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Lista para reduzir ciclovias em SP gera críticas de adeptos de bicicletas
Imagem Reprodução Divulgação

A circulação de uma suposta lista com sugestões de ciclovias a ser removidas das ruas de São Paulo, divulgada em grupos de aplicativos de mensagens por celular, tem gerado polêmica entre usuários de bicicletas e vereadores da cidade. De acordo com ativistas, a relação teria sido criada por determinação da gestão municipal com o objetivo de revisar o plano cicloviário da capital.

As informações são do R7 Confira:

A denúncia partiu de líderes de associações envolvidas em debates públicos que resultaram no acordo que compõe o plano de mobilidade urbana do prefeito Bruno Covas (PSDB) — projeto que inclui a requalificação de 310,6 km corredores e construção de mais 173,3 km.

Agora, as entidades querem se reunir com Bruno Covas para cobrar dele a implementação das propostas aprovadas em audiências públicas e que, em todas, tiveram as ciclovias destacadas como medida importante para o plano de mobilidade e segurança viária da capital paulista.

"Houve chamado de bastidor para vereadores levantarem uma lista de remoções que eles querem. Foi uma facada pelas costas. Estamos, há um ano, topando um processo democrático, aberto, participativo com a gestão municipal e vem essa história de vereadores. Se tem requalificação a fazer, que seja feita por audiências públicas", afirmou diretora de participação pública da Ciclocidade (Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo), Aline Cavalcante.

A representante da Ciclocidade afirma que, durante as discussões sobre a mobilidade urbana de São Paulo, houve pouca rejeição ao plano cicloviário ou mesmo pedidos de remoção de ciclovias por parte da sociedade paulistana.

"O mundo inteiro está falando sobre bicicleta, patinete e transporte público. O prefeito precisa ter um pouco mais de coragem de enfrentar esses setores mais conservadores, retrógrados, que não têm argumentos para pedir uma remoção [de ciclovia ou ciclofaixa]. Estamos trabalhando com dados, evidências", enfatizou Aline Cavalcante.

Audiência publica

A diretora da Ciclocidade, Aline Cavalcante, revelou também que, durante audiência pública, realizada na última segunda-feira (16), na Comissão de Trânsito e Transporte e Atividade Econômica da Câmara Municipal, vereadores presentes negaram ter conhecimento e repudiaram a elaboração da lista.

Ainda segundo a ativista, a representante da prefeitura no encontro apresentou as diretrizes do plano cicloviário paulistano e, durante a fala, não teria citado o termo remoção em nenhum momento, mas somente as palavras requalificação, conexão e ampliação ao expor detalhes do projeto.

"Essa lista paralela é um desrespeito ao processo democrático e a participação da sociedade. Estivemos na Câmara Municipal justamente para ouvir esses vereadores [que teriam elaborado a lista] e debater os dados que eles eventualmente possam ter que justifiquem qualquer remoção, mas eles não apareceram. Não temos mais tempo a perder, cada dia sem conectar a infraestrutura Cicloviária significa vidas perdidas no trânsito", comentou.

De acordo com Aline Cavalcante, os corredores das avenidas Siqueira Bueno, na zona leste, e Cândido Motta Filho, na região oeste da capital paulista, estariam na lista de ciclovias que deveriam ser extintas.

Oposição

O vereador José Police Neto (PSD) estranhou a adoção da lista que sugeriria a retirada de ciclovias na cidade, pois o sistema de participação proposto na lei que o secretário João Jorge (vereador licenciado do cargo) teria aprovado não deveria ocorrer por "consulta via Whatsapp", mas sim por discussões públicas e pesquisas.

"Quem sugere a retirada de uma estrutura cicloviária é porque tem desprezo pela vida daqueles que circulam pela cidade de bicicleta e que ajudam todos a viver melhor, reduzindo gases do efeito estufa e os congestionamentos", comentou o parlamentar.

Police Neto criticou o procedimento em curso na Câmara Municipal, mas ressaltou que não acredita que o prefeito Bruno Covas tenha conhecimento de tal lista ou mesmo a tenha aprovado.

"Tenho certeza que o prefeito não sabe e não apoia a ação. Afinal, a mensagem não foi enviada para ampliar o debate, chamando os vereadores para participar de audiências públicas. Fico feliz por não estar na lista, porque eu seria um crítico de tudo isso. Tanto do procedimento, que está errado e é antidemocrático, como da retirada de estruturas que protegem a vida", finalizou o vereador.

Outro lado

Por meio de nota, a Prefeitura de São Paulo ressaltou que o prefeito Bruno Covas tem afirmado que essa gestão vai requalificar 310 km de ciclovia e ampliar em 170 km a quantidade atual desse equipamento. Eventualmente, pode haver alguma remoção, mas no final o saldo será de 170 km de ciclovias a mais.

De acordo com o prefeito, durante a gestão do governo anterior, muitos trechos de ciclovias foram salpicados pela cidade sem conectividade, ligação, eficácia e eficiência. Também é possível que o recapeamento tenha apagado alguma ciclovia. Nesses casos, o trecho será refeito após a obra.

Por fim, a nota da prefeitura paulistana diz que o novo Plano Cicloviário está em fase final para sua apresentação e será anunciado em breve.

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