não tem base científica", afirmou em entrevista coletiva.

Fonte: Yahoo Notícias

5.1.22

França identifica nova variante do coronavírus com mais de 40 mutações


A França identificou nova variante do coronavírus com mais de 40 mutações genéticas, sendo que uma está associada a potencial aumento da transmissão do vírus.

Segundo pesquisadores do Instituto Hospitalar Universitário (IHU) de Marselha, que fizeram a descoberta, a nova estirpe do SARS-CoV-2 tem 46 mutações, incluindo uma que está associada ao possível aumento de contágios.

A variante, da qual pouco ainda se sabe, foi batizada pelos cientistas com as iniciais do instituto, IHU, e deriva de outra, a B.1.640, detectada no fim de setembro de 2021 na República do Congo e atualmente sob vigilância da Organização Mundial da Saúde.

Na França, os primeiros casos da nova variante, que tem designação técnica B.1.640.2, foram observados na localidade de Forcalquier, na região de Provença-Alpes-Costa Azul.

Na mesma região, mas em Marselha, uma dezena de casos surgiram associados a viagens aos Camarões, país que faz fronteira com a República do Congo.

O IHU de Marselha, especialista em doenças infecciosas, é dirigido pelo médico Didier Raoult, que recebeu advertência da Ordem dos Médicos francesa por ter violado o código de ética. Ele promoveu o uso do remédio antimalária hidroxicloroquina como tratamento para a covid-19 sem provas de sua eficácia.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado há dois anos em Wuhan, cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

A Ômicron, identificada em novembro, é a mais contagiosa de todas as variantes do coronavírus consideradas preocupantes, apresentando mais de 30 mutações genéticas na proteína da espícula, a "chave" que permite ao vírus entrar nas células humanas.

Vários países, incluindo Portugal e França, têm atingindo recordes diários de infecções devido à circulação dessa variante.

28.11.20

COVID-19: quem teve os salários reduzidos receberá o 13° integral?

O ano de 2020 tem sido muito atribulado. Logo nos primeiros meses, fomos surpreendidos pela chegada da Covid-19 em território brasileiro. Do primeiro caso a relatos de infecções em massa, foram poucas semanas.

Tal situação fez com que muitos estabelecimentos, com o intuito de protegerem os seus funcionários, instituíssem um regime de home office - situação que, em outro tempo, estava entre os melhores benefícios que uma empresa poderia oferecer.

Com o passar dos dias, no entanto, ficou claro que a instabilidade causada pelo novo coronavírus demoraria para passar. Tendo em vista a dificuldade que diversas companhias teriam para pagar os salários integrais, por conta da diminuição da arrecadação tradicional, foi permitida pelo governo brasileiro a redução de salários.

O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, como foi chamado, estabelece que a redução da jornada e do salário do colaborador pode ser de 25%, 50% ou 70%. A diferença salarial deve ser paga pelo Governo Federal, por meio de um benefício chamado BEM.

Segundo as normas, o empregador deve manter o trabalhador empregado durante todo o tempo de vigência do acordo e por igual período após a finalização do mesmo. Caso isso não se cumpra, é dever da empresa arcar com os direitos do funcionário, previstos em lei, além de pagar multas específicas.

O programa do governo foi prorrogado até o dia 31 de dezembro. Com isso, surgiram diversas questões: quem teve o salário reduzido terá direito ao 13º integral? Como será feita a conta, caso o pagamento seja parcial?

A seguir, falaremos um pouco mais sobre o assunto. Confira.

13º salário: o trabalhador que teve salário reduzido tem direito a ele?

De acordo com o Governo Federal, o 13º salário deve ser pago de maneira integral aos colaboradores que tiveram o salário e a jornada de trabalho reduzidos por conta da pandemia do novo coronavírus.

A regra, no entanto, não se aplica aos trabalhadores que fizeram, junto às empresas, acordos de suspensão do contrato de trabalhos. Para eles, o 13º salário deve ser pago de forma proporcional ao tempo trabalhado no ano de 2020.

Para além disso, os trabalhadores que tiveram a jornada de trabalho reduzida devem ter também as férias pagas com base na remuneração integral. O mesmo benefício se aplica aos que, durante o último mês de vigência dos acordos de redução salarial (dezembro de 2020), permanecerem com os salários reduzidos.

Para os contratos suspensos no âmbito do Benefício Emergencial, conforme consta em nota emitida pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, os períodos de suspensão não devem ser utilizados para cálculo de 13º e férias, tampouco computados como tempo de serviço.

Caso os empregados tenham prestado serviço por mais de quinze dias no mês, porém, a situação é um pouco diferente: caso isso tenha ocorrido, o período deve ser considerado no cálculo do 13º e das férias.

A diferenciação se dá porque, na redução da jornada de trabalho, o salário ainda é pago ao trabalhador e não tem o seu tempo de serviço afetado. Assim, ele pode, para efeitos legais, computar o período de trabalho vivenciado.

Com a suspensão dos contratos, por outro lado, não há o pagamento dos salários. Assim, não é possível considerar o período de afastamento para contagem do tempo de serviço - o que, por sua vez, também promove alterações no cálculo do 13º salário e das férias.

Qual é o futuro do mercado de trabalho após a pandemia do novo coronavírus?

A redução da jornada de trabalho, assim como a suspensão dos contratos, têm feito com que mais pessoas se perguntem sobre o futuro do mercado de trabalho no Brasil.

Até o momento, o governo federal não se pronunciou sobre a possibilidade de estender o acordo da redução de salários para além do dia 31 de dezembro.

Acerca do benefício emergencial, que tem sido oferecido à boa parte da população, também enfrentamos incerteza: Paulo Guedes, ministro da Economia, havia apontado que o governo federal não deseja prorrogar o auxílio para além do que já está estabelecido.

Contudo, a segunda onda do novo coronavírus - que está em curso neste momento, com o aumento do número de infecções e relatos de reinfecções pelo Sars-Cov-2 - pode fazer com o benefício se torne necessário. Devemos estar atentos para novas notas e decisões.

8.7.20

Usar máscara em academias não prejudica saúde, dizem especialistas

Divulgação Reprodução Crédito Fonte

Saudações Amados amigos do Seja Hoje Diferente!

Embora o uso de máscaras seja obrigatório, e elas funcionem como uma barreira à contaminação pelo novo coronavírus, existem dúvidas sobre a possibilidade de causarem danos à saúde das pessoas que estão retornando às academias agora. As academvias estavam fechadas para atendimento presencial desde meados de março, quando foi decretado o isolamento social para combate à covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

O professor de educação física Fernando Beja diz que o uso de máscara requer cuidado para quem pratica exercícios. “A máscara, ao mesmo tempo que faz uma barreira de proteção ao novo coronavírus, também torna a respiração mais ofegante e cansativa. É preciso cuidado, especialmente para quem tem problemas cardíacos”, afirmou Beja, que é especialista em fisiologia do exercício.

Pelo que sabe, não existe nenhuma comprovação científica de que o uso da máscara na execução do treinamento aeróbico vá causar algum dano à saúde das pessoas. “O que pode acontecer é um incômodo, por haver resistência na hora de inspirar e expirar, ou seja, na hora de respirar. Mas problemas diretamemte relacionados, eu acredito que não existam”, ressalta o presidente da Associação dos Professores de Educação Física do Estado do Rio de Janeiro (Apef-Rio), Guilherme Silva Amaral, em conversa com a Agência Brasil.

Uso importante

A cardiologista Renata Castro, membro da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), destaca que usor a máscara é extremamente importante para todo mundo, além de obrigatório por questões de legislação e prevenção de saúde.

Renata lembra que o uso é ainda mais importante para pessoas que têm doenças cardíacas." Nesse período de pandemia, ficou muito claro que quem tem oença cardíaca tem chance muito maior de evoluir mal quando infectado pelo coronavírus. Isso aumenta a necessidade de essas pessoas utilizarem a máscara”, disse Renata, em entrevista  à Agência Brasil.

A médica reconhece que não é confortável usar máscara , porque dificulta a inspiração, ou seja, a entrada do ar. “A gente começa a perceber a inspiração que, no dia a dia sem máscara, não percebe. É um processo natural”. Ela afirma que o aumento do esforço pode elevar a frequência cardíaca, mas ressalta que isso não significa que a prática de atividades físicas acarrete mais riscos para o indivíduo, seja cardiopata ou não.

Benefícios

Renata Castro enfatiza que a atividade física traz benefícios para todos, e mais ainda para os cardíacos. “Melhora o prognóstico de pessoas com doença cardíaca, desde que elas sejam bem orientadas. Isso quer dizer que existem pessoas com doenças que precisam primeiro ser controladas ou tratadas, para depois ficarem livres para fazer atividade fisica”.

A médica destaca que, entre algumas dessas pessoas, há questões que precism ser observadas, entre as quais a de não ultrapassarem limites de treinamento. “Isso é sempre orientado pelo cardiologista, de acordo com o quadro clinico da pessoa”.

O ideal para o paciente que tem doença cardíaca, coronariana, ou insuficiência cardíaca, é fazer primeiro um teste de esforço e, em seguida, com base no resultado, receber orientação sobre sua atividade física. “Aí, fica muito mais simples entender o aumento da frequência cardíaca que pode acontecer durante o exercício e como o médico vai orientar o treinamento desse paciente", diz a médica.

Ela aponta  muitos pontos positivos da prática de exercícios físicos pelo paciente cardiopata, fazendo uma atividade ao ar livre, ou no meio de outros individuos, mesmo que seja dentro de uma academia e com uso de máscara. "O cuidado vai ser na orientação, na prescrição desse treinamento.”

Gás carbônico

A cardiologista explica que, nos exercícios aeróbicos, de maior intensidade, a máscara não implica a respiração do gás carbônico contido nas gotículas de ar que são expelidas. “O ar que a gente inspira, mesmo sem máscara, tem 21% de oxigênio e quase todo o restante é nitrogênio. Tem um pouquinho de gás carbônico nisso aí, mas é uma quantidade muito pequena. Quando a gente expira, esse ar fica um pouco mais rico de gás carbônico, mas não significa que não tenha oxigênio ali. O gás carbônico vai estar diluído nessa quantidade grande de ar.”

Renata reconhece, no entanto, que, com a máscara, existe uma chance de reinalação do gás carbônico, embora “muito pequena". "Até porque a máscara não veda completamente a passagem do ar, tanto na entrada [inspiração], como na saída [expiração]”.


Ela afirma que ainda não se comprovou que a pequena quantidade de ar que fica dentro da máscara seja suficiente para gerar algum malefício pela reinalação de gás carbônico. Segundo a médica, pode-se dizer que a máscara não representa perigo, especialmente para pacientes que tenham alguma cardiopatia. “Não representa. Ela representa um desconforto, que todos nós estamos vivenciando, mas um perigo, com certeza, não. Pelo contrário. Para o paciente cardiopata, é extremamente importante o uso da máscara.”

Fonte: Agência Brasil

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