2.1.21

Morre Padre Ticão, líder social da Zona Leste de SP, aos 68 anos

Morreu na noite de sexta-feira (1º/1), em São Paulo, Antonio Luiz Marchioni, o Padre Ticão, aos 68 anos. Ele estava internado desde quinta-feira (31/12), por conta de problemas cardíacos.

Padre Ticão estava no Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, devido a uma descompensação de insuficiência cardíaca preexistente, que causou redução da oxigenação sanguínea. De acordo com boletim médico de 31 de dezembro, ele estava “estável e monitorizado em UTI”. O quadro, no entanto, apresentou piora na noite de sexta. Ele testou negativo para Covid-19.


Ticão era pároco da Igreja São Francisco de Assis, em Ermelino Matarazzo, Zona Leste de São Paulo. Ele era conhecido pelo trabalho social com a comunidade. Por exemplo, articulou a construção do Hospital Municipal Ermelino Matarazzo e a mobilização para instalação da USP Leste, além de apoiar a realização da tradicional Festa das Nações.

Na quinta, o vereador Eduardo Suplicy (PT) publicou, em suas redes sociais, uma mensagem de apoio a possíveis ataques que Padre Ticão vinha sofrendo de grupos conservadores. O pároco defendia o uso da cannabis medicinal para tratamento de doenças e, inclusive, oferecia cursos gratuitos para a comunidade.

Em entrevista no início da pandemia, Padre Ticão encarava com bom humor as críticas que recebia. Na ocasião, ele disse que era visto, segundo seus detratores, como “padre maconheiro”, por defender o uso da planta da maconha.

Reconhecido por luta pelos desfavorecidos, a morte de Ticão repercutiu entre políticos. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), prestou condolências em rede social: “Um guerreiro na luta pela diminuição das desigualdades sociais. Descanse em paz”.


Por outro lado, Suplicy lamentou o falecimento do líder religioso. “Com muita tristeza e forte sentimento de pesar que transmito a toda comunidade da Paróquia de São Francisco, em Ermelino Matarazzo, pelo falecimento do Padre Ticão.”

Enterro do Padre Ticão
O corpo de Padre Ticão está sendo velado na Igreja São Francisco de Assis, em Ermelino Matarazzo, até as 14h. O enterro será no Cemitério do Carmo I, na Rua Professor Hassegawa, 725, em Itaquera.


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