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12.7.22

Taxa SELIC: Como o aumento dos juros básicos influenciam no dia a dia do cidadão


Se tem uma coisa que as pessoas constantemente estão comentando e sobre a taxa SELIC e como ela pode impactar o público geral e até mesmo investidores iniciantes, abrangendo também pessoas que conhecem bastante sobre o mercado de investimentos.

Mas existem muitas pessoas que nem ouviram falar sobre essa tal taxa e, mesmo as que já ouviram, existe a possibilidade de nunca terem se interessado ou simplesmente não saber sobre o assunto, motivo pelo qual esse texto está sendo escrito.

Com isso em mente, o texto de hoje irá abordar a Taxa SELIC e como ela pode entrar em alta e ajudar o cidadão comum, explorando o seu conceito e o básico sobre como os juros funcionam e algumas dicas de aplicação.

Desde o cidadão que trabalha com contabilidade especializada em TI até o que trabalha em uma padaria, a taxa SELIC é um assunto que parece complicado e muitos não sabem como funciona na prática, mas é bastante tranquilo de entender.

Também existe o grupo de pessoas que tem interesse em investimentos e sobre os conceitos que envolvem esse mercado mas não conseguiram entender exatamente como funciona ou simplesmente não encontraram um material que sane as suas dúvidas.

Independentemente disso, mesmo uma pessoa que trabalha com outorga e licenciamento ambiental sabe que a taxa SELIC já movimentou bastante o mercado e, mesmo que agora menos pessoas se interessem por ela, isso não significa que se tornou menos importante.

Outro detalhe que precisa ser mencionado é que são diversos os fatores que podem ou não moldar e direcionar a tomada de decisões de um investidor e a SELIC é mais uma dessas variáveis que é preciso acompanhar para garantir a segurança e saúde do seu dinheiro.

Portanto, para melhor compreender sobre ela, os tópicos a seguir irão abordar os seus conceitos, definições e como pode impactar o mercado em si, mostrando como mesmo prestadores de serviços para desconto de títulos factoring podem se beneficiar. Confira.

O conceito da SELIC

De forma simples e bastante direta, conhecemos como SELIC a taxa utilizada pelo Banco Central como instrumento monetário para controlar a inflação. Ela influencia de maneira direta e indireta todos os investimentos e outras taxas de juros do país.

Isso significa que desde investimentos e aplicações, até mesmo sua compra no exterior é de alguma maneira influenciada, mesmo que pouco, pela SELIC e o seu nome se refere diretamente a Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

Assim como existem termos em consultoria tributaria contábil, quando falamos da área de juros, é bastante comum ouvir que a taxa está em alta, podendo então ajudar na tomada de decisões de um investidor se é o momento de investir, retirar ou simplesmente não alterar.

O Comitê de Política Monetária, também conhecido como COPOM, a cada 45 dias avalia o atual cenário econômico do país, decidindo se a taxa continua a mesma, se sobe de valor ou se diminui. Quanto mais alta a inflação da nação, maior será a taxa SELIC.

Portanto, mesmo que utilize seu dinheiro para quitar dívidas e investir em sua empresa de declaração de importação, a SELIC sempre estará variando e, independentemente se está alta ou baixa, sempre existe vantagem em conhecer sobre o assunto, como:

  • Entender o melhor momento para investimentos;
  • Acompanhar a variação para fazer empréstimos;
  • Saber o quanto a variação impactará seu investimento;
  • Saber o momento de tirar ou não mexer no dinheiro.

Em outras palavras, quanto mais entender sobre a SELIC e a sua alta, mais seguro e melhor investido o seu dinheiro estará, e mais seguro você ficará para saber o quanto ela pode ou não impactar o seu dia a dia.

Lembre-se que tudo isso está diretamente ligado à inflação e, consequentemente, afeta até mesmo o preço dos serviços de despachante aduaneiro comércio exterior que você contrata, por exemplo.

Pensando nisso, hoje iremos falar justamente sobre essas questões, fazendo com que você entenda sobre a SELIC, e fazendo com que você tenha o conhecimento sobre como ela impacta o cotidiano do cidadão.

Como a SELIC impacta o cotidiano do cidadão?

Agora que já entendemos melhor o que é a Taxa SELIC e como ela funciona, além de alguns benefícios em conhecer o máximo possível sobre o assunto, chegou o momento de melhor entender como ela pode impactar o dia a dia do cidadão comum.

Sendo assim, os tópicos a seguir irão reunir algumas informações sobre o tema de hoje. Sem mais delongas, confira:

01 - Empréstimos para projetos

Independentemente se o empréstimo é para fazer a viagem dos seus sonhos ou para abrir uma empresa como uma consultoria tributária, quando a SELIC está em baixa é uma excelente maneira de não só conseguir o empréstimo, mas para evitar juros altos.

Em tempos onde a SELIC está alta, os créditos e juros são mais altos e isso faz com que as pessoas evitem gastar dinheiro com investimentos e se atenham a pagar suas contas e viverem suas vidas normalmente, o que é indicado até certo ponto.

Portanto, caso opte por financiamentos, você estará pagando mais caro pelo serviço e isso pode prejudicar você. Pense nesses períodos em momentos ideais para juntar dinheiro e investir quando a SELIC baixar, momento esse que normalmente diminui a inflação.

A inflação afeta praticamente tudo que compramos, desde objetos mais comuns até mesmo comida no mercado e provisões, fazendo com que o valor seja mais caro, o que afeta diretamente o salário ao longo do mês e como gastamos ele.

Em outras palavras, assim como uma gestão de patrimonio familiar, o crédito e o financiamento mais caro afetam o quê, como e onde irá comprar, e como será a logística da sua casa ao longo do tempo que ficará pagando o que comprou.

02 - Existe a possibilidade do Dólar cair

Muitas pessoas têm essa pergunta e mesmo que de forma indireta o dólar pode diminuir dependendo de como estiver a taxa SELIC. E, consequentemente, isso significa que o cidadão comum pode pagar mais barato em diversos produtos.

Pensemos que quando a taxa SELIC está com um valor alto, isso tende a atrair um número maior de investimentos para o nosso país, fazendo com que tais investimentos façam com que o real seja mais valorizado e o dólar caia.

Quando o dólar está mais baixo, é necessário lembrar que não apenas os produtos que importamos dos países diminuem o seu preço, mas também diversos produtos nacionais que, consequentemente, são importados pelos vendedores e suas lojas.

03 - Você pode investir na SELIC

Como dito algumas vezes ao longo do texto, a SELIC é uma taxa que acaba influenciando praticamente tudo em nosso país e, mesmo que você não possa investir diretamente nela, é possível através de alguns títulos indexados a mesma começar o seu investimento.

A alguns anos atrás, se tornou bastante comum que as pessoas investissem no tesouro nacional e, através da SELIC, deixavam seu dinheiro lá ao invés de poupanças, rendendo conforme o tempo passava através de taxas baixas. Melhor do que deixar o capital parado.

Mas caso essa ainda não seja a sua vontade, é possível investir em outros tipos de títulos privados como LCIs, LCAs, CDBs, sem mencionar os prováveis CDI que são bastante semelhantes à taxa SELIC.

Claro que nesse caso em especial, é preciso estudar e entender a probabilidade de variação, se pode retirar o dinheiro antes, o quanto você perde com isso.

Mas isso pode afetar diretamente o cidadão comum, afinal, quando o mesmo aprende a investir, uma horizontes de novas possibilidades se abrem para ele.

Considerações Finais

O texto de hoje contextualizou o que é a taxa SELIC e como o aumento dela pode influenciar diretamente o cidadão brasileiro de todas as maneiras possíveis, explorando o seu conceito, as possibilidades e também as vantagens de aprender sobre o investimento.

Claro que tudo isso que foi mencionado ao longo do texto dependerá bastante de como cada pessoa investirá e procurará entender sobre os juros, mas tenha em mente que a inflação é sua principal inimiga e deve estar atento às suas variações.

Procure então não apenas entender como ela funciona mas também a, caso se sinta confortável, começar a investir de maneira tímida até entender como funciona exatamente e ter total segurança sobre a taxa e todas as suas funcionalidades.

Esperamos que o texto de hoje tenha sido bastante informativo. Utilize-o como orientação para aprender ainda mais sobre a taxa e como você pode se beneficiar dela nos períodos corretos.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

9.2.22

Spread bancário: saiba o que é e como calculá-lo


O
spread bancário é um termo que poucas pessoas conhecem, e que gera apreensão na maioria que entra em contato pela primeira vez, por se tratar de um elemento de impacto direto na economia familiar ou de uma empresa de sistema de monitoramento em nuvem.

Por isso, identificar e entender o spread bancário é muito importante, sobretudo para pessoas que buscam um controle financeiro melhor, bem como para aquelas que querem trabalhar efetivamente com esse tipo de atividade.

Para uma compreensão mais simples, é considerado o spread bancário a diferença entre juros que são pagos quando há algum investimento de seu dinheiro, independentemente do método que escolher, por exemplo:

  • Poupança;
  • CDB;
  • Fundos de investimento;
  • LCI.

Este valor também leva em conta os juros que são realizados pela aquisição de empréstimos e financiamentos, tanto no momento da tomada quanto da quitação desse tipo de interação.

Para facilitar, é importante entender esse tipo de interação para também compreender quanto seu dinheiro está realmente aprendendo com o apoio de uma consultoria fiscal.

Pois bem, se você aplica em um fundo de investimento que rende 10% de juros ao ano, mas possui um financiamento imobiliário que cobra 20% de juros, o spread bancário é 10%. Quanto mais operações você fizer que gerem lucro para os bancos, maior será essa taxa.

Por conta desse cálculo, que muitas vezes denota o quanto os bancos estão lucrando em cima de seus clientes, o spread bancário acabou ganhando tons de vilania para muitas pessoas, que têm receio de aplicar ou de trabalhar com o banco como um todo.

Entretanto, esse valor inclui uma série de custos que muitas vezes não são visíveis para o cliente comum, elementos importantes para sustentar toda a estrutura bancária e prestar os serviços necessários para o cliente, como o desenho e Melhoria de Processos.

Por isso, é importante entender o spread antes de rechaçá-lo como um todo, possibilitando que você consiga identificar pontos importantes dentro da estrutura financeira dos bancos e como aplicar isso da melhor forma possível em sua economia.

Conheça os itens relacionados ao spread bancário

Agora que você consegue identificar a grosso modo os elementos responsáveis pelo spread bancário, é importante entender os pontos que formam esse cálculo.

Além dos valores de juros de captação de recursos ou de empréstimos, existem alguns itens importantes para uma assessoria contábil no momento de trabalhar com essa conta, principalmente para evitar possíveis erros.

Estes itens são muitas vezes invisíveis, e estão embutidos no spread bancário para que as instituições consigam continuar prestando os serviços com qualidade, mas que geram um impacto direto no valor final desse tipo de operação.

Pois bem, entre os pontos estão:

Inadimplentes

A inadimplência é um dos maiores problemas que o mercado financeiro possui atualmente, e no Brasil, a taxa de inadimplência é considerada uma das mais altas do mundo. Por conta disso, as instituições financeiras acabam tendo mais dificuldade em oferecer serviços.

Normalmente, quando oferecem empréstimos ou financiamentos, essas empresas precisam de um tipo de margem de segurança que permite mais tranquilidade caso o cliente acabe por ficar inadimplente.

Uma empresa ou instituição financeira precisa da devolução desse dinheiro para conseguir ter sua margem de lucro e continuar operando normalmente, trabalhando com esse tipo de interação de maneira mais adequada.

Por isso, é possível dizer que a maioria desses estabelecimentos acaba embutindo na taxa de juros um valor de segurança para seus serviços, aumentando assim o spread bancário como um todo. 

Inclusive, esse é o principal argumento da maioria das instituições financeiras e contabilidade e consultoria sobre a questão dos altos juros.

Lucratividade

Nenhuma instituição financeira trabalha por caridade ou filantropia. Tratam-se de empresas que buscam efetivamente gerar lucro, além de pagar todas as contas necessárias, desde funcionários até equipamentos necessários para esse tipo de ação.

Mesmo empresas mais modernas e com conceitos diferenciados, como é o caso das fintechs, ainda têm como objetivo final gerar lucro para a empresa e principalmente para seus acionistas, se houverem.

Por isso, lucrar é uma parte importante da composição de juros que gera o spread bancário junto às instituições, garantindo o funcionamento adequado para esse tipo de companhia.

Pagamento de impostos

Alguns impostos, tanto do lado do cliente quanto do lado da instituição costumam ter um impacto direto no spread bancário, uma vez que eles são recolhidos diretamente na fonte, como é o caso dos seguintes:

  • IR (Imposto de Renda);
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido);
  • PIS (Programa de Integração Social).

Um dos impostos que tem maior visibilidade nas transações, mesmo aquelas de importação aérea, e é um dos principais argumentos dos bancos para o encarecimento dos custos e o aumento do spread é o IOF, ou Imposto sobre Operação Financeira, que é cobrado diretamente do consumidor.

Depósito compulsório

O depósito compulsório é uma instrumentalização de controle de dinheiro realizada pelo Banco Central. Com ele, é possível determinar os valores exatos que circulam na economia local.

Esse valor é uma determinação legal, e é obrigatório a toda e qualquer instituição financeira, referente a uma série de elementos como as poupanças e outras captações de depósitos, sejam eles à vista ou a prazo.

O FGC (Fundo Garantidor de Crédito), por conta disso, recolhe uma porcentagem de 0,0125% de todos os depósitos de suas instituições, garantindo assim uma proteção maior para os correntistas e investidores dessa instituição.

Isso porque o FGC permite a recuperação de determinados valores, limitados previamente, para o caso de falência ou liquidação da instituição financeira como um todo.

Por conta disso, estes valores acabam sendo incluídos no spread bancário, aumentando ainda mais o cálculo de juros para a instituição do sistema tms ou qualquer outra empresa, independentemente do ramo de atuação.

Custos administrativos

Aqui, incluem-se todos os gastos da operação comum dos bancos, o que envolve todo o trabalho com a agência e seus funcionários, além de lidar com caixas eletrônicos e centros de tecnologia.

Todos os valores de manutenção do negócio são abordados dentro do custo administrativo, o que acaba favorecendo as fintechs e bancos digitais. Isso acontece porque, uma vez que não há uma agência física para o trabalho, os custos acabam sendo reduzidos.

Esse é um dos principais motivos pelos quais o spread bancário de bancos digitais é menor, o que tem aumentando consideravelmente a quantidade de clientes que estas instituições de software gestão de ativos de TI possuem.

Ainda que estejam começando agora e não tenham o mesmo período de consistência no mercado que as agências bancárias tradicionais, o conteúdo digital tem ganhado cada vez mais força por conta de facilidades e pela redução do spread bancário.

Qual o impacto do spread na vida das pessoas?

O spread bancário deve ser compreendido para que você consiga aplicar da melhor maneira seu dinheiro e consiga trabalhar adequadamente seus investimentos. Quanto maior for a taxa de juros, mais resultado você recebe em suas aplicações financeiras.

Entretanto, é preciso ter em mente que taxas altas de juros são um problema para o incentivo ao consumo, reduzindo a produção e diminuindo o impacto das empresas no mercado, fazendo com que essa taxa comece a cair.

A redução no spread bancário é muito importante para gerar uma série de impactos positivos na vida das pessoas, sobretudo aquelas que estão com problemas de endividamento ou que têm dificuldade para conseguir bens materiais.

Por isso, é importante entender o impacto que o spread bancário tem na sociedade e os motivos que o levam a diminuir. Ainda que você perca um pouco em questão de investimentos, existem diversas atividades econômicas que se otimizam com esse tipo de ação.

As taxas no Brasil costumam ser razoavelmente altas, mas têm passado por alguns momentos de baixa recentemente, o que permite que as empresas contratem novos colaboradores, o mercado passe por um aquecimento e toda a estrutura negocial comece a se adaptar.

Para conseguir um spread bancário satisfatório, que permita uma otimização nos investimentos sem causar impacto negativo na sociedade como um todo, é importante a ação governamental através da criação de leis e diretrizes bancárias.

Dessa forma, é possível identificar melhor as leis com relação a liquidação de bens e garantias, bem como possibilitar uma estrutura mais adequada para conseguir oferecer resultados importantes para a população.

O objetivo final de qualquer empresa é seguir em atividade e buscando uma lucratividade maior. No caso das empresas no mercado financeiro, isso significa conhecer e saber aplicar o spread com qualidade.

Considerações finais

O spread bancário é um cálculo fundamental para a economia, então, saber encontrar o equilíbrio dele é um trabalho muito complexo. Por isso, é importante saber suas definições e como ele é formado.

Dessa maneira, você fica consciente dos elementos fundamentais para a estrutura do spread bancário e porque as taxas de juros seguem alguns valores determinados, o que gera esse tipo de impacto financeiro.

Com esse conhecimento, você pode se programar para conseguir suas metas e objetivos, além de entender como e quando investir para obter o melhor resultado possível nesse tipo de ação.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

7.12.21

Copom inicia reunião para definir taxa básica de juros


Começa nesta terça-feira (7) a última reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). 

A reunião continua amanhã (8), quando será definida a taxa básica de juros, a Selic. Atualmente, a taxa está em 7,75% ao ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. É o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle

A expectativa do mercado financeiro, consultado pelo BC, é que os juros básicos subam 1,5 ponto percentual, para 9,25% ao ano, em decorrência do aumento da inflação. O atual ciclo de alta da Selic começou em março deste ano, quando a taxa subiu de 2% para 2,75% ao ano.

O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Entretanto, as taxas de juros do crédito não variam na mesma proporção da Selic, pois a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. Os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas

Reuniões 
O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a taxa.

Inflação
Para 2021, a meta de inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA), que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior é 5,25%.

Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 10,67%, no resultado acumulado de 12 meses encerrados em outubro deste ano.

26.2.21

Vale a pena financiar um veículo?

Muitas pessoas optam por financiar um veículo para realizar mais rapidamente o sonho de ter um carro ou moto. Esse conceito está no imaginário do brasileiro, e muitas pessoas fazem de tudo para conquistar este objetivo.

Entretanto, o financiamento de automóveis pode ser uma dívida a longo prazo, sendo preciso pensar com muito cuidado e fazer um planejamento antes de iniciar este processo, uma vez que pode acabar tendo problemas no futuro.

Isso porque muitas vezes a dívida acaba ficando muito alta, correndo os riscos de perder o veículo para a instituição financeira.

Inclusive, antes de começar a se preparar para a revisão e o emplacamento de carro, é necessário pensar em todos os detalhes necessários para a aquisição do mesmo.

Por isso, é preciso compreender todos os prós e contras de um financiamento para ser capaz de identificar se está optando pelo melhor com o financiamento.

Para conseguir identificar esses elementos, o primeiro ponto é começar pelo básico.



Quais são os tipos de investimento existentes?

Para adquirir um veículo, há diversas formas de financiamento. Você precisa ficar atento a qual modelo está sendo ofertado e identificar se ele entra em seu orçamento, bem como se não vai causar prejuízos no futuro.

Um carro tem uma série de custos que devem ser levados em conta na hora da compra. Você pode ser pego desprevenido se precisar de uma bateria de carro 60 amp ou algum outro equipamento e não tiver o valor acessível no momento.

1 - Consórcio

Uma das maneiras mais conhecidas de financiamento, o consórcio é uma forma de ajuda mútua em grupo, controlada por uma instituição financeira em particular.

O consórcio funciona da seguinte forma: você opta por uma faixa de valor que deseja obter para comprar o veículo e escolhe o tempo que pretende pagar por este crédito. Então, um pagamento mensal deve ser feito mesmo sem ter o veículo em mãos.

Junto de você, um grupo de pessoas fará o mesmo procedimento, aumentando o capital acumulado pela instituição financeira. 

Durante o período de pagamento, periodicamente números são sorteados, e se você for contemplado, receberá a carta de crédito para comprar o veículo.

Após efetuar a compra, já é importante pensar em formas de proteger seu novo bem. Por isso, a adesivação de carros é uma excelente dica para começar a proteger a estrutura.

Além do sorteio, você pode adiantar algumas parcelas na forma de um lance para conseguir o veículo, aumentando suas chances de recebê-lo. 

Neste caso, não são cobrados juros pela negociação, embora você tenha que pagar uma taxa de manutenção para a instituição.

Caso fique inadimplente antes de receber o veículo, você fica incapacitado de participar do sorteio até a regularização. Se já tiver sido contemplado, a empresa pode agir normalmente nos trâmites da lei para reaver o valor devedor.

Uma das principais vantagens no consórcio é que, caso você tenha algum desfalque financeiro e não possa continuar contribuindo, se não estiver com o bem em suas mãos, pode optar por se tornar desistente.

Nestes casos, você consegue reaver seu dinheiro ao final do consórcio e não é incluído em cadastros restritivos. Entretanto, é preciso lembrar-se que estes consórcios podem levar um longo tempo antes da devolução dos valores de fato ocorrerem.

2 - Crédito Direto ao Consumidor

O CDC, ou Crédito Direto ao Consumidor, trata-se de um empréstimo financeiro no qual a instituição disponibiliza o dinheiro necessário para a compra do veículo e cobra em parcelas fixas, acrescidas de juros.

É importante ter em mente que durante todo o período em que a dívida continue ativa, você não será capaz de negociar o veículo, ainda que ele esteja em seu nome. Isso é uma forma de proteger a instituição do caso de inadimplência.

Depois de escolhido esse modelo de financiamento, basta levar o veículo para o primeiro emplacamento de moto e começar a utilizá-lo.

Ademais, as taxas e juros neste tipo de negociação são realizadas diretamente na assinatura do contrato e tem caráter imutável, ou seja, não se modificam ao longo dos pagamentos.

Em caso de inadimplência, a instituição pode tomar o carro e levá-lo a leilão para quitar a dívida e qualquer despesa judicial. Vale lembrar que, caso sobre dinheiro depois de pagos todos os valores devidos, esse dinheiro é devolvido ao contratante.

No entanto, o CDC é o modelo que oferece taxas de juros menos atraentes, o que faz com que o custo da operação seja o maior de todos. Depois de juntar todos os valores com juros e taxas das instituições, acaba sendo uma operação com custo muito elevado.

Entretanto, existem algumas vantagens neste tipo de financiamento. 

Se você se programar corretamente, o adiantamento de parcelas pode tornar essa opção muito mais interessante, uma vez que o desconto é realmente significativo e o valor pode ser investido em reparos e higienização interna de carros, por exemplo.

Além disso, quanto mais você conseguir adiantar, menos juros irá pagar, uma vez que se você adiantar seis meses do valor, por exemplo, terá como desconto toda a taxa de juros do período, diminuindo muito o valor final do veículo.

Se você precisa de formas mais fáceis de pagamento, esta pode ser a sua melhor opção. Isso porque você pode fazer o pagamento por boleto bancário, que pode ser entregue em sua residência ou baixado no site da instituição credora, ou optar por débito automático.

Muitas empresas, visando o conceito de adimplência, acabam oferecendo descontos para quem opta pelo débito automático. Portanto, é importante ter em mente que o valor deve estar disponível em sua conta no dia do pagamento.

3 - Leasing

O leasing funciona como uma espécie de aluguel. O carro fica no nome da instituição financeira, que faz o pagamento e cobra parcelas fixas do comprador. 

Aqui, as regras de taxas e juros seguem a ideia do CDC, sendo fixadas a partir do momento da assinatura do contrato.

A ação cabível em caso de inadimplência também é a de tomada judicial e leilão, mas neste caso, o contratante não recebe nenhum valor de volta, mesmo que o leilão passe o valor devido.

É preciso que o veículo esteja em perfeitas condições para uma boa utilização, por isso, você pode precisar ter o contato de uma oficina de funilaria de confiança.

Em contrapartida, em casos de leasing você pode negociar o veículo, passando a dívida restante para o novo comprador, o que permite que você consiga uma recuperação sem precisar ir na justiça ou correr o risco de perder dinheiro.

O leasing é isento de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o que o torna uma excelente opção em termos de taxas. 

Entretanto, as tarifas da instituição com relação ao leasing podem ser muito altas, e é importante que você faça uma boa pesquisa antes de bater o martelo na compra.

Esse tipo de financiamento não permite antecipação de parcelas e, inclusive, cobra uma multa por rescisão de contrato caso você queira antecipar algum valor. 

Isso a torna uma opção menos interessante do que o CDC se seu interesse é diminuir a diferença de valores sempre que tiver uma oportunidade.

A forma de pagamento do leasing é acordada entre o cliente e a instituição financeira, embora normalmente eles também optem pelos mesmos modelos que o CDC, como o débito automático e o boleto bancário.

Esse valor tem que estar alinhado com os gastos mensais, como a troca de óleo carro em casos de muita circulação.

Outras formas de pagamento podem existir, mas essa ação deve ser acordada anteriormente com ambas as partes, e é preciso levar em consideração que este tipo de financiamento não permite amortização.

Afinal, qual é a melhor alternativa?

Normalmente, quando você vai financiar um veículo, os juros ficam pré-determinados na assinatura do contrato. Isso significa que essa taxa é fixa e que se mantém da primeira à última parcela.

No entanto, os juros de um financiamento veicular são altíssimos, e você acabará pagando quase o dobro do valor do veículo comprado, uma quantia que não será recuperada em uma revenda.

Se você precisa de um veículo, o melhor caminho pode ser procurar uma boa forma de conseguir lidar com os valores e entrar oficialmente em um financiamento. São casos de pessoas que:

  • Possuem parentes com dificuldade de mobilidade;

  • Moram muito longe do emprego;

  • Precisam do veículo para efetuar o trabalho;

  • Possui outras dependências para suas tarefas do dia a dia.

Por conta disso, o ideal é que você espere para conseguir adquirir um veículo à vista. Somente se houver uma grande necessidade de possuir o veículo, deve se pensar em um financiamento.

Por fim, ter um carro próprio pode ser um sonho para alguns e uma necessidade para outros, principalmente para aqueles que acabaram de conseguir sua carteira de habilitação carro e moto

Entretanto, é um investimento de valor elevado, sendo necessário ter em mente sua capacidade de pagamento e de manutenção do veículo quando iniciar um financiamento.

Principalmente pelo fato de que um veículo demanda custos de manutenção para funcionar, e você deve ser capaz de bancar o financiamento.

Por isso, se não houver uma necessidade imediata na aquisição do veículo, muitas vezes o ideal é juntar o dinheiro para comprá-lo à vista. Dessa forma, você evita as armadilhas financeiras que podem se apresentar no caminho.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

19.4.21

Você sabe qual é a rentabilidade da previdência privada?

A previdência privada é um complemento à sua aposentadoria social. Saiba como você pode começar a investir hoje e confira mais sobre a sua rentabilidade!

A previdência privada é um investimento e serve como uma aposentadoria complementar à renda que se obtém do benefício garantido por lei. Ou seja, ela visa conceder uma receita a mais do que a aposentadoria oferecida pelo governo.

Esta previdência não é vinculada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas é regulamentada por alguns órgãos estatais importantes, tais como: a Superintendência de Seguros Privados (Susep), que faz parte do Governo Federal e fiscaliza esse produto.

Quando se resolve fazer um investimento na previdência privada, escolhe-se o tempo e quanto se quer aplicar. Esta decisão pode ser para médio ou longo prazo, a depender do objetivo de cada pessoa.

Ao iniciar os investimentos, você tem a opção de pagar uma vez ao ano ou fazer contribuições mensais, conforme for melhor para o seu planejamento financeiro. É importante salientar que o retorno terá proporção ao investimento feito, portanto, quanto maior a contribuição, maior será a sua renda no futuro.

Uma vantagem de se investir na previdência privada, é que você não precisa esperar até o final do período de contribuição para resgatar o dinheiro, mas fique atento à cobrança dos impostos para a retirada antes do prazo.

A seguir, detalharemos qual a rentabilidade da previdência privada e quais as diferenças entre ela e a previdência social. Confira!

Quais são as diferenças entre a previdência privada e social?

A previdência social é administrada pelo INSS, e pode amparar não só aos mais velhos, mas em casos de doenças, gravidez e invalidez de funcionários registrados.

O teto desta aposentadoria em 2020 foi de R$ 6.101,06. Assim, mesmo que o seu salário seja superior, o valor desta aposentadoria não sofrerá mudanças e você receberá no máximo essa quantia mensal.

Já a previdência privada, como explicamos, você tira conforme investe, ou seja, não há teto para aposentar-se. Além disso, é administrada por instituições financeiras, gestoras, bancos e órgãos públicos específicos.

Vale lembrar que esta previdência não é exatamente uma aposentadoria, mas pode servir para planos a médio prazo como faculdade, compra de um carro ou uma casa.

Além disso, poderá acumular o dinheiro em uma reserva individual e decidir quando sacar.

Tributação da previdência privada

O retorno da poupança é estipulado por lei e não poderá ser alterado, sendo igual em todos os bancos. Já na previdência privada, é necessário pesquisar e realizar comparação de opções, pois o retorno muda conforme a seguradora.

Os valores que você investir e acumular com as contribuições podem ser resgatados depois de um tempo, mas é necessário tomar cuidado com o imposto de renda (IR), que varia conforme a tabela de tributação que se escolhe. Veja abaixo.

Tabela Progressiva

É  igual a utilizada na tributação do salário. Ela acresce conforme o valor que você recebe mensalmente. A alíquota será de:

• 7,5% para renda mensal de R$ 1.903,99 a R$ 2.826,65;

• 15% para renda mensal entre R$ 2.826,66 e R$ 3.751,05;

• 22,5% para renda mensal entre R$ 3.751,06 e R$ 4.664,68;

• 27,5% para renda mensal acima de R$ 4.664,68.

Quando realizado o resgate do dinheiro a tributação aplicada é de 15%. E quaisquer ajustes devem ser feitos na declaração anual do imposto de renda.

Tabela Regressiva

Ao contrário da progressiva, esta tabela serve para o tempo dos investimentos. A alíquota começa no nível mais alto e reduz conforme o modo de aplicação. Veja os descontos abaixo.

• até 2 anos — 35%;

• de 2 a 4 anos — 30%;

• de 4 a 6 anos — 25%;

• de 6 a 8 anos — 20%;

• de 8 a 10 anos — 15%;

• acima de 10 anos — 10%.

Diferente da tabela progressiva, esse desconto não ocorre no resgate, mas a cada contribuição feita na previdência.

Planos de Mercado da previdência Privada

Há dois tipos de plano de previdência privada disponíveis no mercado. O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Plano Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

No PGBL, o benefício fiscal é deduzido do valor anual investido no plano da previdência, indo até o limite de 12% da renda anual bruta.

Isso significa que poderá informar tudo o que aplicou na sua declaração completa do Imposto de Renda, conseguindo assim reduzir o valor a ser quitado.

Já no Plano Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), o desconto recai apenas sobre o valor dos rendimentos e não permite dedução do imposto de renda. Esse plano é aconselhado para quem é isento ou realiza a declaração simplificada do IR.

Portanto, antes de iniciar um investimento, reflita sobre quais necessidades perpassam a sua vida e qual plano é melhor para você.

 Taxas cobradas na previdência privada

Existem duas taxas. A taxa de administração é utilizada para cobrir o valor da gestão do dinheiro que é aplicado no fundo. É cobrada de forma anual sobre o valor total do patrimônio aplicado.

Já a taxa de carregamento, serve para cobrir os custos administrativos e de corretagem e incide sobre os depósitos e aportes feitos no plano. Sendo que não ultrapassa 5% sobre o valor total depositado.

Entenda os fatores da rentabilidade da previdência privada

A sua rentabilidade na previdência privada e o quanto esse produto irá te oferecer depende de vários fatores, que vão desde da instituição escolhida para fazer o seu aporte, até o tempo médio de investimento.

Além disso, há elementos na economia mundial que irão afetar o quanto você vai ganhar nessa aplicação. Como a queda na Bolsa de Valores, uma recessão ou mudanças políticas que alterem as taxas de juros. Também é necessário salientar que quem investe valores mais altos obterá maiores recebimentos.

Por fim, cada instituição financeira de investimento terá uma taxa de juros diferente em seus planos. Dessa forma, não há um valor fixo para cada centavo investido.

Quando devo começar a investir?

Esta pergunta é muito realizada, mas a questão é que quanto mais cedo começar a investir, maior será sua rentabilidade no futuro, independente de quando você investe.

Além disso, diferente da previdência social, não existe uma idade mínima para contratar estes planos, inclusive, os pais podem iniciar a previdência privada para seus filhos.

Por fim, não é preciso comprovar renda, o que te permite investir, mesmo que você seja autônomo ou que tenha uma renda menor.

Mas, antes de iniciar a sua aplicação, é importante pesquisar a instituição que mais lhe agrade e com as melhores condições para o seu investimento. Assim, você terá o retorno planejado e uma aposentadoria mais tranquila.


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