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4.4.19

História do Descobrimento do Brasil

Imagem reprodução e divulgação internet

Em 22 de abril de 1500 chegava ao Brasil 13 caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral. A primeira vista, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e chamaram-no de Monte Pascoal. No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil.

Após deixarem o local em direção à Índia, Cabral, na incerteza se a terra descoberta se tratava de um continente ou de uma grande ilha, alterou o nome para Ilha de Vera Cruz. Após exploração realizada por outras expedições portuguesas, foi descoberto tratar-se realmente de um continente, e novamente o nome foi alterado. A nova terra passou a ser chamada de Terra de Santa Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil, ocorrida no ano de 1511, nosso país passou a ser chamado pelo nome que conhecemos hoje: Brasil. 

A descoberta do Brasil ocorreu no período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha exploravam o oceano em busca de novas terras. Poucos anos antes da descoberta do Brasil, em 1492, Cristóvão Colombo, navegando pela Espanha, chegou a América, fato que ampliou as expectativas dos exploradores. Diante do fato de ambos terem as mesmas ambições e com objetivo de evitar guerras pela posse das terras, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, em 1494. De acordo com este acordo, Portugal ficou com as terras recém-descobertas que estavam a leste da linha imaginária (370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde), enquanto a Espanha ficou com as terras a oeste desta linha. 

Mesmo com a descoberta das terras brasileiras, Portugal continuava empenhado no comércio com as Índias, pois as especiarias que os portugueses encontravam lá eram de grande valia para sua comercialização na Europa. As especiarias comercializadas eram: cravo, pimenta, canela, noz- moscada, gengibre, porcelanas orientais, seda, etc. Enquanto realizava este lucrativo comércio, Portugal realizava no Brasil o extrativismo do pau-brasil, explorando da Mata Atlântica toneladas da valiosa madeira, cuja tinta vermelha era comercializada na Europa. Neste caso foi utilizado o escambo, ou seja, os indígenas recebiam dos portugueses algumas bugigangas (apitos, espelhos e chocalhos) e davam em troca o trabalho no corte e carregamento das toras de madeira até as caravelas. 

Foi somente a partir de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, que a coroa portuguesa começou a interessar-se pela colonização da nova terra. Isso ocorreu, pois havia um grande receio dos portugueses em perderem as novas terras para invasores que haviam ficado de fora do tratado de Tordesilhas, como, por exemplo, franceses, holandeses e ingleses. Navegadores e piratas destes povos, estavam praticando a retirada ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar, visando um promissor comércio desta mercadoria na Europa.

Conheça muito mais sobre a história do Brasil!

FILMES SOBRE A HISTÓRIA DO BRASIL

- DESMUNDO, Brasil, 2003, 101 min., direção de Alain Fresnot, Columbia Filmes. 

  Temas: Brasil Colonial; escravidão indígena, sociedade colonial. 

- CARLOTA JOAQUINA PRINCESA DO BRAZIL, Brasil, 1995, 100 min., direção de Carla Camuratti, Europa Vídeo.

  Temas: a vinda da família real portuguesa para o Brasil; guerras napoleônicas; contexto histórico anterior à Independência do Brasil. 

- O DESCOBRIMENTO DO BRASIL, Brasil, 1937, direção de Humberto Mauro, 90 min., D.F.B. (Distribuidora de Filmes Brasileiros). 

  Temas: Chegada dos portugueses ao Brasil; expansão marítima e comercial portuguesa nos séculos XV e XVI.

- ZUZU ANGEL, Brasil, 2006, direção de Sergio Rezende, 103 minutos.

  Temas: Ditadura Militar no Brasil.

- A MISSÃO, Inglaterra, 1986, direção de Roland Joffé, 126 minutos.

  Temas: Guerras Guaraníticas, Escravidão Indígena, Jesuítas, Sete Povos das Missões.

- CARAMURU, A INVENÇÃO DO BRASIL, Brasil, 2001, 100 min., direção de Guel Arraes

  Temas: Início da colonização portuguesa no Brasil, relação entre índios e portugueses.

- GUERRA DE CANUDOS, Brasil, 1997, 170 min., direção de Sérgio Rezende

  Temas: Guerra de Canudos, conflitos sociais no início da República.

- LAMARCA, Brasil, 1994, 130 min., direção de Sérgio Rezende

  Temas: Ditadura Militar no Brasil, movimento de guerrilha contra a ditadura.

- OLGA, Brasil, 2004, 141 min., direção de Jayme Monjardim

  Temas: Era Vargas, Estado Novo

- O QUE É ISSO COMPANHEIRO?, Brasil, 1997, 110 min., direção de Bruno Barreto

  Temas: Ditadura Militar no Brasil

- MAUÁ, O IMPERADOR E O REI, Brasil, 1999, 135 min., direção de Sérgio Rezende

  Temas: Brasil Imperial, início da industrialização no Brasil

- QUILOMBO, Brasil, 1986, 119 min., direção de Carlos Diegues

  Temas: escravidão no Brasil Colonial, resistência dos escravos, Quilombo dos Palmares

DOCUMENTÁRIOS SOBRE A HISTÓRIA DO BRASIL:

- O VELHO A HISTÓRIA DE LUIS CARLOS PRESTES, Brasil, 1997, 105 min., direção de Toni Venturi, documentário, Versátil Home Vídeo.

  Temas: movimento comunista no Brasil; Coluna Prestes; trajetória dos partidos de esquerda.

- HÉRCULES 56, Brasil, 2006, 93 min., direção de Sílvio Da-Rin

  Temas: Ditadura Militar no Brasil

Quer mais sobre a História do Brasil?

Acesse: www.historiadobrasil.net

Sucesso, Saúde, Proteção e Paz!
#sejahojediferente

24.8.21

Testando os limites da parceria China e Brasil


O Brasil é o parceiro econômico e político mais importante da China na América do Sul, bem como um participante-chave no grupo de potências emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS) que a China cada vez mais lidera.
 
Quando se trata de aspirações globais, China e Brasil têm estado historicamente em sincronia em suas críticas à ordem internacional liberal, se não em seus remédios preferidos. Historicamente, suas prescrições para a política externa diferem em aspectos importantes. 

A China preferiria uma ordem mundial que melhor acomodasse seus interesses e está se tornando menos relutante em usar a ameaça da força na política externa para manter sua ascensão em sua vizinhança geopolítica. O Brasil tradicionalmente prefere uma ordem internacional liberal baseada em regras que se aplica a todos, especialmente às superpotências. Ao contrário da China.

Desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu o cargo em janeiro de 2019, esse padrão histórico foi derrubado.
 
Bolsonaro e sua equipe de política externa adotaram uma agenda fortemente pró-EUA (especificamente pró-presidente Donald Trump) internacionalmente, incluindo o engajamento em críticas frequentes à China. No mercado interno, a parceria com a China gerou polêmica em alguns setores.
 
Especificamente, a parceria é criticada pelo setor manufatureiro brasileiro, que enfrenta forte concorrência dos produtos chineses e carece de acesso recíproco ao mercado chinês, e por eleitores nacionalistas-populistas que apóiam o Bolsonaro. Os interesses de exportação agrícola, por outro lado, favorecem um relacionamento forte com Pequim porque a China é um importante mercado para seus produtos.

Embora inicialmente contidos em resposta às críticas do governo Bolsonaro, diplomatas chineses contra-atacaram em 2020 em entrevistas e artigos com a mídia local,

Essa dinâmica de confronto é um distanciamento marcante da tendência histórica nas relações Brasil-China, que tendeu para relações econômicas e políticas mais profundas. A China tem um interesse de longo prazo em um relacionamento diplomático estreito com o Brasil, importante tanto para sua estratégia na América Latina quanto para maximizar sua liderança global. É improvável que Pequim queira que essa tensão se torne o “novo normal” em suas relações com o Brasil. Diante da pandemia de COVID-19, o governo Bolsonaro seguiu um curso errático entre a retórica conciliatória, a busca de ajuda chinesa contra o novo coronavírus, e outras críticas.

Apesar das preferências de sua atual equipe de política externa, o Brasil tem importantes interesses estratégicos de longo prazo em manter uma parceria de trabalho com a China.

EVOLUÇÃO DA “PARCERIA ESTRATÉGICA” CHINA-BRASIL

O caminho do Brasil em direção ao status de potência emergente tem sido difícil, pois ele tentou estratégias diferentes para garantir um assento à mesa para negociar um lugar na ordem internacional compatível com suas aspirações. Ela vacilou entre colaborar com os Estados Unidos, como ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial e durante a década de 1990 após o fim da Guerra Fria, e traçar seu próprio caminho autônomo para o status de grande potência durante a Guerra Fria e durante as primeiras décadas do século 21 . 

A cada vez, as aspirações do Brasil foram minadas por profundas crises em seus arranjos políticos e econômicos internos que desmentiram sua reivindicação ao status de grande potência.

Nos períodos em que buscou autonomia internacional, o Brasil encontrou na China um parceiro atraente para criticar a ordem internacional liberal fomentada pelos Estados Unidos a partir da Segunda Guerra Mundial. 

O governo militar brasileiro estabeleceu relações diplomáticas com a República Popular da China em 1974, encerrando o reconhecimento da República da China (Taiwan), e China e Brasil firmaram uma “parceria bilateral estratégica” em 1993, inicialmente focada na cooperação econômica e tecnológica, mas eventualmente evoluindo para uma parceria mais global.

Ambos priorizaram relacionamentos com o Sul Global baseados na solidariedade, não intervenção e respeito mútuo, contrastando deliberadamente sua abordagem com a das superpotências. Em particular, eles criticaram o grau em que os Estados Unidos ignoraram as regras da ordem liberal baseada em regras que supostamente defendia. 

O que uniu os dois países foi uma crítica ao sistema internacional em comparação com o mundo em desenvolvimento. Tanto a China quanto o Brasil têm buscado um rápido desenvolvimento econômico e tecnológico (embora a China tenha tido muito mais sucesso) e têm buscado a industrialização como um meio importante para a autonomia internacional e um assento na mesa das principais potências mundiais.

Uma das instituições de assinatura por meio das quais a cooperação internacional China-Brasil se tornou mais formalizada é a parceria com o BRICS. O BRICS reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul para tratar de questões globais de interesse mútuo. Um clube de “potências emergentes” (embora a Rússia esteja em declínio), o BRICS tem servido como um local para admiração mútua, para acordos de clube entre os membros e, às vezes, para propor uma ordem mundial alternativa. 

Particularmente ao buscar reformas na ordem internacional liberal, os países do BRICS propuseram alternativas às instituições existentes, como o Banco de Desenvolvimento do BRICS (uma alternativa para o Banco Mundial) e o Arranjo de Reserva de Contingência (uma alternativa para o Fundo Monetário Internacional).

Tanto a China quanto o Brasil descobriram que o BRICS é um mecanismo útil para sinalizar às grandes potências existentes que os Estados em ascensão têm a capacidade e o interesse em estabelecer suas próprias instituições globais, mesmo que ainda sejam nascentes e possam não prosperar.

FUNDAMENTOS ECONÔMICOS DA RELAÇÃO BRASIL-CHINA

O relacionamento da China e do Brasil é baseado em uma relação comercial e de investimento expansiva. A China começou a negociar no exterior com a América do Sul em termos significativos após 2000, inicialmente focado principalmente na aquisição de commodities para abastecer sua base industrial em rápido crescimento e alimentar sua população.  

O Brasil é uma das economias de exportação agrícola mais produtivas do mundo, rivalizando com os Estados Unidos nesta área, bem como um exportador significativo de produtos minerais. 

Em 2019, o comércio bilateral atingiu mais de US $ 100 bilhões, tornando a China o principal destino das exportações brasileiras.A rivalidade comercial China-EUA sob o governo Trump beneficiou o Brasil, à medida que a China deslocava seu comércio de alimentos dos Estados Unidos, e os exportadores agrícolas altamente competitivos do Brasil estavam ansiosos para compensar a falta. 

Depois de 2005, quando a China começou a investir no exterior, o Brasil também se tornou um destino significativo para seu investimento estrangeiro direto, primeiro no setor de commodities, mas depois em uma gama mais ampla de projetos de infraestrutura. 

Até 2017, mais da metade dos investimentos da China na América do Sul foram destinados ao Brasil. Embora não seja formalmente um alvo para a iniciativa Belt and Road da China, os interesses globais e os mercados de exportação do Brasil são claramente afetados pelos programas de investimento no exterior da China, principalmente porque tende a afastar o centro de gravidade econômico global dos Estados Unidos dos outros grandes parceiros comerciais internacionais do Brasil.

No entanto, nem todas essas tendências são totalmente positivas para o Brasil ou para seu relacionamento com a China. 

O Brasil tem sofrido um fracasso persistente na política industrial, o que, entre outros fatores, contribuiu para a desindustrialização de sua economia e a perda de empregos formais bem remunerados. Em parte, isso se deve à competição com as baratas importações de manufaturados chineses. 

O setor industrial brasileiro, tradicionalmente capaz de contar com um grande mercado interno, historicamente favoreceu políticas protecionistas e não é totalmente competitivo globalmente. Portanto, não está preparada para lidar com as importações chinesas relativamente mais baratas. Além disso, os fabricantes brasileiros enfrentam barreiras não tarifárias ao tentar exportar para a China. Embora as exportações do Brasil para a China tenham disparado desde 2000.

NAVEGANDO EM BAIXIOS ROCHOSOS: O GOVERNO BOLSONARO ANTAGONIZA A CHINA

Desde que ganhou o cargo em 2018, Bolsonaro oscilou entre a postura altamente crítica em relação à China que defendeu e uma abordagem conciliatória que reflete a importância das relações econômicas e comerciais entre os dois países. 

Sua equipe de política externa, liderada pelo chanceler Ernesto Araújo, representa uma ruptura radical com a recente tradição diplomática brasileira. Abandonando a política tradicional de autonomia do Brasil na política externa, o governo Bolsonaro adotou uma abordagem altamente pró-EUA, imitando as políticas internacionais do governo Trump, mesmo seguindo o exemplo dos EUA ao anunciar que mudaria sua embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém que resultou em fortes críticas de exportadores agrícolas brasileiros preocupados com os mercados do mundo árabe.

Desafiando essa tendência estão os governantes vistos como os “adultos da sala”, liderados pelo vice-presidente Hamilton Mourão, ex-general do Exército, e incluindo o ministro da Economia, Paulo Guedes, e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. 

O empresariado, em particular o setor agrícola, não é favorável a nenhuma política que atrapalhe as relações comerciais com a China, até porque considera improvável que os Estados Unidos se abram às importações de produtos agrícolas e de mineração brasileiros.

Embora as críticas do governo brasileiro à China tenham sido moderadas em 2019, especialmente na preparação para a cúpula do BRICS em Brasília, a crise da pandemia do coronavírus trouxe o pior da retórica anti-China de Bolsonaro à tona. 

Seus aliados e seguidores se envolveram em uma conspiração anti-China em torno das origens da pandemia na mídia social, alegando que é um ataque ao capitalismo, ecoando argumentos apresentados por círculos de extrema direita nos Estados Unidos. 

Na verdade, o grau de polarização política no Brasil só se compara ao dos Estados Unidos. Por exemplo, os partidários de Bolsonaro acusaram amplamente os “adultos da sala”, como Guedes, Cristina e Mourão, de serem “comunistas secretos” nas redes sociais. Nesse ínterim, diplomatas chineses responderam vigorosamente na mídia brasileira, gerando mais polêmica.

Tudo isso está acontecendo enquanto Bolsonaro, que tende a considerar a pandemia uma farsa, presidiu uma das piores respostas do governo à crise no mundo até hoje.

Desde o início da pandemia, Bolsonaro demitiu ou perdeu dois ministros da saúde, e nenhum substituto permanente foi nomeado ainda. 

A família de Bolsonaro é suspeita de vínculos com corrupção e outros crimes. Fala-se cada vez mais de impeachment em Brasília, e Bolsonaro carece de uma base sustentada de apoio no legislativo brasileiro. 

O Supremo Tribunal interessou-se profundamente pelas alegações feitas contra o presidente.Apoiadores do Bolsonaro encorajaram um golpe de estado militar se quaisquer ações fossem tomadas contra o presidente ou seus interesses.

Isso é particularmente significativo porque Bolsonaro militarizou cada vez mais seu governo, particularmente o ministério da saúde, o que coloca as forças armadas em uma situação incômoda, uma vez que oficiais militares sem experiência em saúde pública podem ser deixados na mão por um governo que está falhando adequadamente enfrentar a pandemia.

As forças armadas têm sido um parceiro silencioso de Bolsonaro ao longo de sua presidência, mas a situação atual pode colocar os militares normalmente populares em risco de sofrer danos à reputação. 

Para a China, pode ser melhor esperar o atual desastre político em Brasília. Bolsonaro carece de raízes profundas no sistema político ou partidário do Brasil. Além disso, o Brasil negocia duas vezes mais com a China do que com os Estados Unidos, tendência acentuada pelas recentes disputas comerciais entre os EUA e a China.

A ascensão da China como um contrapeso para a hegemonia dos EUA permanecerá atraente no longo prazo para as autoridades brasileiras e analistas de política externa que buscam maximizar a autonomia estratégica de seu país internacionalmente. Para a China, uma “parceria estratégica” atrai interesses políticos e econômicos significativos no Brasil, o que sugere que essa abordagem vencerá no longo prazo.

Por outro lado, para os Estados Unidos e o Brasil, seus interesses econômicos internacionais não estão naturalmente alinhados. Em muitos mercados importantes de exportação de commodities agrícolas e minerais, suas economias não são complementares, mas sim competidoras entre si. 

Além disso, os diplomatas brasileiros têm uma longa memória de todas as vezes em que os Estados Unidos desconsideraram os interesses do Brasil, muito menos não construíram um relacionamento especial. Os interesses do Brasil e dos EUA estão mal alinhados na América do Sul, uma área onde o Brasil busca preservar sua liberdade de ação em vez de cooperar. 

5.9.19

Para que serve a Semana da Patria?


O início da semana da pátria ocorre em 1 de Setembro e vai até o dia 7 de Setembro. Durante essa semana é relembrada a história da independência do Brasil.


História da Independência do Brasil


A independência do Brasil ocorreu em sete de setembro de 1822, porém para alcançar essa conquista, o Brasil passou por diversas fases de mudança que permitiram que isso ocorresse.

Começando pela vinda da Família Real para o Brasil, quando em 1808, Dom João VI deixou Portugal com sua família fugindo com medo da invasão de Portugal pela França, liderada pelo exército de Napoleão, que possibilitou que o Brasil se desenvolvesse, uma vez que se tornou a sede da corte Portuguesa.

Aqueles que ficaram em Portugal ficaram descontentes e começaram a pressionar Dom João para seu retornou a Portugal, que acabou ocorrendo tempos depois. Porém Dom João deixou seu filho, o Príncipe Regente Dom Pedro no comando do Brasil, tentando agradar os dois países.

Após assumir o comando, Dom Pedro percebeu que o interesse de Portugal era explorar os recursos do Brasil, tornando-o novamente uma colônia e resolveu tomar decisões que fossem mais favoráveis ao país, ganhando assim apoio do povo e da elite.




O Processo de Independência


Portugal então pressionou Dom Pedro a voltar para Portugal de forma imediata e determinou que representantes portugueses assumissem o governo, porém os fazendeiros e comerciantes mais influentes no Brasil, vendo o risco de perder as vantagens obtidas no governo de Dom Pedro, fizeram um grande abaixo assinado pedindo que Dom Pedro continuasse no Brasil e declarando o seu apoio e também iniciando as conversas sobre a independência.

Em 9 de Janeiro de 1822, ao receber o abaixo-assinado, Dom Pedro declarou que continuaria no Brasil, através da frase “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico”, passando aquele a ser conhecido como o Dia do Fico.

Dom Pedro então nomeou para o governo aqueles que o apoiavam e eram a favor da independência do Brasil perante Portugal e determinou que todas as ordens vindas de Portugal teriam que passar por sua aprovação.


Grito do Ipiranga


Portugal então se revoltou e mandou um comunicado exigindo o retorno imediato de Dom Pedro sob ameaça de invasão militar. Dom Pedro, que estava em viagem, recebeu o ultimato e achou inaceitável, e a margem do Rio Ipiranga selou a independência do Brasil através do chamado grito do Ipiranga “Independência ou Morte”.


Pós Independência


Após a declaração de independência, Dom Pedro foi coroado imperador do Brasil tornando-se Dom Pedro I. Somente após algum tempo o Brasil foi reconhecido com soberano e Portugal exigiu pagamento de uma indenização para reconhecer o Brasil como País.



Semana da Pátria Curiosidades


Durante a semana da pátria são organizados diversos eventos como desfiles, homenagens e festas que procuram conscientizar a todos sobre a importância da pátria e da história do Brasil, bem como do dever de cada cidadão para com o seu país.


Semana da Pátria na Educação Infantil


Nas escolas também são realizados vários eventos para que as crianças aprendam mais sobre a história do Brasil e sua importância.

16.8.21

Idosos no Brasil: Entenda os desafios, necessidades e direitos

Há alguns anos, o Brasil era conhecido por ser um país de jovens, mas  a realidade atual já é outra. O número de idosos no país cresce a cada ano e, consequentemente, há o aumento de cuidados específicos para essa parcela da população, principalmente em profissões como cuidador de idosos, especializações na área da saúde e da geriatria. 


O número de idosos no Brasil é de 32,9 milhões, conforme dados divulgados em 2019 pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Dessa forma, as pessoas com mais de 60 anos no país são maiores do que a população de crianças entre 0 a 9 anos, a diferença é de 6 milhões. 


Quer entender melhor a situação dos idosos no Brasil, os desafios, necessidades e direitos dessa população? Então, acompanhe a leitura!

Quais as condições de vida dos idosos no Brasil?

As condições de vida dos Idosos no Brasil IBGE são divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.



Um dos dados divulgados pelo Idosos no Brasil IBGE é que o Brasil tenha mais pessoas acima dos 60 do que a população com até 29 anos em 2055.


O estado do Sul do país, Rio Grande do Sul, se destaca com o maior número de idosos. A cidade gaúcha com o maior número de idosos é Coqueiro Baixo, a cada 10 pessoas, 3 possuem acima de 61 anos. 

Ranking de idosos por estado

Os estados com maior número de idosos no Brasil são:

1. Rio Grande do Sul: com 11,11% da população, fica em primeiro lugar no ranking.

2. Rio de Janeiro: possui 11,04% de pessoas acima dos 60 anos.

3. Pernambuco: com 9,44%, o estado de Pernambuco ficou em terceiro lugar. 

4. Santa Catarina: outro estado do sul do país, Santa Catarina possui 9,35%.

5. Ceará: o estado nordestino ficou em quinto lugar, com 9,34%.

Quantos idosos no Brasil 2020?

Em 2020, a população de idosos com idade igual ou superior a 60 anos chegou em 32,9 milhões. E os números tendem a aumentar nos próximos anos, a estimativa é que até 2050, os idosos no país serão 90 milhões, segundo estimativa realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 


Com isso, o Brasil será um dos países com a população mais idosa do mundo, ficando em quinto lugar no ranking até 2030. 


Essa tendência de crescimento indica que o país terá um recorde de população idosa e, consequentemente, terá que investir em melhorias das condições de vida para essas pessoas, por meio de políticas públicas e também da iniciativa privada, que deve oferecer mais serviços para oferecer melhores condições de vida para pessoas acima dos 60 anos. 

Quantos idosos vivem no Brasil?

Atualmente no país, o número de habitantes é de 210 milhões, e as pessoas com 60 anos ou mais representam 37,7 milhões da população brasileira. Os dados são do levantamento realizado pelo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).


O estudo do Dieese também mostrou como vivem os idosos no Brasil:

Moradia

Grande parte dos idosos no Brasil vivem em residências com outras pessoas, segundo Dieese cerca de 85% da população idosa moram com mais de uma pessoa.  A maioria deles mora com os filhos e netos. 

Trabalho

Alguns idosos ainda exercem atividades laborais no país, os dados apontam que 18,5% dos idosos no Brasil trabalham.

Renda

Os idosos no Brasil também são importantes para o complemento da renda, segundo os dados, 75% dos idosos contribuem com as despesas da família.

Saúde e necessidades dos idosos 

Outras importantes informações também foram coletadas, como o acesso à saúde, por exemplo. Cerca de 32% dos idosos do país possuem plano de saúde e 58% têm comorbidades - duas ou mais doenças juntas e relacionadas à mesma origem.


O envelhecimento da população requer cuidados e atenção a diversas enfermidades que são mais frequentes após os 60 anos.


Doenças mais comuns da população brasileira acima dos 60 anos:

  • Perda de audição

  • AVC

  • Pneumonia

  • Osteoartrose

  • Hipertensão arterial

  • Diabetes

  • Alzheimer e outras demências

  • Enfisema pulmonar

  • Catarata


Sendo assim, profissional como cuidador de idosos será cada vez mais imprescindível e procurado pelo mercado de trabalho. Ter profissionais qualificados para cuidar das necessidades diárias dessa população tende a ser cada vez mais valorizada, seja para os cuidados em domicílio, clínicas, hospitais ou em casas de repouso. 


Além de outras profissões da área da saúde, como medicina, enfermagem, fisioterapia e terapia ocupacional. A terapia ocupacional, por exemplo, já é utilizada para melhorar a qualidade de vida dos idosos, a mobilidade e é benéfica para pessoas com Mal de Alzheimer. 



Situação dos idosos no Brasil: direitos

Os idosos no Brasil possuem direitos que muitas pessoas ainda desconhecem, além de ter que respeitá-los, conhecer quais são eles permite que as famílias e idosos procurem e exijam que eles sejam cumpridos, seja pelos órgãos públicos ou sociedade.


Principais direitos dos idosos no Brasil:


Envelhecimento sadio: o Estado deve permitir que a população envelheça de maneira saudável, com acesso a saúde e políticas públicas que garantam o seu bem-estar. 


Sustento: os idosos que não tiverem como se sustentar, conforme Lei Orgânica da Assistência Social, terão direito a 1 salário mínimo mensal. 


Gratuidade: os idosos possuem direito a gratuidade a medicamentos, tratamento médico e próteses de habilitação ou reabilitação. 


Moradia: prioridade no acesso a imóveis de programas habitacionais. Moradia em instituições da esfera pública ou privada. 


Atendimento domiciliar: idosos doentes e incapacitados de irem até o posto de saúde, devem receber atendimento domiciliar realizado pelo SUS. 


Respeito: direito à inviolabilidade da sua saúde mental, física e moral. 


Deveres da sociedade com os idosos no Brasil:

  • Garantir a gratuidade nos transportes coletivos aos idosos acima dos 65 anos

  • Reservar 10% dos assentos em transportes coletivos aos idosos

  • Reservar 5% das vagas em estacionamentos aos idosos

  • Permitir o acesso à educação, saúde, convivência com a família e comunidade

  • Capacitar pessoas para atuarem como profissionais para atendimento e habilidades 

  • Garantir a dignidade  

  • Coibir tratamento violento, constrangedor e atos de violência ao idoso

  • Entre outros diversos deveres que a sociedade tem com os idosos do país


A sociedade tem o dever de direcionar cuidados especiais e adequados aos idosos no Brasil. Com isso, deve aumentar as oportunidades do mercado de trabalho para os profissionais que atuam nesta área, promovendo uma longevidade e qualidade de vida a essa importante parcela da população brasileira.

5.10.21

Saiba quais são os 8 principais minérios extraídos no Brasil


Os principais minérios extraídos no Brasil de acordo com a ANM são:

  • Ferro
  • Ouro
  • Cobre
  • Manganês
  • Estanho
  • Nióbio
  • Níquel
  • Alumínio

A soma destes correspondem a 98,6% da produção mineral brasileira que é comercializada. Nesse post, iremos comentar sobre os principais estados em que cada um deles é retirado e suas principais aplicações.

Minério de Ouro

Atualmente, o Brasil está em 11° lugar na exploração de minério de ouro e tem diversas áreas relativamente pouco conhecidas da Província Carajás, Tapajós, em partes de Mato Grosso e em outros estados que tem um grande potencial para sua exploração.

Segundo a ANM, na extração mineral brasileira, duas empresas concentram 51% da extração de ouro. A principal é a canadense Kinross, a outra é a sul-africana AngloGold. Os pequenos garimpos, por sua vez, correspondem a cerca de 10% da produção no país.

As principais minas estão localizadas nos estados do: Pará, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, havendo também na Bahia, Amapá e Maranhão.

Com o preço do ouro cada vez mais elevado neste ano, ele tem tudo para se tornar cada vez mais um dos principais minérios extraídos no Brasil.

Minério de Ferro

O Ferro é o minério mais exportado no Brasil, sendo responsável por 68% das exportações do setor mineral Brasileiro (IBRAM,2020). Com estes dados, o Brasil foi o 2° maior produtor desse minério neste período. 

Os principais estados produtores destes minério são os estados do Pará, principalmente na região de Carajás e o estado de Minas Gerais, na região do Quadrilátero Ferrífero.

O minério de ferro mais comumente encontrado é a hematita, que é uma forma oxidada do ferro. Ela possui hábito lamelar e intenso brilho metálico, sendo um importante mineral-minério de muitas jazidas de ferro.

Cobre

Segundo o Anuário Mineral Brasileiro (edição de 2018) publicado pela Agência Nacional de Mineração (ANM), as minas em que o minério de cobre é extraído no Brasil ocorrem apenas nos Estados do Pará, de Goiás e da Bahia. 

O cobre é largamente empregado para a produção de materiais condutores de eletricidade (fios e cabos), e em ligas metálicas como latão e bronze e por isso é um dos principais minérios extraídos no Brasil.

As principais minas estão localizadas nos seguintes estados:

  • PARÁ
  • GOIÁS 
  • BAHIA

Minério de Manganês

O manganês é o décimo segundo elemento mais abundante na terra e ocorre na natureza como óxido, hidróxido silicato e carbonatos, porém, apenas alguns minerais são considerados minerais-minérios.

As principais jazidas de manganês ocorrem nos estados do Pará e do Mato Grosso do Sul, sendo responsáveis por 90% da produção de manganês no Brasil. Além desses estados, o minério é extraído em Goiás, no Ceará e na Bahia. 

As principais minas são pertencentes a Vale, sendo a mina do Azul, no Pará a de maior destaque.

Estanho

O estanho é um dos principais minérios extraídos no Brasil e possui como principais minerais a Cassiterita e a Hematita, sendo utilizado para produzir diversas ligas metálicas, principalmente quanto a proteção para corrosão das mesmas.

O Brasil possui aproximadamente 9% das reservas mundiais de estanho contido em cassiterita, sendo a terceira maior reserva do mundo.

As reservas brasileiras localizadas na Amazônia inserem-se na Província Mineral do Mapuera (Mina do Pitinga), no Amazonas, e na Província Estanífera de Rondônia (minas Bom Futuro, Santa Bárbara, Massangana e Cachoeirinha).

Nióbio

As maiores reservas ativas de nióbio, em torno de 98,4%, estão no Brasil. Em segundo e terceiro lugar estão Canadá e Austrália, respectivamente, com apenas 1,11% e 0,46%.

Atualmente duas empresas extraem o nióbio no brasil, uma delas é a  CBMM, a maior produtora do mundo. A outra é a CMOC Brasil, subsidiária da China Molybdenum (CMOC), que fica em Catalão.

Os estados de Minas Gerais (cidades de Araxá e Tapira), Amazonas (São Gabriel da Cachoeira e Presidente Figueiredo) e Goiás (Catalão e Ouvidor) são os donos das maiores reservas nacionais.

Níquel

Por volta de 65% do níquel consumido são empregados na fabricação de aço inoxidável e cerca 12% é empregado em superligas de níquel, por fim, 23% é dividido na produção de outras ligas metálicas, baterias recarregáveis, cunhagens de moedas, entre outras aplicações.

Segundo a ANM, a Anglo American é responsável por quase 60% da extração brasileiral de níquel.

Os principais estados produtores de níquel são:

  • Goiás 
  • Pará 
  • Minas Gerais 
  • Piauí.
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Alumínio

O minério de Alumínio está entre os principais minérios extraídos no Brasil e é mais comumente encontrado na crosta terrestre como bauxita. O óxido de alumínio está presente em sua composição e a mesma  funciona como a mais importante matéria-prima para a produção do alumínio metálico.

O Brasil possui aproximadamente 7,8% das reservas mundiais de alumínio e é o terceiro país que mais produz esse minério.

Os principais Estados produtores de alumínio são:

  • Pará
  • Minas Gerais
  • Maranhão

Conclusão sobre os principais minérios extraídos no Brasil

Todos sabem que o Brasil é um país que possui uma grande diversidade geológica e com isso, possui jazidas de diversos recursos minerais.

Porém, um ponto a se destacar é que devido a extensão territorial brasileira, grande parte das áreas no país ainda são desconhecidas do ponto de vista geológico, com isso, estes principais minérios extraídos no Brasil, podem ser cada vez mais encontrados e ter sua exploração viabilizada.

27.9.19

Vale a pena comprar games nos Estados Unidos?


Variação do câmbio e aumento do dólar deixam os gamers confusos na hora de tomar uma decisão entre comprar jogos no Brasil ou nos EUA.

Grande parte das pessoas acredita que vale a pena comprar bens de alto valor agregado, como os videogames e smartphones, fora do país. Mas será mesmo que isso faz sentido em momentos de alta do dólar?

Com a variação do câmbio, essa questão se torna ainda mais pertinente. Vale a pena a conversão? Quais serão as taxas cobradas? O produto chegará corretamente? Essas são algumas perguntas que as pessoas que querem adquirir esses produtos no exterior costumam fazer. 

Impostos de eletrônicos adquiridos no exterior
Como já é de amplo conhecimento, o Brasil é um dos países com maiores taxas de impostos no mundo. Isso reflete diretamente quando um produto é importado do exterior, independente da sua natureza.

Mas, além disso, existe, por exemplo, o imposto de importação que é uma taxa cobrada pela Receita Federal logo quando o produto chega no Brasil. A Receita realiza essa taxação no centro de distribuição que recebeu primeiramente o produto.

Como funciona o imposto de importação
Se a pessoa exportou um produto e mora na Bahia, mas o objeto está parado no Rio Grande do Sul, significa que o objeto está passando por essa fiscalização no sul do país.

Quando a Receita determina que a taxa deve ser aplicada, o comprador recebe uma mensagem via web notificando que só receberá a mercadoria se pagar esse valor extra. Em sua grande maioria, ela só é cobrada quando o valor original do produto excede US$ 50,00.

O maior problema disso tudo é que o consumidor não sabe quando seu produto será taxado, aqui, ele precisa contar com a sorte, literalmente. Pode acontecer de um vídeo game de US$ 15 ser taxado e um smartphone de US$ 300, não.

Principais alíquotas
A alíquota do imposto de importação atua sempre em 60% em cima do valor final do produto, ou seja, somando frete e seguro. De acordo com as normas ditadas pela Portaria MF 156/99 em seu artigo 1º, em nenhum caso a alíquota pode extrapolar essa porcentagem ou ultrapassar US$ 3.000.

Mas é preciso estar atento, já que por mais que o valor do produto tenha sido convertido para real, a Receita fará uma nova conversão para aplicar o percentual, levando em consideração o valor total da importação que considera o valor original do produto, o frete e o seguro.

Vamos supor que um game importado custa nos EUA US$ 40,00. Seu frete foi US$ 30,00 e seguro US$15,00. Esse valores somam US$ 85,00. Quando a RF converte, esse valor fica próximo a R$ 341,00.

Em cima disso, pode ser cobrada uma alíquota de R$ 205,02. Então você precisa estar ciente que, em cima dessa base, o valor total com as taxas ficará em torno de R$ 546,02.

Os únicos produtos livres de qualquer taxa de importação são:

- livros, jornais e revistas;
- amostras de tecidos sem fins lucrativos; e
- medicamentos exigidos por receita médica.

Quais os preços dos games no Brasil e nos EUA?

Para tentar esclarecer se vale a pena ou não importar games, apresentamos um comparativo entre os valores dos jogos comercializados no Brasil e nos Estados Unidos.

Os preços foram retirados do site Amazon (nacional e internacional). Outro ponto importante é que na data que este artigo foi escrito, o dólar estava cotado em R$ 4,08.

Fifa 2019
Preço médio no Brasil: R$ 79,99
Preço médio nos EUA: US$ 21,25

GTA 5
Preço médio no Brasil: R$ 134,00
Preço médio nos EUA: US$ 28,45

God of War
Preço médio no Brasil: R$ 89,99
Preço médio nos EUA: US$ 25,99

Rocket League
Preço médio no Brasil: R$ 128,24
Preço médio nos EUA: US$ 22,80

Mortal Kombat X
Preço médio no Brasil: R$ 59,90
Preço médio nos EUA: US$ 16,69

Battlefield 1
Preço médio no Brasil: R$ 60,45
Preço médio nos EUA: US$ 11,52

Marvel's Spider-Man
Preço médio no Brasil: R$ 83,51
Preço médio nos EUA: US$ 34,99

Red Dead Redemption 2
Preço médio no Brasil: R$ 128,85
Preço médio nos EUA: US$ 36,50

Conclusão
Pelos números vistos acima, no caso dos games, vale mais a pena comprá-los em solo brasileiro. Dois motivos levam a essa conclusão: a variação do câmbio e a taxas cobradas pela Receita Federal.

Por isso, pesquise bastante na hora de adquirir um produto, seja comprando por aqui ou importado. Você, enquanto consumidor, é beneficiado ao gastar menos e obtendo uma boa experiência com o produto.

2.4.19

Os peixes que podem ser consumidos por brasileiros

Imagem Divulgação

O Guia de Consumo Responsável de Pescado, lançado hoje (2) pela WWF-Brasil, organização não governamental que integra a rede do Fundo Mundial Para a Natureza (WWF), pesquisou 38 espécies de peixe de maior valor comercial, que são as mais procuradas pelos consumidores.

Os peixes que podem ser consumidos por brasileiros

Do material avaliado, 58% ou o equivalente a 22 espécies foram classificados na categoria vermelha, como espécies oriundas de pescarias ou fazendas não sustentáveis e, que por isso, não devem ser consumidas. É o caso do camarão-rosa e do tubarão-azul (ou cação).

Na categoria amarela, foram listadas oito espécies, correspondentes a 21% do total, entre as quais se encontram a tilápia e o bonito listrado. Embora sejam provenientes de fontes que mostram algum risco à sustentabilidade, essas espécies podem ser consumidas, mas com moderação.

Na categoria verde, foram incluídas também oito espécies (21%) mais seguras para serem consumidas, como o salmão rosa e alguns tipos de moluscos.

A gerente do Programa Marinho da WWF-Brasil, Anna Carolina Lobo, especialista em gestão ambiental, observou que entre as espécies de pescado situadas na lista verde e recomendadas para consumo, nenhuma é produzida no Brasil, como o salmão, por exemplo, que vem do Chile. Somente na aquicultura, o país tem quatro espécies cultivadas na categoria verde, que são o mexilhão, a ostra do pacífico, a ostra do mangue e a vieira.

O guia revela ainda que, das principais espécies consumidas no Brasil e avaliadas pelo WWF-Brasil, apenas 28% têm opção de produtos com certificação quanto à sustentabilidade de pesca ou cultivo.

As espécies de maior valor comercial estão mais ameaçadas de extinção, como o camarão, por exemplo. Polvo e lagosta são outras espécies ameaçadas. “Estão acabando. Daqui a pouco, as pessoas vão parar de consumir” porque não há mais disponibilidade”, afirmou Anna.

Consumo consciente


O guia comprova que, além dos principais problemas enfrentados pelo Brasil na área pesqueira, que são a sobrepesca e a falta de gestão, outra dificuldade é a escassez de informações para o público consumidor em relação aos pescados vendidos.

“O Brasil é um dos grandes países que consomem carne de tubarão no mundo”. Anna Carolina afirmou que o tubarão é um animal em extinção, considerado topo de cadeia alimentar e importante para a biodiversidade marinha, mas a população acaba comprando tubarão com a falsa ideia de que é cação.

“As pessoas devem evitar (consumir). Não dá para ter esse consumo desenfreado. As pessoas têm que perguntar, procurar se informar”, sugeriu.

Segundo a gerente do Programa Marinho da WWF-Brasil, alguns pescados já são certificados, tanto de aquicultura, quanto de pesca comum. É preciso que haja uma mudança de comportamento do consumidor, para que ele passe a questionar sobre a procedência do pescado que pretende comprar e sua certificação.

Além do estado alarmante de conservação dessas espécies, Anna Carolina destacou outra questão que é a venda dos peixes para o consumidor final inteiramente contaminados, com muitas toxinas prejudiciais à saúde.

Um exemplo é o panga, classificado na categoria amarela, que deve ser consumido apenas ocasionalmente. A gerente do WWF-Brasil observou que algumas espécies de panga resultantes do cultivo em aquicultura são as melhores para serem consumidas, porque não estão contaminadas com toxinas de rios do Vietnã, Tailândia e Camboja, de onde a espécie é proveniente.

Método da pesca


Além disso, o consumidor deve estar atento aos métodos da pesca, porque alguns são extremamente nocivos. Nos cercos, por exemplo, somente as espécies maiores ficam presas na rede. Anna Carolina afirmou que outras espécies marinhas, como tartarugas e golfinhos, quando capturadas de maneira acidental, devem ser devolvidas ao mar por pescadores antes de tirar os cercos da água.

Já o método do arrasto para camarão é considerado uma das piores técnicas de pesca porque acaba trazendo todo o tipo de vida existente no fundo do mar.

“Invariavelmente, somente 10% da pesca de arrasto compreendem camarão, que seria o objetivo primário da pesca, e 90% são captura acidental, trazendo toda essa vida marinha que está no fundo do mar”. A maioria chega quase morta nos barcos, alertou.

Esse é o primeiro estudo do tipo lançado no Brasil, embora existam outros similares em outros países. “Aqui no Brasil, nunca nenhum tipo de guia foi feito em escala nacional, pela nossa falta de monitoramento e pela deficiência de gestão pesqueira no país”, disse ela.

O estudo levou três anos para ser concluído. A gerente do WWF acredita que, se a rede varejista mudar sua postura, adquirindo pescados certificados, os estoques poderão ser recuperados e um novo levantamento deverá ser feito dentro de alguns anos.

Programas de melhoria


Em alguns lugares da costa brasileira, a WWF-Brasil está implantando programas de melhoria de gestão pesqueira, como no litoral norte de São Paulo. Ali, algumas famílias pescam utilizando a técnica do cerco flutuante, oriunda do Japão, com baixo impacto ao meio ambiente.

Um trabalho é feito também com o consumidor final e os donos de restaurantes, além dos pescadores. “A gente espera que, para o futuro, o cenário esteja muito melhor e que a gente tenha conseguido alcançar, por meio dessa parceria com o setor privado e com o aumento da conscientização da sociedade, melhores níveis de saúde das espécies de peixe”, observou.

A Páscoa é um ótimo momento para as pessoas pensarem bem na hora de levar o pescado para suas casas, lembrou Anna Carolina.

Fonte: Agência Brasil

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