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10.1.22

Vou disputar o 2º turno com Lula’, diz João Doria


O governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta segunda-feira, 10, que a disputa no segundo turno das eleições presidenciais será entre ele e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Não quero ser desrespeitoso a Bolsonaro, mas Lula será o candidato que vai disputar o segundo turno e é com ele que vamos disputar. Serei um candidato duríssimo”.

Doria apontou que, no momento, há uma bipolarização entre Lula e Bolsonaro (apontada pelas pesquisas), mas que, de acordo com ele, ao longo dos próximos meses, a terceira via passará a ser mais expressiva do ponto de vista das pesquisas eleitorais.

No entanto, o governador ressaltou que ainda é muito cedo para fazer cogitações “dessa natureza”.

Doria foi questionado sobre uma possível aliança com o ex-juiz e pré-candidato à presidência Sergio Moro. Ele disse que o diálogo sobre essas parcerias deve começar em abril.

“Quanto a Moro, tenho uma boa relação com ele, cultivo essa relação, temos conversado, principalmente, em torno dessa terceira ou melhor via, como prefiro classificar. Mas ainda tempos tempo para essa evolução do diálogo. Campanha mesmo começa a partir de abril”, indicou.

Vacinação de crianças com a CoronaVac

João Doria aposta na aprovação da vacina chinesa CoronaVac para crianças de 3 a 11 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão deve sair nesta semana.

Ele acredita que, assim, poderá vacinar as crianças nessa faixa etária no Estado de São Paulo em uma semana.

“Temos 15 milhões de doses da vacina no Butantan, prontas para serem disponibilizadas para o Ministério da Saúde. Se o Ministério não desejar, primeiro, aqui em São Paulo, vamos vacinar todas as crianças. E vamos disponibilizar a CoronaVac para todas as secretarias da saúde dos governos estaduais”, indicou o governador.

7.1.22

Prefeitura de São Paulo cancela Carnaval de rua


Com o aumento do número de casos e de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), o que inclui casos de covid-19 e de gripe influenza, a prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (6) o cancelamento do Carnaval de rua. A festa seria entre o fim do mês de fevereiro e o início de março. O cancelamento foi determinado pelo prefeito Ricardo Nunes, após reunião na manhã com representantes da Vigilância Sanitária e da Secretaria Municipal de Saúde.

Com a vacinação, mortes e internações por covid-19 vinham caindo em São Paulo, mas a chegada da variante ômicron do coronavírus e da darwin, nova variante do vírus influenza H3N2, levou ao aumento do número de ocorrências das duas doenças na capital.

Em material encaminhado nesta quinta-feira à imprensa, a prefeitura diz que o cenário epidemiológico atual “aponta aumento exponencial dos casos de síndrome gripal na cidade, com números de notificações já superiores aos do pior momento da pandemia em 2021”. O pior momento da pandemia em São Paulo foi entre os meses de março e maio, durante a segunda onda da covid-19.

Na quarta-feira (5), em entrevista coletiva, o Centro de Contingenciamento do Coronavírus de São Paulo, que auxilia o governo do estado nas decisões relacionadas à covid-19, desaconselhou a realização do carnaval neste ano por causa do avanço da variante ômicron, mas ressaltou que a decisão cabia a cada prefeito.

“O carnaval pode ser analisado em dois aspectos. O primeiro são os desfiles de escolas de samba, em que a situação é parecida com a dos estádios de futebol, em que há possibilidade de controle, exigindo que todos estejam vacinados e que continuem usando máscaras. No carnaval de rua, não temos como fazer o controle, pois fica liberada a participação de todos, não tem como verificar a vacinação, e a aglomeração é imensa. É impensável manter o carnaval nessas condições”, disse o secretário executivo do Centro de Contingenciamento, João Gabbardo.

Sobre os desfiles de carnaval, Gabbardo destacou que é preciso pensar que as pessoas que chegam para assistir, para participar, vão se aglomerar no trem, no ônibus. “E isso é um risco muito alto.”

Também nesta quarta-feira, três entidades que representam 250 blocos inscritos para participar do carnaval de rua de São Paulo comunicaram que não participariam do evento.

Segundo a prefeitura, os desfiles de escolas de samba ainda serão discutidos em uma reunião com a Liga das Escolas de Samba. Na reunião, devem ser definidos protocolos sanitários para garantir a realização dos desfiles.

“Vamos construir um protocolo como construímos com outras atividades. Acabamos de fazer um para a [corrida de] São Silvestre, e ela foi coberta de sucesso, com o cumprimento de tudo aquilo que a Vigilância Sanitária exigiu para a realização do evento. Inclusive com os corredores iniciando a corrida com máscara”, disse o secretário municipal da Saúde Edson Aparecido. 

6.1.22

Lei sancionada cria regras de proteção para entregadores de aplicativo


O presidente Jair Bolsonaro sancionou, um projeto de lei (PL) que estabelece regras emergenciais de proteção a entregadores de serviços de aplicativo durante a emergência em saúde pública causada pela pandemia de covid-19. O texto havia sido aprovado em dezembro pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados. 

Segundo a proposição legislativa, a empresa de aplicativo de entrega deverá contratar seguro contra acidentes, sem franquia, em benefício do entregador, para cobrir exclusivamente acidentes ocorridos durante o período de retirada e entrega de produtos.

O seguro deve abranger, obrigatoriamente, acidentes pessoais, invalidez permanente ou temporária e morte. Na hipótese de o entregador trabalhar para mais de uma empresa de aplicativo de entrega, a indenização deverá ser paga pela seguradora contratada pela empresa para a qual o trabalhador estiver prestando serviço no momento do acidente.

Outra exigência da nova lei é que, uma vez diagnosticado com covid-19, o entregador deverá receber uma assistência financeira por parte da empresa de aplicativo durante o período inicial de 15 dias. Esse prazo poderá ser prorrogado por mais dois períodos sucessivos de 15 dias, mediante apresentação de exame RT-PCR ou laudo médico que constate a persistência da doença. O valor a ser pago deve corresponder à média dos três últimos pagamentos mensais recebidos pelo entregador. 

No quesito prevenção, a lei prevê que a empresa de aplicativo de entrega deve fornecer ao entregador itens como máscaras, álcool em gel ou outro material higienizante para a proteção pessoal durante o trabalho. Isso poderá ocorrer por meio de repasse ou reembolso de despesas.

Pelo descumprimento das regras, a nova lei estabelece punições que vão de advertência até o pagamento de multa administrativa de R$ 5 mil por infração cometida, em caso de reincidência.

Veto

Um dos pontos incluídos no texto aprovado pelo Congresso Nacional previa que empresa de aplicativo poderia fornecer alimentação ao entregador por intermédio dos programas de alimentação do trabalhador previstos na Lei 6.321/1976. 

Essa lei permite às empresas deduzirem do imposto de renda o dobro das despesas com alimentação do trabalhador. Este trecho, no entanto, foi vetado pelo presidente da República. 

A justificativa é que a medida acarretaria renúncia de receita sem acompanhamento de estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro e das medidas compensatórias.

5.1.22

França identifica nova variante do coronavírus com mais de 40 mutações


A França identificou nova variante do coronavírus com mais de 40 mutações genéticas, sendo que uma está associada a potencial aumento da transmissão do vírus.

Segundo pesquisadores do Instituto Hospitalar Universitário (IHU) de Marselha, que fizeram a descoberta, a nova estirpe do SARS-CoV-2 tem 46 mutações, incluindo uma que está associada ao possível aumento de contágios.

A variante, da qual pouco ainda se sabe, foi batizada pelos cientistas com as iniciais do instituto, IHU, e deriva de outra, a B.1.640, detectada no fim de setembro de 2021 na República do Congo e atualmente sob vigilância da Organização Mundial da Saúde.

Na França, os primeiros casos da nova variante, que tem designação técnica B.1.640.2, foram observados na localidade de Forcalquier, na região de Provença-Alpes-Costa Azul.

Na mesma região, mas em Marselha, uma dezena de casos surgiram associados a viagens aos Camarões, país que faz fronteira com a República do Congo.

O IHU de Marselha, especialista em doenças infecciosas, é dirigido pelo médico Didier Raoult, que recebeu advertência da Ordem dos Médicos francesa por ter violado o código de ética. Ele promoveu o uso do remédio antimalária hidroxicloroquina como tratamento para a covid-19 sem provas de sua eficácia.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado há dois anos em Wuhan, cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

A Ômicron, identificada em novembro, é a mais contagiosa de todas as variantes do coronavírus consideradas preocupantes, apresentando mais de 30 mutações genéticas na proteína da espícula, a "chave" que permite ao vírus entrar nas células humanas.

Vários países, incluindo Portugal e França, têm atingindo recordes diários de infecções devido à circulação dessa variante.

4.1.22

Criação da Série E do Brasileiro resolveria vários problemas


A falta de calendário anual é uma reclamação constante de diversos clubes de futebol espalhados pelo Brasil. A situação é tão constrangedora e aflitiva que, após os Estaduais, dezenas de times fecham as portas no segundo semestre de cada ano. Vários jogadores, treinadores, preparadores físicos e de goleiros, massagistas, roupeiros, entre outros profissionais, ficam desempregados. No máximo, algumas equipes deixam apenas as categorias de base ativas. Chegou a hora de os dirigentes que comandam a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), através do departamento de competições, acabarem com esse pesadelo e criarem a Série E do Campeonato Brasileiro.

As competições nacionais atuais deixam de fora vários clubes de tradição de todo Brasil. Na Série A, ou Primeira Divisão, temos 20 participantes. O mesmo acontece nas Série B e C, com 20 equipes em cada uma. São 60 times nas três principais divisões do Campeonato Brasileiro, com mais 64 correndo atrás do título da Série D, ou Quarta e última divisão.

Acontece que, apesar de termos 124 clubes participando das quatro divisões do futebol brasileiro, temos outras dezenas de equipes que também gostariam de ter calendário anual. E a nova competição poderia abrir a possibilidade de os interessados se inscreverem na entidade. A CBF criaria a competição, que poderia ser regionalizada para ficar mais viável e rentável, colocando em prática a Série E do Campeonato Brasileiro, e analisaria os pedidos de inscrição respeitando o ranking nacional de clubes.

Vamos pegar como exemplo o futebol paulista, onde temos os estaduais mais concorridos e rentáveis de todo o Brasil. No Paulistão, ou seja, na Primeira Divisão, dos 16 clubes participantes, apenas o Água Santa, da cidade de Diadema, não disputa nenhuma divisão do Brasileiro. E gostaria de disputar. Tem estádio, estrutura, trabalha bem nas categorias de base e adoraria ser convidado para participar da Série E do Brasileiro.

Porém, essa situação não fica restrita ao Água Santa, provavelmente um clube desconhecido do grande público. Vamos falar da tradicional Portuguesa, a Lusa do Canindé, vice-campeã brasileira de 96, que fica na capital de São Paulo. Ou até mesmo do também tradicional Juventus, da Mooca. A dupla está sem calendário nacional. O mesmo se aplica ao São Caetano, que já foi vice-campeão da Libertadores. Tem ainda o Paulista, de Jundiaí, que já foi campeão da Copa do Brasil. Sem contar XV de Piracicaba, São Bento, São José, Marília, Noroeste e Comercial, de Ribeirão Preto, entre outros.

A falta de calendário nacional não fica restrita ao futebol paulista, onde geralmente nas quatro divisões dos seus estaduais temos a participação de quase 90 clubes. Podemos espalhar essa situação para outros estados. Por exemplo, em Minais Gerais o Boa Esporte, de Varginha, e o Uberlândia, entre outros clubes de muita tradição, estão sem calendário nacional em 2022.

Em Santa Catarina, o Joinville, que fez brilhante Série D em 2021 (chegando à reta final da competição), neste ano não tem calendário nacional, e gostaria de estar em ação no segundo semestre. Da mesma forma que equipes como o Gama, do Distrito Federal, o Luverdense, do Mato Grosso, o Treze, da Paraíba, e o Imperatriz, do Maranhão.

No Rio de Janeiro outros bons exemplos de clubes sem calendário anual existem aos montes, como os tradicionais Bangu e América, que certamente gostariam de disputar a Série E do Campeonato Brasileiro e festejariam não fecharem as portas no segundo semestre. O mesmo se aplica a Boavista, Madureira, Audax Rio, Resende, que, se consultados, provavelmente também teriam interesse na competição.

O certo é que a falta de um calendário anual para diversos clubes do futebol brasileiro resulta em perdas financeiras. Além disso, deixa vários jogadores e outros profissionais que vivem do futebol desempregados, com vários estádios inativos e muitas vezes sem eventos esportivos em muitas cidades. Os times, claro, têm interesse na criação da Série E do Campeonato Brasileiro.

A CBF conhece o assunto a fundo e esboçou, em um passado recente, a possibilidade de organizar uma nova competição nacional. Porém, as providências não foram tomadas e tudo caiu no esquecimento, principalmente após a chegada da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Que o tema da Série E do Campeonato Brasileiro volte à tona, com os clubes reivindicando novos estudos, e a competição saia do papel o quanto antes. O futebol agradece, principalmente por parte das torcidas que passam a maior parte do ano sem comparecerem aos estádios para curtirem seus times do coração.


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