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6.1.22

Inflação do Bitcoin foi cinco vezes menor que do Real brasileiro em 2021


A inflação do Real brasileiro fechou o ano de 2021 com um cenário preocupante, ao contrário do Bitcoin, que é cinco vezes menor.

Criada em julho de 1994, o Real brasileiro é a moeda nacional do Brasil, emitida e controlada pelo Banco Central. Essa foi parte do chamado Plano Real, o único que conseguiu combater o problema da hiperinflação no país, presença marcante nas décadas de 80 e 90.

A chamada inflação é uma métrica importante ser compreendida, mas poucas pessoas dão real valor a ela. Contudo, como é por aí que se mede o poder de compra de produtos e serviços em comparação com uma moeda, é importante não menosprezar esse efeito caótico na economia.

Inflação do Real brasileiro é cinco vezes maior que do Bitcoin em 2021

No último boletim Focus divulgado pelo Banco Central do Brasil de 2021, com referência do dia 31 de dezembro de 2021, a expectativa da autarquia é que o IPCA feche o ano cotado em 10,01%, mostrando que o brasileiro perdeu isso de poder de compra com a moeda nacional no último ano.

Essa medida deverá ser confirmada pelo IBGE ainda, mas mostra que o cenário não foi nada positivo com a moeda brasileira. Segundo uma fala recente do presidente do Bacen, Roberto Campos Neto, a “inflação é um imposto maligno”, ou seja, não é nada legal o momento.

Com a inflação oficial do Real brasileiro medida pelo IPCA acima de 10% em 2021, essa foi cinco vezes maior que do Bitcoin no mesmo período, que foi de apenas 1,75% durante todo o ano.

O Real completa em 2022 seu aniversário de ano 28 desde sua criação, mas carrega um problema de já ter perdido quase 90% do seu poder de compra desde então.

Expectativa para o futuro?

A inflação do Bitcoin é controlada pelo mecanismo de emissão de novas moedas, que foi definido em sua criação, quando a rede começou a funcionar, há treze anos. Dessa forma, a expectativa da inflação do Bitcoin para 2022 é a mesma, de 1,75% durante todo o ano, assim como para 2023 e parte de 2024.

Isso porque, em 2024, a inflação do Bitcoin cairá pela metade, com o halving cortando a emissão de novas moedas e deverá deixar a taxa em 0,87% por alguns anos até que se corte pela metade novamente.

Contudo, o Real brasileiro depende de climas políticos e econômicos para decidir como será novas impressões da moeda, com governos tendo ainda uma certa influência na forma como o banco central emite e distribui novas moedas.

Dessa forma, o controle da inflação do Real é um pouco mais complexa, mas o BCB acredita que o IPCA feche 2022 com ela em 5,03%, ainda quase três vezes maior que do Bitcoin caso se confirme.

Como a moeda é um mecanismo de troca que depende da confiança da população em um sistema, o futuro está aberto para qual será o sistema predominante, ou se haverá coexistência entre eles.

16.12.21

10 dicas para economizar na ceia de Natal


Existe um conjunto de tradições que fazem do Natal uma das festividades de maior destaque na sociedade, como a troca de presentes na manhã do dia 25, a celebração do amigo-oculto entre amigos, e claro, a realização da ceia entre os familiares.


Uma festividades que permite para muitas famílias reunir aqueles parentes mais distantes, que moram entre outros estados, às vezes até mesmo em outros países, mas que usam desse feriado como uma ocasião para se reunir com os seus familiares de forma anual.


Existindo diversas formas como essa ceia pode ser preparada, como um parente específico se responsabilizando pela preparação desse evento, como uma mãe que usa da data para se reunir novamente com os seus filhos e netos.


Contudo, se estivermos falando de uma família muito grande, isso pode acabar sendo muito trabalho para uma só pessoa, sendo preciso delegar certas tarefas para todos os que estarão presentes nessa ceia.


Similar a administração de uma empresa, que divide suas funções entre companhias contratadas, como um escritório de serviços contábeis para o controle financeiro, uma empresa de terceirização de limpeza para  manutenção do espaço, entre outros.


Com essa divisão em relação a ceia estando associada sobre quem cuidará do preparo do peru de Natal, do cozimento dos acompanhamentos, da produção das sobremesas, e até mesmo na compra de bebidas, para aqueles que não mandam muito bem na cozinha.


Outra opção é recorrer a um sistema de pedidos para restaurante, com certas empresas de alimentos trabalhando com a produção de ceias completas, ofertando para pessoas que não possuem tempo de fazer os preparativos para essa reunião familiar e entre amigos.


Mas seja qual for a opção é importante saber que existem diversas variáveis que podem ser responsáveis pela mudança de valores em relação à produção de uma ceia de um ano para outro, indo além das exigências alimentares de certos parentes.


Passando principalmente pelos fatores econômicos que definem o preço no supermercado de cada um dos mantimentos a serem utilizados na preparação da ceia.

Como a economia pode afetar o seu Natal

A situação econômica de um país é capaz de impactar as mais diversas atividades realizadas durante o percorrer do seu ano, como a desistência de uma viagem internacional, por causa da subida de preço dos voos.


Fora o próprio rendimento mensal do indivíduo, com o seu salário podendo estar conectado a performance do comércio ao qual esse profissional presta seus serviços. E nesse conjunto de possibilidades, a ceia de Natal também acaba por ser afetada.


Sendo preciso ter um grande controle organizacional, de forma a se preparar para os gastos relacionados à preparação da sua ceia de Natal, permitindo que ela aconteça, mesmo em condições financeiras mais apertadas.


Similar ao que já pode estar sendo feito no seu dia a dia, com a compra de um suplemento mineral e vitamínico de uma marca menos conhecida, ou então com embalagens em menor quantidade, de acordo com as necessidades diárias desse consumidor.


Para o Natal isso pode significar trocar o tradicional peru por uma carne mais barata, além de outras mudanças que podem impactar no valor final da sua ceia, tornando-a mais acessível para todos os responsáveis por sua preparação.


Acompanhando também outras mudanças que podem estar sendo aplicadas na organização financeira da pessoa diante o feriado. Como na compra de presentes menores e mais específicos, optando por um bazar de roupas, no lugar de uma loja de grife.


Tudo para que seja possível confirmar a realização da sua reunião de amigos e parentes, mesmo estando em uma situação economicamente crítica para todos os envolvidos, sendo necessário encontrar alternativas para que seja possível realizar a tal ceia de Natal.


Sendo preciso realizar um diagnósitico organizacional, até mesmo para uma atividade antes vista como simples, que é a ida ao supermercado durante o mês natalino, onde existe uma disputa acirrada pelo saco de uvas passas em promoção, por exemplo.


E se o seu objetivo é gastar menos na preparação da sua ceia, é importante ficar de olho nas dicas presentes a seguir.

10 formas de economizar na sua ceia

Não é porque a grana está curta que você vai deixar de se reunir com os seus parentes e celebrar a presença deles em sua vida. Só é preciso saber como se preparar melhor para o tal evento, de forma a economizar nos gastos necessários a esse evento.


E se poupar é o seu objetivo, aqui vão 10 dicas que podem ajudar na preparação da sua ceia por um valor mais acessível.

  1. Pesquise valores com antecedência

A maior demanda por um produto faz com que o seu preço suba no mercado. E se existe algo no mês de dezembro é a demanda do público por alimentos relacionados à preparação da ceia, tais como:


  1. Frutas secas;
  2. Pães especiais;
  3. Peru entre outras aves;
  4. Vinhos e bebidas gerais.

Comprar com antecedência pode ser uma forma de economizar, já que popularmente esses valores costumam subir com o aproximar da data, ainda mais para quem deixa essa compra para o último dia.

  1. Opte por compras menores

Comprar somente o essencial é uma forma de diminuir o valor da sua conta no supermercado, sendo preferível adquirir os produtos relacionados à ceia de forma a granel, ao invés da compra por embalagens maiores, por exemplo.


Sendo assim é possível economizar até mesmo com o sistema de entrega, já que as compras menores podem caber na sua sacola de papel, levando você mesmo tais produtos até a sua residência.

  1. Siga sua lista de compras

É importante também produzir uma lista de compras, que conte com os alimentos necessários para a realização da sua ceia, evitando assim compras desnecessárias e realizadas de forma impulsiva.

  1. Fique de olho nas promoções

É comum a realização de promoções durante essas festividades, por isso é importante acompanhar os anúncios televisivos, além daqueles presentes nos folhetos, de forma a escolher o produto mais atraente ao consumidor, além de confirmar esse valor no caixa.

  1. Esteja atento à validade dos produtos

Ainda sobre as promoções, é importante observar a validade dos produtos, pois algumas vezes, uma mercadoria prestes a vencer pode contar com um preço mais acessível. Sendo preciso que o consumidor trabalhe com uma analise de risco em cima das suas compras.


Afinal, uma lata de milho com validade para o mês de janeiro, sendo que esse produto será consumido ainda em dezembro, pode ser uma compra vantajosa para o consumidor em busca de um preço menor.

  1. Substitua alguns alimentos e marcas

Outra forma de tornar a sua ceia mais acessível é a com escolha dos produtos que serão necessários para a realização dela. Pois com o alto valor da carne, é possível trabalhar com receitas alternativas, utilizando diferentes mercadorias.


A mesma situação vale para as marcas consumidas, sendo possível optar por uma variedade que esteja disponível nas prateleiras por um valor menor.

  1. Evite o desperdício

O desperdício de alimentos é algo que se deve ter bastante preocupação, parte pelo desperdício em si, enquanto existem diversas pessoas passando fome nas ruas, mas também pelo valor dessas compras em excesso.


Sendo preciso calcular a quantidade certa de alimentos necessários para a sua ceia, de acordo com o número de pessoas presentes.

  1. Tenha cuidado com o cartão de crédito

Ao se encontrar em uma situação financeira mais apertada é possível que o consumidor opte por passar suas compras de Natal no cartão, contudo, qualquer assessoria tributária é capaz de recomendar que o usuário evite essa prática.


Sendo apenas um adiamento de suas dívidas. Até porque ninguém gostaria de chegar na Páscoa tendo que pagar ainda a sua ceia de Natal.

  1. Aposte no digital

Hoje é dia é possível ter acesso a diferentes sites e aplicativos de compra que podem liberar cupons promocionais entre outras formas de desconto, sendo possível economizar com a compra dos mantimentos natalinos, além de recebê-los direto em casa.

  1. Divida a conta

Por fim, é sempre uma opção interessante dividir os gastos da ceia com todos os que estarão presentes na ceia, sendo possível deixar essa organização para aquele tio que trabalha em um escritório de consultoria tributária, acostumado a lidar com finanças.


Ao se aplicar essas práticas durante a preparação da sua ceia anual, é possível contar com com um desconto progressivo, de acordo com o número de dicas que estão sendo seguidas durante a sua compra de Natal no supermercado.


Permitindo que todos presentes nessa reunião possam se divertir nessa celebração familiar, sem que exista uma preocupação em relação ao orçamento disponível de cada um dos indivíduos. Sobrando até mesmo um valor para a compra de presentes.


Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

14.12.21

Itens da ceia de Natal têm diferença de preço de 124,72%


Levantamento feito pelo Procon de São Paulo com produtos que compõem a ceia de Natal apontou diferença de preço de até 124,72%. A coleta de preços foi realizada nos dias 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro nos sites de sete supermercados.

Foram comparados os preços de 63 dos seguintes itens de diferentes marcas: azeites, bombons, lentilhas secas, conservas, farofas prontas, frutas em calda, panetones, chocotones e carne.

Entre os produtos analisados, um azeite de oliva de 500 ml custava R$ 44,90 em um estabelecimento e R$ 19,98 em outro, diferença de R$ 24,92. Um panetone com gotas de chocolate de 400 gramas foi encontrado a R$ 20,78 em um estabelecimento e R$ 14,99 em outro.

Na comparação com o levantamento feito no ano passado, houve aumento de 17,11% no preço médio.

Especialistas do Procon-SP recomendam planejar o cardápio e montar listas dos alimentos e bebidas antes da ida ao supermercado para evitar compras por impulso. Orientam também que o consumidor faça uma comparação entre os preços praticados pelos diferentes estabelecimentos.

13.12.21

Alimentos e presentes pressionam inflação do Natal


A inflação do Natal deste ano mostrou variação de 5,39% no acumulado dos últimos 12 meses, de acordo com dados divulgados, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV)

Ela ficou abaixo da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da FGV, (9,88%) de dezembro de 2020 até novembro deste ano. Embora o resultado seja inferior ao apurado no mesmo período do ano passado, quando atingiu 13,51%, ele superou o de anos anteriores: 3,81% em 2019; 3,37% em 2018; e -2,30%, em 2017.

Segundo Matheus Peçanha, economista do Ibre e responsável pela pesquisa, o fator que mais puxou a inflação foi o aumento dos alimentos, com variação média de 7,93%, apesar de ter ficado bem menor do que no mesmo período do ano anterior (28,61%). Nos últimos 12 meses, o frango inteiro, por exemplo, subiu 24,28%, liderando a lista dos itens que mais pressionam o bolso do consumidor. Em seguida, aparecem ovos (17,79%), azeitona (15,13%), carnes bovinas (14,72%), farinha de trigo (13,70%) e azeite (13,26%).

No sentido inverso, houve queda nos preços do arroz (-8,27%) e do pernil suíno (-1,27%). Peçanha lembrou que os problemas nos custos de produção, “que sofremos desde o ano passado, com secas, geadas, alta nos preços dos combustíveis e energia elétrica, ainda se fazem sentir, sobretudo, nas proteínas. O câmbio alto, favorecendo a exportação das carnes, também contribuiu para manter os preços das proteínas em alta”. Ele disse, entretanto, que o retorno gradual das chuvas já tem normalizado a dinâmica de diversos preços de alimentos como arroz, frutas, hortaliças e legumes.

Presentes para o fim de ano

Em relação aos presentes para o fim de ano, o economista destacou que quem não antecipou as compras durante a Black Friday, em novembro, vai desembolsar neste Natal um pouco mais do que no ano passado. A média da variação de preços dos presentes mais procurados ficou em 3,39%, ante 1,39% de 2020, 1,28% em 2019, 1,71% em 2018 e 1,02% em 2017.

Vestuário (4,80%), acessórios (2,57%), recreação e cultura (2,13%) e eletrodomésticos e eletrônicos (1,73%) foram os segmentos que mais subiram. Peçanha alertou que os produtos que mais variaram também são os de menor valor. Por isso, recomendou que o consumidor deve ter cautela ao gastar, uma vez que o mercado de trabalho apresenta desemprego e renda reprimida e o cenário no país ainda é de incertezas elevadas.

O economista avaliou que o momento é de retorno gradual, “ainda que a variante Ômicron já esteja no radar, e é natural ver o movimento da população de realizar um consumo que foi frustrado nessa mesma época do ano passado, mesmo com um cenário de emprego e renda não convidativos. É importante ter cautela, planejar bem o consumo e usar o crédito de modo responsável”, reforçou.

Ele recomendou que, para economizar, o consumidor deve pesquisar muito. “Hoje, a tecnologia facilita muito isso com buscadores de ofertas. Vale aproveitar descontos e, de repente, juntar com familiares, amigos ou vizinhos para fazer compras em quantidade e ganhar desconto no atacado”, finalizou.

9.12.21

Copom aumenta taxa básica de juros para 9,25% ao ano


Com o aumento da inflação, o Banco Central fez mais um ajuste nos juros básicos para tentar segurar a alta dos preços. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou hoje (8) a taxa básica de juros, a Selic, de 7,75% para 9,25% ao ano. A decisão era esperada por analistas do mercado financeiro.

Esse foi o sétimo reajuste consecutivo na taxa Selic, depois de passar seis anos sem elevação. De março a junho, o Copom elevou a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Na última reunião, em outubro, o reajuste chegou a 1,25 ponto percentual.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em outubro, o índice ficou em 1,25%, o maior para o mês desde 2002 (1,31%). Em 12 meses, o IPCA chegou a 10,67%.

Para o mercado financeiro, o IPCA deve chegar a 10,18%, neste ano. Tanto o resultado em 12 meses quanto a previsão para o ano estão acima do teto da meta de inflação para o ano. Para 2021, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou a meta de inflação em 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite superior é 5,25% e o inferior, 2,25%.

Crédito mais caro

A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.



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