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20.4.20

Alimentos anti-inflamatórios, confira os seus benefícios para o corpo


Todos podem passar por alguma inflamação ao longo da vida, seja aguda ou crônica, e uma forma de reduzir essa inflamação, é consumir alimentos anti-inflamatórios. Por isso, neste artigo vamos explicar o que são esses alimentos, os benefícios para o organismo e ainda 5 alimentos anti-inflamatórios para a sua dieta.

O que são alimentos anti-inflamatórios?

Antes definir o que são estes alimentos anti-inflamatórios, precisamos entender o que é uma inflamação e como ela acontece. A inflamação é um processo natural do organismo, onde nosso corpo desenvolve essa inflamação como mecanismo de defesa. Esse processo ocorre, porque o corpo está lutando contra uma infecção ou lesão, ou mesmo o próprio sistema imunológico.

Estudos demostram que existem alimentos com substâncias com ação inflamatória no corpo. Alimentos inflamatórios ou popularmente no Brasil chamados de remosos, são em geral, aqueles ultraprocessados.

De acordo com a Harvard Health Publishing os alimentos como salsicha, margarina e hambúrgueres causam inflamação.

Já os alimentos anti-inflamatórios são como um reforço no combate a infecções ou lesões. Eles ajudam a retomar o equilíbrio do corpo. Porém, isso não quer dizer que esses alimentos devam substituir medicamentos, mas auxiliar no processo.

Quais os benefícios de consumir alimentos anti-inflamatórios?

Consumir alimentos anti-inflamatórios no dia-a-dia, tem inúmeros benefícios para sua saúde em geral. Listamos aqui, alguns benefícios de consumir esses alimentos: 

Aumenta a imunidade;
Diminui o colesterol ruim; 
Aumenta o colesterol bom; 
Reduz o risco de diabetes e doenças cardiovasculares; 
Melhora os níveis de glicose.

5 alimentos anti-inflamatórios para incluir na dieta

Na hora de consumir os alimentos dessa lista, fique atento a quantidade ingerida, pois alguns podem ter um índice calórico elevado. O ideal é montar um cardápio com ajuda de um nutricionista. 

Todos os alimentos dessa lista estão baseados em alimentos que realmente possuem comprovações científicas de ação anti-inflamatória no organismo. 

1. Abacate
Além de ser, um alimento que pode auxiliar na redução do risco de câncer, é um excelente anti-inflamatório natural. É rico em fibras, magnésio, potássio e gorduras boas para o
coração. 

2. Azeite extravirgem
O azeite possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, devido ao seu alto nível gorduras boas e a presença do ácido alfa-linolênico, que auxilia no combate a inflamações. Para manter todas essas propriedades, é importante que ele seja consumido sem aquecer.

3. Gengibre
Essa raiz pode não ser muito saborosa, mas traz inúmeros benefícios para a saúde. Dentre eles, a ação anti-inflamatória e antioxidante, prevenindo doenças como o câncer cólon-retal e úlceras estomacais. 

4. Linhaça
Assim como o azeite extravirgem, a linhaça é rica em ácido alfa-linolênico que diminui os riscos associados a doenças cardíacas e a vários tipos de câncer. Além disso, é rico fibras, ou seja, auxilia no emagrecimento, melhora o trânsito intestinal e outros, segundo estudo.

5. Chá Verde
Segundo diversos estudos realizados sobre os benefícios do chá verde para a saúde, dentre eles, inclui a redução do risco de obesidade, doenças cardíacas, hepáticas e vários tipos de câncer. Outro estudo aponta que o principal componente do chá verde, a epigalocatequina-3-galato (EGCG), possui efeitos anti-inflamatórios.

6. Açafrão da terra 
De acordo com o site Mecontaaqui.com.br, o açafrão da terra contém comprovado composto anti-inflamatório. A revista científica oncogene, publicou estudos que mostram que o açafrão da terra mostrou-se ser mais eficaz até mesmo que alguns medicamentos anti-inflamatórios.

Conclusão
Por fim, agora que você já sabe quais os benefícios dos alimentos anti-inflamatórios em sua dieta, é hora de começar a colocá-los em seu dia-a-dia. Além disso, esses tipos de alimentos devem ser consumidos diariamente, e não só quando você está com alguma inflamação. Porque eles trazem inúmeros benefícios para a sua saúde.

18.10.21

Por que está tão caro comer o básico no Brasil?


Uma pesquisa do Datafolha entrevistou 3.667 brasileiros, em 190 municípios, entre 13 a 15 de setembro para saber sobre o consumo de alimentos neste ano.

Entre os entrevistados, 67% relatam terem reduzido a carne bovina; refrigerantes e sucos foram 51%, e lacticínios, como leite, queijo e iogurte foram diminuídos entre 46% da população. Frango, porco e outros tipos de carnes caíram 39%. Nem mesmo o Exército brasileiro deixou de ser afetado pela oscilação no preço dos alimentos, para se ter ideia do impacto disso no cotidiano.

Os alimentos que apresentaram maior estabilidade são os clássicos do prato brasileiro. O arroz, com 41%, e, logo em seguida, o feijão, com 40% dos entrevistados que relataram não terem mudado o consumo.

Segundo estimativas da FGV, em abril de 2021, 27,7 milhões de brasileiros (12,98%) estavam abaixo da linha da pobreza, com renda de R$ 261 mensais (US$ 49). Em 2019, o número era de 23,1 milhões de pobres (10,97%).

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de agosto deste ano, apontam que o custo médio da cesta básica subiu em 13 das 17 capitais analisadas. As mais caras estão em Porto Alegre (RS), com o valor de R$ 664,67, e em Florianópolis, ao custo de R$ 659.

A inflação dos alimentos foi mais severa especialmente com os mais pobres. A avaliação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – responsável por medir a inflação referente ao consumo das famílias, aponta que o custo de vida da classe de renda alta subiu 3% em 2020, enquanto a classe pobre sofreu com o dobro, 6%. A classe média registrou 4%.

Em 2021, o cenário se repete, castigando as pessoas com menos renda. A inflação para este grupo ficou acima de 9%; a classe média com 8%, e atrás as famílias com renda alta, entre 6 a 7%, diz o Ipea.

O IPCA geral fechou em 2020 com avanço de 4,52%, maior taxa desde 2016. A inflação dos alimentos, em especial, foi três vezes maior, com 14,1%.

O que explica a alta da inflação?

O cenário de alta da inflação está ligado às mudanças nos padrões de consumo associadas à pandemia, o timing e o montante alto da transferência pública de renda (auxílio emergencial), os desarranjos das cadeias produtivas, problemas climáticos, a elevação dos preços internacionais das commodities e, principalmente, a disparada do dólar, explica o coordenador científico do Cepea, Geraldo Barros.

Vitor Benites tem 21 anos e trabalha como web designer. Durante a pandemia, ele sentiu o seu poder de compra diminuir. Carnes, óleos e alimentos supérfluos foram os principais alimentos que cortou da lista na ida ao supermercado e algumas medidas foram tomadas para que os alimentos durem mais.

“Agora eu faço a feira a cada duas semanas, evito o desperdício de alimentos, fazendo receitas que aproveitam partes como cascas de vegetais. Compro em quantidades menores e troquei os refrigerantes por sucos, e acabo comendo fora bem menos”, ele conta.

Ligia Soares, 25, é estudante e mora em Curitiba com o namorado. Ela comprava muitas frutas, verduras, grãos variados e carne, mas devido a alta de preço isso se tornou mais escasso. Durante a pandemia os pais de Ligia, que enviavam dinheiro para custear sua estadia em outra cidade, ficaram desempregados, o dinheiro foi diminuindo e ela teve que recorrer ao auxílio emergencial.

Agora ela busca os sacolões de Curitiba, onde compra frutas e verduras por preços bem baixos e assim pode ter uma alimentação mais nutritiva e balanceada. O namorado de Ligia, que trabalha, acaba comprando itens como carne de aves e alimentos mais caros uma vez ao mês, o que fez com que diminuíssem o consumo de proteína animal.

O que explica a instabilidade do mercado?

A insegurança sobre o comportamento imprevisível das instituições – envolvendo os três poderes da República, e seus embates, tem aumentado o risco-país (medidor de instabilidade econômica) e afastado investidores internacionais, explica o coordenador científico do Cepea. Esse cenário explica, em parte, a forte valorização do dólar sobre o Real e a permanência no patamar elevado.

Em janeiro de 2020, a moeda norte-americana estava avaliada a R$ 4, e terminou o ano em R$ 5,18, acumulando alta de 29,33% no ano. Há quem diga que pode chegar a R$ 6 ainda neste ano.

“O Cepea calculou que o efeito do dólar na explicação do choque não esperado de preços dos alimentos no Brasil, foi, em 2020, cinco vezes maior do que o dos preços das commodities”, afirma o pesquisador Barros.

A valorização do dólar afeta toda a cadeia de produtos importados e exportados, além de funcionar como um balizador dos reajustes de preços na economia em momentos de incerteza, afirma Barros. Também entram nessa conta os preços dos combustíveis que afetam, por conseguinte, o frete de todos os bens.

Outro setor que onera fortemente o consumidor de baixa renda é o de transporte urbano, devido ao custo da energia que tem como fonte petróleo e derivados, muito influenciado pelo dólar.

No setor de produção de alimentos, a alta do dólar em geral favorece o segmento exportador, refletido nos dados da balança comercial das exportações do agronegócio em 2020. O faturamento somou US$ 101 bilhões, crescimento de 4% na comparação com o ano anterior, enquanto o volume embarcado subiu 10%, ambos recordes na série histórica do Cepea.

O Brasil teve uma safra de grãos no ciclo 20/21 estimada em 252,3 milhões de toneladas, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do volume impressionante, o país sofre com uma forte alta no preço dos alimentos.

O economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Kfoury, afirma que a valorização no preço das commodities foi sentida mundialmente e que os preços no mercado interno não dependem somente da produção brasileira.

“Houve um grande aumento da demanda mundial por alimentos, o que fez com que os preços subissem muito. Além disso, a desvalorização da moeda fez com que os preços dos alimentos aumentassem ainda mais. Desde o início da pandemia, em fevereiro de 2020, os preços das commodities agropecuárias subiram 60%”, explica o professor.

A previsão para os próximos meses sobre os valores dos alimentos não é muito otimista, segundo Kfoury. Os preços no mercado atacadista de produtos agrícolas continuam crescendo e para os próximos meses a expectativa é que permaneçam a subir.

9.9.19

O que é lectinas: As lectinas são proteínas presentes em diversos alimentos

As lectinas são proteínas presentes em diversos alimentos
Imagem Divulgação Reprodução Internet

As lectinas são proteínas presentes em diversos alimentos, especialmente grãos e verduras. No corpo, ela se liga aos carboidratos e é responsável por realizar várias funções metabólicas importantes, fornecendo ajuda para o sistema imunológico, equilibrando os níveis de proteína no sangue, além de combater vários tipos de bactérias como a E. coli e infecções fúngicas e virais.

Porém, o excesso de lectina pode provocar problemas, e por esse motivo o seu consumo tem sido duramente criticado. Mas, em contrapartida, muitos especialistas defendem que os benefícios dos alimentos ricos em lectina superam os potenciais efeitos adversos à saúde, e que simples precauções podem reduzir consideravelmente a quantidade de lectina do alimento, tornando-o seguro para o consumo.

Para entender melhor o seu papel e os impactos para a saúde, abordaremos aqui o que são, além de relacionar os alimentos ricos em lectinas.

O que são lectinas?
As lectinas são proteínas encontradas na natureza. Praticamente todas as plantas e animais contêm, mas cerca de 30% dos alimentos que ingerimos apresentam quantidades significativas de lectinas. Por exemplo, elas são mais comuns em grãos e legumes e quando são ingeridas, ligam-se aos carboidratos e formam o que chamamos de glicoproteínas.

As glicoproteínas desempenham muitos papéis no corpo, começando pelo suporte às funções normais do sistema imunológico até o controle dos níveis de proteína presentes no sangue. Além disso, pesquisas indicam que elas também podem ter propriedades antimicrobianas e que mostram eficiência para combater vários tipos de bactérias, incluindo a cepa que causa infecções por estafilococose E. coli.

Também ajudam a combater infecções fúngicas e virais, pois bloqueiam o crescimento de fungos responsáveis por infecções.

Outros estudos apontam que certas lectinas podem ter propriedades anticancerígenas, porque elas modificam a expressão de células imunológicas específicas e alteram as vias de sinalização para ajudar a matar as células cancerígenas e bloquear o crescimento do tumor, de acordo com uma revisão de 2015, publicada na Cell Proliferation.

Ainda que elas contribuam com os processos do nosso corpo, comer muitas lectinas pode ter efeitos adversos para saúde, e por esse motivo o seu consumo tem sido muito criticado atualmente. Alguns especialistas afirmam que as lectinas podem provocar vômitos, diarreia e também problemas mais sérios como alterações no sistema imunológico e intestino impermeável.

Mas, como a moeda tem dois lados, outros defendem que os benefícios dos alimentos ricos em lectina superam os potenciais efeitos adversos à saúde, e que medidas podem ser tomadas, porque existem muitas maneiras de reduzir a quantidade de lectina presente nos alimentos que ingerimos comumente, sem precisar fazer uma dieta livre dela ou restringir severamente a sua ingestão.

Como as lectinas podem impactar a saúde?
De fato, existem impactos para a saúde relacionados ao consumo excessivo de lectina, especialmente porque ela pode causar processos inflamatórios, contribuindo para alguns problemas.

– Lectinas pode causar problemas no intestino

As lectinas são altamente resistentes às enzimas digestivas do corpo, e por esse motivo passam facilmente pelo estômago, sem ser digeridas. Quando seguem para o intestino, a sua “viscosidade” facilita a adesão às paredes intestinais, impactando os processos rotineiros do órgão.

A presença de muitas lectinas pode danificar a parede intestinal, desenvolvendo a síndrome do intestino permeável, que é uma condição caracterizada pelo aumento da permeabilidade, resultando em vazamento de substâncias dos intestinos para a corrente sanguínea, causando inflamação generalizada por todo o corpo.

Algumas lectinas são chamadas de fitohemaglutininas, e são encontradas principalmente em leguminosas. Por exemplo, o feijão cru é a principal fonte, e se consumido sem cozinhar pode provocar envenenamento por lectina, que causa dor abdominal intensa, vômitos e diarreia.

– Lectinas pode impulsionar o desenvolvimento de doenças autoimunes

O fato das lectinas estarem envolvidas na regulação do sistema imunológico facilita a interação com anticorpos, e elas podem impactar na autoimunidade, desenvolvendo problemas.

Isso acontece porque o corpo pode apresentar uma reação imunológica contra as lectinas e contra os tecidos corporais aos quais as lectinas estão ligadas. Esse tipo de resposta é conhecido como uma reação auto-imune, que condiciona o sistema imunológico a atacar as células saudáveis ​​do corpo. O resultado disso é a inflamação, fadiga e dor crônica, como acontece na artrite reumatoide.

Ao mesmo tempo em que as lectinas são importantes para a saúde, elas podem ser prejudiciais e alguns alimentos carregam mais essa proteína do que outros. Relacionamos logo abaixo os alimentos ricos em lectina.

Alimentos ricos em lectina
As lectinas estão concentradas principalmente em grãos e verduras, e não podemos negar que eles são muito presentes na nossa alimentação. Isso não significa que você deve deixar de comer, porque os impactos estão relacionados ao seu consumo excessivo e existem formas de diminuir a quantidade de lectina presente nos alimentos.

Nós relacionamos aqui os alimentos que trazem uma alta concentração de lectina em sua composição, confira:

1. Feijão

O feijão é considerado uma das principais fontes de lectinas, especialmente o feijão vermelho. Embora os seus benefícios para a saúde sejam importantes, porque essa variação é considerada um carboidrato de baixo índice glicêmico, rico em proteínas, fibras, vitaminas como a K1 e minerais vitais, como ferro e potássio, o feijão cru também contém altos níveis de uma lectina chamada fitohemaglutinina.

Isso significa que ingerir o feijão cru ou mal cozido pode resultar em náuseas, vômitos e diarreia. Apenas 5 feijões já podem provocar esses sintomas.

A lectina é medida em unidade hemaglutinante (hau). O feijão vermelho cru contém entre 20.000 e 70.000 hau, já o cozido apresenta entre 200 e 400 hau, um nível seguro para o consumo.

Tomar medidas simples como cozinhar bem o feijão pode afastar os risco e dessa forma você poderá aproveitar os nutrientes que ele oferece para a saúde.

2. Soja

A soja é outro alimento popular que contém altos níveis de lectinas. A recomendação para diminuir a quantidade é a mesma aplicada para o feijão: um bom cozimento.

Pesquisas apontam que cozinhar a soja por aproximadamente 10 minutos a uma temperatura de 100°C pode eliminar quase todas as lectinas presentes. Em contrapartida, o aquecimento seco ou úmido da soja feito a 70°C por várias horas impactou minimamente no conteúdo de lectina.

Uma boa forma de reduzir pode ser o processo de fermentação e brotação. Segundo um estudo, 95% das lectinas foram removidas após o processo de fermentação da soja e 59% após a brotação.

Tal como acontece com o feijão vermelho, o segredo está em cozinhar devidamente, ou brotar e fermentar. Esses métodos podem reduzir a quantidade de lectina, permitindo que você aproveite as proteínas de base vegetal da soja, assim como as suas vitaminas e minerais, particularmente molibdênio, fósforo e tiamina, além das isoflavonas, que têm sido associadas à prevenção do câncer e à diminuição do risco de osteoporose.

3. Trigo

Aproximadamente 35% da população mundial consome trigo e análises mostram que o trigo cru, especialmente o gérmen de trigo, é rico em lectinas. Cada grama pode conter aproximadamente 300 microgramas de lectinas, mas a boa notícia é que elas são praticamente eliminadas tanto no processamento, quanto no cozimento.

Um dos produtos mais comuns do trigo é a farinha integral, que contém cerca de 30 microgramas de lectina por grama, mas que se tornam inativas após o cozimento, mesmo quando feitos em temperaturas mais baixas, como 65°C. As farinhas comercializadas também não contêm nenhuma lectina, provavelmente porque são submetidas a tratamentos térmicos durante o processamento.

O fato do trigo integral não ser consumido cru significa que as lectinas não impactarão na saúde.

4. Batatas

As batatas são populares e versáteis – elas podem ser ingeridas cozidas, assadas, fritas e por aí vai. Embora seja um alimento rico em vitaminas e minerais e muito valorizado pelo seu alto teor de potássio, vitamina C e folato, a batata é um alimento rico em lectinas.

Diferente de outros alimentos, as lectinas da batata demonstram ser muito resistentes ao calor e aproximadamente 50% da quantidade presente permanece após o cozimento. Talvez esse seja o motivo pelo qual muitas pessoas sentem desconfortos após a sua ingestão. No entanto, para evidenciar se a culpa é realmente das lectinas, são necessários estudos em humanos, pois os realizados até agora foram feitos apenas em animais, e neles os efeitos colaterais foram relacionados às lectinas.

5. Tomates

Os tomates são consumidos de várias maneiras, e nós brasileiros costumamos consumir ele cru, principalmente na salada. Embora sua composição contenha lectina, até o momento não existem evidências concretas de que eles provoquem efeitos negativos em humanos.

Os estudos realizados foram feitos com animais ou tubos de ensaio e mostraram que as lectinas do tomate se ligavam sim à parede intestinal, mas sem causar danos. Outro estudo percebeu que as lectinas do tomate são capazes de atravessar o intestino e entrar na corrente sanguínea depois da ingestão.

Existem relatos de reação ao consumo do tomate, mas essa condição parece estar ligada à síndrome da alergia alimentar ao pólen do tomate ou síndrome da alergia oral. Algumas pessoas também apontam o tomate e outros alimentos do grupo como um alimento inflamatório, uma condição presente em quadros de artrite reumatoide. Porém, as pesquisas não encontraram nenhuma ligação entre a artrite reumatoide e os legumes como o tomate e outros membros de sua família.

Diante dos fatos, é possível interpretar que mesmo contendo lectinas os tomates demonstram ser seguros, e mantê-los na dieta pode contribuir com a ingestão de fibras, vitamina C, potássio, folato e vitamina K1, além do licopeno, que é um antioxidante capaz de reduzir a inflamação e pode até ajudar a combater o câncer.

6. Amendoim

Amendoim é mais um alimento que contém lectinas, e elas parecem não ser eliminadas ou sequer reduzidas pelo aquecimento.

Um estudo analisou participantes que ingeriram 200 gramas de amendoim cru ou torrado. Os resultados mostraram que após a ingestão havia lectinas no sangue deles, ou seja, elas cruzaram o intestino.

Outro estudo mostrou que as lectinas do amendoim aumentaram o crescimento das células cancerígenas. No entanto, este estudo foi feito em tudo de ensaio e o processo usou altas doses de lectinas puras colocadas diretamente nas células cancerígenas.

Esse resultado, associado ao fato da lectina do amendoim entrar na corrente sanguínea, levou muitas pessoas a crer que as lectinas poderiam estimular o câncer, mas é importante colocar que ainda não há estudos sobre os efeitos exatos em humanos. Podemos considerar também que existem evidências que os amendoins podem colaborar com a prevenção do câncer, e elas são mais concretas do que os possíveis danos que eles podem causar.

Outros alimentos que contêm lectinas são: berinjela, lentilhas, pimentas, ervilhas, batata-doce, abobrinha, cenoura, ruibarbo, beterraba, cogumelos, aspargos, nabos, pepinos, abóbora, pimentão e rabanete. Também estão presentes em frutas cítricas, como laranjas, limões, romã, uvas, cerejas, maçãs, melancia, banana, mamão, ameixas e groselhas. No entanto, devemos considerar que apenas um terço dos alimentos que ingerimos contêm uma quantidade significativa de lectinas.

Sintomas de excesso de lectinas no organismo
As quantidades elevadas de lectinas costumam causar alguns efeitos colaterais comuns, como por exemplo:


  • Inchaço abdominal;
  • Vômito;
  • Diarreia ou prisão de ventre;
  • Gases;
  • Fadiga;
  • Dor nas articulações;
  • Desconforto estomacal;
  • Alterações na pele


Outros problemas mais complexos ligados a condições autoimunes também podem ter relação com a alta ingestão de lectinas. Então, se você tem artrite reumatoide, lúpus ou distúrbio intestinal inflamatório, é uma boa ideia reduzir a ingestão de lectinas e isso pode ser feito através do cozimento adequado de alguns alimentos. Algumas pessoas podem até evitar o consumo.

Conclusão
É verdade que, quando consumidas em excesso, as lectinas podem trazer problemas, mas vamos considerar que os humanos não comem grandes doses da proteína. Isso porque os alimentos que contêm uma maior concentração são os grãos e legumes e na maioria das vezes eles passam por um processo de cozimento, o que elimina consideravelmente a quantidade presente, tornando esses alimentos seguros para serem consumidos pela maioria das pessoas.

Embora aqueles com doenças auto-imunes ou digestivas respondam positivamente a uma dieta restrita em alimentos que contenham lectinas, incluindo vegetais, grãos e também laticínios e ovos, para as pessoas saudáveis ela não deve ser uma preocupação. Então, em vez de em focar esforços para eliminar os alimentos ricos em lectina da dieta, é melhor se concentrar em reduzir as quantidades presentes através dos processos de cozimento, germinação ou fermentação.

Vale reforçar também que a maioria desses alimentos é rico em muitas vitaminas, minerais, fibras, antioxidantes e outros compostos capazes de promover excelentes benefícios para a saúde, muito superiores aos efeitos negativos que as lectinas podem provocar.

Veja também:

3.3.20

Sem desperdício: aplicativo "Comida Invisível" liga doadores a quem precisa de alimentos

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Aplicativo conecta restaurantes e outras empresas a pessoas e organizações que precisam de comida

Em um mundo com tanta disparidade social, muitas pessoas não conseguem ter uma alimentação digna em seu dia a dia. Segundo a ONU, mais de 795 milhões de pessoas passam fome ao redor do globo. Iniciativas como o Comida Invisível surgiram para nos ensinar a como lidar com alimentos e evitar o desperdício. 

Os dados relacionados ao desperdício de comida são alarmantes. A Fundação das Organizações das Nações Unidas para a Alimentação (FAO) estipula que cerca de 13 milhões de brasileiros passam fome no país. 

Enquanto muitas pessoas não possuem sequer uma alimentação básica, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que o brasileiro desperdiça, em média, 41,6 quilos de comida por ano. Isso coloca o Brasil no TOP 10 dos países que mais desperdiçam alimentos no mundo. 

O que é o Comida Invisível? 

O Comida Invisível é uma iniciativa social que possui o objetivo de conectar pessoas e empresas para promover a doações de alimentos e evitar o desperdício de comida. 

O serviço possui um aplicativo para Android, o qual conecta restaurantes, bares, hotéis, mercados e afins à ONGs, projetos sociais e pessoas físicas que necessitam de comida. A ferramenta possui recurso de geolocalização, assim é possível aproximar doadores de quem realmente precisa. 

A iniciativa foi criada pela advogada Daniela Leite, o jornalista Sergio Ignácio e a publicitária Flávia Vendramin. 

Como funciona o Comida Invisível? 

A utilização do aplicativo é bem simples e intuitiva. Os interessados em fazer doações devem se cadastrar no Comida Invisível. Após o cadastro, é possível informar quais são as comidas que serão doadas, bem como a indicação da validade, data de produção e a forma de entrega. 

Com o cadastro, a doação fica visível para todas as instituições e pessoas físicas participantes da plataforma. Assim, basta aceitar o recebimento e combinar com o doador como será feita a entrega ou a retirada. 

No aplicativo, os participantes assinam um termo de responsabilidade e participam de um treinamento online sobre o armazenamento e a preparação de alimentos, conforme as normas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

Qual é a importância da doação de alimentos? 

O ato de doar alimentos é uma contribuição efetiva para melhorar os parâmetros de igualdade da sociedade. Ajudar as pessoas que mais precisam a suprir necessidades básicas, como se alimentar, é fundamental para a construção de uma sociedade mais igualitária e justa. 

A doação de alimentos deveria ser uma prática comum entre os brasileiros. Em um país com tantos habitantes, o compartilhamento de comida é uma maneira de ajudar outros compatriotas a sobreviverem com dignidade. Além disso, há inúmeros benefícios em participar de iniciativas como o Comida Invisível, por exemplo:

Evitar o desperdício 

Doar comida através do aplicativo ou mesmo diretamente é uma forma de evitar o desperdício de alimentos. A maioria pode ser doado em perfeitas condições para serem consumidos por outras pessoas; então, por que jogar fora? 

É entendível que você não queira comer ou que tenha sobrado comida, mas é preciso mudar o ato de simplesmente jogar alimentos fora. A doação é benéfica para a sociedade como um todo, evitando o desperdício e suprindo necessidades de outras pessoas. 

Melhorar a organização 

Ao doar alimentos, você consegue melhorar a organização de sua cozinha. Principalmente se você possui um restaurante, um bar, um hotel ou uma pousada, por exemplo, onde você lida com muita comida diariamente. 

Então, realizar a doação de alimentos é uma maneira de organizar a sua cozinha. Assim, você consegue ter uma noção real do quanto de comida você utiliza e do quanto sobra, evitando desperdícios e otimizando a sua organização, para manter alimentos dentro da validade e em bom estado para consumo. 

13.5.21

Alimentação saudável: Conheça os alimentos que podem contribuir com a imunidade e qualidade dos procedimentos odontológicos

A alimentação saudável é um hábito que deve ser construído aos poucos, mas que nunca pode ser deixado de lado, e isso por variados motivos, sendo o principal a melhora da qualidade de vida e ampliação da imunidade.

Ter qualidade de vida significa viver mais feliz, com equilíbrio e tranquilidade, sem a preocupação de que algo no corpo está errado. Desse modo, um dos aspectos de uma vida mais qualitativa é o cuidado com a saúde bucal e geral.

Na prática, a saúde bucal consiste em todo o cuidado feito nos dentes e boca para uma melhor mastigação e um sorriso mais bonito.

Com os cuidados corretos e o auxílio de um profissional, por exemplo, pode-se agregar benefícios significativos na autoestima e na confiança, bem como no funcionamento geral do corpo.

Isso significa que para manter a boca e os dentes saudáveis, é preciso tanto a higienização cotidiana como a realização de procedimentos odontológicos, como a profilaxia e o uso do aparelho invisivel e clareamento, melhorando o sorriso e garantindo uma maior qualidade de vida.

Para além desses cuidados, a alimentação também se mostra fundamental para manter a saúde bucal e melhorar o funcionamento geral, permitindo que os tecidos se mantenham nutridos.

Inclusive, muitas vezes, para que os procedimentos funcionem e se adequem de melhor forma, é necessário que haja um cuidado com a alimentação. Além disso, manter uma boa alimentação, como dito acima, traz mais qualidade de vida.

Assim, tanto para garantir saúde e bem-estar, como uma melhor recuperação de procedimentos diversos - como a colocação de aparelho dental invisivel, que pode gerar aftas -, é necessário investir em uma dieta mais equilibrada.

No presente artigo entenderemos como ter uma alimentação saudável e como ela ajuda a melhorar a imunidade e a qualidade dos procedimentos odontológicos, bem como quais são os efeitos da alimentação para o funcionamento de todo o corpo.

Os efeitos da alimentação na saúde bucal

A alimentação está intrinsecamente ligada à qualidade de vida e reflete em cuidados e pleno funcionamento do corpo, boca e dos dentes.

Abaixo iremos abordar os efeitos da alimentação nesses tecidos e a relação com as doenças bucais.

1.   Cáries

As cáries são velhas conhecidas de dentistas e pacientes, sendo considerada um dos problemas que mais preocupam, pois cada vez mais as pessoas desenvolvem esse quadro por conta do aumento no consumo de produtos industrializados e com alto teor de açúcar.

Além de produtos com alto teor de açúcar, outros elementos podem ajudar no aumento da cárie, como a falta de higienização dos dentes e uma alimentação desbalanceada.

Deste modo, para evitar que as cáries se manifestem, é preciso recorrer a uma alimentação de qualidade, diminuindo o consumo de açúcar e de alimentos gordurosos.

Além disso, para reduzir o risco de cáries, é necessário realizar a higienização corretamente e frequentar o profissional para avaliar a saúde bucal, que poderá aplicar procedimentos de prevenção e tratamento.

Nesses casos, o procedimento de clareamento dental também pode ser necessário para recuperar a estrutura, pois a ação das bactérias e da cárie também podem amarelar ou escurecer os dentes.

Mais ainda, a qualidade desse procedimento também se relaciona a alimentação, podendo ser prolongada por meio de um cardápio de qualidade.

2.   Doenças periodontais

Uma má alimentação pode gerar infecções em diversos locais do corpo, principalmente na região da boca.

Essas infecções acontecem por conta de diversas razões, mas principalmente por uma baixa imunidade no corpo que é favorecida pela alimentação inadequada, ou mesmo a ação das bactérias presentes na cavidade que também são estimuladas pela alimentação.

As aftas, feridas e outras infecções podem ser favorecidas pela alimentação incorreta e gerar demais processos inflamatórios.

Além disso, a falta de nutrientes necessários podem atingir as gengivas, tornando-as mais frágeis e interferindo em sua função, que diz respeito aos tecidos de sustentação dos dentes.

Dietas com alimentação rica em produtos industrializados e com grandes índices de sódio podem causar esse tipo de problema no tecido gengival, também sendo prejudiciais ao corpo, já que tais infecções podem atingir a corrente sanguínea e causar problemas cardíacos, como a chamada endocardite bacteriana.

Agora que entendemos alguns dos problemas que podem ser gerados pela falta de uma alimentação equilibrada ou procedimentos durante o período de recuperação, entenderemos quais os alimentos que contribuem para uma melhor imunidade e qualidade dos procedimentos como lente de contato dental, bem como quais alimentos são preferíveis evitar.

Os alimentos que podem e os que não podem

A alimentação é uma aliada ou uma inimiga, como vimos nos tópicos anteriores. Por isso abordaremos sobre quais são esses alimentos que ajudam e endossam uma melhor qualidade de vida.

1.   Alimentos bons

Alguns alimentos que ajudam na imunidade e na melhora da adesão dos procedimentos odontológicos são o azeite e castanhas que são gorduras boas, criando barreiras de proteção em volta dos dentes, evitando o surgimento de cáries - por exemplo.

Também podemos destacar as frutas, que são chamadas de alimentos detergentes, como a pêra, a maçã e a laranja que elimina resíduos de alimentos na superfície dental.

Esses são apenas alguns exemplos de alimentos benéficos, sendo que as vitaminas e fibras complementam o cardápio de produtos indicados.

A vitamina C, por exemplo, também precisa ser destacada, visto que é uma grande aliada no fortalecimento do corpo e da imunidade, combatendo inflamações, bactérias e vírus que podem ter acesso ao organismo por meio da cavidade.

2.   Alimentos não recomendados

Alimentos que prejudicam a saúde do corpo, da boca e dos dentes e que precisam ser evitados ou consumidos em baixas quantidades são: o álcool, que provoca falta de saliva; o café, que amarela e escurece os dentes; e o refrigerante, que promove a cárie e as erosões dentárias.

Além disso, tais produtos influenciam na qualidade dos procedimentos, como o aparelho e o clareamento, que podem ser prejudicados e até afetar ainda mais a qualidade do dente quando aliados a esses alimentos - como nas manchas e resistência dental.

Assim, do mesmo modo que é preciso fazer cotação para saber quanto custa lente de contato dental para manter melhorar a cavidade, é necessário comer de forma equilibrada e saudável, bem como manter uma boa higienização para a manutenção dos dentes e do corpo em dia

Conteúdo originalmente desenvolvido pela equipe do blog Qualivida Online, site no qual é possível encontrar diversas informações, dicas e conteúdos sobre os cuidados com a saúde física e mental.

21.10.20

O que são alimentos termogênicos e como eles agem no organismo?

Confira o que brócolis, laranja, gengibre, linhaça, kiwi, canela, café, óleo de coco, chá verde e pimenta vermelha têm em comum.

A ideia de que uma alimentação saudável e equilibrada é um fator primordial para manter uma boa saúde é cada vez mais comum. Além da qualidade e das propriedades nutricionais dos alimentos, uma boa dieta presa pelas melhores combinações, quantidades e horários para se alimentar.

Nos últimos anos, um grupo de alimentos que vem se popularizando é o termogênico, que exige maior quantidade de energia do organismo humano para ser digerido, acelerando o metabolismo. Esse processo faz com que a digestão gaste mais calorias, o que torna essa classe conhecida, especialmente, em academias.

Embora todos os alimentos sejam termogênicos em algum grau, alguns são mais potentes do que outros. Esse é o caso da laranja, do brócolis, da linhaça, do bacalhau, da couve, do salmão, do gengibre, da canela, do pimentão, do óleo de coco, do chá verde, do kiwi, da pimenta vermelha, do café e de alimentos com cafeína.

Processo fisiológico

Os termogênicos são alimentos que aumentam a temperatura térmica do organismo, fazendo com que use suas reservas de energia e gordura para digeri-los. Fisiologicamente, quando uma pessoa consome alimentos termogênicos, seus músculos gastrointestinais começam a se contrair mais rapidamente.

Isso promove maior secreção de sucos digestivos e demanda energia para os nutrientes serem absorvidos pelo organismo. Esse processo, conhecido fisiologicamente como “termogênese”, é o que faz o corpo consumir energia e produzir calor.

Incorporação na dieta

Apesar de serem procurados, principalmente, por quem quer perder peso, somente a ingestão de termogênicos diariamente costuma ser insuficiente. É preciso aliar o consumo desses alimentos com a prática de atividades físicas com regularidade, capaz não só de gastar calorias, como também melhorar a saúde cardiovascular e o condicionamento físico geral.

O excesso de alimentos termogênicos pode provocar efeitos como insônia, tontura, dores de cabeça e problemas no aparelho digestivo. Por isso, é fundamental ter o acompanhamento de um nutricionista durante esse processo, a fim de determinar as quantidades e os horários para o consumo, de acordo com as características fisiológicas de cada pessoa.

Óleo, temperos e frutas

O óleo de coco é um alimento reconhecido por sua versatilidade, podendo ser utilizado para cozinhar alimentos, fortalecer o couro cabeludo e melhorar a saúde da pele. Além disso, ele é um termogênico e contém ácidos graxos, capazes de estimular o metabolismo. Uma boa dica é substituir, com moderação, parte das suas fontes habituais de gordura por óleo de coco.

Alguns temperos também têm propriedades termogênicas potentes, como ocorre com a canela, recomendada para controlar os índices de açúcar no sangue. Outros exemplos são o gengibre e a pimenta vermelha, que possuem uma substância denominada capsaicina, capaz de aumentar a produção de calor no organismo e, por consequência, a transpiração.

As frutas ricas em vitamina C, como o limão, a laranja, o abacaxi, o tomate e a tangerina, também são fortes termogênicos. Um bom jeito de incorporar algumas delas na alimentação é preparar água saborizada, que consiste em deixar alguns pedaços de determinado fruto de molho por algumas horas.

Leguminosas, cafeína e integrais

Além de serem uma fonte importante de proteínas, vitaminas e minerais, garantirem uma sensação de saciedade mais duradoura e promoverem um bom funcionamento do intestino, as leguminosas são bons termogênicos. Por isso, feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha são alimentos indispensáveis.

Entre as bebidas fortemente termogênicas, destacam-se o chá verde e o café. Ambos possuem cafeína, substância que potencializa a queima de gordura. Um estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de Genebra, na Suíça, mostrou que somente a cafeína queima 65 calorias a menos por dia do que a combinação dela com o extrato de chá verde.

Outro grupo importante são os integrais, como arroz, pães e massas, além de quinoa e aveia. Isso ocorre por serem ricos em fibras alimentares, que não são facilmente absorvidas pelo intestino, então, exigem mais energia para serem digeridas, sem aumentarem muito o teor de glicose, em comparação a outros carboidratos.

21.12.20

Ceia para o seu pet: saiba quais alimentos podem fazer parte

Descubra quais alimentos estão autorizados e quais devem estar fora do cardápio do seu pet


Durante as festas de fim de ano, é tradicional ter momentos específicos para realizar uma grande ceia, festas ou amigo oculto.


Quem tem animal de estimação sabe que eles estão presentes em todas estas ocasiões e, exatamente por isso, devemos ter atenção redobrada com os pets.


Algumas comidas podem ter um cheiro extremamente atrativo para os animais. Para conseguir saciar a vontade e os pedidos dos pets, é preciso estar atento aos alimentos que podem ou não serem dados para eles.


Diferente dos humanos, os animais de estimação não possuem um estômago tão forte. Por isso, algumas comidas devem ficar fora do cardápio dos bichinhos da casa.


Nessa época de fim de ano é muito comum ouvir-se falar de algum animal com intoxicação alimentar, que podem apresentar vômitos, apatia, dor abdominal e, em alguns casos, falta de apetite.


Além do desconforto e dos sintomas apresentados acima, alguns alimentos podem acabar sendo fatal para os animais, por isso, ao menor sinal desses sintomas, especialistas aconselham ir ao veterinário o mais rápido possível.

Mas, afinal, quais comidas são proibidas para os animais?

Algumas frutas até estão autorizadas a serem degustadas pelos bichinhos. Entretanto, existem outras que não podem ficar nem perto do seu pet.


A uva, uva passa e frutas com sementes - como pêssego e ameixas - não devem estar em um local de fácil acesso para os animais. 


No caso das uvas e das uvas passas, elas podem ocasionar insuficiência renal, vômitos e apatia. No caso das frutas com semente, se não tomar cuidado, as sementes podem causar obstruções, hemorragias e até mesmo envenenamento.


Os ossos restantes do seu prato também não é interessante ser dado para o seu pet, pois muitas vezes, são os ossos que causam lesões na boca e nos dentes do animal.


Por serem muito fáceis de quebrar, alguns pedaços dos ossos podem acabar ficando presos nas paredes estomacais, causando problemas sérios.


Chocolates e bebidas alcoólicas também estão fora de qualquer cardápio. O chocolate pode ser fatal, e as bebidas alcoólicas, por sua vez, provocam vômitos, problemas de coordenação e também podem levar à morte. 


Alimentos muito gordurosos como pizza, carnes com muita gordura, linguiça e frutos do mar devem ser evitados.


Uma boa opção é adquirir petiscos que contenham alguns sabores diferentes, isso será bom para o seu pet e não causará nenhum dano se dado com moderação.

Alimentos que seu pet pode ingerir e seus benefícios

Alguns médicos veterinários aconselham os tutores a oferecer carnes para os cães, enquanto outros ficam mais reclusos perante essa situação.


Isso se deve ao perigo do cão adquirir alguma doença ou parasitas no momento em que ingere a carne crua.


Porém, é importante lembrar que independente do alimento que será oferecido ao seu pet, é extremamente necessário que o alimento tenha origem de procedência. 


Quando se trata de alimentos como verduras, legumes e frutas, é essencial que eles sejam lavados antes do consumo.


Porém, existem algumas carnes que estão liberadas para participarem do prato do seu pet, como a carne de bovino, caprino, peixe e carnes de caça em geral.


A escolha, claro, vai do que o paladar do seu pet mais se interessar, da saúde do seu pet e de quanto o tutor estará disposto a investir.


As carnes mais oferecidas e seguras para serem ingeridas pelo seu pet são os frangos, carnes vermelhas e cordeiros. Lembrando que não é aconselhável deixar ossos quando for dar a carne para o pet!


As frutas são outras opções deliciosas que podem ser colocadas no cardápio do animal. Ressaltando que algumas das frutas que serão apresentadas abaixo contém sementes e elas devem ser sempre retiradas antes de dar para o seu animal de estimação.


A banana é uma fruta rica em potássio e carboidratos, e elas podem ser oferecidas como recompensa ou até mesmo serem misturadas com o alimento do dia.


Pera e maçã também não ficam de fora. A pera é rica em antioxidantes como vitaminas C, E e vitaminas B1 e B2. A maçã oferece diversas vitaminas e minerais que fazem muito bem para o seu pet. Ofereça elas em cubos e não deixe as sementes.


Frutas como kiwi, melancia, coco, melão, laranja e mamão estão entre as outras frutas que podem ser oferecidas para os animais sem maiores preocupações.


Todas elas possuem vitaminas e fibras, destacando a melancia e o melão que ajudam a refrescar bastante em dias mais quentes, e auxiliam na hidratação.


Mas como todos os alimentos, não é interessante deixar seu pet ingerir esses alimentos de forma exagerada, pois podem acabar pesando no estômago do seu animal de estimação.



Visite um médico veterinário

Caso você não tenha certeza do que se pode oferecer para o seu pet, é indicado ir à uma clínica veterinária de confiança para que passem uma boa e confiável lista de alimentos que podem ser ingeridos pelos pets.


Como já falado, alguns alimentos podem causar sérios problemas à saúde dos animais e, por isso, deve-se ficar atento aos sintomas que o seu pet esteja apresentando - como vômito, apatia ou tontura. 

19.12.18

Para que Serve a Vitamina E


A vitamina E é essencial para o corpo humano e veremos que é encontrada em diversos alimentos facilmente disponíveis para aquisição. 

Essencialmente, a vitamina E é uma vitamina que se dissolve basicamente em gordura, e além dos alimentos que a possuem, podemos encontrá-la também em suplementos alimentares. Entenderemos aqui para que serve a vitamina E e também quais os alimentos que devemos consumir para encontrá-la.


Para que serve a Vitamina E


A vitamina E é capaz de trazer diversos (se não inúmeros) benefícios ao corpo humano. Ela serve como agente antioxidante, na prevenção de doenças cardiovasculares, sistema imunológico, rejuvenescimento da pele e etc.

Em questões médicas, a vitamina E é extremamente eficiente e altamente recomendada no tratamento de distúrbios de movimento, como a ataxia, pois esta é comumente relacionada à deficiência de vitamina E. Em casos como este, é muito comum que o médico receite suplementos de vitamina E para o tratamento.

Além disso, a vitamina E também é normalmente utilizada para o tratamento de Alzheimer, desordem sanguínea, anemia, controle de dores menstruais e relacionados. De forma simples, podemos ver para que serve a Vitamina E na seguinte listagem:

    * Retardamento do envelhecimento por ser uma vitamina antioxidante
    * Prevenção e controle de doenças cardiovasculares
    * Tratamento e renovação celular da pele
    * Tratamento de demência ou mesmo outras complicações de ordem cerebral
    * Fortalecimento do sistema imunológico

Além de tudo isso, a vitamina E também tem se mostrado eficiente na aceleração do metabolismo, sendo então considerada uma importante aliada na perda de peso.

A falta ou deficiência de vitamina E no corpo pode causar anemia e fragilidade do sistema imunológico, deixando o organismo mais suscetível a problemas virais, problemas de pele e também de circulação.

Portanto o consumo de vitamina E é importante e altamente recomendado a todos. Veremos adiante que o seu consumo é muito simples, uma vez que há diversos alimentos que possuem a vitamina E naturalmente.

Em quais alimentos podemos encontrar a Vitamina E?

Muitos são os alimentos que possuem vitamina E e aqui mostramos quais alimentos consumir para encontrá-la. Ela é largamente encontrada em óleo de gérmen de trigo, cereais, óleos vegetais, carnes, ovos, diversas frutas e diversos legumes.

Dentre os alimentos extremamento ricos em vitamina E podemos citar os seguintes:

    Óleo de gérmen de trigo
    Semente de girassol
    Óleo de girassol
    Castanha-do-pará
    Pistache
    Espinafre
    Aspargo

Além dos alimentos acima que são muito ricos em vitamina E, ela também pode ser encontrada em quase todos os vegetais escuros e também algumas espécies de peixe como salmão e sardinha. Algumas frutas, como o abacate, também são ricas em vitamina E e podem ser livremente consumidas, uma vez observadas as possíveis restrições médicas.



Contraindicações e recomendações gerais da Vitamina E


Em condições gerais, a vitamina E é segura para o corpo se for consumida dentro da quantidade diária recomendada de 15mg, seja através da ingestão oral ou mesmo aplicação sobre a pele através de compostos químicos. Todavia, é importante notar que o consumo exagerado ou além do indicado pode causar efeitos reversos, podendo até mesmo provocar a morte.

Portanto, é de muito bom senso procurar orientação médica antes de se optar por adotar o consumo de suplementos alimentares que sejam ricos em vitamina E. Da mesma forma, deve-se considerar a orientação de um nutricionista ou profissional de saúde ao optar por enriquecer a dieta com alimentos que possuam a vitamina E.


17.12.19

Maioria dos vegetais é segura para consumo; 8% têm irregularidades

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Reprodução Divulgação

Um estudo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que avaliou 42 tipos de alimentos entre 2015 e 2018, identificou que 8% das amostras apresentaram inconformidades em relação a resíduos e contaminantes. Desse percentual, a quase totalidade (7%) está relacionada a resíduos de pesticidas e 1%, à presença de contaminantes. Do total de amostras avaliadas, 53% não apresentaram resíduos ou contaminantes e 39% apresentaram essas substâncias em patamar abaixo do limite definido no Brasil.

As informações são da Agência Brasil

A pesquisa, que faz parte do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vegetal), analisou amostras de batata, tomate, cebola, beterraba, alho, pimentão, alface, cenoura, banana, soja, morango, castanha do Brasil, pimenta do reino, feijão, arroz e milho entre outros.

Dentre os produtos que apresentaram inconformidades, o estudo identificou 11% dos alimentos com violações em relação à presença de agrotóxicos. Entre os problemas estão o uso de defensivos proibidos no Brasil, o emprego de pesticidas não permitidos para uma determinada cultura e índices acima do permitido.

Pimentão e morango
Os dois produtos de origem vegetal com maiores índices de problemas foram o pimentão e o morango. “O pimentão e morango são culturas que têm suporte insuficiente. Eles não têm a devida carteira do produto para os agricultores”, disse em entrevista coletiva, o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério, Glauco Bertoldo.

Os técnicos do Ministério da Agricultura não consideram, no entanto, que o resultado justifique evitar o consumo desses alimentos e dos demais. “Os produtos não apresentam nenhum risco crônico e baixíssimo risco agudo para consumo humano”, acrescentou o diretor e responsável pelo estudo.

Ano a ano
No comparativo ano a ano, foi verificada queda do índice de desconformidade. Em 2015, o percentual ficou em 15% dos alimentos avaliados; em 2016, caiu para 10%; em 2017, oscilou para 11%; e, em 2018, apresentou nova queda, para 8%.

Um dos motivos para a queda do índice de desconformidade foi a ampliação do número de registros de agrotóxicos. Dados do Mapa mostram que o número de defensivos aprovados por ano cresceu de 139, em 2015, para 449 em 2018 – um aumento superior a três vezes.

“Existiu interesse econômico de registrar um defensivo para uma outra cultura e é ampliado para ela [essa cultura]. Nesses casos, aquele produto que não era permitido para uma cultura passa a ser autorizado e isso aumenta a conformidade [dos alimentos]”, explicou Glauco Bertoldo.

Tipos de violações

Dos 11% dos alimentos encontrados em desconformidade, 6,6% se enquadravam em um agrotóxico não permitido para aquele tipo de produção (como um pesticida usado em determinado alimento mas vetado para outro), 2,75% estavam relacionados ao emprego de defensivos acima do limite estabelecido e 1,5% estava vinculado ao uso de substâncias de uso vetado no Brasil.

Na comparação com médias internacionais, enquanto a desconformidade identificada pelo Ministério da Agricultura ficou em 11%, nos Estados Unidos, um relatório da Administração de Alimentos e Remédios do país (FDA) ficou em 3,8%, em 2017.

Diferença

O percentual identificado pelo estudo do Ministério da Agricultura difere do encontrado por outro estudo, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a pesquisa do órgão, 23% dos 14 tipos de alimentos examinados apresentaram resíduos tóxicos. De acordo com o diretor do Mapa, os resultados variam porque a metodologia de pesquisa é diferente, com tipos de alimentos e origem de amostras distintas.

“Os programas são complementares. O do ministério tem olhar mais atento ao uso e boa prática econômica, já a Anvisa vê o risco à saúde humana. A gente acaba definindo o escopo dos produtos de maneira diferente. Outra coisa que explica [o resultado distinto] é o ponto de coleta. Ele influencia ao passo que a Anvisa coleta no varejo e nós coletamos em propriedades rurais e centrais de abastecimento. Como nosso produto é mais rastreável, tende a ser maior a conformidade”, ressaltou Glauco Bertoldo.

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