23.11.18

Na dúvida não ache nada - Me pergunte!


Parentes que não se identificam não precisam ser melhores amigos, mas é bom que estabeleçam uma relação de cordialidade.

É difícil encontrar uma família que não tenha algum tipo de desavença entre seus membros. Dependendo das circunstâncias, o sofrimento e a mágoa provocados pela briga acabam atingindo quem não teve nada a ver com a história.

Relacionar-se bem não acontece sem esforço e paciência.

Até Jesus fez um alerta contra a picuinha. Jesus? Sim, ele mesmo! Ele disse: “Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: “Me deixe tirar esse cisco do seu olho”, quando você está com uma trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão” (Mt 7:3-5).

O porquê do alerta de Jesus? Por que quem vive criando picuinhas se torna juiz dos outros. Esta é a razão de Ele já ter dito anteriormente: “Não julguem os outros para vocês não serem julgados por Deus. Porque Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros” (Mt 7:1, 2).



O que leva uma pessoa a constantemente fazer picuinhas por coisas pequenas pode ser uma série de fatores. Do ponto de vista psicológico, a própria personalidade do indivíduo, a criação em determinada cultura familiar, tendência ao pessimismo, dentre outros fatores. Do ponto vista espiritual, ingratidão, imaturidade espiritual, falta de fé, de discernimento e de um relacionamento vigoroso com Jesus.

Para aquele que tem esse comportamento – fazer picuinhas – o primeiro passo é reconhecer que tem agido dessa maneira e como isso tem afetado sua vida e seus relacionamentos. O criador de picuinhas se torna um “chatonildo” que afasta as pessoas de si.

Posteriormente, deve aprender a focalizar sua atenção e pensamento naquilo que é realmente bom, positivo e relevante. Isso inclui em primeiro lugar as pessoas mais importantes de sua vida: cônjuge, filhos, pais, irmãos e amigos verdadeiros. Deve aprender a compreender as circunstâncias da vida com outros olhos, sob um novo prisma.

Essas atitudes se tornam realmente eficazes quando nos aproximamos de Jesus e o convidamos a fazer parte de nossa vida. Jesus quando esteve aqui, combateu as picuinhas dos fanáticos religiosos, dos pessimistas e daqueles que viviam se fazendo juízes dos outros. Quando caminhamos lado a lado com Jesus, aprendemos olhar a vida e a pessoas com o seu olhar, o olhar de Deus... Olhos de amor, de fé e de esperança. 



A língua pode afastar as pessoas

Tomemos muito cuidado com o que pensamos, pois a nossa vida é diri­gida pelos pensamentos verbalizados. É incrível a diferença que uma simples palavra ou ação faz em nossa vida. Com pouco esforço podemos aliviar o fardo daqueles que estão carregando o peso do mundo ou torná-lo ainda mais pesado.

Vejamos alguns motivos que têm levado as pessoas a se afastar umas das outras.

O mau uso das palavras

Boa parte dos problemas de rela­cionamentos que surgem dentro das nossas igrejas (e fora dela também) tem origem na falta de cuidado com o que falamos. Somos muito rápidos em abrir nossa boca e acabamos negligenciando a sabedoria que existe em refletir antes de falar (Pv 18.21; 19.2).

Aplicação

Você pode pensar em palavras que já disse que machucaram profundamente alguém? Você se lembra de alguma vez em que uma simples palavra de encorajamento provo­cou a cura de feridas profundas? Lembre­-se do que Tiago fala sobre o poder da língua para destruir ou sarar (Tg 3.9-12).

O mau efeito das palavras

As palavras têm o poder de criar situações, de modificar ambientes, de alegrar, de entristecer, de aproximar ou afastar as pessoas. Podem significar a valorização de alguém ou a sua completa desmoralização (Zc 8.16-17; Ef 4.29).

Aplicação 

“Nossas palavras tęm poder incrível para dar vida ou morte. Podem ser placas sina­lizando o caminho para a vida eterna, ou podem encaminhar pessoas direto para o inferno” (David J. Merkh – Tesouros Escondidos).

O mau controle das palavras 

“Se deixarmos as palavras saírem sem qualquer tipo de controle, pode­remos nos arrepender logo depois; uma vez faladas, as palavras percorrem os seus próprios caminhos, saem do nosso controle e produzem efeitos para os quais não estamos preparados” (David J. Merkh). Leia Mateus 5.22; Marcos 7.20-23.

Aplicação 
Tenha cuidado com que você diz, pois as suas palavras podem estar distanciando os irmãos uns dos outros. “Palavras agra­dáveis săo como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo” (Pv 16.24).

A língua pode dificultar a reaproximação das pessoas

Algo muito comum são comentários a res­peito de atitudes que outros irmãos tomaram ou de algo que porventura ouviram e não souberam guardar para si. Essa prática é tradicionalmente chamada de fofoca.

Podemos relacionar alguns fatores promovidos pela fofoca que dificultam a reaproximação das pessoas.

Provoca discórdia entre os irmãos:
Paulo, em 1Timóteo 5.11 e 13, condenou a atitude das viúvas novas que, pelas suas leviandades e vida ocio­sa, saíam de casa em casa falando o que não deviam, provocando a discórdia entre os irmãos. Não se está criticando as mulheres da igreja! Nem Paulo (apli­cando a mensagem para nossos dias). Ele estava tão somente advertindo a Timóteo que tomasse cuidado com al­gumas viúvas que não estavam aprovei­tando com sabedoria o tempo ocioso.

Aplicação 
Procure encorajar, pelo menos, uma pessoa hoje com palavras sinceras de graça. “O ensino do sábio é fonte de vida, para que se evitem os laços da morte” (Pv 13.14).

Provoca desconfiança entre os irmãos 
Fofoca nada mais é do que relatar algum fato que vimos ou ouvimos de terceiros que pode trazer constrangi­mentos. Ela é capaz de causar grandes estragos no meio em que vivemos, tanto para quem se utiliza dessa prática (per­dendo a confiança dos irmãos) como para a pessoa referida.

Aplicação 
Cuidado com o fofoqueiro: o dano que ele causa é incalculável (Pv 11.13; 20.19).  A mensagem é clara: evite pessoas que fofo­cam! Somente um tolo se cerca de pessoas que se divertem com os problemas dos ou­tros. Cuidado! Você pode ser a sobremesa!

Provoca mágoa no coração dos irmãos 
Quantos irmãos vivem magoados por causa de comentários maldosos! Paulo exorta que toda amargura seja retirada de nosso coração (Ef 4.31). Pedro, de igual modo, exorta ao arre­pendimento quando estamos cheios de amargura (At 8.22-23).

O último “pecado abominável” de uma lista de sete em Provérbios 6.16-19 é “o que semeia contendas entre irmãos”. A fofoca é uma das principais causas de contendas. Mais dois versículos seme­lhantes em Provérbios advertem contra a atração fatal da fofoca (Pv 18.8; 26.22).

Aplicação 
Podemos evitar esse mal através de conversas saudáveis e edificantes (1Pe 3.10), através do cultivo de uma vida espiritual autêntica (1Pe 3.11-12) e da con­sagração e santificação dos nossos lábios (1Pe 3.15-17).

Sucesso, Saúde, Proteção e Paz!

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