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17.1.22

Small caps: o que são e porque essas ações são consideradas as mais rentáveis


Ao procurar investir em algum tipo de companhia é fácil para o indivíduo apostar em grandes companhias, visando a relevância e segurança que essa empresa já estabelecida no mercado oferece. Contudo, existem outras opções, como as small caps.


Cabendo então ao investidor procurar por uma aposta de mercado que melhor se adequa aos seus objetivos a curto, médio ou longo prazo, além da renda disponível para investimentos por parte dessa pessoa, o que irá ajudar em sua definição de mercado.


Pois quando se trata de uma pessoa que dá os seus primeiros passos nesse universos de investimentos, pode ser mais vantajoso apostar nessas citadas companhias de grande porte, como grandes monopólios do ramo de tecnologia ou até mesmo do entretenimento.


Por outro lado, quem possui uma renda mais variada pode se dar o benefício de tomar algumas atitudes mais arriscadas, ao que se refere a procura por consultoria tributária, existindo a opção de investir em companhias novas, de menor porte.


Isso acontece diante uma maior possibilidade de se poder arriscar com o seu capital financeiro, afinal, nesses casos uma pequena perda pode não ser tão impactante para o indivíduo, diferente de alguém que vê todo o seu dinheiro aplicado em um só investimento.


E assim como é possível perder uma quantia significativa ao apostar suas aplicações em uma companhia de menor tamanho, é possível também lucrar de forma inimaginável, diante o crescimento dessa empresa, o que fará suas ações iniciais ganharem maior valor.


Fazendo com que um investimento que começou por um valor baixo de mercado, possa se tornar um dos grandes negócios dentro da sua rede de investimentos, a partir da relação de custos e ganhos relacionados neste projeto de aplicação de capital.


Uma situação positiva a ser analisada pelos responsáveis por cuidar dos serviços contábeis da sua empresa e das suas finanças, verificando a proporção que esse investimento inicial de pequeno porte pode alcançar dentro do mercado financeiro.


Essa aposta de mercado que cresce dentro do ambiente de aplicações, conhecidas como small caps.

O que são as small caps?

As small caps podem ser definidas como um conjunto de ações referentes a empresas de valor de capitalização baixo, se comparadas com os nomes gigantes que estão presentes no mercado, como empresas de tecnologia, transporte ou petróleo, por exemplo.


Apesar de lidarem com um valor inferior se comparadas às ações de grandes grupos do mercado, a quantificação das small caps passa por uma média de grupos de ações com valor entre 300 milhões a 2 bilhões de reais.


Números impressionantes, mas baixos se comparados a outros nomes fortes presentes dentro do mercado de investimento e aplicações, sendo ações associadas a empresas de pequeno e médio porte, independente do seu sucesso comercial.


Podendo estar associadas a companhias que se adequam, por exemplo, ao sistema de serviços de contabilidade, voltado a empresas com destaque ao ramo financeiro, onde sua taxação está diretamente ligada ao crescimento econômico do empreendimento.


Uma taxação de tributos diferenciada daquela seguida por grandes conglomerados, que lidam diariamente no mercado com um valor inestimável de investimento, o que aumenta sua valorização no mercado, assim como a precificação de suas ações.


De certa forma, as small caps lidam com tópicos de desconfiança por parte dos investidores, sendo possível destacar outros pontos além do rendimento menor dessas empresas pequenas, ao entrarem em comparação com grandes títulos do mercado.


Entre esses tópicos pouco atrativos, vale citar a baixa capitalização desse grupo de ações, além do menor valor de mercado dentro da bolsa de valores. Um conjunto de fatores que parece tornar impensável a decisão de investir nas chamadas small caps.


Contudo, existem pontos que podem fazer dessa aplicação algo positivo para o seu leque de opções para investimento, algo a ser estudado pelo escritório que presta serviços de consultoria contábil e fiscal para a sua empresa ou aplicação pessoal.


A partir de uma análise capaz de destacar o investimento em small caps como um negócio seguro e atrativo para o crescimento das suas finanças.

Por que apostar nas small caps?

A resposta para essa indagação está associada está à aplicação a longo prazo que pode ser alcançada ao se investir nesses projetos de menor porte, visando um lucro futuro, que pode ser potencializado de acordo com o crescimento a ser atingido por tal companhia.


Sendo um sistema parecido ao adotado pelos chamados investidores-anjo, que arrisca aplicar o seu capital financeiro em algum projeto que demonstrar ter futuro no mercado, com o intuito de lucrar com esse palpite comercial, visando o sucesso de tal projeto comercial.


Quanto maior for a valorização dessa empresa no mercado, resultado principalmente do reconhecimento que essa companhia passa a ter junto ao seu público, estando diretamente associado a retribuição financeira dessa audiência, maiores serão os seus resultados.


Aumentado proporcionalmente o valor das ações associadas a tal investimento, permitindo a adoção de ações que podem proporcionar um crescimento ainda maior para essa companhia, como na aplicação de um sistema de força de vendas.


Sistema esse voltado à automação do processo de vendas, capaz de otimizar as ações comerciais de uma empresa, ao apresentar um atendimento diferenciado ao seu público. Tudo a aumentar o reconhecimento dessa empresa até então de menor valorização.


Assim, é possível associar o investimento em small caps como uma aplicação ao seu futuro, no qual será possível desfrutar em um ponto distante dos lucros envolvidos em uma ação que depende de paciência e observação por parte do investidor.


Caminhando por uma trajetória diferente, se comparada ao caráter mais imediato que muitos investidores procuram ao aplicar o seu capital, com as small caps destacando-se como um meio de valorização do seu patrimônio, porém a longo prazo.


Apesar dessa ação positiva, é preciso reconhecer que investir em small caps de fato pode ser uma atitude arriscada, dependendo do mercado comercial ao qual está sendo investido, pois existem riscos a serem analisados antes de iniciar esse tipo de aposta financeira.

Riscos presentes em tais aplicações

Existem certos perigos ao se investir em um grupo de ações de menor valorização no mercado, principalmente ao se falar de empresas que não apresentam um plano de crescimento futuro, sem adotar por exemplo um sistema de gestão de ativos.


Por meios de riscos que pode ser sinalizados entre:


  • Menos estabilidade no mercado;
  • Baixa liquidez;
  • Maior probabilidade de serem atingidas por uma crise;
  • Lenta recuperação após um período de instabilidade.

Essas questões acabam também por ser responsáveis pelo menor valor de mercado dessas ações, o que coloca os seus preços em uma média menor dentro do setor financeiro.


Situação que pode ser atrativa para pequenos investidores, com pouco capital a ser aplicado dentro desse mercado e investimento, contudo, é preciso ter atenção ao tipo de ação adotada, pois em caso de falência, todo o seu investimento acaba junto da empresa.


Assim como também é possível alcançar uma posição mais privilegiada, caso essas small caps estejam associadas a uma empresa que demonstra um grande potencial de crescimento, fazendo sua aplicação inicial multiplicar-se de forma proporcional.


Como uma empresa de segurança, que oferece produtos como auditoria blindagem segurança, que encontram uma procura cada vez maior na sociedade, diante dos níveis de insegurança atual da sociedade, que acaba por influenciar na procura por tais serviços.


Ou seja, a principal dica para quem busca apostar em small caps é se informar sobre a situação da empresa, assim como a relação que o mercado e a sociedade possuem diante dos serviços oferecidos por essa companhia em questão a ser investida.

Como encontrar as melhores oportunidades

Quem busca atuar como um investidor precisa ter um certo talento ao colocar suas fichas em uma aposta específica, em algo que se aproxima ao mercado e jogos de azar, com a diferença de que se trata de um negócio legal e positivo ao mercado.


Pois muitas empresas conseguem expandir suas atividades justamente ao contarem com essa aposta externa por parte dos investidores, que acabam sendo recompensados ao aplicarem o seu capital na empresa correta, que apresenta chances de crescimento.


Logo, para se certificar que você está fazendo a aposta correta no mercado, é indicado estudar a fundo a situação dessas companhias, a demanda do mercado por esse tipo de serviço, além de outras questões que podem influenciar no sucesso da mesma.


E quando se trata de empresas de origem estrangeira, é importante recorrer aos serviços de tradução técnica, para que não exista nenhum ruído de comunicação no que se refere às atividades e dados referentes a esse grupo de atuação internacional.


Com base nessas ações, é possível confirmar que o seu investimento pode alcançar os melhores resultados possíveis, seja a curto, médio ou longo prazo, dependendo do tipo de aplicação que você procura.


Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

12.1.22

Minerador de bitcoin tem sorte e ganha 6,25 BTC ao adicionar sozinho um bloco na rede


Alguém com muita sorte conseguiu sair na frente das grandes empresas de mineração nesta terça-feira (11) e adicionou — sozinho — um bloco inteiro na blockchain do bitcoin. Com isso obteve a recompensa de 6,25 BTC, cerca de R$ 1,5 milhão na atual cotação da moeda.

O que chama atenção aqui é o poder computacional que o minerador usou para fazer a façanha: 126 terahash (TH/s). Esse número é extremamente baixo quando comparado ao dedicado por empresas de grande porte.

A Marathon, por exemplo, conta atualmente com mais 32 mil máquinas que juntas produzem 3.5 exahash por segundo para minerar bitcoin — 1 exahash é um quintilhão de H/s; e 1 terahash, um trilhão de H/s.

Não se sabe quem foi o premiado que conseguiu adicionar o bloco 718.124. Segundo os dados do BTC.com, além do minerador ficar com os bitcoins recém-criados, ele também faturou 0,104 BTC de taxas pagas nas quase 3 mil transações incluídas no bloco, cerca de R$ 25 mil.

O primeiro a divulgar o evento raro foi Con Kolivas, o criador do pool Solo CK — do qual o minerador faz parte.

O Solo CK é diferente dos pools de mineração tradicionais que repartem de forma igualitária as recompensas entre todos os participantes quando um bloco é encontrado. Nas raras ocasiões em que um minerador independente do Solo CK encontra um bloco, a recompensa fica toda para ele.

Em resposta a um usuário do Twitter que perguntou quão frequente é para alguém com um poder computacional tão baixo resolver um bloco de bitcoin, Kolivas explicou:

“Para o minerador envolvido, é uma chance única na vida. A última vez que um minerador tão pequeno resolveu um bloco no meu pool foi há apenas um ano. Geralmente são mineradores maiores que resolvem blocos estatisticamente, mas não há razão para que até mesmo o menor minerador não consiga resolver um”.

A última vez que um minerador do Solo CK encontrou um bloco foi em 2 de julho de 2021. Naquele época, o sortudo incluiu o bloco 689.382 na rede usando apenas 100 TH/s, um poder computacional que, segundo Kolivas, “não resolveria um bloco em mais de 100 anos”.

Por que é tão difícil minerar bitcoin

No atual consenso de prova de trabalho (PoW) que o bitcoin utiliza, os mineradores usam poder computacional para resolver quebra-cabeças matemáticos e, aqueles que encontram a resposta final antes dos concorrentes, ganha o direito de adicionar o próximo bloco na blockchain e levar as moedas recém-criadas como recompensa.

À medida que cada vez mais empresas e pools de mineração entram para competir nesse setor, o poder exigido pelas máquinas fica cada vez maior e leva às alturas a dificuldade de mineração — um mecanismo que a cada duas semanas torna mais fácil ou difícil minerar bitcoin, dependendo do número de máquinas trabalhando na rede. 

Mesmo assim, todo o processo não deixa de contar com um pouco de sorte. Embora seja altamente improvável que um minerador solitário saia na frente de mineradoras gigantescas, o feito não é impossível.

Esse é o propósito do pool Solo CK, que diz em seu site, que entre o seu público-alvo estão os “mineradores com máquinas antigas e ineficientes que nunca ganharão recompensa por meio da mineração normal e que desejam deixar os equipamentos minerando como uma loteria”.

10.1.22

Ano começou terrível para Bitcoin, Ethereum, Polkadot, Avalanche, Solana e Terra


Esse novo ano trouxe, por enquanto, apenas desapontamento para investidores cripto.

Apenas umas das 20 maiores criptomoedas por valor de mercado cresceu nos últimos sete dias. A honra vai para a Chainlink, que está operando em alta de 20% no momento que esta reportagem pe escrita, segundo o Coinmarketcap. Todas as outras moedas apresentam perdas de dois dígitos em 2022.

O líder de mercado Bitcoin, na verdade, tem uma das quedas mais brandas, comparativamente. Está em baixa de 13% nos últimos sete dias, sendo vendido na casa dos US$ 41 mil. Apesar da crise, a rede do Bitcoin estabeleceu um novo recorde no último domingo (2), quando seu hashrate atingiu a marca de 203.5 exahashes por segundo, antes de cai para baixo desse topo alguns dias depois.

Hashrate e á unidade de medida que descreve o total de potência computacional empregado em mineradores em uma blockchain. Mais poder computacional significa mais segurança, já que mais esforço será necessário para capturar 51% da rede e comprometer os valores de uma rede descentralizada.

O breve recorde de hashrate do Bitcoin marca um crescimento de 200% desde julho do ano passado, quando a China proibiu a atividade – o país era o líder de mineração de BTC até então.

Muitos mineradores chineses se realocaram para o Cazaquistão e a rede voltou com mais força do que nunca. Entretanto, as turbulências sociais que o país enfrenta fez com que as autoridades derrubassem os serviços de internet em todo o país, afundando o hashrate de volta para 172 EH/s.

Na terça-feira (4) a Securities and Exchange Commission (CVM dos Estados Unidos) adiou uma decisão sobre se irá aprovar ou não um ETF “spot” de Bitcoin (produto financeiro que leva em conta o preço atual do ativo). Uma nova data foi marcada para 16 de março deste ano.

O Bitcoin foi responsável por uma outra marca histórica na semana, mas essa negativa (pelo menos para ele). Na quarta-feira (5), a dominância de mercado do BTC caiu para 37,28%. Trata-se da menor marca desde 2018, mas ainda significa que uma moeda sozinha domina bem mais que um terço do mercado.

Ethereum e altcoins não foram muito melhores …
Enquanto Chainlink sobe, outras altcoins estão afundando. Ethereum acumulou 19% de baixas, apesar de as vendas de NFT terem voltado a crescer no ano novo.

Nessa semana, a segunda maior criptomoeda se viu com receios vindos de vários cantos.

Na quarta-feira (5), o JPMorgan falou em um relatório que Ethereum pode sofrer forte competição de blockchains rivais como Avalanche, Solana e Terra. Isso em um futuro próximo, já que todas estas fornecem serviços mais escaláveis com menos custos. Desenvolvedores da Ethereum disseram que as críticas são exageradas.

Nesse mesmo dia, um relatório da firma de investimento cripto Eletric Capital concluiu que Polkadot, Avalanche, Solana e Terra tiveram um crescimento inicial mais rápido que Ethereum, em termos de desenvolvedores atuando na rede, vale ressaltar que o Ethereum cresceu em um cenário muito diversos do que seus concorrentes.

Ironicamente, Solana, Avalanche e Terra foram alguns dos ativos que tiveram as maiores perdas nessa semana, cada um tendo desvalorizado mais de 20% no acumulado de sete dias.

Solana acumula 23% de perda na semana e é vendida a US$ 134,50. Avalanche e Luna caíram 29% e estão cotadas em US% 80,27 e 63,69, respectivamente.

Foi um começo sombrio para 2022 para as criptomoedas, mas a empolgação dentro do ecossistema cripto sobre o que está por vir não diminuiu.

7.1.22

Binance compra 43.000 Bitcoin para integrar a seus fundos de reserva


As baleias estão acumulando cada vez mais Bitcoins (BTC) e mais um grande detentor de criptomoedas aproveitou a baixa no mercado para acumular mais Bitcoins.

Assim, enquanto o BTC caia para US$ 42 mil levando muitos investidores de varejo a vender seus BTCs com o medo de uma queda brusca no valor do criptoativo a Binance, uma das maiores exchanges de criptomoedas do mercado, comprou o mergulho.

Portanto, em um movimento conhecido como Buy the dip a Binance comprou cerca de 43 mil Bitcoins, a um preço médio de  US $ 46.553,68, elevando o valor total da carteira para US$ 5,5 bilhões.

Assim, embora tenha surgido muitas dúvidas nas redes sociais se realmente a Binance havia comprado a quantidade bilionária de Bitcoins, pouco tempo depois, a exchange confirmou a aquisição indiretamente pois o endereço de recebimento dos BTCs é o mesmo divulgado pela exchange em 2019.

Bitcoin

Assim, a carteira informada pela Binance em 2019 “3LYJfcfHPXYJreMsASk2jkn69LWEYKzexb” seria usada pela exchange para comprar Bitcoins e armazenar o criptoativo para então emitir tokens lastreados em BTC na Binance Smart Chain (BSC).

No entanto a carteira parece ter mudado de finalidade e, ao invés de uma wallet ligada a contratos inteligentes na BSC, pode ter se tornando uma wallet de armazenamento a frio onde a exchange guarda seu tesouro em Bitcoin.

Portanto, em um tweet do rastreador de blockchain avançado @whale_alert em abril do ano passado, a carteira foi novamente rotulada como o endereço da carteira de reserva BTC da Binance.

Assim, embora a carteira tenha sido usada para cunhar 13.001 BTC na Binance Smart Chain, o proprietário nunca vendeu um único Satoshi. Desde 17 de junho de 2019, acumulou nada menos que 116.601.13647202 BTC.

Portanto se a wallet for o endereço de reserva dos Bitcoins da Binance isso coloca a exchange como uma das maiores empresas do mundo a possuir BTCs como parte de suas reservas.

16.12.21

Senado adia votação do marco regulatório das criptomoedas


Comissão de Assuntos Econômicos do Senado iria votar parecer do senador Irajá que reúne três PLs.

Foi adiada na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado a votação marcada para esta quarta-feira (15) do projeto de lei que regula o mercado de criptomoedas.

O Portal do Bitcoin entrou em contato com a Comissão, que confirmou não existir nenhum agendamento. A assessoria de imprensa do Senado não soube também informar o motivo da mudança. A agenda do dia do Senado confirma que não há previsão de o tema ser abordado hoje.

Uma pessoa com acesso interno ao processo legislativo, que pediu para não ter o nome revelado, disse à reportagem que a matéria das criptomoedas, assim como outras, foi afetada pelo clima tenso que se instalou no Senado com a sessão realizada na terça-feira (15) para cargo no Tribunal de Contas da União (TCU) na qual o senador Antonio Anastasia (PSD/MG) foi eleito com 52 votos.

A votação parecia certa: o senador Irajá Silvestre Filho (PSD/TO) anunciou durante reunião na semana passada, e a Agência Senado fez uma reportagem falando sobre a votação agendada.

Não só isso: a votação seria de caráter terminativo, ou seja, caso aprovado o projeto iria direto para a Câmara dos Deputados.

O apensado reúne um parecer único sobre os PLs 3.825/2019 (de autoria de Flávio Arns, da REDE/PR), 3.949/2019 (de autoria de Styvenson Valentim, do PODEMOS/RN) e 4.207/2020 (de autoria de Soraya Thronicke, do PSL/MS).

Os fatores mais importantes no parecer são os seguintes: o órgão regulador deve ser indicado pelo presidente; as exchanges devem se sujeitar à Lei de Lavagem de Dinheiro; o Código de Defesa do Consumidor deve ser aplicado; alíquota zero para gasto de energia caso fonte seja limpa e renovável.

Mudanças de última hora

Após a audiência pública feita no dia 9, foi feita uma complementação de relatório ao parecer do Senador Irajá. Esse pode ser o motivo de a votação ter sido adiada.

Houve algumas mudanças: o novo texto retira menção aos programas de milhagem, muda a redação do artigo 13 que tratava de cadastro de pessoas politicamente expostas, cria uma pena específica de prisão de 4 a 8 anos para fraudes com criptoativos e exige que as isenções para importação de máquinas de mineração sejam atreladas a um compromisso de neutralização do efeito estufa.

Não há nova data marcada. Possivelmente, a votação deve ficar para o ano que vem visto que o recesso no Senado começa no dia 23 de dezembro.

14.12.21

Mais da metade dos investidores institucionais acreditam que o Bitcoin vai despencar em 2022


Mais de 50% dos investidores institucionais esperam que as criptomoedas corrijam no ano que vem, de acordo com um novo estudo global.

A Natixis Investment Managers, uma gestora de ativos com US$ 1,39 trilhão em ativos sob gestão, publicou uma pesquisa global envolvendo 500 investidores institucionais de 29 países da América do Norte, América Latina, Reino Unido, Europa Continental, Ásia e Oriente Médio.

Segundo a pesquisa, a maioria das instituições vê o Bitcoin e outros criptoativos perdendo ganhos em 2022. Esse sentimento pode ajudar a desencadear um bear market (mercado baixista). Afinal, desestabiliza a confiança dos investidores nos criptoativos.

“Considerando todos os fatores, as instituições veem o potencial para correções em uma série de classes de ativos e setores. As criptomoedas extremamente populares estão no topo da lista, com mais da metade das instituições acreditando na correção. Isso é seguido por títulos sensíveis a taxas de juros (45%), ações (41%) e tecnologia (39%)”, disse o relatório.

Além disso, a pesquisa descobriu que, apesar da previsão de uma retração do mercado cripto, os investidores institucionais estão, no entanto, se aquecendo com a ideia de manter ativos digitais.

“Quatro em cada dez consideram as criptomoedas uma opção legítima de investimento. E, dos 28% que investem em criptoativos, 90% dizem que manterão ou aumentarão sua alocação.”

Criptomoedas

Ainda, o levantamento constatou que a grande maioria dos pesquisados ​​acredita que as criptomoedas precisam de mais regulamentação antes de ganharem uma aceitação mais ampla:

“Nove entre dez preveem que os bancos centrais terão que regular as criptomoedas. Poucos veem o potencial das criptomoedas para substituir as moedas de reserva (25%) ou moedas fiduciárias (28%).”

O estudo revela também que um terço dos entrevistados acredita que os criptoativos podem nivelar o jogo para nações em desenvolvimento.

Contudo, apenas 29% acham que os países emergentes devem considerar criptomoedas como moeda de curso legal, como El Salvador.

13.12.21

O que muda se o projeto de regulação de criptomoedas for aprovado no Congresso


Regular o mercado de criptomoedas de modo a proteger a população, mas sem engessar o ecossistema. O Brasil parece estar no caminho certo para alcançar essa meta com seus projetos de lei que correm com velocidade no Congresso Nacional.

A opinião é compartilhada por duas advogadas entrevistadas pelo Portal do Bitcoin. Juliana Facklmann, head de Regulação da 2TM, grupo que controla o Mercado Bitcoin, entende que as leis têm um alcance amplo e precisam apenas definir melhor o que são criptoativos.

Lorena Botelho, sócia do Peck Advogados, escritório especializado em Direito Digital, diz que o foco de regulação nas corretoras e não no ativo em si está adequado e de acordo com o que vem se apresentando de boas práticas no resto do mundo.

Ambas consideram tanto o projeto da Câmara quanto do Senado muito parecidos e que não irá mudar muito qual dos dois será apensado e qual irá prevalecer – o texto final deve ser o mesmo.

Os projetos de lei que tramitam no Congresso têm sido classificados como principiológicos: ou seja, definem marcos principais, mas deixam detalhes para que sejam definidos depois por normas e resoluções de outros órgãos.

As advogadas afirmam que este é um bom caminho para ser seguido na área que muda com muita rapidez, sendo que o processo legislativo não tem condições de acompanhar por ser naturalmente mais lento.

Projetos de lei avançam

Em apenas uma semana os debates passaram do campo teórico para algo muito mais sólido. Dois projetos de lei avançam com rapidez no Congresso.  

A Câmara dos Deputados aprovou em Plenário na quarta-feira (8) o Projeto de Lei 2303/15, do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade/RJ).

Logo depois, na quinta-feira (9), o Senado anunciou que irá votar no próximo dia 15 o apensado que juntou três textos sobre o mercado de criptomoedas que tramitam na Casa.

A votação será na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e de forma terminativa – ou seja, se aprovada, vai direto para a Câmara dos Deputados.

O anúncio foi feito pelo senador Irajá Silvestre Filho (PSD/TO), relator do apensado de PLs, durante uma sessão organizada para debater o projeto.

Uma das participantes do debate foi Juliana Facklmann, head de Regulação da 2TM. À reportagem, a executiva detalhou um pouco mais como a companhia vê esse processo legislativo intenso que está ocorrendo no Brasil.

Facklmann disse no Senado e na entrevista que a lei deve ser mais clara em dizer que a legislação cabe para exchanges com sede no Brasil ou no estrangeiro, caso operem em território brasileiro.

A empresa, dona da maior corretora do Brasil de criptomoedas, demonstra preocupação com a concorrência de fora. Facklmann defendeu ser preciso “deixar mais claro que a regulamentação para as empresas que se encontram fisicamente localizadas no Brasil e também para aquelas que prestam serviços para brasileiros até por questão de uma competição equânime, boas práticas de concorrência e garantir a proteção do consumidor”.

Definição menos genérica

O outro ponto levantado pela executiva da 2TM é a definição mais clara sobre o que se está legislando. As leis falam em “ativos digitais”, que seriam ativos transacionados por meios eletrônicos.

Porém, a advogada entende que o termo é muito amplo e genérico. A lei seria mais clara se falasse em “criptoativo” e os definisse pela tecnologia de registro descentralizado.

“Mundialmente, em outras regulamentações, o ponto que define é o tecnológico. É a tecnologia descentralizada que se chama Tecnologia de Registros Distribuídos, do qual o blockchain é um tipo, mas não o único”, explica.

Como regular sem engessar

Muito se fala sobre regular sem engessar o mercado de criptomoedas. Facklmann disse o que poderia (e pode) entrar na lei que afetaria o desenvolvimento do ecossistema.

“Ter uma regra muito extensiva com muitos dispositivos, muitas previsões detalhadas, seria uma forma de engessar esse mercado, pois o mundo todo está experimenciando isso ao mesmo tempo. Então se a gente tivesse uma legislação assim seria uma forma de engessar, mas não foi a escolha brasileira”, diz a head da 2TM.

Em acordo com Estados Unidos

Para a advogada Lorena Botelho, a legislação que está se desenhando no Brasil é muito “aderente” com o que está acontecendo no mundo.

“O Brasil está fazendo como os EUA: muito focado na prospecção de consumidor e integridade do mercado. Exchanges devem funcionar com autorização de algum órgão do Poder Executivo, que provavelmente será o Banco Central aqui”, afirma.

A advogada ressalta também que é muito fácil fiscalizar e tributar uma corretora do que milhões de pessoas físicas e jurídicas, o que é outro ponto a favor do ângulo que o projeto apresenta.

“O momento do debate é super oportuno e coloca o Brasil à frente com essa regulamentação”, diz Botelho.

PLs do Senado

No dia 30 de novembro o senador Irajá Silvestre Filho (PSD/TO) apresentou seu parecer sobre três projetos de lei que tramitam no Senado e tratam da regulamentação do mercado de criptomoedas no Brasil.

São os PLs 3.825/2019 (de autoria de Flávio Arns, da REDE/PR), 3.949/2019 (de autoria de Styvenson Valentim, do PODEMOS/RN) e 4.207/2020 (de autoria de Soraya Thronicke, do PSL/MS).

Os fatores mais importantes no parecer são os seguintes: o órgão regulador deve ser indicado pelo presidente; as exchanges devem se sujeitar à Lei de Lavagem de Dinheiro; o Código de Defesa do Consumidor deve ser aplicado; alíquota zero para gasto de energia caso fonte seja limpa e renovável.

PL da Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira (8) o Projeto de Lei 2303/15, do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade/RJ), que regula o mercado de criptomoedas no Brasil. O texto agora será enviado para o Senado.

O principal ponto do PL é que estabelece que um órgão fiscalizador que será apontado pelo Poder Executivo deverá dar autorização para a criação e funcionamento das exchanges, bem como fiscalizar suas operações.

Além disso, cria novas punições para quem cometer crimes de estelionato e lavagem de dinheiro utilizando criptomoedas.

10.12.21

MicroStrategy adquire mais R$ 455 milhões em compra de 1.400 Bitcoins


A MicroStrategy realizou uma nova compra de 1.434 Bitcoins (BTC), conforme notificação enviada aos acionistas nesta quinta-feira (9). Segundo o documento, a empresa pagou um total de US$ 82,4 milhões, ou cerca de R$ 455 milhões na cotação atual.

Michael Saylor, CEO da empresa, afirmou que foram pagos em média US$ 57.477 por cada BTC.  Portanto, a compra deve ter ocorrido antes da queda registrada no último final de semana. De fato, o preço de US$ 57 mil foi registrado exatamente na última sexta-feira (3).

Trata-se de uma operação fora do usual, já que a empresa geralmente compra quando o BTC opera em queda. Dessa vez, a compra foi realizada quando o BTC registrou o topo do preço nos últimos sete dias, de acordo com o CoinMarketCap.

Como resultado da última compra, a MicroStrategy agora possui 122.478 em suas reservas, comprados por US$ 3,66 bilhões.

Prejuízo curto, lucro longo

Na compra anunciada nesta quinta-feira, a MicroStrategy registrou um prejuízo de 15% frente ao preço atual do BTC (US$ 48.700). Contudo, a empresa vem realizando compras sistemáticas desde agosto de 2020, o que serviu para reduzir o seu preço médio ao longo do tempo.

Nesse sentido, a MicroStrategy registra um preço médio de aquisição total de US$ 29.861 por cada BTC. Hoje, os 122 mil BTC detidos pela empresa valem cerca de US$ 5,89 bilhões (R$ R$ 32,7 bilhões na cotação atual).

Ou seja, a MicroStrategy detém um lucro de 62,1% em sua operação total. Cabe destacar que este é um lucro não realizado, pois a empresa não vendeu nenhum satoshi, apenas acumulou.

E não foram apenas as operações com BTC que deram lucro à empresa, pois a estratégia de Saylor impactou positivamente as ações. Desde 1 de agosto de 2020, o papel da MicroStrategy (MSTR) saiu de US$ 325 e chegou a quase dobrar de preço, atingindo o pico de US$ 1.300.

Compras recentes derrubam ações

No entanto, a situação de curto prazo é menos auspiciosa. A empresa já realizou duas compras de BTC nos últimos dez dias, mas as ações já se desvalorizaram 13% desde então. Neste período, o papel saiu de uma máxima de US$ 720 para os atuais US$ 606.

É provável que a queda nas ações esteja relacionada com a correção no preço do BTC em si. Devido ao seu grande montante de criptomoeda, a MicroStrategy se assemelha bastante a um ETF à vista, como já apontaram diversos entusiastas.

Dessa forma, o investimento da empresa em Bitcoin muitas vezes faz oscilar o preço das suas ações. Mas quando a criptomoeda opera em alta, os papéis também se valorizam, sobretudo no longo prazo.

9.12.21

Avaliando as chances de Chainlink estabelecer uma tendência de alta em um futuro próximo


O mercado de criptografia testemunhou uma de suas piores quedas em 4 de dezembro. Nesse dia, quase todas as moedas acabaram perdendo de 20% a 30% de seu valor. Enquanto a maioria deles continua em sua zona de lentidão, alguns conseguiram se recuperar.

LINK é uma das poucas moedas que registrou três velas verdes consecutivas. Na verdade, no momento em que este artigo foi escrito, notou-se que este alt havia trazido aos investidores retornos de dois dígitos [cerca de 11%] no dia anterior. No entanto, os gostos de BTC e ADA e SOL perderam 4% -5% de seu valor diário.



É hora de ir mais alto?

Bem, a perna inicial de qualquer rali após uma tendência de baixa está sempre associada a uma sensação de tristeza e incerteza. Os participantes do mercado muitas vezes consideram uma tarefa encontrar o momento certo para entrar no mercado.

Então, o que os participantes do LINK podem fazer nesta fase? A pergunta pertinente permanece - é o momento certo para entrar no ônibus ou eles deveriam esperar antes de prosseguir? Bem, olhar para o estado de algumas métricas do LINK nos ajudaria a decifrar qual poderia ser o próximo movimento ideal.

O saldo médio do HODLer atingiu o pico na segunda semana de novembro e refletiu um valor de mais de $ 56k na época. No entanto, nas últimas semanas, o mesmo diminuiu maciçamente, representando um mero valor de US $ 30, no momento da escrita.

Ora, os números acima mencionados, em boa medida, indicam o estado de contenção da tendência de macroacumulação. A queda no saldo evidentemente indica que os participantes do mercado se separaram de seus HODLings quando o preço da LINK atingiu um pico local no início de novembro.

Sua ação de venda, com efeito, deu origem ao equilíbrio das trocas. Nos primeiros dias de dezembro, os fluxos líquidos de câmbio permaneceram amplamente negativos. Assim, implicando na presença de um viés de compra. No entanto, o mesmo é positivo atualmente, implicando em pressão do lado do vendedor.

Na verdade, o indicador de negócios por lado do ITB também destacou que o número de tokens vendidos nas últimas 12 horas excedeu o número comprado em mais de 300 mil tokens.



No entanto, com o passar dos meses, o número de participantes que se apegaram ao token por mais de um ano aumentou. No entanto, os participantes de curto prazo têm gradualmente saído do mercado.

O que isso significa é que as pessoas têm fé no futuro a longo prazo do token. No futuro, se os traders entrarem no mercado, então, seria justo esperar uma oscilação total no preço do LINK. Poste que, mesmo se eles saírem, o impulso será levado adiante pelos HODLers.

Portanto, enquanto a pressão do lado do vendedor ainda prevalecer no mercado, as chances de LINK perder valor em vez de ganhar são maiores. Portanto, somente quando o estado das métricas mencionadas melhorar, o LINK será capaz de estabelecer uma tendência de alta de maneira adequada. Com efeito, os investidores podem esperar mais algum tempo antes de entrar no mercado.

Senado convida Binance para discutir regulamentação do Bitcoin no Brasil


A senadora Maria Eliza tem como principal objetivo conseguir ajuda desses representantes para discutir e auxiliar os senadores no debate dos diferentes projetos de lei que tramitam na casa legislativa sobre a regulamentação do criptomercado.

Com a regulamentação do Bitcoin ainda sendo uma grande questão no Brasil o Senado está convidando nomes do setor para discutir sobre a regulamentação do criptomercado no Brasil.

A senadora Maria Eliza, do MDB de Rondônia, protocolou um requerimento no Senado Federal para propor uma audiência com a presença de convidados de peso do criptomercado, mais especificamente representantes da Binance, do Mercado Bitcoin, do BTG Pactual e da CVM para discutir sobre as regulamentações relacionada o Bitcoin e os ativos digitais no Brasil.



Binance e Mercado Bitcoin

A presença da Binance e do Mercado Bitcoin é bem clara, com ambas sendo grandes plataformas ligadas com o comércio do Bitcoin e outras criptomoedas, com a Binance sendo um nome importante no mercado mundial. Já o Pactual BTG tem participado cada vez mais do criptomercado com soluções relacionadas ao setor. 

A senadora Maria Eliza tem como principal objetivo conseguir ajuda desses representantes para discutir e auxiliar os senadores no debate dos diferentes projetos de lei que tramitam na casa legislativa sobre a regulamentação do criptomercado.

Existem três Projetos de Lei (PL) sobre a regulamentação das criptomoedas e das exchanges de moedas digitais no Brasil tramitando no Senado Federal. O PL 3.825, criada em 2019, o PL 3.949, do mesmo ano e a PL 4.207, de 2020, estão todas tramitando em conjunto, sendo discutidas em união dentro de um único texto.

Regulação

Na Câmara dos Deputados também há projetos de lei tratando do mesmo assunto, os PLs 2303/15, 2060/2019, 2234/2021 e 2140/202. No entanto essas PLs estão aguardando uma votação referente ao parecer aprovado na Comissão Especial.

Com a diferença entre essas PLs rodando em diferentes “casas” é possível que uma regulamentação só comece a tomar forma em 2022 ou mais provavelmente em 2023.

Ainda há um grande caminho a ser percorrido e muito a ser discutido para determinar quais as melhores práticas para não prejudicar o crescimento desse setor no país e tomara que os representantes de empresas de nome possam ajudar nesse debate.

Projeto de Lei que regula criptomoedas no Brasil é aprovada na Câmara dos Deputados


A regulação do Bitcoin no Brasil foi aprovada na noite desta quarta-feira (8) na Câmara dos Deputados. Há alguns anos a casa legislativa já tramitava o projeto de lei, que tem como autor o deputado federal Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ). Vale lembrar que o Projeto de Lei 2303/15 prevê a regulação do setor pelo governo federal.

Empresas que atuam no setor de criptomoedas passarão a ter que enviar mais informações a órgãos do governo. Nos últimos dias, os deputados protocolaram um pedido para que o projeto fosse votado com urgência no plenário, uma tentativa corrida de aprovar o PL ainda em 2021.

Nesta quarta, o pedido de incluir o PL 2303/15 em sessão do plenário acabou sendo votado e aprovado, colocando a regulamentação do Bitcoin em pauta.

Partido NOVO e PSDB pediram para o projeto ser retirado de pauta

Após ter o projeto de lei aprovado para ser votado com urgência, o partido NOVO protocolou um pedido para retirar de pauta a votação. Assumindo a fala, o Deputado Federal Paulo Ganine (NOVO-RJ) criticou duramente o projeto apresentado às pressas no plenário.

Segundo ele, o mercado de criptomoedas é muito promissor e deve manter a população livre para negociar neste mercado. Após o NOVO pedir a retirada de pauta, o PSDB também apoiou a retirada do plenário, apontando que o projeto era muito novo para ser discutido com tanta pressa.

O autor do projeto, Aureo Ribeiro, chegou a dizer que não tem nada de novo na regulação, que foi discutido nos últimos anos e aprimorado. De acordo com ele, o texto cria um ambiente jurídico e econômico no Brasil, com a possibilidade de atrair investimentos estrangeiros ao país.

Segundo ele, a falta de atuação séria, como o caso de Cabo Frio recente, mostra que era importante regular o Bitcoin. Para Aureo Ribeiro, quando as pessoas querem comprar Dólar, Euro e ouro, os locais estão definidos, mas no mercado de criptomoedas isso não acontece, em sua opinião.

“Precisamos cuidar desse mercado e investidores. Estamos votando uma regulamentação lei libertário. Quem quer criar pirâmide financeira será punido”.

Após essas falas, o projeto não foi retirado de pauta, com 308 votos contrários a retirada e apenas 40 favoráveis.

Projeto de Lei que cria regras ao Bitcoin foi votado e aprovado, o que acontece agora?
O deputado Expedito Netto (PSD-RO) agradeceu a quem manteve o projeto em pauta na sessão do plenário desta quarta e disse que o projeto está sendo aprovado em um momento importante, algo que não aconteceria há seis anos.

Ele disse acreditar nas criptomoedas e investimentos no setor, mas que regras poderão ajudar a tornar o mercado mais forte, declarou criticando o partido NOVO, que era contrário a aprovação do projeto hoje.

Expedito disse que é provável que o Banco Central regule o mercado, mas o projeto de lei é apenas uma legislação, quem irá cuidar da fiscalização será o Executivo, disse na leitura do parecer.

“Nós temos que dar segurança a quem acredita nas moedas virtuais, mas acabar com a picaretagem, crimes como lavagem de dinheiro, entre outros. Nosso país não é de banana, é sério e estamos legislando a matéria”.

O projeto que prevê que criptomoedas apreendidas em crimes vá para o SUS no combate ao câncer também foi apensado a este projeto, lido pelo seu autor durante a sessão.

Após as leituras de parecer e orientações de bancadas, o texto foi mantido e aprovado pelos deputados federais às 23 horas, saindo da Câmara dos Deputados. O deputado espera que a votação passe no Senado e a população possa comprar carro, casa e hambúrguer com criptomoedas.

“O estado tem sim que colocar a mão, onde está escuro e as pessoas estão perdendo seu dinheiro”.

O projeto de lei agora vai ao Senado Federal, que deverá discutir sobre o projeto e caso aprovado, segue para sanção presidencial.


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