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9.11.21

Transporte público pode ser novo vilão da inflação em 2022, com alta do diesel e reajuste salarial de motoristas


Depois de um ano marcado pelo aumento nos preços dos combustíveis, da energia elétrica e dos alimentos, 2022, ano de eleição, deve ganhar um novo candidato a vilão da inflação: o transporte público.

A alta no preço do diesel, a redução de passageiros transportados na pandemia e a pressão por reajustes salariais de motoristas e cobradores colocam os governos locais diante de uma equação difícil: elevar fortemente a passagem — acima dos R$ 0,20 que geraram protestos em 2013 — ou conceder subsídios a empresas de ônibus, trens e metrô.

Estimativas de empresas e especialistas apontam que repassar os custos para a tarifa paga pelo passageiro significaria aumentos de 40% a 50% — a passagem média do Brasil é de R$ 4,01, segundo as operadoras.

A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) diz que aumentos desproporcionais, como a alta de 65% do diesel nas refinarias, afetam a operação e ampliam o déficit das empresas, que foi de R$ 17 bilhões apenas durante a pandemia.

Com o IPCA acumulado em 12 meses de 10,25% até setembro, é considerado inviável repassar integralmente o reajuste à população, que viu sua renda encolher, principalmente os mais pobres.

O aumento pressionaria mais a inflação no momento em que o Banco Central tem aplicando doses sucessivas de alta de juros para conter a escalada de preços e cumprir a meta do próximo ano, que é de 3,5%, podendo chegar a 5% no teto da meta. Já os subsídios poderiam sangrar contas públicas de prefeituras e governos estaduais.

Previsão de aumento de mais de 10%

Como o transporte público fica sob a gestão dos municípios, e ainda não há clareza de como os custos vão se comportar até o fim do ano, não há definição sobre quanto as passagens poderiam, de fato, subir em 2022. A concessão de subsídios significa menos caixa para os governos. Os municípios terão de decidir quem pagará a conta, em uma decisão, mais do que nunca, política.

André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor do FGV/Ibre, lembra que a correção da massa salarial das categorias que trabalham no transporte deve chegar aos dois dígitos, e que o diesel seguirá com viés de alta:

— São dois itens de peso que devem gerar um grande debate sobre o reajuste. A forma como o diesel afeta a família de baixa renda é pelo frete e pelo transporte público urbano. Em ano eleitoral a gente não costuma ver aumento de passagem, mas espero que haja algum reajuste, exatamente pela pressão que os aumentos do diesel vão exercer no custo.

O economista Cláudio Frischtak, sócio gestor da Inter.B, diz que esse reajuste e a pressão que ele causará na inflação já estão contratados. Para ele, considerando todos os custos, a linha de base para o reajuste de tarifas ficará acima de 10%:

— Parte considerável das pessoas que precisam de transporte público tem capacidade mais restrita para absorver esses reajustes. O que tende a acontecer é elevar subsídios.

No Rio, empresas vão receber subsídios
Com a crise deflagrada pela pandemia — um cenário que mistura desemprego em alta e renda em queda — as prefeituras avaliam o quadro. No Rio, o prefeito Eduardo Paes anunciou mês passado que as empresas receberão subsídios. A situação na capital é complexa: a maioria dos consórcios que operam as linhas de ônibus está em recuperação judicial.

Em nota, a Secretaria de Trânsito informou que trabalha em um modelo de gestão que incluirá nova forma de remuneração das empresas. Haverá uma nova licitação de bilhetagem digital e acompanhamento dos ônibus via GPS. A abertura dos envelopes será em dezembro, e a nova operação começa em julho de 2022.

Em Curitiba, a alta de custos foi tão grande que a prefeitura enviou projeto de renovação do regime emergencial, que vigorou de março de 2020 a junho de 2021, à Câmara de Vereadores. A tarifa técnica, que remunera as empresas, bateu R$ 8,11, enquanto o valor pago pelo usuário é de R$ 4,50.

A solução foi modificar a remuneração das empresas, que passou a ser por quilômetro rodado, e não em passageiros. Em 15 meses, o município economizou R$ 211 milhões. A renovação do regime emergencial será retroativa a julho e vai até o fim da emergência por causa da Covid-19.

SP: reajuste é ‘inevitável’

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse nesta semana que seria “inevitável” um reajuste nas tarifas de ônibus da capital, congeladas em R$ 4,40 desde 2021. Depois, disse que o aumento será decidido com outras prefeituras e o governo do estado.

O prefeito explicou, na inauguração de uma estação do metrô na sexta-feira, que o sistema de ônibus custa R$ 8 bilhões por ano, mas arrecada R$ 5 bilhões. A diferença, de R$ 3 bilhões, é paga pela prefeitura, por meio de subsídio.

O pesquisador Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, do Ipea, pontua que as manifestações de 2013 resultaram em subsídios imediatos de prefeituras, o que não se sustentou no médio prazo e houve reajustes até acima da inflação:

— Se as prefeituras não oferecerem nada, o impacto da tarifa vai ser muito alto. Se reduzirem o impacto de aumento da tarifa sem contrapartida, os sistemas de transporte podem entrar em colapso.

Para o presidente da NTU, Otávio Cunha, as prefeituras vão arcar com boa parte da conta porque é inviável repassar o aumento ao passageiro:

— Os valores para equilibrar a operação exigiriam reajuste de 40%, é inimaginável. Nenhum prefeito teria coragem de fazer isso. O mais razoável seria usar, excepcionalmente, recursos do orçamento.

Cidades pequenas reduziram tarifas

O problema estrutural do setor de transporte coletivo vem de longa data, mas foi agravado pela pandemia. Enquanto a maioria das grandes cidades optou por congelar as tarifas cobradas dos passageiros, alguns municípios menores chegaram a reduzir o valor das passagens, como forma de incentivar mais pessoas a usarem os ônibus, ampliar a receita e até reaquecer a economia.

Em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, o preço da passagem caiu duas vezes na pandemia. Em janeiro de 2021, o município reduziu a tarifa de R$ 2,30 para R$ 2,20. Em setembro, o preço caiu a R$ 1,95. Nesse meio tempo, a cidade ainda fez nova licitação do transporte coletivo, em um modelo em que a arrecadação fica com o município e as empresas são pagas por quilômetro rodado.

O secretário municipal de Planejamento, Samuel Almeida da Silva, disse que neste modelo o município prevê os gastos com transporte no orçamento. Como as empresas recebem por quilômetro, quanto mais passageiros houver, melhor a arrecadação. Em 2017, o sistema transportava 32 mil usuários por dia. As reduções de tarifa, que ocorreram gradualmente desde 2018, elevaram o número para 53 mil.

O custo de operação do sistema no ano passado foi de R$ 51 milhões, incluindo R$ 11 milhões para integração metropolitana. O subsídio da prefeitura foi de R$ 23 milhões.

— Em quatro anos, aumentamos a oferta de ônibus em 30% e reduzimos o custo pela metade. Essa economia foi repassada ao passageiro — afirmou o secretário.

Na cidade de Curvelo, no interior de Minas Gerais, o município optou pela contratação de uma nova empresa, o que permitiu reduzir o valor da passagem. Desde setembro, os moradores da cidade pagam R$ 2 para andar de ônibus — uma diminuição de 46% na tarifa, que era de R$ 3,75.

Reconstrução do setor

Quando anunciou a medida, o prefeito da cidade, Luiz Paulo (PP), disse que os aumentos da tarifa estarão apenas sujeito à variação da inflação. A estimativa é que o subsídio do município gire em torno de R$ 121 mil.

O presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Otávio Cunha, diz que há uma série de ações que as prefeituras podem adotar para bancar o transporte coletivo e que estão sugeridas em um projeto de lei que estabelece um marco para o setor. Uma possibilidade seria a exploração de estacionamentos públicos, com arrecadação revertida para os sistemas de transporte.

Ele defende a reconstrução do setor, para oferecer serviço barato e de boa qualidade:

— A sociedade inteira deve bancar parte desse custo, como já é feito fora do país.

8.11.21

Ministro diz que mercado digital é importante para modernizar Mercosul


O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o mercado digital é fundamental no processo de modernização do Mercosul para ampliar a capacidade de resposta a novos arranjos de integração global. “Temos que incluir essa pegada digital”, disse, sobre criar um mercado atraente e moderno para os negócios.

Guedes falou na abertura do seminário O Papel do Mercosul na Promoção do Comércio Eletrônico Transfronteiriço e na Construção do Mercado Digital Regional, um evento virtual promovido pela presidência pro tempore do Brasil no bloco, em parceria com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Segundo o ministro, os países do Mercosul tiveram uma visão antecipatória na criação do bloco em 1991, para melhorar a competitividade de seus mercados, mas acabaram “perdendo um pouco” na corrida global em razão de “arranjos obsoletos”. Para Guedes, há, agora, uma nova oportunidade de relançamento das plataformas do bloco incluindo o mercado digital. “Já estamos saindo da pandemia [de covid-19] e continua em ritmo acelerado o crescimento dessa dimensão digital”.

O Mercosul completa 30 anos em 2021. O bloco é composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai e outros países associados.

2.11.21

Dólar vai a R$ 5,67 e fecha no maior valor em mais de seis meses


Em meio à cautela no mercado local e às expectativas com a decisão do Banco Central norte-americano, o dólar iniciou novembro em alta e fechou no maior nível em mais de seis meses. A bolsa de valores recuperou-se de perdas recentes e teve alta de quase 2%.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (1º) vendido a R$ 5,67, com alta de R$ 0,024 (+0,43%). Na máxima do dia, por volta das 12h, a cotação chegou a R$ 5,69. O Banco Central (BC) leiloou US$ 700 milhões em contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro, mas a atuação foi insuficiente para conter a valorização da divisa.

A moeda norte-americana está no nível mais alto desde 13 de abril, quando tinha fechado em R$ 5,71. O dólar acumula valorização de 9,27% em 2021.

No mercado de ações, o dia foi o oposto. Após dois dias seguidos de queda, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 105.551 pontos, com alta de 1,98%. O indicador foi puxado pela Petrobras, cujas ações subiram 3,72% (ordinária) e 2,75% (preferencial), por causa da baixa adesão à greve dos caminhoneiros convocada para hoje. Papéis ligados a bancos também puxaram a alta.

Em relação ao dólar, os investidores estão na expectativa com a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que parcela os precatórios e muda o cálculo do teto de gastos. Apesar das dificuldades de articulação no Congresso, o mercado teme que o governo recorra a alguma solução que crie brechas para estourar o teto, como a edição de um decreto de calamidade pública.

Além dos fatores internos, o dólar está em alta no mercado internacional por causa das expectativas em torno da reunião do Federal Reserve (Fed), Banco Central norte-americano. Nesta semana, a autoridade monetária da maior economia do planeta deve começar a retirar os estímulos concedidos durante a pandemia de covid-19. Mesmo que não aumente os juros básicos, o Fed pode começar a reduzir o volume de compras mensais de títulos que injetam dinheiro na economia dos norte-americana.

28.10.21

Entidades do setor produtivo consideram alta da Selic excessiva


A elevação da taxa Selic (juros básicos da economia) para 7,75% ao ano  recebeu críticas de entidades do setor produtivo. Para o comércio e a indústria, a decisão do Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central foi excessiva e aumenta o risco de recessão econômica em 2022.

Em nota, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, informou que a decisão prejudica a retomada do emprego e a recuperação da economia. Para a entidade, o BC poderia não ter acelerado o ritmo de reajuste, porque existe uma defasagem e os efeitos dos aumentos nos últimos meses sobre a inflação começam a ser sentidos.

“Os aumentos anteriores da taxa de juros já começaram a ter reflexos na economia. Percebemos que a atividade econômica dá sinais de desaquecimento e, nos próximos meses, os efeitos defasados do aumento da Selic vão continuar contribuindo para desestimular o consumo e desacelerar a inflação”, avalia Andrade. Para ele, aumentaram as chances de recessão em 2022 por causa do impacto negativo dos juros mais altos sobre o crédito para os consumidores e as empresas.

Para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a elevação da Selic trará custos maiores para o comércio e para o setor produtivo em geral. Em comunicado, a entidade argumentou que o aumento de juros não se justificaria porque os preços estão sendo pressionados por problemas de oferta, como alta nos combustíveis e na luz, não por causa de excesso de demanda.

Segundo a ACSP, o reajuste da Selic dificultará o acesso ao crédito. A associação cobrou a resolução do impasse entre o governo federal e o Congresso em torno da situação fiscal, o que contribuiria para a valorização do real e a queda dos preços.

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) entende que um aumento da taxa básica de juros da economia (Selic) em 1,5 ponto percentual foi excessivo neste momento. “O quadro inflacionário atual e as expectativas para a inflação, principalmente por conta da piora da situação fiscal e da recomposição da demanda, justificam a manutenção do ciclo de alta da taxa de juros. Porém, entendemos que acelerar o ritmo de aumento foi precipitado e poderá comprometer a recuperação de uma economia ainda fragilizada”, avaliou a Firjan.

A nota da federação diz ainda que, diante de perspectivas futuras de maior expansão do gasto público, a aprovação das reformas administrativa e tributária se faz "inadiável e inegociável". "Só assim será possível manter as contas públicas equilibradas, resgatar a confiança dos empresários e promover um crescimento sólido da atividade econômica”.

26.10.21

Ministro diz que privatização da Petrobras ampliaria investimentos


O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou  durante evento com o presidente Jair Bolsonaro, recursos da venda da Petrobras podem ser usados para ampliar os investimentos públicos e em tecnologia e bancar gastos sociais.

“E se daqui a 20 anos o mundo todo migrar para a energia elétrica, hidrogênio, nêutron, energia nuclear e o fóssil for abandonado? A Petrobras vai valer zero daqui a 30 anos. E o que nós fizemos?”, questionou o ministro, durante o lançamento do Plano de Crescimento Verde, no Palácio do Planalto.

“Deixamos o petróleo lá em baixo com um monopólio, uma placa de monopólio estatal em cima. O objetivo é tirar esse petróleo o mais rápido possível e transformar em educação, investimento, treinamento, tecnologia”, acrescentou Guedes.

Para o ministro, a alta de mais de 6% nas ações da Petrobras nesta segunda-feira é resultado da entrevista em que o presidente Jair Bolsonaro disse estudar um projeto de lei que permitiria a venda de ações da estatal nas mãos da União, até ela deixar de ser a controladora majoritária da empresa.

“Bastou o presidente falar ‘vamos estudar’, e o negócio [a ação da Petrobras] sai subindo e aparece R$ 100 bilhões. Não dá pra dar R$ 30 bilhões para os mais frágeis num momento terrível como esse, se basta uma frase do presidente para aparecer R$ 100 bilhões, brotar no chão de repente. Por que nós não podemos pensar ousadamente a respeito disso?”, comentou Guedes.

Caged
O ministro da Economia adiantou dados econômicos que serão divulgados amanhã (26). Segundo ele, a arrecadação de setembro, apurada pela Receita Federal, deverá trazer novos recordes. Além disso, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mede o saldo de empregos formais, deve vir com mais de 300 mil postos de trabalho criados no país no mês passado.

“A economia está voltando com muita força. Conversava há pouco com o grupo da arrecadação da Receita Federal, novos recordes. Amanhã, possivelmente vão soltar também o Caged; mais de 300 mil empregos todo mês estamos criando”, declarou.

O ministro agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro a confiança em mantê-lo no cargo. “Eu queria agradecer pela confiança do presidente. É sempre assim, eu estou morrendo afogado, ele aparece, renova a confiança e nós continuamos nessa aliança de liberais e conservadores por um futuro melhor do nosso país”, disse.

'Lição de casa' ajudou esses investidores a perceberem que 'precisam possuir um pedaço de Bitcoin'


O aumento contínuo da popularidade e valorização do Bitcoin tornou impossível ignorar o ativo criptomoeda para ambos, investidores de varejo e institucionais. Para aqueles que ainda estão apreensivos, o gerente de fundos de hedge Anthony Scaramucci tem alguns conselhos.

Em declarações à CNBC, o fundador da SkyBridge Capital argumentou que qualquer pessoa que fizer a devida diligência em relação ao ativo digital com cuidado entenderia e acreditaria em seu potencial. Ele pediu às pessoas que “fizessem o dever de casa sobre o bitcoin, entendessem o que ele é”, acrescentando que o white paper do Bitcoin escrito por seu criador Satoshi Nakamoto seria um ótimo lugar para começar.

Nomear figurões como Paul Tudor Jones e Stanley Druckenmiller, que também compraram bitcoin, disse ele,

“Quem faz o dever de casa… acaba investindo nisso. Olhe para Ray Dalio, um cético bitcoin, agora um investidor bitcoin ... Esses são caras brilhantes [que] fizeram o dever de casa e chegaram à conclusão de que precisavam possuir um pedaço de Bitcoin. ”

Como muitos, Scaramucci comparou a moeda virtual ao “ouro digital”, revelando que ele próprio possuía “mais de $ 1 bilhão” em Bitcoin. O investidor havia começado a acumular Bitcoin no ano passado, mais ou menos na mesma época em que sua empresa entrou com um pedido de fundo de investimento em Bitcoin na Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos.

Recentemente, sua empresa entrou com um pedido de criptografia ETF que seria chamado de “First Trust SkyBridge Crypto Industry and Digital Economy ETF”. Ela iria investir 80% de seus ativos líquidos em empresas que trabalham com cripto-indústria e economia digital, embora não forneça exposição direta ao Bitcoin.

Ao falar sobre seus próprios investimentos BTC, Scaramucci afirmou na entrevista:

“Se você tivesse um centavo em bitcoin e 99 centavos em dinheiro na última década, você superou tudo. Basta pensar sobre isso. ”

'Bitcoin é uma classe de ativos gigante'

Scaramucci acredita que o Bitcoin é uma “classe de ativos gigante” que terá uma grande posição na economia global na próxima década. Em uma entrevista recente com Anthony Pompliano, o bilionário chegou a chamar o Bitcoin de a melhor negociação de sua vida, devido à grande valorização que viu no ano passado.

Depois de alguns meses difíceis em que muitos investidores saíram do mercado de Bitcoin devido a uma longa corrida de baixa, o ativo mais uma vez está vendo dias mais verdes. Ele estava avaliado em $ 63.141 no momento da escrita, após o lançamento bem-sucedido do primeiro BTC ETF nos Estados Unidos, que levou o ativo a atingir um novo recorde histórico de mais de $ 66.900 na semana passada.

Ray Dalio, mencionado por Scaramucci como um flipper de Bitcoin, faz parte de um grupo crescente de investidores institucionais que começaram a desacreditar suas críticas ferrenhas à criptomoeda.

Entre eles está a estrela de Shark Tank Kevin O'Leary, que pode ser visto regularmente elogiando o Bitcoin publicamente, ao mesmo tempo em que aumenta suas participações. Ele havia revelado recentemente que agora possuía mais BTC do que ouro , já que muitos investidores começaram a ver o Bitcoin como o “ouro digital” do novo mundo e um substituto melhor para o ativo antigo.

25.10.21

Nigéria anuncia moeda digital feita por banco central chamada ‘eNaira’


O presidente da Nigéria Muhammadu Buhari vai anunciar na próxima segunda-feira (25) do palácio presidencial na capital, Abuja, o lançamento da eNaira, a versão digital da moeda oficial da Nigéria, a Naira (₦). Trata-se de uma moeda na modalidade CBDC (Moeda Digital do Banco Central), segundo comunicado do Central Bank of Nigeria (CBN) no sábado (23).

Com o tema “mesma Naira, mais possibilidades”, o órgão diz que o objetivo é melhorar o sistema de pagamentos no país. Vale lembrar que nos últimos anos, a inflação alta despertou o interesse dos cidadãos pelo Bitcoin, forçando o governo a tomar medidas para conter a ‘febre’ da moeda virtual.

“O lançamento da eNaira é o resultado de vários anos de trabalho do Central Bank of Nigeria no avanço do sistema de pagamentos a fim de tornar transações mais fáceis e contínuas para todas as camadas da sociedade”, diz o documento oficial. Segundo a nota do CBN, o eNaira e o Naira vão coexistir, ou seja, uma compra pode ser paga com ambas moedas ao mesmo tempo.

“O eNaira, portanto, marca um grande passo em frente na evolução do dinheiro e o CBN tem o compromisso de garantir que a eNaira, assim como a Naira física, seja acessível a todos”, concluiu a entidade.

O governo também já ativou o site oficial do eNaira com todas as informações do projeto, bem como ações futuras. 

Bitcoin na Nigéria

O histórico do bitcoin na Nigéria começou a ganhar destaque em 2017; e mais recentemente, há menos de um ano. Em dezembro do ano passado é que começou a ficar evidente o apreço de seus cidadãos pela criptomoeda.

Desde que a população nigeriana começou a intensificar a adoção do Bitcoin como uma alternativa contra a inflação, o CBN passou a tomar medidas para tentar conter o hype.

Em fevereiro deste ano, por exemplo, a entidade determinou que bancos e instituições financeiras do país deveriam identificar e fechar as contas de clientes que negociassem criptomoedas. O argumento usado na ocasião foi que o novo mercado era uma ameaça ao sistema financeiro nacional.

A Nigéria também vinha sofrendo com a queda da demanda e do preço do petróleo, seu principal produto de exportação. Como consequência, as reservas cambiais caíram e a inflação disparou, o que forçou o governo  a desvalorizar a Naira três vezes em 2020. 

Além disso, o CBN também limitou as transações internacionais com moeda estrangeira e o acesso ao dólar em US$ 200 por mês para cada cidadão.

Nesse meio tempo, as criptomoedas viraram pauta tanto no CBN quanto no Senado. Em agosto, a entidade selecionou a Bitt Inc. como parceiro técnico para ajudar a criar a CBDC da Nigéria.

21.10.21

WhatsApp: aplicativo liberará cashback para pagamentos no aplicativo

Um dos elementos mais interessantes do mercado financeiro nos últimos anos é o cashback. A possibilidade de ganhar parte do pagamento como retorno em transações de crédito tem atraído as pessoas, e agora, até mesmo o Whatsapp utiliza essa função.

O Whatsapp Pagamentos é uma nova funcionalidade do aplicativo de mensagens instantâneas, que permite que você faça pagamentos diretamente na plataforma.

Dessa forma, o usuário fica protegido pela segurança da criptografia de dados e as empresas que realizam serviço de antecipacao de recebiveis, podem receber pagamentos através da plataforma.

O recurso inicialmente foi criado para dividir contas com seus amigos e familiares, como no caso de:

  • Rachar uma pizza;
  • Alugar uma casa de temporada;
  • Viajar;
  • Curtir uma festa;
  • Entre outros.

Entretanto, com o acesso das contas comerciais na plataforma, é muito provável que o Whastapp pay se torne uma nova forma de pagamento de produtos ou serviços, ampliando ainda mais as possibilidades dos clientes.

O pagamento nesta função do aplicativo pode ser feito diretamente no chat, sem que você precise abrir um aplicativo de sua instituição financeira ou mesmo tê-lo no celular, o que facilita muito as transações.

Essa função tem semelhança com um software para emissão de nota fiscal eletrônica, pois assim como ele, garante muito mais segurança e praticidade a longo prazo.

Agora, a plataforma se prepara para apresentar mais uma novidade para seus consumidores. Em breve, o Whatsapp disponibilizará o serviço de cashback nas transações realizadas usando o método de pagamento do aplicativo.

Esta nova função já está em desenvolvimento, e em breve deve chegar para os consumidores comuns, sendo um importante benefício para trabalhar com um mercado que cada vez mais usa a tecnologia ao seu favor.

A novidade foi descoberta através de registros de atualização do Whatsapp Beta, a versão de testes para smartphones que usam o sistema operacional Android. Em captura de tela, usuários notaram a notificação na tela inicial que dizia:

“obtenha cashback no seu próximo pagamento”

Além disso, na propaganda havia uma orientação para que o usuário tocasse no aviso para iniciar este processo. Não há mais detalhes sobre o funcionamento do recurso, que por enquanto se limita aos usuários na Índia, onde os testes devem estar ocorrendo.

Apesar disso, tudo indica que o serviço de mensagens oferecerá uma quantia de reembolso nas operações realizadas por uma assessoria fiscal, provavelmente como um incentivo para estimular usuários a começarem a usar a aplicação.

O que é o cashback?

O cashback é uma ferramenta muito utilizada por instituições financeiras como um programa de fidelidade. Em uma tradução literal, o termo significa “dinheiro de volta”. Trata-se de recuperar uma porcentagem do valor pago por um produto ou serviço.

O processo iniciou com empresas de cartão de crédito, e se popularizou no hemisfério norte muito rapidamente, começando a espalhar-se pelo mundo posteriormente, funcionando como serviços contábeis da era digital.

Esse modelo foi criado em 98, e logo no lançamento da proposta já haviam mais de 40 lojas participantes, com retorno de até 25% do valor para os clientes que consumiram seus produtos ou serviços.

No Brasil, entretanto, o formato só começou a ser aplicado em 2007, e desde então o segmento tem crescido muito, criando opções de engajamento para diversas companhias.

Com o aumento e a popularização da internet, em grande parte por conta do processo conhecido como transformação digital, muitas empresas de controle de acesso que trabalham com recursos online acabaram adotando esse formato para aumentar seus clientes.

Esse tipo de ação não é diferente de outros programas de pontos utilizados por diversas marcas como uma forma de fidelização. Essa operação, na maioria das vezes, utiliza intermediárias para conseguir resultados efetivos.

Existem diversas vantagens na utilização desse recurso, que ficam ainda mais evidentes quando você utiliza em uma plataforma versátil e popular como o Whatsapp, que tem potencial de ampliar consideravelmente  suas vendas.

Vantagens de trabalhar com cashback

Para você entender a importância dessa nova funcionalidade no aplicativo de comunicação, e o quanto sua companhia de consultoria trabalhista empresarial pode se beneficiar deste recurso para se destacar em um mercado cada vez mais competitivo.

Aumento na visibilidade

O Whatsapp é uma excelente maneira de aumentar suas vendas, e hoje muitos recursos ligados diretamente ao processo de conta comercial permitem que você trabalhe de forma mais efetiva com seus clientes.

O cashback é uma estratégia potente de divulgação de sua loja. Através desse método, você consegue atrair mais consumidores para conhecer seus produtos ou serviços, uma vez que estes clientes recebem benefícios para esse tipo de ação.

Esse formato também estimula que os consumidores comuniquem o benefício para seus amigos e familiares, gerando assim uma rede de interesse no formato e aumentando suas chances de fechar mais conversões em vendas de seu sistema para delivery de pizza.

Aumento de clientes

O Whatsapp é um dos aplicativos mais utilizados no mundo, com milhões de usuários conectados o tempo todo. 

Por isso, trabalhar com esta ferramenta para suas vendas pode ser uma importante maneira de se destacar e conseguir resultados mais expressivos no mercado.

Quando você divulga esse tipo de atividade, acaba aumentando sua base de clientes, oferecendo uma forma de se comunicar muito mais rápida e direta, com a opção de que ele ainda consiga recuperar uma porcentagem de seu investimento.

Mais vendas

Quando um cliente fica satisfeito com sua marca, a tendência é que ele comece a consumir mais. Programas de cashback incentivam essa prática, uma vez que se trata de uma técnica que impacta diretamente o grau de satisfação de um consumidor.

Hoje, a velocidade de comunicação é um dos pontos mais importantes para qualquer empreendimento. Trabalhar com recursos que agilizem esse tipo de processo é muito importante para que você consiga uma efetividade maior em suas vendas.

Quanto mais um usuário que utilizar essa tecnologia comprar, maior será o retorno de cashback para ele. 

Dessa forma, você consegue clientes com um interesse muito maior em fazer transações comerciais mais frequentemente, sem precisar cobrar por revisão de impostos.

A satisfação de seus consumidores deve ser um dos principais pontos para qualquer transação comercial. 

Portanto, oferecer o Whatsapp como forma de fazer negócios é uma excelente maneira de se destacar e agilizar ainda mais o processo de vendas.

As tecnologias móveis são muito importantes para que você trabalhe com vendas, e o Whatsapp é um dos carros-chefe desse tipo de operação, uma vez que ele permite uma comunicação rápida e positiva entre as partes envolvidas.

Mais contato com seu público

A comunicação por aplicativos de mensagem instantânea como o Whatsapp permite que você tenha uma relação mais próxima com seus clientes, onde é possível compreender melhor seus desejos e necessidades.

Normalmente, durante uma negociação, o consumidor acaba apresentando uma série de informações relevantes, que são utilizadas para que você consiga trabalhar com mais qualidade nesse tipo de atividade.

O cashback é um excelente argumento para incentivar esse primeiro contato com seus consumidores, ajudando-o a entender seus padrões de consumo e como podem trabalhar no processo de negociação em sua empresa.

Acompanhamento

Para identificar o valor que você está recuperando com o cashback, é possível identificar uma forma de avaliar seu benefício, como um extrato, por exemplo. Dessa forma, é possível avaliar exatamente o quanto está sendo devolvido quando você faz uma operação.

A transparência é um dos principais pilares de qualquer operação financeira, independente do meio utilizado para realizar esse tipo de operação. Por isso, passar todas as informações para o consumidor é um passo fundamental.

Gerar confiança do consumidor para fazer a operação é um passo muito importante, uma vez que lida diretamente com o quanto o cliente pode confiar em sua companhia para consumir seus produtos ou serviços.

Quando você acompanha as necessidades de seus consumidores, acaba garantindo um potencial maior de fidelização, uma vez que eles estão recebendo benefícios de usar o serviço de cashback e principalmente pelo fato de usarem uma ferramenta de fácil acesso como o Whatsapp.

Esse tipo de ação se torna um importante diferencial competitivo, garantindo uma vantagem muito mais ampla para os empresários que adotam essa estratégia ao usar o serviço de mensagens instantâneas em questão, possibilitando um engajamento muito maior com o público.

Considerações finais

O Whatsapp é uma ferramenta que revolucionou a comunicação moderna. A possibilidade de enviar mensagens para o mundo inteiro através de seu celular e receber a resposta instantâneamente é uma das principais razões para o aplicativo ser tão utilizado no mundo todo.

O potencial de negócios que ele gera também é impressionante por si só, ajudando a aproximar consumidores de marcas e possibilitando uma série de interações que ajudam muito no processo de vendas como um todo.

Com isso, o benefício do cashback acaba sendo uma importante ferramenta para ajudar a aumentar ainda mais o potencial de interação das companhias que estão utilizando este tipo de atividade.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

20.10.21

Mercado Bitcoin se aproxima do mercado regulado com investimento na SL Tools


O Grupo 2TM, controlador da corretora Mercado Bitcoin, e a Parallax Ventures, empresa que investe em startups, realizaram um investimento na fintech SL Tools, de Clearing, e um marketplace para negociação digital de ativos financeiros. O anúncio foi feito nesta terça-feira (19). Com o aporte, a maior plataforma de ativos digitais da América Latina se aproxima mais do mercado financeiro regulado e da bolsa de valores brasileira, B3.

O novo acordo também aproxima ainda mais os mercados tradicional e digital, baseado na tecnologia blockchain, explica a nota da 2TM. o Grupo destaca o contrato recente com a B3 que permite a utilização dos serviços de clearing e custódia da bolsa, tornando-se a única empresa no país a conseguir acessar esse serviço.

Em resumo, a SL Tools vai facilitar o aluguel de ações, reduzindo a dependência que os investidores e as corretoras têm do mercado de balcão, pois é a única empresa brasileira com acesso ao serviço de clearing da B3. A fintech tem contrato firmado com a B3 desde julho deste ano.

Mercado Bitcoin quer focar na evolução da inovação

Em nota, Roberto Dagnoni, CEO 2TM, destacou o pioneirismo da companhia na nova economia digital e afirmou que o Grupo vai estar à disposição da SL Tools para ajudar a construir um modelo que permita a evolução da inovação, mas com regras bem definidas e que devem ser seguidas pelos atores do mercado.

“Esse movimento nos aproxima do mercado regulado e corrobora a visão de que o mercado regulado e as novas tecnologias fatalmente convergem em prol dos clientes e para gerar mais eficiência ao sistema”, disse Dagnoni, ressaltando que o acordo é terceiro movimento do Grupo nessa direção e não deve ser o último.

“Em maio anunciamos a compra da Parmais e um investimento no FIDD Group. E desde a chegada do SoftBank, em julho, estamos acelerando muito esta frente de M&A (sigla em inglês para ‘Fusões e Aquisições’). Vamos seguir nessa trilha de buscar a aproximação aos ativos regulados por diversas frentes”, disse o diretor. 

Empresas enaltecem parceira

Para o fundador da SL Tools, André Duvivier, os mercados tradicionais e digitais podem convergir mais rápido do que o esperado. Ele também enalteceu a nova parceria e exaltou a história da empresa:

“Estamos na vanguarda desse movimento”. Duvivier também aproveitou para anunciar que além do aluguel de ações, a fintech está se preparando para lançar em um “curtíssimo prazo” produtos de renda fixa em seu marketplace digital.

Fabio Dutra, gerente da Parallax Ventures, também deixou um comentário sobre a nova empreitada das três empresas.

“Estamos muito entusiasmados em ver as sinergias entre as nossas investidas se materializando sob a forma de parcerias e investimentos, consolidando a geração cruzada de valor entre as plataformas”, disse Dutra, acrescentando que o investimento pavimenta a construção de uma infraestrutura de mercado financeiro moderna e preparada para a nova economia.

O que é ‘clearing’

Segundo o site da B3, “a clearing integrada realiza o registro, aceitação, compensação, liquidação e gerenciamento do risco de contraparte de operações do mercado de derivativos financeiros, de commodities e de renda variável, dos mercados à vista de ouro, de renda variável e de renda fixa privada, realizadas em mercado de bolsa e em mercado de balcão organizado, bem como de operações de empréstimo de ativos”.

Senado aprova auxílio gás para famílias carentes


O Senado aprovou a criação do Programa Gás para os Brasileiros, o chamado auxílio gás. O programa vai auxiliar famílias de baixa renda na compra do gás de cozinha. O projeto de lei (PL) prevê que cada família receba bimestralmente o equivalente a 40% do preço do botijão de gás. O projeto retorna à Câmara.

De acordo com o PL aprovado, serão beneficiadas famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário-mínimo, ou que morem na mesma casa de beneficiário do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O programa será financiado com recursos dos royalties pertencentes à União na produção de petróleo e gás natural sob o regime de partilha de produção, de parte da venda do excedente em óleo da União e bônus de assinatura nas licitações de áreas para a exploração de petróleo e de gás natural. Além disso, serão utilizados outros recursos que venham a ser previstos no Orçamento Geral da União e dividendos da Petrobras pagos ao Tesouro Nacional.

Entre as justificativas do autor do projeto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), está o aumento do preço do gás de cozinha nos últimos meses o que tem feito com que famílias optem pelo o uso de lenha, carvão e, até mesmo, etanol para o preparo dos alimentos o que provocou o aumento de doenças pulmonares e acidentes com queimaduras.

Para ele, o projeto traz “justiça social”, devolvendo à população parte do lucro da Petrobras obtido no mercado. “Estamos fazendo uma justiça social quando estabelecemos fontes de financiamento que não são fiscais. A fonte de financiamento diz respeito aos dividendos que a União recebe pelas suas ações da Petrobras, pelo lucro que a União obtém. Estamos pegando o lucro das ações da Petrobras e devolvendo pro povo humilde.”

Na avaliação do relator do projeto no Senado, Marcelo Castro (MDB-PI), a mais recente política de preços da Petrobras, adotada na gestão do presidente Michel Temer, com a estatal sob comando de Pedro Parente, pavimentou a crise dos combustíveis vivida hoje.

“A primeira providência que ele [Parente] tomou foi eliminar os subsídios, deixar de controlar os preços da Petrobras e atrelou os preços dos combustíveis ao mercado internacional, ao preço em dólar do barril de petróleo. Então, eliminando o subsídio dos combustíveis, evidentemente, eliminou o subsídio do GLP, do gás de cozinha”, disse o senador.

“Com a política que foi feita, nós sabemos das consequências, da greve dos caminhoneiros. Mas o fato é que, à medida em que o petróleo aumenta de preço, imediatamente, de 15 em 15 dias, aumenta de preço aqui no Brasil. Se o dólar se valoriza e o nosso real se desvaloriza, aumenta de preço também. E isso levou ao que nós estamos vivendo hoje: uma gasolina de R$ 7 o litro e o GLP de R$ 100, R$ 120, R$ 130”, acrescentou.

O PL retorna para nova apreciação dos deputados porque Castro alterou a forma de financiamento do programa. O texto que saiu da Câmara previa o uso de recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), imposto sobre a importação e a comercialização de gasolina. Mas o relator entendeu que o aumento de tributos provocaria “um indesejável impacto inflacionário”.

19.10.21

PayPal diz que brasileiros estão prontos para abrir mão do dinheiro físico


Uma pesquisa liberada pelo PayPal indica que os brasileiros estão prontos para abrir mão do dinheiro físico, também chamado de “em espécie”.

O estudo nomeado “Terceira Onda de Inovação FinTech” ouviu cerca de 4 mil pessoas nos Estados Unidos, Alemanha, Brasil e China, onde puderam conhecer mais detalhes sobre a visão das pessoas sobre os ecossistemas digitais.

Neste estudo, um dos temas abordados foi sobre as moedas digitais de bancos centrais, as CBDCs.

Vale lembrar que o PayPal é uma empresa que trabalha com o dinheiro fiduciário em formato virtual há alguns anos e recentemente entrou no mercado de criptomoedas, após liberar nos Estados Unidos e Reino Unido a negociação de Bitcoin para seus clientes.

“A pandemia acelerou a digitalização de todas as coisas, incluindo serviços financeiros. Alguns pensam que (re) agrupamento e consolidação são inevitáveis ​​na esteira da pandemia COVID-19, enquanto outros argumentam que tecnologias descentralizadas como o Bitcoin tornam a desagregação o ponto crucial da próxima geração de inovação FinTech.”

Em estudo global, PayPal não vê consenso na preferência do consumidor mundial na preferência dos meios de pagamentos
Para o PayPal, uma terceira onda de inovações deve acontecer no ambiente de fintechs, que tem como tendência o surgimento de soluções emergentes.

Comparando a realidade de quatro países de diferentes regiões, o PayPal encomendou essa pesquisa global para buscar entender o comportamento e preferência dos consumidores. Uma das realidades apontadas no estudo é que a pandemia ajudou na digitalização do dinheiro, mas a moeda em espécie ainda é uma realidade presente.

As preferências pelo dinheiro físico são por motivos de controlar melhor os gastos, sem taxas e anonimato. Para o PayPal, esses aspectos deverão moldar o interesse por novas moedas.

“Essas características do dinheiro são importantes para os usuários e devem fornecer um contexto importante ao considerar as formas futuras de moeda.”

Mas a amostra ouvida pelo estudo indicou que há um futuro promissor para o dinheiro digital, principalmente no Brasil, com as pessoas justificando esse meio de pagamento como de mais “conveniência, flexibilidade e segurança”.

Segundo a pesquisa, 79% dos brasileiros ouvidos pelo PayPal estão prontos para abrir mão do dinheiro físico, sendo o principal país neste aspecto. O país que menos quer o dinheiro em formato digital é a Alemanha.

“Setenta e nove por cento dos entrevistados no Brasil e 72% na China gostam da ideia de não ter que carregar dinheiro ou moedas, seguido por 58% nos EUA e 40% na Alemanha”.

Brasileiros têm interesse em moeda digital do Banco Central, diz pesquisa do PayPal

Com o crescimento do assunto de Moedas Digitais de Bancos Centrais (CBDC), os participantes do estudo foram questionados se aceitarão utilizar esses sistemas. Surpreendentemente, os brasileiros estão entre os que mais confirmaram que irão utilizar essas versões de moedas, com 93% dos ouvintes provavelmente aceitarão.

Para o PayPal, como 1 a cada 5 dólares investidos em 2021 foram em fintechs, os governos devem observar este setor de perto, principalmente para formular políticas sobre uso de dados dos usuários e automações de soluções.

18.10.21

Por que está tão caro comer o básico no Brasil?


Uma pesquisa do Datafolha entrevistou 3.667 brasileiros, em 190 municípios, entre 13 a 15 de setembro para saber sobre o consumo de alimentos neste ano.

Entre os entrevistados, 67% relatam terem reduzido a carne bovina; refrigerantes e sucos foram 51%, e lacticínios, como leite, queijo e iogurte foram diminuídos entre 46% da população. Frango, porco e outros tipos de carnes caíram 39%. Nem mesmo o Exército brasileiro deixou de ser afetado pela oscilação no preço dos alimentos, para se ter ideia do impacto disso no cotidiano.

Os alimentos que apresentaram maior estabilidade são os clássicos do prato brasileiro. O arroz, com 41%, e, logo em seguida, o feijão, com 40% dos entrevistados que relataram não terem mudado o consumo.

Segundo estimativas da FGV, em abril de 2021, 27,7 milhões de brasileiros (12,98%) estavam abaixo da linha da pobreza, com renda de R$ 261 mensais (US$ 49). Em 2019, o número era de 23,1 milhões de pobres (10,97%).

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de agosto deste ano, apontam que o custo médio da cesta básica subiu em 13 das 17 capitais analisadas. As mais caras estão em Porto Alegre (RS), com o valor de R$ 664,67, e em Florianópolis, ao custo de R$ 659.

A inflação dos alimentos foi mais severa especialmente com os mais pobres. A avaliação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – responsável por medir a inflação referente ao consumo das famílias, aponta que o custo de vida da classe de renda alta subiu 3% em 2020, enquanto a classe pobre sofreu com o dobro, 6%. A classe média registrou 4%.

Em 2021, o cenário se repete, castigando as pessoas com menos renda. A inflação para este grupo ficou acima de 9%; a classe média com 8%, e atrás as famílias com renda alta, entre 6 a 7%, diz o Ipea.

O IPCA geral fechou em 2020 com avanço de 4,52%, maior taxa desde 2016. A inflação dos alimentos, em especial, foi três vezes maior, com 14,1%.

O que explica a alta da inflação?

O cenário de alta da inflação está ligado às mudanças nos padrões de consumo associadas à pandemia, o timing e o montante alto da transferência pública de renda (auxílio emergencial), os desarranjos das cadeias produtivas, problemas climáticos, a elevação dos preços internacionais das commodities e, principalmente, a disparada do dólar, explica o coordenador científico do Cepea, Geraldo Barros.

Vitor Benites tem 21 anos e trabalha como web designer. Durante a pandemia, ele sentiu o seu poder de compra diminuir. Carnes, óleos e alimentos supérfluos foram os principais alimentos que cortou da lista na ida ao supermercado e algumas medidas foram tomadas para que os alimentos durem mais.

“Agora eu faço a feira a cada duas semanas, evito o desperdício de alimentos, fazendo receitas que aproveitam partes como cascas de vegetais. Compro em quantidades menores e troquei os refrigerantes por sucos, e acabo comendo fora bem menos”, ele conta.

Ligia Soares, 25, é estudante e mora em Curitiba com o namorado. Ela comprava muitas frutas, verduras, grãos variados e carne, mas devido a alta de preço isso se tornou mais escasso. Durante a pandemia os pais de Ligia, que enviavam dinheiro para custear sua estadia em outra cidade, ficaram desempregados, o dinheiro foi diminuindo e ela teve que recorrer ao auxílio emergencial.

Agora ela busca os sacolões de Curitiba, onde compra frutas e verduras por preços bem baixos e assim pode ter uma alimentação mais nutritiva e balanceada. O namorado de Ligia, que trabalha, acaba comprando itens como carne de aves e alimentos mais caros uma vez ao mês, o que fez com que diminuíssem o consumo de proteína animal.

O que explica a instabilidade do mercado?

A insegurança sobre o comportamento imprevisível das instituições – envolvendo os três poderes da República, e seus embates, tem aumentado o risco-país (medidor de instabilidade econômica) e afastado investidores internacionais, explica o coordenador científico do Cepea. Esse cenário explica, em parte, a forte valorização do dólar sobre o Real e a permanência no patamar elevado.

Em janeiro de 2020, a moeda norte-americana estava avaliada a R$ 4, e terminou o ano em R$ 5,18, acumulando alta de 29,33% no ano. Há quem diga que pode chegar a R$ 6 ainda neste ano.

“O Cepea calculou que o efeito do dólar na explicação do choque não esperado de preços dos alimentos no Brasil, foi, em 2020, cinco vezes maior do que o dos preços das commodities”, afirma o pesquisador Barros.

A valorização do dólar afeta toda a cadeia de produtos importados e exportados, além de funcionar como um balizador dos reajustes de preços na economia em momentos de incerteza, afirma Barros. Também entram nessa conta os preços dos combustíveis que afetam, por conseguinte, o frete de todos os bens.

Outro setor que onera fortemente o consumidor de baixa renda é o de transporte urbano, devido ao custo da energia que tem como fonte petróleo e derivados, muito influenciado pelo dólar.

No setor de produção de alimentos, a alta do dólar em geral favorece o segmento exportador, refletido nos dados da balança comercial das exportações do agronegócio em 2020. O faturamento somou US$ 101 bilhões, crescimento de 4% na comparação com o ano anterior, enquanto o volume embarcado subiu 10%, ambos recordes na série histórica do Cepea.

O Brasil teve uma safra de grãos no ciclo 20/21 estimada em 252,3 milhões de toneladas, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do volume impressionante, o país sofre com uma forte alta no preço dos alimentos.

O economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Kfoury, afirma que a valorização no preço das commodities foi sentida mundialmente e que os preços no mercado interno não dependem somente da produção brasileira.

“Houve um grande aumento da demanda mundial por alimentos, o que fez com que os preços subissem muito. Além disso, a desvalorização da moeda fez com que os preços dos alimentos aumentassem ainda mais. Desde o início da pandemia, em fevereiro de 2020, os preços das commodities agropecuárias subiram 60%”, explica o professor.

A previsão para os próximos meses sobre os valores dos alimentos não é muito otimista, segundo Kfoury. Os preços no mercado atacadista de produtos agrícolas continuam crescendo e para os próximos meses a expectativa é que permaneçam a subir.


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